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Dance, Dance

So I keep seeing people on Instagram doing this dance and I wondered why…

It didn’t help that I didn’t… hey, I’m writing in English. Why? …que nem sequer sabia o título da música. Perguntei ao Shazam. É isto:

O branco é Lucenzo, um português, e o negro um porto-riquenho que se chama Don Omar, ou simplesmente “El Rey”. Os dois cantam numa mistura de idiomas num iate, rodeados por uma meia dúzia de modelos aborrecidas. O vídeo, lançado em 2010, é um dos mais vistos no YouTube porque foi um grande sucesso em muitos países da América e Europa. Basicamente em todo o mundo exceto o Reino Unido.

Kuduro é uma palavra angolana e segundo o Google, pode ser uma combinação das palavras “Cu duro”. Danza, igualmente não é Português nem espanhol: acho que é crioulo.

Mas onde nasceu a dança*? Não faz parte do vídeo original. Quem inventou?

Sinceramente não faço ideia. Tentei três vezes fazer a pergunta no reddit mas cada uma foi apagado instantaneamente. Sei lá porquê. Mas tenho a certeza de que a dança é portuguesa. Outros países têm outros passos. Veja-se por exemplo este vídeo de três portuguesas e três espanholas a dançar lado a lado.

Ah ah, sou um crítico cultural, trazendo as notícias de há 15 anos. Espero não me ter enganado. Estou a ler nas entrelinhas por causa da conspiração do reddit para esconder a história deste fenómeno cultural!

*Re-reading this, I hope it’s obvious I’m talking about the dance in the video, not kuduro itself, which is also the name of a dance but is not the dance she’s doing… ai, it’s a bit complicated, sorry.

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Fallout 4

O exercício de hoje é ver e anotar este vídeo do grande Ric Fazeres. O Ric é um dos “criadores de conteúdos” mais famosos de Portugal mas geralmente fala de jogos tipo Sims, ou Fifa: jogos simples. Eu sou mais fã da série de jogos Fallout portanto quando soube que tinha feito um vídeo em 2015 sobre a quarta edição da série, não resisti.

Começa por afirmar que não vai descrever o jogo inteiro porque é tão grande e tão complicado. Depois, fala dos itens promocionais que ele recebeu dos distribuidores do jogo.

O diálogo é completamente em inglês mas felizmente o nosso anfitrião entende tudo e narra o que está a acontecer: as opções disponíveis para a cara do protagonista e o seu pequeno mundo antes da terceira guerra mundial e a correria até ao refúgio anti-bombas. De vez em quando diz “Wat da Faque?” Para mim, é interessante ver a sua reação porque já completei este jogo todo 4 ou 5 vezes, e já sei o que se vai passar mas o Ric parece atordoado quando a mulher do protagonista morre, vítima de um tiroteio enquanto ele está preso na câmara criogénica e fica boquiaberto quando o seu filho é raptado pelo mercenário Kellogg. Depois, quando as primeiras criaturas, as baratas gigantes atacam, balbúrdia “ululululu whattafuck meu, fuckin giants meu!” ah ah, coitadinho. Se não gostas disso vais odiar os deathclaws!

Mas não chegamos a encontrar os deathclaws, nem o dogmeat, nem os supermutantes porque o vídeo não passa de uma introdução a este jogo épico cuja história é capaz de fornecer conteúdos a cem vídeos do mesmo tamanho!

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Geopolítica

Vejo de vez em quando os vídeos dum ex-militar americano chamado Ryan McBeth, que fala sobre a  política, a guerra e a espionagem. Acho que ele tem um ponto de vista política muito diferente do que o meu mas acredita no sistema democrático dos Estados Unidos e não acredita nas fantasias e os bitaites do seu presidente e por isso acho a sua perspectiva interessante.

Recentemente tem falado muito sobre a falta de confiança por parte dos aliados do país no atual governo dos Estados Unidos, e efeito desta rutura de camaradagem na segurança da aliança ocidental. Hoje citou o exemplo de Portugal que (segundo uma revista técnica) cancelou uma encomenda de aviões de combate por motivos tendo a ver com a falta de lealdade do país de origem.

