Hoje de tarde, fiz um prato novo, usando uma receita que encontrei num site. A receita foi inspirada na gastronomia da ilha da Madeira. Vou rescrever a receita aqui com mudanças no tempo verbal, vocabulário e estrutura:
Colocar dois filetes de peixe espada num prato e salpicá-los com sumo de limão, um dente de alho picado, sal e pimento. Deixar os filetes tomarem gosto. Entretanto, partir um ovo e metê-lo numa tigela. Encher uma segunda tigela de farinha de trigo ou farinha de coco. Aquecer um pouco de azeite numa frigideira. Descascar as bananas e cortá-las em comprimento*.
Levar os filetes de peixe da marinada e colocá-los na farinha e depois passar pelo ovo. Imediatamente, colocá-los na frigideira. Fritar os peixes** rapidamente até que fiquem dourados. Deixá-los escorrer num guardanapo de papel absorvente. Repetir este processo com a banana.
Finalmente, colocar os filetes num prato de servir e por cima de cada um, dispor um pedaço de banana.
*= The recipe actually said “ao meio no sentido com comprimento” (“…in half, lengthways”) but native speakers dissed that so maybe it’s a regional thing…?
**=Plural, plural: Fry the fishes, not the fish!
Este livro é uma banda desenhada* que fala dum grupo de soldados no exército português, destacados numa missão no Senegal, numa manobra contra os rebeldes nos últimos meses da Guerra Colonial na Guiné. Enquanto que penetram** cada vez mais selva a dentro***, os seus medo e cansaço acrescentam, até atingirem um estado de paranóia. Existem vários episódios que proporcionam alívios cómicos, misturadas com horror. Por exemplo, um soldado raso**** se vangloria da sua grande sorte e imediatamente depois – ele pisa numa mina.
Mais política – peço desculpa! 🙂
Esta vista é a mais trágica do meu fim de semana. Como mencionei há uns dias, um par de melharucos azuis fizeram um ninho na casa de pássaros na nossa horta. Infelizmente, quando lá cheguei hoje encontrei a caixa no chão na esquina oposta do lote. Apanhei-a e vi umas marcas de dentes na entrada. As formigas invadiram-na, então quando a abri e espreitei lá dentro, vi as penas azuis e amarelas no cadáver do passarinho. Acho que uma raposa encalhou sob* a cerca e arrastou-a para baixo a caixa para obter uma refeição. Por um lado, eu sei que é algo natural – “natureza rubra nos dentes e nas garras” mas por outro lado, sinto-me triste porque a morte do passarinho podia ter ser evitada se tivesse situado a caixa mais alta do que um metro e meio.