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Reading (and Watching) List

Reading a book

Eis a minha lista de livros para quem quiser saber mais sobre a revolução em Portugal, e os anos antes e logo depois

Livros já lidos

Livros que quero ler mas ainda não li

Livros que não li porque não são livros mas sim filmes

  • Capitães de Abril (disponível aqui em português e acho que o Apple TV tem uma versão dobrada ou legendada mas não tenho)
  • Escolha insólita: Prazer Camaradas é estranho mas numa maneira interessante. Existe uma versão gratuita no Arquivo da Internet mas não experimentei porque tenho um DVD portanto sei lá o quão nítida é a imagem. Boa sorte!)
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A Commercial Break: Books and Where to Read Them

I mention books on here a lot. Wook have what looks like a pretty generous sale to celebrate the anniversary of the revolution so if you want to have someone fill a box with literature and have it shipped across the sea, this is probably a good way to do it.

25 de Abril Wook Sale
(affiliate link)

They say books can bring down dictatorships, but so can other inanimate objects, so if you need somewhere to read your book, you could always buy the most effective weapon against dictatorships Portugal has yet devised: a chair. They look great don’t they? I’m a bit intimidated by the lack of a price though. I’d like one but I feel like it might be one of those “If you have to ask how much it is, you can’t afford it” situations.

What do chairs have to do with dictatorships? Um… well, nothing really, I’m just being daft, but Salazar died in 1970 after being incapacitated for two years because he’d fallen out of a chair, so if you are looking for an excuse to buy a new chair, there’s your excuse. It’s to show your support for Democracy!

Oh my god, that’s two posts in a row in english. I’d better get my act together

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O Almanaque da Língua Portuguesa

Este livro é uma caixa de delícias, dispostas em forma de um calendário. Cada mês tem a sua lista de datas importantes (dias nacionais, aniversários de autores), uma dúvida do mês, dicas para melhorar a escrita, listas de palavras saborosas e umas amostras da perícia do autor no campo da história do desenvolvimento da língua portuguesa.

O formato do livro é perfeito para quem tem pouco tempo ou que anda distraído (como eu nas últimas semanas!) e que quer ler algo interessante mas fácil entre as tarefas do dia-a-dia. Há ideias que aparecem nos seus outros livros mas de forma menos pormenorizada e menos pesada. E também existem novidades.

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Pais de April

Pais de Abril

Este livro surpreendeu-me, porque, pelo título, tinha assumido que fosse uma homenagem à revolução que decorreu em Abril de 1974, mas não é! O poema que deu o seu nome à antologia foi escrito em 1965! Mas o poeta teve um papel ativo na luta contra a ditadura, portanto aquele espírito revolucionário permeia a sua obra, quer durante aqueles anos escuros, quer nos poemas escritos após o estabelecimento da democracia. Portanto, eu não estava assim tão longe da verdade!

Thanks to Cristina of Say It In Portuguese for the help here.

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Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento (Marina Colasanti)

Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento

Este livro é uma coleção de contos que têm a atmosfera de contos de fadas: as personagens são reis, princesas e feiticeiras, entre outras. Mas apesar destas histórias curtas terem o mesmo tom dos contos infantis, há algo mais escuro nos temas das narrativas. E a estrutura da linguagem e a escolha das palavras dão um ar muito mais “adulto” à coleção.

A autora é uma brasileira muito premiada, mas o meu exemplar foi publicado pela editora Tinta de China para leitores portugueses. Como sempre, o livro, como objeto físico, é muito bonito, com capa dura cantos redondos e folhas grossas. Até cheira bem.

Thanks to Cristina for the corrections

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Crónicas de Lisboa

Acho que este livro precisa de mais redação. Uma leitora no Goodreads queixou-se da falta de um fio condutor entre as histórias, mas para mim, às vezes, faltava um fio condutor entre as vinhetas individuais das crónicas! Achei alguns contos um pouco confusos.

Contos? Não quero dizer “bandas desenhadas”? À primeira vista os contos são bandas desenhadas mas não há balões de diálogo, apenas textos curtos que fazem parte da narração da anedota. O livro trata de uma série de histórias curtas sobre uma personagem ou um evento na história da cidade. Cada uma é ilustrada com um traço caricaturistico, mas não chega a ser uma banda desenhada.

Bem, não estou a resmungar, achei várias histórias na antologia interessantes; aprendi muito e até “roubei” umas ideias para fornecer conteúdos ao meu blogue! Havia personagens bem conhecidas como Carlos do Carmo e Santo António e mais algumas que eu pessoalmente não conhecia, como por exemplo as duas Júlias e Madame Brouillard, Mas o livro não se lê bem, o que é uma pena porque podia ser ainda melhor se os autores tivessem prestado mais atenção aos textos e feito algumas mudanças para reunir os fragmentos como um todo satisfatório.

