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Brevíssima História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques

Li este livro durante um projecto que estou a fazer sobre a história portuguesa. Lê-se muito bem, e traz pormenores suficientes para um iniciante, tal como eu, e vamos ser honestos: escrever a história dum país inteiro de modo interessante e informativo ao mesmo tempo não é nada fácil! Dá para entender os factos básicos, e colorir a imagem preta e branca que eu obtive do livro escolar que li recentemente.

Como já disse (ontem, na opinião de “É de Noite que Faço as Perguntas”) o projecto está a ajudar-me entender a cronologia do país. Ajudou-me arrumar os factos que já sabia num ordem, ou seja, atou-os num fio: as batalhas, os reis, o terremoto, os motivos pela revolução dos cravos. Compreendi melhor o enredo da banda desenhada sobre a primeira republica, e a placa que já vi no Porto em Março, que comemora a perseguição do MUD.

Claro, existem ainda muitas, mas mesmo muitas coisas que não sei mas acho que vou parar, ou pelo menos fazer uma pausa porque não estou pronto para mergulhar-me dentro dos pormenores do declínio do império, o desenvolvimento de socialismo ou o pequeno almoço preferido do Infante Dom Henrique. Se calhar, no ano seguinte…

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Gooble Gobble

Está muito frio aqui em Aylesbury, e sinto o tempo ainda mais porque ontem estive no Porto. Fui para pedir a cidadania portuguesa. Como alguns de vocês já sabem, a nossa família é anglo-portuguesa (ou seja luso-britânica). Não votámos para aquela tolice do Brexit mas quer queiramos quer não, parece cada vez mais inevitável que vai acontecer portanto todos nós ingleses casados com estrangeiros temos de pensar no futuro. Ninguém sabe precisamente o que vai acontecer, nem sequer a Primeira Ministra.

Eu e a minha mulher decidimos que o melhor plano de acção era obter dupla cidadania para todos nós. Portanto, ela está a pedir atribuição de “settled status” (estatuto de residente permanente) e eu e a nossa filha vamos tornarmo-nos portugueses. Depois, venha o que vier, ficaremos juntos e se Deus e o partido conservador quiserem, teremos mais opções do que teriam tido senão.

Pôr o processo em andamento foi um desafio. Foi muito acidentado, e encontrei alguns funcionários pouco simpáticos mas afinal, o Porto é uma cidade lindíssima, e adorei o meu pesadelo burocrático no paraíso. Acabei por ficar lá mais um dia. Um homem muito prestativo ajudou-me. Ainda não marquei golo, mas a bola passou por cima do guarda-redes e está quase através da linha do golo*

Tenho sentimentos mistos sobre isto da dupla cidadania. Não é algo que consideraria antes do Brexit, mas sinto-me confortável com a decisão, apesar disso. É a terra da minha esposa. Falo a língua (mais ou menos). Gosto da música, a comida, adoro a literatura. Claro não sou literalmente português, mas espero que cada dia que passe, merecerei a honra de dizer “eu sou português”

*There y’go, a futebol analogy – I’m half way there already!

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Os Incêndios

De certeza, sabia que havia incêndios florestais em Portugal este ano, assim como o ano passado e muitos anos anteriormente, mas nunca sabia o tamanho da problema. É mesmo horrível. As fotografias nas redes sociais parecem imagens dum filme apocalíptico. Força aos bombeiros que lutem contra o fogo.

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Tuga Window, Tuga Wall

I keep coming across this word “Tuga” on social media only and it’s not in my dictionary so I’d worked out from the context that it was maybe a portuguesified appropriation of “thug” as in “thug life”. Well apparently it’s short for Portuguese. Duh, how thick can I be?

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The Porto Reporto – Part 3

16230406_1065981440214853_7811550234357530624_nO domingo no Porto começou mais cedo do que o sábado. Acordámos às 8:00 e comemos o pequeno almoço no hotel. A Olivia e a Catarina visitaram a Livraria Lello e passámos a manhã a fazer compras turísticas. Também atravessemos o Rio Douro na Ponte Dom Luis I. A vista da Ponte era maravilhosa.

 

 

 

16464763_1937685976454696_2901759907533422592_n1Enfim, chegou o tempo para voltarmos ao aeroporto. O peso das nossas malas quase dobrou por causa dos livros (comprei doze e a Catarina mais dez) e outras lembranças das nossas férias. O taxista conduziu mal, mas não me importei. Costume da condução horrível dos taxistas portugueses. Tentei aproveitei a ultima oportunidade de falar português mas não consegui de pensar em muitos assuntos além do tempo e dos sinais. Esta situação mudou quando aproximamo-nos do aeroporto. Ora, o aeroporto do Porto tem o nome do ex-presidente Francisco Sá Carneiro. O Sr Carneiro morreu num acidente de avião em 1980. A serio, não é uma piada: o nome do aeroporto comemora um acidente de avião! Aqueles portuenses tem um sentido de humor muito esquisito!

