Posted in Portuguese

Tino de Rans

Here’s a text and some supporting blather about Tino de Rans. Thanks to Dani_morgenstern for the corrections and to about half of Portugal who explained what his name meant.

Falei há uns dias sobre termos ido a um restaurante celebrar o aniversário da minha cunhada. O restaurante chama-se “O Tino*” é, ao que parece, é bastante famoso. Dois dias depois da nossa visita, o Pep Giardola jantou lá. Li a página dele no Facebook e reparei numa foto do dono com o Vitorino Silva, também conhecido por Tino de Rans.

O tipo** em questão é um ex-autarca do partido socialista na freguesia de Rans em Penafiel, a sua terra natal. Ao final de 16 anos, desfiliou-se do partido e concorreu como independente desde 2009 até 2019, (incluindo como candidato nas presidenciais de 2016) e acabou por estabelecer um novo partido, o RIR (“Reagir, Incluir, Reciclar”)

A sua entrada no palco nacional deu-se*** em 1999 quando abraçou o António Guterres (naquela altura, Primeiro Ministro da República, atualmente Secretário Geral das Nações Unidas) depois dum discurso acalorado. Tornou-se uma figura mediática: lançou uma autobiografia, participou em programas de notícias e de entretenimento (incluindo vários “reality shows” como o Big Brother). Até lançou um disco chamado “Tinomania”.

Apesar de não ter ganho mais do que uma fraçãozinha da votação nas presidenciais de 2016 e 2021 e apesar de se ter demitido da liderança do partido há uma semana, o Tino tem uma reputação de ser honesto e simpático.

*I was rightly criticised for not addressing the fact that both the restaurant and its patron are both called Tino, so I’ve rewritten it a bit to clarify. Yes, it’s just a coincidence. He doesn’t own it or anything as far as I’m aware.

**I keep using “gajo” but I think maybe tipo is nicer.

***I just wrote “começou” here but this suggested improvement is nice.

Tino de Rans
Tino de Rans & RIR

I wondered about the guy’s name. Tino de Rans? Wha’? I know Tino is a word so I looked it up and asked the following question on r/portuguese

Tino

Há 3 formas desta palavra.

(1) Juízo /ideia/tacto (2) acto de tinir (3) vaso em forma de pipa cortada pelo meio

Quando o Vitorino Francisco de Rocha e Silva refere-se a si próprio como “Tino de Rans”, o que é que ele quer dizer? Rans é uma freguesia, não é? Então…

O juízo de Rans? (homem sagaz de Rans???)

O som vibrante de Rans?

O meio-pipa de Rans?

(nota bem: esta pergunta não é motivada por odeio do senhor Silva. Não sou TdeRansfóbico)

Of course, this was a stupid question. So much so that someone even thought I was trolling. Tino is just a diminutive name, meaning Vitorino (although it can also be short for Constantino or about half a dozen other names) so he isn’t the wise man of Rans, he’s just Vicky from Rans. Well OK then!

Posted in Portuguese

O Professor Que Não Sabe Ensinar

Acabei de ler um artigo no site do SIC Notícias que conta a história dum professor chamado Francisco Aguilar. O senhor acha que está a ser “perseguido” e “eliminado socialmente” porque a faculdade de Direito abriu um processo disciplinar pelo facto de ele estar a ensinar várias coisas tais como “o feminismo é algo parecido com o nazismo”.

Pois, é possível que a notícia seja exagerada. Havia muitos exemplos de professores a serem perseguidos por terem questionado uma ortodoxia que surgiu há cinco minutos no campo dos estudos de género, ou qualquer pecadinho que põe os cabelos azuis dos estudantes em pé. Mas o que me espantou, neste caso é que este homem, em vez de se defender, pediu asilo a “vários países incluindo à Rússia”. Muito bem, meu rapazinho, vais ter mil vezes mais liberdade na Rússia do que em Portugal!