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O Pequeno Livro dos Medos Sergio Godinho

O Pequeno Livro dos Medos

O Pequeno Livro dos Medos é um livro infantil que está disponível como Audiolivro na livraria Wook. O autor fala, sob a perspetiva de uma criança, sobre o significado da palavra e como nós sentimos esta emoção tão constrangedora. O terceiro capítulo é um conto, lido ao narrador pelo avô dele que foi originalmente escrito para o seu filho (ou seja para o pai do narrador quando era jovem… eh pá, esta frase precisa de uma árvore geneológica para ilustrar estes relacionamentos, não é?).

Sendo um livro infantil, a linguagem é muito fácil em termos da gramática, mas o seu estilo* não é tão simples que se torne aborrecido para leitores mais crescidos. Recomendo para quem nunca tenha lido** um Audiolivro em português, mas queria experimentar.

*I wrote “estilo de escrever” but it sounds redundant since estilo is more specific than “style” (definition 6 here)

**Nesta casa, não aceitamos que ouvir um audiolivro “não conte” como leitura!

Thanks to Cristina of Say it in Portuguese for unfudging this box of chocolates

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Consensual

Quero fazer um post curto em inglês porque estou com pressa mas jurei que escreveria mais em português, portanto vamos a isto…

Hugo Gonçalves - Revolução

Vi um vídeo de uma booktuber portuguesa a falar sobre um livro de Hugo Gonçalves. Ela disse que “não é um livro consensual”. Em inglês está frase soa um pouco ameaçadora, como se o autor quisesse prender um grupo de leitores numa gaiola e ler-lhos, quer queiram quer não. Mas isto é um “falso amigo”. Consensual está relacionado com “consenso” (consensus em inglês) e não tem nada a ver com “consentimento” (consent em inglês). Noutras palavras, o livro é polémico e haverá muitos pessoas que gostam e muitas que odeiam. A coerção não está em jogo. Que alívio!

O vídeo está aqui para quem quiser ouvir. Ela diz a palavra aos 0:35.

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Coisa Que Não Edifica Nem Destrói – Ricardo Araújo Pereira

Ricardo Araújo Pereira - Coisa que não Edifica Nem Destrói

Neste livro, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala da sua vocação: o humor. Não admirará ninguém que o livro é engraçado e que dá motivos de reflexão nos tempos de hoje, como grande parte da obra dele. Fala sobre as raízes de humor e os métodos que os mestres usam para o produzir. Também fala sobre a tendência das pessoas, tanto nesta época quanto no passado, para ficarem zangadas e não aceitarem as piadas feitas sobre elas próprias. O exemplo mais recente é o de Chris Rock, mas há muitos ditadores e ainda mais terroristas que querem matar quem não obedece às regras aleatórias que eles querem impor à gente.

O autor dá muitos exemplos e citações selecionadas da história incluindo Roland the Farter e Ronnie Corbett (da Inglaterra), Mark Twain e Bill Hicks (dos EUA) e Dario Fo e Rabelais (de outros países europeus) para demonstrar a natureza universal do humor.

Depois de comprar o livro, percebi que existe um podcast com o mesmo título que contém não só os textos do livro mas também mais capítulos e entrevistas com comediantes e escritores. E não custa nada… Ora bem, não faz mal, tenho um livro bonito e uns conteúdos extras. É um bónus.

Thanks as always to the ever-patient Cristina of Say it in Portuguese for eviscerating my linguistic infelicities before they could be unleashed upon an unsuspecting world.

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Longe do Mar

Longe do Mar de Paulo Moura

O livro é uma descrição de uma viagem ao longo da Estrada Nacional 2, com paragens em vários lugares para conhecer os habitantes. Faz parte da série “Retratos” editada pela Fundação Francisco Manuel Dos Santos, como grande parte dos livros que compõem o catálogo português da livraria online Audible. Já dei opiniões em pelo menos 3 na mesma série. Ouvi-o à velocidade de 1.35x para ver se conseguia seguir o enredo. Foi desafiante mas consegui durante algum tempo, mas no fim, cansei-me, desisti e recomecei com o ritmo normal.

O autor encontrou várias personagens ao longo da sua rota e conta a história de cada uma: pastores, ferreiros, uma menina que “amou de mais” (ou melhor, amou o homem errado), entre outros. Como obra de literatura de viagem, acho que o livro não é suficientemente desenvolvido. Encontramos as pessoas mas não recebemos (ou pelo menos eu não recebi) uma imagem mental do carácter da terra percorrido pelo autor. É uma sequência de entrevistas mas não é uma narrativa coerente e deixou-me um pouco insatisfeito.

Thanks as ever to Cristina of Say it in Portuguese for correcting this (twice!)