16464017_1316807545071605_3484120059410907136_nExistem varias teorias sobre este acidente. Algumas pessoas crêem que o Sr Carneiro foi assassinado pelos americanos porque opôs-se à presença americana nas ilhas portuguesas. A minha esposa é uma delas. Outras pessoas afirmam que o verdadeiro assassino foi Mário Soares (o politico que morreu em Janeiro deste ano). O taxista subscreveu a este teoria.
Um debate acalorado começou. Não contribuí.
O Voo correu bem (mas estava assustado de qualquer maneira). Chegámos muito atrasados e apanhamos mais um táxi. Este taxista declarou o seu apoio ao Brexit e para o governo de Donald Trump
Mais um debate acalorado começou. Neste caso, contribuí muito mas infelizmente só em inglês.

 Epilogue

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The Porto Reporto – Part 2

16465651_1244432262310160_8144093076592263168_nO Segundo dia na cidade invicta começou tarde. Quando descemos as escadas, o pequeno almoço já tinha acabado mas uma camareira simpática trouxe-nos café e pasteis. Depois, a Catarina e a Olivia foram a uma loja de roupas e eu andei entre as varias livrarias a procurar livros interessantes e fáceis para ler. Por causa de estar sós, consegui praticar a minha “produção oral”. Fiz perguntas sobre os livros (um velho dono dum livraria de segunda mão zangou-se quando pedi-lhe falar mais devagar se faz favor… ups!), falei sobre as cores e tamanhos de calças de ganga no “C&A” (uma verdadeira surpresa: todas as lojas de C&A inglesas fecharam há anos!) e pedi direcções para o correio (enfim, o correio estava fechado mas havia uma máquina onde comprei um selo).

16464724_604731859711791_5670882046621253632_n1Passámos a tarde juntos a explorar a cidade. Almoçámos num mercado antigo, que tinha sido convertido num centro de artes. Experimentei uma francesinha (salsichas, carne de bife e fiambre dentro de qualquer tipo de massa, coberto de queijo e regado com molho picante….) e achei bom.

 

 

16465495_228477130947396_834039269713510400_nNaquela noite, fomos ao Coliseu do Porto para assistir um concerto dos Deolinda. A – DO – REEEEIIII!!!! A cantora, Ana Bacalhau é muito simpática, as suas contas foram engraçadas e claro a música foi perfeita. A minha esposa, que não os conhecia ficou um fã, e até a Olivia (que não ouve música além da banda sonora de “Hamilton” hoje em dia, e quase não fala português nenhuma) gostou muito do espectáculo.

 

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Após do concerto, estava a chover a cântaros. ficamos debaixo do abrigo do coliseu até a que chuva melhorou um pouco, então andamos até ao hotel, comemos sandes mistas e adormecemos.

Day 3 – >

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Era Uma Vez Um Cravo

notebook_image_767045“Era Uma Vez Um Cravo” é um livro escrito por José Jorge Letria sob a forma de um poema. Conta a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974. Uma florista ofereceu-o a um militar que passou pela frente da loja dela. Pô-lo na sua espingarda. Há muitos desenhos da vida lisboeta na madrugada da revolução: as praças, as pessoas com penteados e roupas típicas dos anos setenta… Mas até para mim, um cidadão de um outro país, o poema deu-me um sentido de emoções do povo: a alegria, o orgulho, o alívio de serem libertados enfim.

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Hundredth iTalki Notebook: Deolinda

deolindaAcabo de comprar bilhetes para um concerto da Deolinda no Coliseu do Porto. O concerto está marcado para um sábado, dia quatro de Fevereiro e pretendemos fazer umas mini-férias de fim-de-semana antes de voltar ao trabalho, à escola e à realidade. Infelizmente penso que vai ser difícil ver todas as vistas da cidade em dois dias! Serão um presente para a minha esposa que terá feito anos na sexta anterior, mas confesso que estou a puxar a brasa para a minha sardinha porque sou eu que gosto dos Deolinda. A minha esposa não os conhece bem.

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Férias Dia 2: Lisboa Não é a Cidade Perfeita

Acordamos muito tarde de manhã. Estávamos tão cansados. Fomos ao “LX Factory”  debaixo da Ponte 25 de Abril em busca do pequeno almoço. Encontramos um café bonito. Comemos várias pãozinhos e tentei lembrar-me de como pedir o café perfeito (assim: A-BAT-AN-A-DO)

Após de comer, saímos de eléctrico para Belém. Como chovia, trouxemos os chapéus-de-chuvas e casacos. Fizemos várias “selfies” e fotografias dos sítios antigos da história portuguesa: a torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos e sobretudo o interior do café dos Pastéis de Belém.
Oh.

Meus.

Deuses.

Não há nada como isto em todo o mundo.

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O desafio do dia era tentar falar português sem ser interrompido pela Senhora Lusk. Ela estava tão entusiasmada de estar no meio de outros lusófonos, que começou a falar a cada oportunidade. Estranhamente, acho que falei menos português no dia inteiro do que falo num dia normal em Londres, através do Hellotalk e do Skype!

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Então, andámos de  elétrico mais uma vez. Chegamos ao centro comercial. Subimos no Elevador de Santa Justa e passei umas horas a explorar as ruelas.

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Finalmente, voltamos para casa, deixamos cair as malas e saímos outra vez para jantar. A empregada era brasileira que foi difícil para mim. Não podia entender o que ela disse, porque estava a tapar os meus ouvidos para não ouvir o seu sotaque. Mas a comida estava saborosa de certeza.

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O jantar já terminou

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