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Leftards

Quite interested to see this word “esquerdoide” or “esquerdoido” pop up a few times on Portuguese language twitter on both sides of the Atlantic. It seems to be the equivalent of the word “leftard” used by obnoxious maga types. It’s used in more-or-less the same way: identify some stupid thing said or done by one person or a small group of people on the other side. If it’s apocryphal or even if you just made it up, it doesn’t matter much. Then generalise that to characterise everyone in the other party as sharing the same opinion and being a bunch of leftards /esquerdoidos who aren’t smart like what we is. Sad.

The guy in the original tweet here is some Bolsonaro fartcatcher, so in American terms, this is like – I dunno – Stephen Miller, or Zac Goldsmith in the UK, mouthing off and one of their supporters jumping in and going “Yes, yes, they are all crazy aren’t they! Shit in my mouth please” or whatever people say when they wholeheartedly support the government in the face of all the evidence and are willing to let them get away with absolutely anything.

Side-note. “Coringa vírus” is presumably a reference to the movie Joker which is called Coringa in Brazil.

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O Preço da Tolice

Já me queixei muitas vezes da nossa decisão de sairmos da UE. Ganhei mais um motivo de raiva, porque comprei um pacote de aulas. Vendem-se em dólares, mas a taxa de câmbio em vigor está tão ridícula que me custou mais do que anteriormente. Muito obrigado apoiantes do Brexit.

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Feminismo Negro em Portugal

Um gajo que sigo no Twitter mencionou uma historia do Jornal Público (“Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos”) sobre o desenvolvimento de feminismo negro em Portugal. Como muitos países europeus, Portugal tem uma história de colonialismo e escravatura, e isso trouxe muitos novos habitantes que, mais tarde, tornaram-se cidadãos e o artigo descreve as mudanças da população e destaca o papel de mulheres negras.

A história começa no século XVI, muito antes da palavra “feminismo” ser usada, mas era possível encontrar negras a participar politicamente na sociedade portuguesa. No inicio do século XVIII foi apresentado por mulheres uma petição de reclamação contra as perseguições quotidianas da comunidade negra.

Mais tarde, no fim do século XIX, tendo a escravatura sido já abolida, vê-se uma nova oportunidade de participação. Claro que isso não continuou durante o novo estado, enquanto todas as forcas liberais foram subjugadas pelo governo Salazarista.

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A mulher mais interessante do meu ponto de vista, foi a Virgínia Quaresma, que nasceu em 1882, e viveu uma vida cheia de acção politica até a sua morte com 90 anos. Ela foi uma das primeiras mulheres a licenciar no Curso Superior de Letras na Escola Normal de Lisboa. Tornou-se jornalista (a primeira no país) e redactora duma revista feminista. Foi um membro activo de várias ligas feministas, pacifistas e republicanas durante os anos antes da primeira guerra mundial, e viveu abertamente como lésbica apesar do clima moral daquela época. Foi seleccionada pelo serviço diplomático, e viajou para o Brasil muitas vezes com a namorada dela onde arranjou eventos culturais para cultivar ligações entre os dois países.


Quero agradecer Alisson pela ajuda.

By the way, can we talk about that outfit VQ is wearing? Dapper AF!

 

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Tancos

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Ando a ver esta palavra “Tancos” nos destaques de notícias portuguesas mas nunca sabia a historia completa. Por isso decidi fazer uma pesquisa. O seguinte é um resumo baseado numa cronologia compilada por Luciano Alvarez no jornal “Público”.

No dia 29 de Junho 2017, o exército informou ao governo que tinha havido um assalto no dia anterior na freguesia de Tancos. Uma grande quantidade de materiais de guerra foi roubado dos paióis nacionais, incluindo centenas de balas, granadas, explosivos plásticos e até granadas-foguete antitanque.

Em breve, foi lançado uma investigação, e vários políticos do governo nacional visitaram Tancos. Afinal foram descobertos, no dia 18 de Outubro do mesmo ano, quase todos as munições a cerca de 25 quilómetros da base. Como é que chegaram lá? Não faço ideia. Os processos disciplinares continuaram contra uns membros das forcas armadas que tinham falhado nos seus deveres.

