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Odisseia

I can’t quite believe I haven’t written this one up yet. It must be about a week old by now. Anyway, thanks to Dani for the corrections.

Odisseia

Parte 1 de 17

Vi ontem o último episódio da série Odisseia que mencionei há uns dias. Gostei mas confesso que não entendi tudo. A grande tragédia da minha vida é ser fã de comédia. Infelizmente, mais do que em todos os outros géneros de arte, os praticantes falam rápido, usam calão e falam numa maneira fora do padrão. Entendi muito, claro, mas houve cenas nas quais me senti como um boi a olhar para um palácio*. Talvez deva escolher um programa sobre a gastronomia a seguir. Há de ser mais fácil.

Parte 2 de 17

Lamento que os próximos 15 episódios da minha opinião sobre esta série tenham sido cancelados** pelos realizadores de Reddit mas eu e os meus amigos juntámos mil euros e eu apostei o dinheiro todo num casino para ganhar o suficiente para continuar. Com os meus lucros (37 cêntimos), apresento-vos o texto que se segue.

Apreciei o surrealismo da série: os encontros absurdos e as cenas que se passam “fora” do mundo imaginário, quando o realizador, o elenco e a tripulação falam uns com os outros sobre o enredo e o orçamento. E adorei as referências a vários filmes americanos (pelo menos os que reconheci eram americanos mas talvez houvesse outros dos quais não me percebi***). Mesmo que não tenha entendido o diálogo todo, nunca me senti aborrecido.

*I wrote something else entirely here but the corrector suggested this expression and I live it so it’s a yes.

** This is an in joke which you’ll only get if you’ve seen the series

*** Yeah, there were a couple I missed, including “Talk to Her” by Spanish director Pedro Almodôvar, according to this summary.

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Odisseia

I’ll probably do a fuller review of this when I’ve finished sit but for now, here are a couple of initial impression of this old RTP series

Odisseia
Gonçalo Waddington & Bruno Nogueira

Estou a ver uma série com Bruno Nogueira (cujo sotaque é incompreensível). O título é Odisseia e acho que estreou em 2013. Acho que o narrador da primeira parte imitava a introdução da odisseia original: o poema de Homero. Não tenho certeza porque não tenho um exemplar da edição portuguesa em casa mas o estilo tem um ar muito grego. Além disso, há uma autocaravana chamada Calipso. É uma comédia mas o humor é mais negro do que um morcego que mora numa mina de carvão e gosta de música gótica.

Em inglês, quando um ator se vira para o público a começa falar diretamente com eles, como se fossem participantes no drama, ou como se o ator não fosse, chamamos este truque “breaking the fourth wall” (partindo a quarta parede) porque podemos falar do palco como uma divisão que tem “paredes”, embora sejam apenas paredes de cortina, no pano de fundo e às duas alas, mas a quarta é a parede invisível que separa os atores do público. Não sei se o mesmo conceito existe em português.

Esta rutura da barreira entre a realidade e a ficção acontece de vez em quando na televisão: um ator dirige o seu discurso à câmara, ou bate na lente com os nós dos dedos. Na série “Odisseia”, isto acontece, mas ainda por cima, membros da tripulação – funcionários, cinegrafistas, o realizador – entram na cena e falam com as protagonistas. É um estilo mesmo interessante.

Raios. O primeiro ministro acabou de se demitir mas já gastei o meu texto do dia nesta merda? Que desperdício!