Os concorrentes Portugueses do Festival da Eurovisão partem em digressão este ano e vêem para Londres em Novembro. A sua canção mais famosa é o hino não-oficial da Madeira, é existem milhares de madeirenses nesta cidade portanto acho que as bilhetes voarem depressa.
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A Ave de Rapina
O hotel no qual estivemos hospidades tem uma problema de dezenas de pombas ladrões. Todos os dias o pequeno almoço é uma cerca, com turistas aterrorizados a guardar as suas pratas para que as aves não consigam bicar a comida toda.

Mas o hotel tem uma arma segreda: uma ave de rapina. Infelizmente não está solta; acho o espectáculo de uma pomba a ser degolada entre as cereais seria ainda mais horripilante do que a alternativa, mas está empoleirada num corrimão, perto das mesas, com um homem a cuidar dela. E a ameaça da ave de rapina dissuade, em certa medida, as pombas cometerem atrocidades.
Coloquei uma foto da ave no subreddit r/whatisthisbird, e todos os entendedores-de-aves informaram-me que fosse uma gavião-asa-de-telha (o nosso Harris’s Hawk). Pedi mais informações do dono da ave mas ele disse que não, é uma águia e agora não sei, porque não quero contrariar o dono da ave mas também toda a gente no subreddit jura que o gajo não tem noção e que não existe uma espécie de águia com a plumagem que tem esta ave.
Madeira Dia 5
A nossa estadia na Madeira já está concluída e estamos de volta no Kew de Judas. Estamos esgotados de tanta atividade e (no meu caso) de tanto terror de voar!
Madeira Dia 4
Hoje é o nosso último dia em paraíso. Fomos de autocarro para o jardim botânico para conhecer as lagartixas.

Tendo almoçado sentámo-nos à beira mar e lemos durante algum tempo. Catarina teve uma reunião marcada com a madrinha dela, e enquanto elas falaram, eu comprei algumas coisinhas para a Olivia e a prima dela. Às 17 horas, logo antes do fechamento das lojas, comprámos 6 bolos de mel e umas broas porque a vida é melhor com broas na despensa, não achas?

Jantámos num restaurante perto do hotel e agora estamos prontos para o avião amanhã.
Madeira Dia 3
Eu e a Catarina caminhámos daqui para a Câmara de Lobos para almoçar. A irmã dela tinha recomendado um restaurante chamado Vila de Carne, e concordo que o restaurante vale mesmo pena. Partilhámos uma espetada, um bolo de caco e uma garrafa de água com gás.

Depois, voltámos ao Funchal de autocarro e passámos algum tempo no centro comercial. Fiquei com um livro de contos e narrativas natalícios e a Catarina tem três novos livros de poesia. Descansámos no hotel com os nossos livros antes de jantar num restaurante ao pé do hotel. Foi um pouco caro mas moramos em Londres, portanto não nos assustámos.
Madeira Dia 2
Acordámos tarde, e comemos pequeno almoço enquanto dez mil pombos tentaram devorar a comida dos nossos pratos.
O primeiro destino do dia foi o Cemitério de Nossa Senhora das Angústias. Não encontrámos o jazigo do que estávamos à procura, ainda que os funcionários tentaram. Saímos com um endereço de mais um escritório onde existe o registo central.

Depois, fizemos as compras no Decathlon (uma lanterna, um fato de banho e mais algumas coisinhas), mas quase fui preso, porque depois de pagar a conta, fui à casa de banho e, ao lavar as mãos, vi que tinha um boné na cabeça que tinha experimentado mas ainda não paguei. Se não tivesse ido fazer xixi teria o roubado. Perto do Decathlon, existe mais uma casa na qual Catarina vivia na juventude. Fomos dar uma espreitadela e ela falou com o dono, que esteve no jardim.

Subimos 147 montanhas até o marido não aguentou mais e depois voltamos para a cidade para comer gelado. Tendo silenciado as queixas do homem, fomos visitar a loja Madeirense Puro, onde falámos com a senhora que faz aqueles vídeos divertidos.

Voltámos para o hotel, nadámos na piscina de água salgado até os nossos dedos tornaram azuis e finalmente fomos jantar num restaurante, onde comi espada com molho de maracujá e banana. Eu nem sequer gosto de peixe assim tanto mas apeteceu-me provar algo novo, e não me arrependi a decisão!
Ainda estamos cheia de sono e provavelmente iremos dormir em breve.
Madeira Dia 1
Não dormimos muito antes do voo por causa dos nervos. O táxi chegou às 04h15 (quase uma meia hora atrasado!) mas não houve problema e acabamos por ser a quarta e quinta pessoa no avião.
Sinto sempre um terror quando o avião está a descolar, mas estou cada vez melhor em controlar o medo, deixando os meus músculos relaxar, e focando a minha atenção toda em alguma coisa divertida, como por exemplo o desenho animado Rick and Mort que não tem pausas nas quais estarei capaz de pensar em asas a quebrar ou terroristas com bombas escondidas nos sapatos.
E o voo passou sem incidente. Deixamos as malas no hotel e pomo-nos a explorar. A Catarina tem vários lugares da sua juventude que ela quer visitar e hoje visitamos uma escola e uma casa. A escola ainda existe mas passou para um novo edifício, sendo o original uma empresa de imobiliária. A casa, por outro lado, é completamente dilapidada. Foi propriedade do exército e hoje em dia anda abandonada e trancada com folhas de uma planta qualquer a crescer pelas janelas, entre as lâminas das portadas.

Tomámos uma bebida à beira mar mas estamos exaustos e a Catarina ainda está adormecida. Estou a escrever isto às 20h45 mas ela fechou os olhos às 19h e eu irei fechar os meus em breve!

O Dia 1 De Maio
Este artigo, publicado na conta do madeirense_puro é muito adequado para este primeiro dia do mês. Que tal? Apetece-te fazer colares de Maio? Então, vá-lá colher malmequeres!
Manual SOS – Madeirense Puro
Comprei este livro educativo porque queria desvendar os segredos daquela criatura admirável, a Madeirense. E estepilha, não me desiludiu! Ua cão!
O texto dá muitos exemplos das expressões idiomáticas e do vocabulário do arquipélago, assim como da cultura, mas, para mim, as páginas mais úteis são as que explicam o sotaque e que realçam as diferenças entre o da Madeira e o da ilha de São Miguel nos Açores*. Já ouvi montes de madeirenses a falar e sei que existem semelhanças entre os dois sotaques mas não percebi especificamente como a voz madeirense diverge da voz micaelense. Em suma é isto: fala de boca bem aberta. Esta dica, combinada com as páginas sobre a substituição de vogais dá para entender porque os madeirenses falam assim.
As páginas do livro têm imensas cores, com ilustrações bonitas e, em algumas há códigos QR para ligar a uma gravação ou um recurso online para esclarecer algum tópico. O livro é muito divertido e elucida muitas dúvidas. Recomendo aos homens que têm uma esposa madeirense e como resultado “têm tude“. Se não entendes patavina quando ela fala precisas disto!
Ah mãe, ca cagança!

*Nunca antes me perguntei “porque é que se diz OS Açores enquanto são ilhas e ilha é feminina?” É porque existe uma regra de que lugares como O Porto e A Costa do Marfim, cujos nomes se referem a uma coisa específica tendam de adotar o género daquela coisa, e neste caso um açor é uma espécie de ave de rapine (o nosso “goshawk”)
My Prime Minister, Ladies and Gentlemen
Yessss!!
I’m not sure “typical” is quite the right word. It was too touristy for my wife, so she refused to go on them, but I’m glad he got to have a go, even if I didn’t.