Posted in Portuguese

Peixe Espada com Banana

19429178_164624824079357_1092156749684670464_nHoje de tarde, fiz um prato novo, usando uma receita que encontrei num site. A receita foi inspirada na gastronomia da ilha da Madeira. Vou rescrever a receita aqui com mudanças no tempo verbal, vocabulário e estrutura:

Colocar dois filetes de peixe espada num prato e salpicá-los com sumo de limão, um dente de alho picado, sal e pimento. Deixar os filetes tomarem gosto. Entretanto, partir um ovo e metê-lo numa tigela. Encher uma segunda tigela de farinha de trigo ou farinha de coco. Aquecer um pouco de azeite numa frigideira. Descascar as bananas e cortá-las em comprimento*.

Levar os filetes de peixe da marinada e colocá-los na farinha e depois passar pelo ovo. Imediatamente, colocá-los na frigideira. Fritar os peixes** rapidamente até que fiquem dourados. Deixá-los escorrer num guardanapo de papel absorvente. Repetir este processo com a banana.

Finalmente, colocar os filetes num prato de servir e por cima de cada um, dispor um pedaço de banana.

*= The recipe actually said “ao meio no sentido com comprimento” (“…in half, lengthways”) but native speakers dissed that so maybe it’s a regional thing…?

**=Plural, plural: Fry the fishes, not the fish!

Posted in Portuguese

Os Vampiros

30301337Este livro é uma banda desenhada* que fala dum grupo de soldados no exército português, destacados numa missão no Senegal, numa manobra contra os rebeldes nos últimos meses da Guerra Colonial na Guiné. Enquanto que penetram** cada vez mais selva a dentro***, os seus medo e cansaço acrescentam, até atingirem um estado de paranóia. Existem vários episódios que proporcionam alívios cómicos, misturadas com horror. Por exemplo, um soldado raso**** se vangloria da sua grande sorte e imediatamente depois – ele pisa numa mina.
Quase nunca vemos o verdadeiro inimigo – os monstros, pálidos e magros, que se escondem na escuridão. Já têm matado os rebeldes. Enfim, a história é um pouco esquisita. Não segue o caminho dum argumento num livro de vampiros. O medo e as relações entre os soldados são os destaques da história.

*=Apparently this is only a Portuguese expression. In Brazil it’s “Estória em quadrinhos”. Cómico is also used in Portugal, but maybe banda desenhada is equivalent to “graphic novel”? At least, booktubers I watch use BD in preference to Cómico.

**=I used “aprofundam” but meaning “they go deeper [into the jungle]” but Mrs L says you can’t talk about depth in this way, only if you are actually literally plunging down into a pool or a hole or something. It can also be used for feelings getting deeper though.

***=Not “dentro da selva”. This is how you say “into the heart of the jungle”, as counter-intuitive as it seems!

****=I originally wrote “Privado” here. As I explained to a confused Brasileiro: “…a palavra “privado” foi uma tradução da palavra inglesa “private” que significa (no reino unido ou nos estados unidos) um soldado do primeiro… hm… não sei como dizer…. ao fundo da hierarquia? Faz sentido? Um soldado novo o que ainda não passou a sargento. Claro que não é a palavra certa em português mas existe um equivalente? Percebo que andas a estudar inglês também. Espero que o meu erro ajudaras-te aprender!” The Portuguese military hierarchy can be found here if you are interested.

Posted in English, Portuguese

Adventures in Bilingual Instagramming

I’ve been trying to write most of my instagram posts in both english and portuguese recently. It’ a good way of getting some daily practice without feeling the need to write a whole mini-essay in iTalki. Here is a sampling of posts from our recent trip to the Hay on Wye literary festival for example. I usually prefix each section with the emoji flag of the UK and Portugal, which works well on the telemóvel but in a laptop browser it just shows as “GB” and “PT”

 

Posted in Portuguese

Instagram

notebook_image_808795

Isto é um lembrete da altura em que a frase “não há razões para estarmos* alarmados**” foi usada nos dias ainda mais escuros do que os actuais, e quando os Estados Unidos tinham um presidente melhor. Estou mesmo maravilhado com os escritores e jornalistas que trabalharam juntos durante a Segunda Guerra Mundial para manterem o povo motivado, apesar de que alguns exemplos já parecem doutro planeta. Claro que isso é propaganda e hoje em dia parece-nos algo sinistro mas… Ora, nos anos quarenta*** foi muito importante que todos trabalhassem juntos.