No dia 25 de Setembro, 6 meses depois de ter recebido o relatório sobre os acontecimentos, o PJ detetou um suspeito civil e 6 membros da policia militar que foram suspeitos de ter tentado esconder os factos sobre o desaparecimento. Durante os próximas semanas, surgiram mais revelações sobre quem sabia o quê, e quando sabiam. Finalmente, no dia 12 de Outubro deste ano, o ministro de defesa, Azeredo Lopes demitiu-se.

Aqui termina a cronologia, mas o escândalo continua. Já existe uma comissão de Tancos. Um novo relator foi eleito recentemente. O seu nome é Ricardo Bexigo.

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Explicando o Brexit aos Brasileiros

O meu amigo brasileiro* fez a seguinte pergunta: ‘O que é que se passa aí com o “brexit”‘? e para ser sincero, ando farto de falar nisto. Nós os que votámos contra a proposta do referendo queríamos apenas que as relações entre o nosso país e os nossos vizinhos continentais continuassem sem transtorno, e que continuássemos a ter direitos para viajar, trabalhar e fazer quaisquer coisas nos apetecessem, tal como os outros cidadãos da Europa, mas ao que parece, havia muitas pessoas que tínham uma opinião oposta, quer por motivos de racismo, quer por acreditarem que na união prejudica a democracia, quer por sentirem que o seu modo de vida tinha piorado até um ponto de ser insuportável e que qualquer mudança no sistema iria melhorar as coisas. Mas não é o caso. Comprámos uma mistura de patriotismo, optimismo, mentira e ódio, e agora encontramo-nos ao pé duma catástrofe épica. O único motivo para ser optimista é que finalmente podemos acabar com o nosso hábito de culpar a UE por qualquer problema na nossa vida. Mas cada vez que ligo a televisão, lá está mais um político que fala como se fosse precisamente por causa da UE que tudo isto aconteceu. É óbvio que a retórica vai continuar tóxica durante os próximos anos também.

 

*=sim, após de 3 anos a evitar brasileiros aleatórios que queriam mudar os meus estou-a-fazers para estou-fazendos, agora estou a fazer um intercâmbio linguístico com um brasileiro, mas mora lá em Portugal e por isso as aulas não são assim tão confusas!

Thanks to Fenrnanda for more rigorous corrections on this one. Previous version still full of undetected fuqueups.

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It’s Not An Eric Clapton Song

Favourite word of the day: “Leiloeiro” – auctioneer. It came up with my Brazilian language partner when we were discussing that Banksy stunt at the auction (o leilão). As it turns out, Shredded is a very difficult word to say if you’re Brazilian.

It was a welcome relief from politics. We’d just done Brexit (during which he discovered that we British have over 300 was of saying “completely buggered”) and Bolsonaro (he’s a fan, gawdelpus)

Anyway, for a bit of light relief – I did a consoante perdido on twitter today so here it is:

Faustus, you have dominion over all powers and cities of the world. Fair Helen of Troy is your wife. The time has come to fulfill your sacred obligation: help me create an aquatic bird.

OK, sure, I’ll make a [pato=duck/pacto=pact] with the devil.

Not sure how well it works. I was a bit worried the spelling of pacto would have changed due to the AO, meaning they’d be um… Homonyms… Do I mean Homonyms? I think I do. Luckily the Brazilians seem to have see sense this time.

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Andemos de Bicla

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Me and the teenager in pre-teenager days

Acabo de ler um artigo velho sobre o uso de bicicletas (ou seja “biclas” que é, se não me engano, uma palavra infantil que quer dizer a mesma coisa). O escritor utiliza o argumento de que andar de bicicleta a caminho da escola. é melhor para crianças Como muitas cidades, Braga tem ruas construídas para facilitar o movimento de carros exclusivamente e por isso, não é sempre seguro para ciclistas mais novos. O escritor aconselha-nos que não deve ser perigoso se os pais acompanhá-las à pé. Por este método, os nossos filhos aprendem habilidades de auto-conhecimento, consciência do ambiente, navegação e sentido de equilíbrio. Além disso, ficam mais saudáveis e evitam os efeitos mais graves do peso e da falta de exercícios. Sobretudo, o escritor espera que o governo autárquica veja estes ciclistinhas e façam mudanças ao sistema de trânsito na cidade para tornar tudo mais seguro e mais fácil para os viajantes mais vulneráveis.

