I don’t tend to drink a lot but it’s Burns night here in the UK and… Well, the quality of grammar, as well as the general raciocínio on display in today’s blog might be lower than usual, that’s all I’m saying. This is also the most conspiracist blog I’ve ever written. Not in a bad way (I hope) but certainly full of wild and unsubstantiated claims. So… Strap in!
Hum… Recentemente, o meu feed YouTube anda cheio de vídeos sobre a potência militar de Portugal e a sua força na aliança OTAN. Por exemplo, hoje, chamou-me a atenção “How Insanely Powerful is Portugal’s Military in 2026” (subtítulo “Why Portugal’s Military Shocks NATO”) Antes “Why Portugal Now Controls the Most Important Waterway in Europe” (subtítulo “Atlantic Gatekeeper”) e existem ainda mais, por exemplo isto e isto e isto. Ao que parecer as vozes dos anfitriões são geridos por IA. A voz irlandesa que narra o primeiro vídeo nem sabe dizer “nato” nem “trident” e existe gramática que um anglofono não diria nunca, como por exemplo “Every for a government that had planned for 2029”. É evidente que não é um ser humano.
O que é que está a acontecer? Não consigo dizer com certeza. Os americanos não têm motivo para elogiar o exército português.. Os russos é os Chinese também não, mas aqui vou eu a pensar em voz alta.

Mostram-se no vídeo vários diagramas e gráficos incluindo este (supra) que demonstra, nitidamente que o 2.0% orçamento militar de Portugal é maior do 2.3% do Reino Unido ou o 2.4% da Alemanha. Hum… tá bem… Qualquer pessoa com domínio da matemática consegue ver este truque instantaneamente, mas acho que o alvo do vídeo é uma pessoa que não tem domínio da matemática. Que não sei nada de nada.
Para mim, a resposta é fácil: com as ameaças do “presidente” dos EUA contra a Dinamarca (a minha terra espiritual), acho que o governo português teme ser alvo de mais uma campanha militar para anexar territórios estratégicas, mais obviamente os Açores, onde fica as Lajes, uma freguesia na ilha do Pico, onde é situada a base aérea mais estratégica no mundo. Antigamente, a base tornou-se motivo para os Estados Unidos se meter na política portuguesa, porque é um sítio muito importante nos planos estratégicos daquele país. A perda da base (no caso, por exemplo, de um governo comunista ter sido eleito durante a guerra fria) dificultava as operações da força aérea americana na Europa, na África e no medio-oriente. Ainda hoje, existem teorias de conspiração ligando a morte do presidente Francisco Sá Carneiro à CIA por causa da sua oposição à presença das forças armadas americanas no arquipélago.
E, com este pano de fundo, parece-me que o governo português acharia vantajoso espalhar propagandas sobre a confiabilidade e o poder incontestável do estado português na aliança transatlântico.