 

*=I originally wrote “estar” which is what Público uses in its news report but Sophia assures me Público slipped up and it should be infinitivo pessoal.

**=Se não ouviu dizer disso, a frase “no need for alarm” refere-se a esta historia nos jornais http://www.dn.pt/mundo/interior/londresatentados-trump-critica-reacao-de-presidente-da-camara-de-londres-8534412.html

***=Actually should just be a 40 but I like writing out the words, if ony because it helps me to rememberhow to spell them!

Posted in Portuguese

Vamos Caçar Uma Raposa

basil-brush-largeMais política – peço desculpa! 🙂
Um aspecto muito estranho nesta eleição é a prometa do partido conservador deixar-nos a votar sobre a reintrodução da caça das raposas com cães. Esta tradição rural tornou-se ilegal há mais ou menos treze anos durante o governo de Tony Blair.
A caça consiste em uma malta de pessoas ricas ou dos restos das classes feudais, montadas em cavalos, e vestidas com casacos cores-de-rosa, perneiras brancas, capacetes e botas, tudo a correr atrás duma raposa. Junto com eles, há um grupo de cães e um grupo de pessoas de classes baixas que ajudam por identificando uma raposa para caçar. Quando os cães apanham a raposa, é rasgada entre eles, e a tradição diz que o sangue do animal deve de ser pintado no rosto duma pessoa que participa pela primeira vez.
Claro que os agricultores precisam de controlar a população de raposas na quinta para manter as galinhas seguras, e os apoiantes da caça dizem que essa é a melhor forma de fazer isso. Afirmam que é menos cruel do que o uso de armas de fogo. Além disso, alegam que a caça é uma forma de. “sobrevivência do mais aptos”, porque apenas as raposas mais fortes, mais rápidas, mais jovens podem evitar os maxilas dos cães. Mas na minha opinião, este argumento serve os seus próprios interesses. É óbvio que a caça não é nada boa neste sentido.
Um melhor argumento é aquele que diz: o povo rural têm as suas próprias tradições. Estas tradições dão ordem na sociedade rural e criam empregos para as pessoas da área. Os políticos, e pessoas nas cidades em geral não compreendem o modo de vida rural e não têm o direito de exigirem a alguém de fazer o que quer com na sua própria terra.
Mas creio que o crer, para mim, a questão que resta: porquê agora? Com todos os problemas do país: o terrorismo, a economia, o “brexit”, porque é que acham que o mais importante é o direito de correr atrás duma raposa?

Posted in Portuguese

Uma Batida Na Porta, Uma Panfleto na Caixa do Correio

Hoje, enquanto andava a bater nas portas do bairro, encontrei um homem sem roupa. Escondeu-se atrás da porta mas consegui ver a pele dos seus ombros e peito. Ugh! Falei com ele brevemente mas parei o mais depressa possível e fui-me embora. Além disso, encontrei pessoas de várias idades, apoiantes de cada partido. Encontrei também muitas casas vazias. O dia estava bonito com sol, a temperatura estava quente mas não quente de mais, portanto muitas pessoas aproveitavam o sol no parque em vez de ficarem em casa à espera de adeptos dum partido politico. Simpatizo.

Posted in Portuguese

Demasiado Democracia

Desde a eleição nacional de 2015, o povo do meu bairro tem tido três oportunidades para utilizar o seu poder para escolher o governo de qualquer nível:
Em Maio de 2016, aconteceu a eleição do Presidente da Câmara de Londres. O nosso deputado (do partido conservador) candidatou-se mas falhou porque a sua campanha foi racista. Ficamos surpreendidos porque naquele ponto, parecia um homem decente.
No mês seguinte, o Reino Unido inteiro votou para sair da União Europeia. Os eleitores daqui opuseram-se à decisão por 70:30 mas este mesmo deputado apoiou-a. Claro que ficávamos chateados com isso, e para mim, casado com uma portuguesa, isto foi inaceitável!
Então, no fim do ano, o governo tomou a decisão de acrescentar a capacidade do aeroporto Heathrow apesar das manifestações. O deputado demitiu-se, o que forçou a uma nova eleição. Nesta altura, estávamos todos fartos dos bitaites dele. Votámos na candidata liberal-democrática, a Sarah Olney.
Hoje, estamos no meio de mais uma campanha. A primeira ministra, Theresa May, iniciou uma eleição geral para consolidar o seu poder antes dos negócios do Brexit em que pretende seguir um curso confronto; sair do mercado único e do tribunal europeu. Os seus principais oponentes, o partido trabalhador adoptou a mesma proposta: eles também pretendem sair do mercado único. Além disso, o candidato outrora do partido conservador voltou a candidatar-se apesar da politica do governo sobre o aeroporto. Por isso, decidi de entrar no partido liberal democrática. Passei 4 horas desta tarde a tocar nas portas da cidade para perguntar aos eleitores “em quem pretendem votar?” entre outras perguntas. É muito importante: se votássemos no conservador, depois de tudo, deveríamos de estar envergonhados. Mas paradoxalmente, há pessoas que se queixam demasiado da democracia: uma e outra vez, temos que votar. Nós ingleses acostumamo-nos a escolher entre partidos de centro-direita sem diferenças. Enfim, tudo muda; os votos importam e devemos de prestar atenção ao mundo da política.