Posted in Portuguese

António Costa

António Costa nasceu em 1961 em Lisboa. A sua família tem raízes em goa, e na França. O seu pai era escritor e militante do partido comunista goês, portanto o jovem António ficou interessado na política. Filiou-se com a juventude socialista em 1975, uma época muito conturbada logo depois da revolução contra o fascismo e com o “espetro do comunismo” a assombrar o país.

António Costa explains Zeno's paradox with the aid of a Ferrari and a Donkey
Costa (holding the flag) in his finest hour

Durante os anos oitenta, Costa, já licenciado em direito, começou a sua carreira política. Foi eleito à câmara municipal de Lisboa e desempenhou vários cargos no partido nacional como por exemplo, diretor da campanha de Jorge Sampaio para a liderança do PS. Mas foi em 1993 que ganhou a atenção do povo, durante a sua campanha contra a CDU* nas legislativas. Apesar da sua candidatura não obter êxito ficou famoso durante a campanha por ter organizado uma corrida entre um burro e uma Ferrari à hora de ponta (spoiler alert, o burro acabou por ganhar)

Ao longo dos anos, o Costa cumpriu vários papéis nos governos de António Guterres (nos anos noventa) e de José Sócrates (na primeira década deste século) e também no parlamento europeu e como presidente da câmara municipal lisboeta. Em 2014, passou a ser líder do partido socialista e um ano mais tarde tornou-se primeiro-ministro do país, como cabeça do partido com mais votos do que os outros (apesar de não ter maioria absoluta) em coligação com dois partidos à sua esquerda. Ainda é** primeiro-ministro*** neste governo atual com maioria absoluta

*I guess I thought that this would be masculine because it’s a political party (partido) but the C stands for Coligação apparently.

**One of those situations where a temporary state (being prime minister) is nevertheless permanent enough, and enough of a defining quality of who a person is, rather than what they happen to be doing, that it takes ser not estar

***The hyphen is mandatory in the Acordo Ortográfico

Posted in English

Fight For Your Right to Partidos

I finished making my notebook about politics in portugal. It’s super-basic, just covering what the main parties there are, who’s in them, who the cabinet is, and a few bits and pieces like that, mostly to help me to understand the news broadcasts I’m listening to and hopefully not feel quite as lost. I exported it to a PDF which I’ll upload here in case anyone else is interested.

Obviously, bear in mind that it’s made in MS Onenote which doesn’t have portuguese spellcheck so it might have some spelling mistakes. The facts might not be spot on either but I don’t think I’m far out. See what you think.

A screenshot from the politics guide, showing some of the main parties and the president
A screenshot from the Politics PDF
Posted in English

Challenge of the Week

OK, I’m into the second week of my big push towards C1 proficiency in Portuguese. The Autárquicas (local council elections) are a few days away so I’m going to put a real effort into learning about Portuguese political parties this week, and trying to get my head around what’s at stake and who will be the likely winners and losers, and why.

There are a few podcasts dedicated to the Autárquicas, so I’ve subscribed to one by Antena 1 which seems the most up-to-date and one that’s specific to Viseu and features interviews with all the candidates in that area.

I won’t be limiting myself to the locals though, I’m going to try and get my head around the acronyms and the major players, mainly because I keep seeing their names come up on twitter and I don’t know what to make of the jokes, who is being sarcastic and who isn’t… It seems like something I need to understand properly.

Posted in Portuguese

O Preço da Tolice

Já me queixei muitas vezes da nossa decisão de sairmos da UE. Ganhei mais um motivo de raiva, porque comprei um pacote de aulas. Vendem-se em dólares, mas a taxa de câmbio em vigor está tão ridícula que me custou mais do que anteriormente. Muito obrigado apoiantes do Brexit.

