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The Perils of Google Translate

Delighted by portuguese people mocking news organisations who use Google Translate for their headlines and end up translating names literally as if they were words. This is about Carlos Moedas becoming Mayor of Lisboa, which plays into people’s criticisms of him as being too business-friendly.

My only complaint about the replies is that someone has translated Pedro Passos Coelho as “Peter Steps Rabbit”. I prefer to think of him as Peter Bunny-Hops.

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Moedas Comemorativas

Notes on commemorative editions of the 100 Escudo coin. My daughter recently received a beautiful parcel containing 18 of these, big, chunky things with designs on them spanning years.

Ano Internacional do Deficiente (1981)

Mostra-se uma imagem do Jacob Rodrigues Pereira (1715-1780), que nasceu em Espanha, duma família cripto-judaica portuguesa e tornou-se educador de surdos em França.

D. Nuno Alvares Pereira / Batalha De Aljubarrota (1985)

Comemora 600 anos desde esta batalha, uma das maiores batalhas defensivas contra o exercito castelhano que tentou conquistar Portugal. Dom Nuno Alvares é considerado um génio de estratégia e ainda por cima, foi beatificado e canonizado pelo papa XVI em 2009, mas confesso que não faço ideia por quê.

Fernando Pessoa (1985)

São retratados nesta moeda o poeta mais conhecido e mais amado no país, e mais três gajos que o semelham esquisitamente…

D. Afonso Henriques (1985)

Comemora 8 séculos desde a morte de D. Afonso I, o conquistador, e o primeiro rei da primeira dinastia portuguesa.

X Aniversário da Autonomia Regional (1986)

Logo depois da revolução dos Cravos, a república portuguesa começou a reconstruir a democracia e isso resultou numa nova constituição, que foi publicada em 1976. dando autonomia regional para as ilhas, com os seus próprios hinos e bandeiras.

XII Mundial de Futebol (1986)

Dois homens a saltar por cima duma esfera… Não faço ideia do que é que estão a fazer…

Amadeo_de_Souza-Cardoso,_Untitled_(Coty),_1917,_oil_and_collage_on_canvas,_94_x_76_cmAmadeo de Souza-Cardoso (1987)

O centésimo aniversário do nascimento deste pintor modernista cuja morte com 30 anos acabou com uma carreira promissora.

Nuno Tristão (1987)

É um motivo de vergonha para países tal como Portugal e a Inglaterra que tantos de nossos heróis também foram vilões. Esta moeda celebra a vida de um explorador que descobriu muitas zonas de África até então desconhecidos (pelo menos a nós europeus), incluindo o Rio Gambia (1446) mas o explorador também foi um mercador de escravos. Hum…

Diogo Cão (1987)

Diogo Cão era um dos navegadores que concretizaram a reputação do país como terra de exploradores. A data na moeda é 1486, ano do seu falecimento que ocorreu durante a sua segunda viagem para África do Sul em busca de Preste João. Foi retratado no Padrão dos Descobrimentos a grande escultura a beira do Rio Tejo, e foi imortalizado pela caneta de Fernando Pessoa no seu poema “Padrão”

Bartolomeu Dias / Cabo de Boa Esperança (1988)

O quingentésimo aniversario do regresso a portugal do explorador Bartolomeu Dias após da sua expedição além do cabo de Boa Esperança (O ponto mais a sul do continente da África.

Arquipélago Dos Açores (1989)

Comemora várias viagens de descoberta ao arquipélago entre 1427 e 1432. Ao que parece, as ilhas já eram conhecidas e por isso não percebo porque é que as viagens tiveram tanto significado, mas… sei lá, deve de haver alguma coisa que perdi.

Ilhas Canárias (1989)

Comemora a ocupação dos portugueses das ilhas desde 1336 até 1479. Depois, o Tratado das Alcáçovas-Toledo afirmou o controlo das ilhas pelos castelhanos enquanto Portugal ficou com as ilhas dos Açores e da Madeira.

Navegação Astronómica (1990)

Parece que esta moeda é apenas a celebração da Ciência. Não acho que celebre um aniversário ou a pessoa que a inventou, mas claro sem a navegação astronómica, os portugueses nunca teriam sido capazes de explorar o mundo antes do época do Sistema de Posicionamento Global e por isso é um tipo de especialidade nacional.

Camilo Castelo Branco (1990)

Celebra a vida do autor de “Amor de Perdição” e “Maria Moisés” entre outros.

Restauração da Independência (1990)

Comemora 350 anos desde a saída de Portugal da União Ibérica, que é um lembrete amargo para nós ingleses que há países no mundo capazes de saírem duma união política sem fazer-se uma desgraça. A União tinha permanecido durante 60 anos desde a guerra da sucessão portuguesa que resultou num espécie de governo imperial sob a coroa espanhol.

Antero de Quental (1991)

O senhor Antero foi um poeta do século XIX que fez parte (com Eça de Queiroz e Oliveira Martins) num movimento literário, Geração de 70, que pretendia revolucionar a cultura pela introdução de realismo. Confesso que não tinha ouvido do senhor anteriormente mas é um dos escritores mais importantes da literatura portuguesa**. Fernando Pessoa escrevi o elogio seguinte

Properly speaking there has been no Portuguese literature before Antero de Quental; before that there has been either a preparation for a future literature, or foreign literature written in the Portuguese language.

D. António, Prior do Crato (1995)

Marca 400 anos desde a morte deste rei (ou seja pretendente ao trono). D. António teve uma vida cheia de histórias. Acompanhou D. Sebastião na campanha em Marrocos e foi preso na batalha onde o rei morreu. Depois do seu regresso a Portugal, António reclamou o trono mas foi negada porque varias pessoas tinha dúvidas que fosse o filho legitimo do seu “pai”, D. Luís. continuou a afirmar o seu direito de ser rei durante a crise da sucessão portuguesa, quando o país perdeu a sua independência e ficou sujeito ao Rei Felipe I (Felipe II de Espanha) e acabou por ser exílio na Inglaterra com o inimigo do seu inimigo, a rainha Isabel I.

Centenário da Autonomia Dos Açores (1995)

As Ilhas ganharam a sua independência administrativa em 1895, até o estado novo reestabeleceu controlo sobre as ilhas em 1928.

* PADRÃO (Fernando Pessoa – Mensagem)
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.

E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

** Let’s have a look:

O QUE DIZ A MORTE

Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de mágoa e tédio encaram
As próprias obras vãs, de que escarnecem…

Em mim, os Sofrimentos que não saram,
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como num mar, em mim desaparecem. –

Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso intérprete sagrado
Das cousas invisíveis, muda e fria,

É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.