Posted in Portuguese

Não Tenho Rodas

Recentemente, passei 4 dias fora de casa a trabalhar num outro bairro de Londres. Tinha que terminar um projecto. Foi difícil, mas fiquei muito feliz por ter esta tarefa atrás das costas finalmente. Enquanto que lá estive, comi em restaurantes e deitei-me tarde. O festival da Canção aconteceu e vi-o no televisão.

Depois, voltei para casa. Senti-me muito aliviado. Mas quando passei pela garagem, fiquei chocado. A bicicleta tinha desaparecido e a fechadura estava partida no chão! Tinha ficado ausente por quatro dias e portanto não sabia quando alguém a roubou. Infelizmente, hoje em dia, os ladrões de bicicletas são organizados. Perdi muitas bicicletas na minha vida. Talvez dez e apenas recuperei duas. Às vezes foi a minha própria falta por não prestar atenção à segurança mas noutras – incluindo neste caso – alguém entrou na garagem e forçou a fechadura com ferramentas especializadas.

*suspiro*

E agora vem a pena duma vítima: as viagens a pé, o aborrecimento de pedir um reembolso da companhia de seguros. Às vezes, pá, digo-te, acho que na Arábia Saudita têm leis justas. Cortam os seus mãos. Cortam os seus pés. Cortam as suas cabeças. Continuam a cortar até os ladrões não terem mais nada com que fazer delitos*.

 

*=I actually wrote this last bit in the imperativo “Corte os seus mãos!” channeling the spirit of Mel Smith and Pamela Stephenson (“Cut off their Goolies!”) but my teacher altered it to “they cut off …” which I think sounds weaker but I was too much of a milksop to dispute it.

Posted in Portuguese

Morte Na Horta

Another old one from iTalki, related to my recent post about blue-tits.

notebook_image_799823Esta vista é a mais trágica do meu fim de semana. Como mencionei há uns dias, um par de melharucos azuis fizeram um ninho na casa de pássaros na nossa horta. Infelizmente, quando lá cheguei hoje encontrei a caixa no chão na esquina oposta do lote. Apanhei-a e vi umas marcas de dentes na entrada. As formigas invadiram-na, então quando a abri e espreitei lá dentro, vi as penas azuis e amarelas no cadáver do passarinho. Acho que uma raposa encalhou sob* a cerca e arrastou-a para baixo a caixa para obter uma refeição. Por um lado, eu sei que é algo natural – “natureza rubra nos dentes e nas garras” mas por outro lado, sinto-me triste porque a morte do passarinho podia ter ser evitada se tivesse situado a caixa mais alta do que um metro e meio.

 

*=the marker changed this to “saltou” but no, I’m pretty sure it tunneled under, which is what this says.

Posted in Portuguese

Tudo Está Desordenado

Catching up on corrected texts from iTalki

Há duas semanas começámos a redecorar duas salas no nosso apartamento e comprámos alguns móveis novos. A pintura está seca e a maioria dos móveis já estão (finalmente) feitos mas ainda está uma desarrumação por toda a parte. O sofá está inteiramente escondido sob uma pilha de roupa feminina, há um martelo e umas chaves de fendas na caixa das luvas, e uma confusão de portas, pedaços de papel, espelhos, brinquedos, sacos e nem sequer sei mais o quê, espalhados pelo chão. Várias coisas importantes têm desaparecido – um secador de cabelo, a roupa desportiva da minha filha, algumas ferramentas que preciso. Está tudo tão desarrumado que nesta altura é difícil de imaginar como se volta a ser normal. Será que um de vocês sabe o número de telefone da Mary Poppins?