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Coming Soon #4: Capitão Fausto

Em quarto lugar, temos os Capitão Fausto, que vão tocar em Dalston em Maio. O cantor da banda é Tomás Wallenstein, que apareceu naquele vídeo dedicado a Sérgio Godinho. A banda toca música rock e o estilo dela mudou ao longo dos anos (este vídeo foi gravado há mais do que uma década) mas parece-me que os membros têm uma visão criativa que é original e que me chama a atenção apesar de não ser uma banda que adoro cem por cento (a voz do Wallenstein, por exemplo, não é exatamente esmagadora). Em vez de uma sala de concertos, este espetáculo decorre num pub. Acho irresistível a ideia de ver esta banda famosa num lugar tão íntimo.

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Personality

Gosto de ver os vídeos deste “criador de conteúdos digitais” (como dizem os jovens) porque é linguista e tem uma perspectiva académica que ilumina aspectos da minha própria experiência como estudante da língua portuguesa. Este vídeo alimentou os meus pensamentos (ainda que não concorde com tudo)

Neste vídeo, o doutor fala da questão da mudança da personalidade que alguns poliglotas e influenciadores afirmam que têm enquanto falam outras línguas.

À primeira vista, esta ideia parece-me pouco provável: não assumimos as características nacionais dum país só porque falamos a sua língua. Não ficamos mais… O quê? Mais eficientes só porque famalmos alemão, mais desdenhosos quando falamos francês, ou mais inclinados a esticarmo-nos na praia sem protetor solar só por causa de ter dito “hello”. Noutras palavras, as línguas não alteram os nossos cérebros. Se os alterassem eu seria um futebolista melhor do que realmente sou.

Mas até certo ponto é quase inevitável que sejamos pessoas diferentes em línguas estrangeiras. Eu, por exemplo, sou introvertido e não gosto de falar, mas quando estou a falar português, tenho de estar num estado de espírito mais gregário, quer por acaso quer por fazer um esforço porque caso contrário Não diria coisa nenhuma.

E paradoxalmente não é mais fácil fazer o mínimo possível, no nosso próprio idioma. Em inglês, se a resposta for “sim” dizemos “mm-hm”. Em português o famoso “pois é” existe mas os estudantes, sobretudo os caloiros, geralmente não conhecem, ou não se sentem confortáveis com estes atalhos linguísticos, portanto dizemos algo mais formal e com mais sílabas.

Finalmente, chegamos ao humor: fazer piadas numa outra língua é dificilíssimo, portanto uma pessoa conhecida por divertir a gente parece mais constrangida em português, a não ser que o seu domínio da língua tenha atingido níveis muito elevados.

Estas tendências vêm de uma falta de confiança, mas também sei que existe uma estratégia de adotar uma nova personalidade de propósito para superar o constrangimento do estudante: ou seja, em vez de falar português com a voz do dia-a-dia, imitar um falante nativo: talvez um amigo ou um famoso. Assim, quebramos os nossos hábitos vocais e temos mais liberdade a falar com o sotaque daquela pessoa.

É uma estratégia interessante e eu quero testar esta suposição durante 2025 para melhorar a minha pronúncia.

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Joaninha 🐞

My pitch for the subject of Marco Neves’ next book:

Bom dia! O meu Instagram hoje apresentou-me uma boa surpresa: um homem a falar sobre os nomes dos insectos coleópteros da família dos coccinelídeos – ou seja, da joaninha – em vários países.

O vídeo explica que, em muitos idiomas, a palavra que descreve a este besouro tem um significado religioso. “Vaca de deus” é comum, e até a nossa “ladybird” significa a ave da nossa senhora! Mas o homem coloca a “joaninha” portuguesa no grupo de “outras figuras religiosas”, o que me fez pensar sobre quem foi essa Joana. Não há Joana nenhuma na Bíblia. Uma santa? Joaninha d’Arc? Não, demasiado francesa. Santa Joana Princesa? Pode ser, mas não vejo nada na página da Wikipedia.

Fiz uma pesquisa, e confesso que não passei horas vasculhando todas as esquinas da Internet, mas por exemplo, o Ciberdúvidas não sabe, o Stackexchange também não. Nem o wiktionary, nem a Wikipedia, nem o Priberam menciona a origem.

Este blogue faz a mesma pergunta e nos comentários alguém diz que o inseto tem várias alcunhas regionais, como por exemplo “Bicho de São João” (na Madeira) e “Bicho de Nossa Senhora”. É interessante que “João” é parecido com “Joaninha”. Talvez os madeirenses sejam os que melhor sabem, mas não vejo uma teoria convincente da origem da palavra.

E tu, caro leitor/ cara leitora? Sabes? Deixa um comentário lá em baixo 👇

PS he mentions BCMS and I hadn’t a clue what he meant. It’s this.