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Adrian Mole

Fui com a família ao Teatro Ambassador há 3 dias para assistir a uma peça nunlm teatro novo na sua noite de estreia. A peça é baseada num livro publicado nos anos oitenta chamado “O Diário Secredo de Adrian Mole Aos 13 Anos e 3/4”. Quando foi editado, eu tinha 13 anos, e Adrian, se fosse uma pessoa verdadeira, teria um ou dois anos a mais do que eu.

Adoro o livro, e li-o à minha filha já que ela tem mais ou menos a mesma idade. Gostámos do espectáculo. É um musical, portanto o enredo (que se passa em 1981) mudou ligeiramente para caber no formato do teatro musical, mas não é assim tão diferente do original. As canções e a actuação foram fantásticos. O palco foi decorado com autocolantes brinquedos e cartazes de 1981, ainda que o calão se tenha afastado da linguagem da época. Estas são coisas que um velhote, tal como eu, perceberia mas para os outros (incluindo as famílias dos jovens do elenco que faziam parte da plateia) não importa muito, e toda a gente gostou e bateu palmas numa ovação em pé no final.

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Uma Revista

Durante a minha estadia no Porto, fui assistir a uma “revista” no Teatro Sá de Bandeira. Foi a um espectáculo longe fora da minha experiência, consistiu numa série de canções, juntadas por uma peça de teatro. Os protagonistas chegaram um a um: os músicos logo no início, depois o José Raposo, depois a Vera Mónica e finalmente a Sara Barradas (que estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé*!).

O enredo da peça deixou os dois actores mais velhos falarem com a Sara sobre as suas viagens pelo mundo, e então, cantaram músicas de vários países. Havia canções em espanhol, francês, italiano e até uma dos The Beatles**. Os actores mudaram de roupas muitas vezes, ou pelo menos colocaram um chapéu ou qualquer outro acessório entre as canções. Também havia alguns “sketches”, tal como “A História da Minha Ida à Guerra de 1908″de Raul Solnado. Isto e duas canções (duas!) foram as únicas coisas que já conhecia.

A maioria da audiência era sénior mas havia algumas pessoas mais jovens e crianças, e acho que foi um evento adequado a toda a família. Enfim, gostei muito da experiência.

* = isn’t that lovely? I’d never noticed how the articles and prepositions work together until Sofia corrected my grammar. “Estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé”. She was pregnant and “almost ready to give her baby to the light”

** = On the other hand, “os The Beatles” os not so pretty.

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Tradução – The Skin that’s on Me

I had a go at translating the song I mentioned the other day. It’s very hard to translate, even if you know the words because it’s written in quite a poetic, allusive way, so I hope it’s not too awful…

When the day was ending
And your body touched
A part of mine
A dance awakened
And the sun appeared,
became enormous
And in an instant wiped out
The calm of the sky

And the calm that was waiting inside me
The desire unaccounted following the end
Was in a look it gave you
And your singing changed
And your body on mine
A braid caught
And the blood cooled
And my foot touched the earth
My voice whispered
My dream died

Give me the sea, my river, my path.
Give me the empty bedroom of my house
I’ll leave you in the snare of your talk
About the skin that’s on me
You don’t know anything

When the love ended
And my body forgot
The road it was going on
In the depths of yours
And the moon went out
And the night fell silent
The cold depth of the sky
Came down and stayed.

But the pain no longer lives in me
It’s passed, I used it up
Beyond the end
It’s time to go
It’s the price of love
To go back to living
I dont feel the taste,
The sweat, the dread
Of the heat of your embrace
Of your blood blooming
I don’t want to know

Give me the sea, my river, my road
My empty boat in the morning
I’ll leave you in the cold of your speech
In the shock fall of the voice
When the talking finally stops

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Não Estou A Deitar Fora O Meu Tiro

Ontem à noite, eu a família fomos ao teatro Victoria Palace para vermos uma apresentação duma peça de teatro chamada “Hamilton”. Para quem não sabe, trata-se de um musical americano que conta a história de Alexander Hamilton, um dos participantes na revolução contra os ingleses*, que passou a primeiro Ministro das Finanças daquele país depois da guerra. Foi escrito por Lin-Manuel Miranda, que também escreveu a música de várias outras obras, incluindo o Moana da Disney. Já conhecíamos todas as músicas da banda sonora e já adorávamos todas mas não estávamos preparados para a maravilha de ver o espectáculo inteiro no palco.

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Como devem saber, no elenco da peça, há um único actor branco – o Rei Jorge Terceiro. Todos os outros são negros, hispânicos ou de raça mista. Isto deixa a história tornar-se um veículo para vários pontos políticos sobre a história do país e o seu povo, de imigração e liberdade. É simultaneamente uma crítica ao país, um grande elogio a ele, uma lição de cidadania e muito mais! Aqui em Londres, donde vinham os “vilões” da peça, Hamilton, o herói foi protagonizado por Jamael Westman, um actor bastante novo. Na produção original em Nova Iorque, toda a gente era americana, e o único inglês – o rei – precisou de falar com um sotaque diferente, mas neste caso, Hamilton, Burr e o resto da companhia teve que falar com sotaques estrangeiros, e apenas o Rei pôde utilizar a sua própria voz. Gostei sobretudo do Burr (um dos maiores antagonistas, e também o narrador) e a Eliza, mulher de Hamilton, mas todos representaram muito bem: dançaram, cantaram e fizeram tudo com uma precisão perfeita. Foi tão dinâmico, tão bem feito, que embora conhecêssemos a história e as canções, ficámos boquiabertos. Chorámos, rimos, batemos palmas sem fim. A minha filha apaixonou-se pelo Philip (o filho) e 3481 lençóis de papel ficaram molhados de lágrimas.

Enfim, gostámos do espectáculo.

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*=Quando fizeram o terrível erro de sair do nosso império pacífico e benevolente. Não faço ideia porquê. Já que elegeram o Trump, talvez sintam arrependimento. Se pedirem, ainda consideraremos deixá-los entrar novamente. Não é tarde demais para mudarem de opinião.


Muito obrigado pela ajuda Fernanda

In case anyone’s wondering about the title, it’s a pointlessly literal translation of the phrase “I’m not throwing away my shot”, but it’s more like “I’m not throwing my gunshot in the bin” rather than “I’m not wasting my chance”, which would be more like “Não vou desperdiçar a minha oportunidade”

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Edimburgo

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Estamos de férias em Edimburgo, a capital da Escócia. Nasci aqui no século XVII. Cada ano há um festival de comédia, drama e artes mas nunca vi nenhum até este ano. Chegámos ontem. Fomos assistir a um concerto “A Capella” que foi maravilhoso. Deitámo-nos cedo. Madruguei, e tive 2* horas inteiras para ler o meu livro, que foi um verdadeiro paraíso. Finalmente, estava na hora de levantarmo-nos. Fiz o pequeno almoço para a família e levei-o. Assistimos a 2 espectáculos hoje: “Into the Woods” que foi bastante bom e “Sweeney Todd” que foi impressionante. Não havia uma canção má, e os actores mantiveram as nossas atenções durante as duas horas. E as letras tiveram a ver com a minha cidade:

Há um buraco no mundo como um poço preto
Está cheio de pessoas que estão cheias de merda
E os vermes do mundo moram lá
E o nome dele é Londres

Parece um comentário de tripadvisor dum americano que não recebeu gelo suficiente no seu cocktail.
Depois, comprámos duas pizzas para comer no hotel.

 

*=I usually write numbers in full for practice but should probably start using the proper rules at this point.

 

Thanks to Sofia, Kellin and Celso for the corrections