Eis o artigo para quem tem interesse: Braga Ciclável

Thank you Marcio for the correcdtions!

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À Noite, No Museu

Bolsonaro as a monkey in
I was going to put Bolsonaro’s face on Ben Stiller’s body but that seemed like it gave him too much credit, so….

É provável que vocês tenham ouvido a notícia da semana passada sobre o Museu Nacional no Rio de Janeiro, onde houve um incéndio catastrófico que destruiu a maior parte do seu espólio de vinte milhões de peças, que constituiu a maior colecção etnográfica e histórica na América do Sul.
Claro esta é uma a tragédia para o povo do Brasil e, ainda por cima, para o mundo em geral. Tantos tesouros sem preço e insubstituíveis deixam um buraco negro na memória da humanidade. Com certeza, existem lições que os gerentes dos museus do mundo devem retirar, sobre como cuidar dos seus conteúdos. Esperemos que as aprendam. Sobretudo, esperemos que os políticos que controlam os orçamentos dos museus proporcionam dinheiro suficiente para fazer as mudanças necessárias. Claro, para o Museu Nacional, é tarde de mais, e a lição seria “casa roubada, trancas na porta”.
Eu já li vários artigos sobre a situação no Brasil, e é interessante de ver como esta tragédia encaixa-se no debate político. Por um lado, há a questão de se o governo actual é culpável, até certo ponto, pela falta de segurança, e por outro lado, este museu continha um registro verdadeiro da diversidade e riqueza de historia brasileira que contradizia a narrativa da extrema-direita, e o seu líder, Jair Bolsonaro. Já que o registro está perdido, tornar-se-á mais fácil para autoritários afirmarem que Brasil é um país homogéneo, e os índios, negros, refugiados venezuelanos, e o resto da “escória do mundo” não se encaixam lá?

Para quem quiser mais informações, eis os artigos que eu li antes de escrever este blog:
Museu Nacional Do Brasil. Um País À Procura De Si Perde O Arquivo Onde Podia Encontrar As Respostas.
Contra-Revolução Autoritária: Brasil Alerta Máximo
Lições a tirar da tragédia do Museu Nacional, no Rio de Janeiro

[Uncorrected] É mais de possível que fiz muitos erros factuais aqui. Confesso que o Brasil não é um país cuja politica anda sempre na frente dos meus pensamentos, e isso é apenas o que retirei de uns artigos que, talvez, eu mal entenda. Parece um assunto interessante mas estou a escrever exclusivamente para praticar e não para dar uma opinião considerada e baseada em evidencia. Se fizesse tal erros, ficaria interessado nas suas opiniões mas espero que não vou ofender ninguém!

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As Redes Sociais e a Democracia

As notícias da semana passada demonstraram, para quem ainda não soubesse, que há um problema muito grave que está a afligir os nossos sistemas democráticos. É um problema unicamente moderno, que surgiu nos primórdios da época das redes sociais e estava a crescer, ano após ano, enquanto todo a gente se tornava todos os anos viciado nestes sites.

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O modelo negocial duma rede social consiste em vender os dados pessoais dos utilizadores. De forma geral, assumimos que os clientes são agências publicitárias, e aceitamos que vermos anúncios em cada página é justo em troca de um serviço útil e gratuito. Mas agora fica claro que existem empresas que aproveitam este oceano de dados para influenciar a sociedade através do método de mostrar anúncios e notícias falsas, direccionadas a cada um dos eleitores. Isso ultrapassa o efeito das publicidades tradicionais porque pode manipular não só os medos e as esperanças específicas das pessoas mas também a percepção da realidade. O resultado: ainda menos diálogo, ainda mais polarização entre a direita e a esquerda, e uma diminuição da confiança na democracia. É muito, mas mesmo muito importante restabelecermos um diálogo entre iguais, sem influência das empresas, ou das forças desconhecidas que os usam.