Posted in Portuguese

Explicando o Brexit aos Brasileiros

O meu amigo brasileiro* fez a seguinte pergunta: ‘O que é que se passa aí com o “brexit”‘? e para ser sincero, ando farto de falar nisto. Nós os que votámos contra a proposta do referendo queríamos apenas que as relações entre o nosso país e os nossos vizinhos continentais continuassem sem transtorno, e que continuássemos a ter direitos para viajar, trabalhar e fazer quaisquer coisas nos apetecessem, tal como os outros cidadãos da Europa, mas ao que parece, havia muitas pessoas que tínham uma opinião oposta, quer por motivos de racismo, quer por acreditarem que na união prejudica a democracia, quer por sentirem que o seu modo de vida tinha piorado até um ponto de ser insuportável e que qualquer mudança no sistema iria melhorar as coisas. Mas não é o caso. Comprámos uma mistura de patriotismo, optimismo, mentira e ódio, e agora encontramo-nos ao pé duma catástrofe épica. O único motivo para ser optimista é que finalmente podemos acabar com o nosso hábito de culpar a UE por qualquer problema na nossa vida. Mas cada vez que ligo a televisão, lá está mais um político que fala como se fosse precisamente por causa da UE que tudo isto aconteceu. É óbvio que a retórica vai continuar tóxica durante os próximos anos também.

 

*=sim, após de 3 anos a evitar brasileiros aleatórios que queriam mudar os meus estou-a-fazers para estou-fazendos, agora estou a fazer um intercâmbio linguístico com um brasileiro, mas mora lá em Portugal e por isso as aulas não são assim tão confusas!

Thanks to Fenrnanda for more rigorous corrections on this one. Previous version still full of undetected fuqueups.

Posted in Portuguese

À Noite, No Museu

Bolsonaro as a monkey in
I was going to put Bolsonaro’s face on Ben Stiller’s body but that seemed like it gave him too much credit, so….

É provável que vocês tenham ouvido a notícia da semana passada sobre o Museu Nacional no Rio de Janeiro, onde houve um incéndio catastrófico que destruiu a maior parte do seu espólio de vinte milhões de peças, que constituiu a maior colecção etnográfica e histórica na América do Sul.
Claro esta é uma a tragédia para o povo do Brasil e, ainda por cima, para o mundo em geral. Tantos tesouros sem preço e insubstituíveis deixam um buraco negro na memória da humanidade. Com certeza, existem lições que os gerentes dos museus do mundo devem retirar, sobre como cuidar dos seus conteúdos. Esperemos que as aprendam. Sobretudo, esperemos que os políticos que controlam os orçamentos dos museus proporcionam dinheiro suficiente para fazer as mudanças necessárias. Claro, para o Museu Nacional, é tarde de mais, e a lição seria “casa roubada, trancas na porta”.
Eu já li vários artigos sobre a situação no Brasil, e é interessante de ver como esta tragédia encaixa-se no debate político. Por um lado, há a questão de se o governo actual é culpável, até certo ponto, pela falta de segurança, e por outro lado, este museu continha um registro verdadeiro da diversidade e riqueza de historia brasileira que contradizia a narrativa da extrema-direita, e o seu líder, Jair Bolsonaro. Já que o registro está perdido, tornar-se-á mais fácil para autoritários afirmarem que Brasil é um país homogéneo, e os índios, negros, refugiados venezuelanos, e o resto da “escória do mundo” não se encaixam lá?

Para quem quiser mais informações, eis os artigos que eu li antes de escrever este blog:
Museu Nacional Do Brasil. Um País À Procura De Si Perde O Arquivo Onde Podia Encontrar As Respostas.
Contra-Revolução Autoritária: Brasil Alerta Máximo
Lições a tirar da tragédia do Museu Nacional, no Rio de Janeiro

[Uncorrected] É mais de possível que fiz muitos erros factuais aqui. Confesso que o Brasil não é um país cuja politica anda sempre na frente dos meus pensamentos, e isso é apenas o que retirei de uns artigos que, talvez, eu mal entenda. Parece um assunto interessante mas estou a escrever exclusivamente para praticar e não para dar uma opinião considerada e baseada em evidencia. Se fizesse tal erros, ficaria interessado nas suas opiniões mas espero que não vou ofender ninguém!