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Leandro, Rei da Helíria – Alice Vieira

Leandro, Rei da Helíria

Comprei este livro sem perceber que não era uma história original de Alice Vieira. Já li 3 livros dela e esperava de algo mais ou menos semelhante. Mas logo que comecei a ler, fiquei com um a impressão de ter lido esta história anteriormente: um rei que quer abdicar ao trono, e que decide ceder o reino às suas três filhas. Antes de fazer a decisão, ele pede declarações de amor de cada uma. Duas filhas oferecem elogios muito floridos mas a terceira…

Espera lá! Conheço esta história! Li a descrição na contracapa e, como já adivinhei, a história é baseada numa peça de teatro de Shakespeare. A autora fez algumas mudanças. O Rei Leandro é uma história mais leve, até engraçada, e apropriada para leitores juvenis mas tem um enredo que muitos leitores adultos provavelmente conhecem.

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Rosa, Minha Irmã Rosa(Alice Vieira) – Opinião

notebook_image_989044Já li dois livros da mesma autora e este terceiro também é muito divertido. A protagonista é uma menina que tem 9 anos. Mora com a família e tem uma nova irmã. Apesar do título, uma grande parte da história trata das suas duas avós (das quais apenas uma ainda está viva), e as vidas duras delas quando eram novas. Um homem que mora lá na rua ficou preso antes da revolução (o livro foi escrito em. 1980). A história da família espelha a história recente do país. E a bebé? A narradora não se dá com ela no início mas ao longo dos meses, ela aprende, pouco a pouco, aceitar e amar a sua irmã.
É um livro juvenil, claro, mas Alice Vieira escreve tão bem que um adulto pode gostar também.

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O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá – Jorge Amado

32734503.jpg“O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” é um livro infantil, escrito por Jorge Amado, um brasileiro, com ilustrações de um outro brasileiro – Carybé. Conta uma “história dentro duma história”. A Manhã conta ao Tempo uma história sobre os dois animais para ganhar uma rosa azul e “fazer menos pesada a eternidade”. A história trata-se num parque onde um gato malhado aterroriza todos os animais com exceção duma andorinha. Apaixona-se por este pássaro mas é “o amor que não ousa miar o seu nome”, digamos assim, porque um gato não pode casar-se com uma andorinha, nem sequer num livro infantil. Os capítulos são estações do ano, com divagações do autor nos vazios entre capítulos.

As ilustrações são encantadoras e fazem-me lembrar “O Principezinho”. Na ultima página até há um desenho duma cobra a devorar um mamífero dalgum tipo, que é obviamente reminiscente da imagem mais conhecida daquele livro.

Apesar de ser um livro infantil, há muito vocabulário desconhecido. Não sei se isso é porque é velho, mas “O Banqueiro Anarquista” é ainda mais velho, mas achei-o mais fácil. Talvez seja por causa do país de origem… Enfim, o livro é giro apesar do facto que precisei dum dicionário ao pé de mim.


Thanks are due to H Lewis (not, I assume, the editor of the New Statesman) who corrected this. It was corrected very Brazilianly so I have had to decide which changes to retain and which not. I hope the result is more-or-less correct.

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A Vida Nas Palavras de Inês Tavares (Alice Vieira)

6585700Adoro este livro, embora seja infantil. É o segundo livro desta autora que já li, mas não acho que será o último!

A história é contada numa série de entradas num diário por uma rapariga de treze anos. A protagonista, Inês, não escreve no seu diário diariamente, portanto só há 19 capítulos que se estendem de Janeiro até ao Natal do mesmo ano. É muito engraçado, e há parágrafos que me fizeram soltar uma gargalhada. Também há parágrafos que não entendo completamente. Um deles tem a ver com castanhas assadas. Acho que é algo inapropriado, mas apesar de ter ouvido uma explicação da minha mulher ainda não tenho cem por cento de certeza. Os mistérios duma língua desconhecida!

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Opinião – Graças e Desgraças da Corte de El-rei Tadinho (Alice Vieira)

6fda4d73742fbed31b2b7ac080c46e23cde7c0c8Gostei muito deste livro infantil. O rei tenta manter a ordem no seu pequeno reino, com leis antigas que guiam a sociedade, mas a chegada dum dragão de cinco cabeças que se zanga por causa dum decreto que exige a sua morte provoca uma reacção em cadeia que dá em vários episódios com o seu conselheiro, a bruxa de estimação do país, uma fada, e no fim das contas, centenas de filhos.
Às vezes, o livro fez-me soltar umas gargalhadas. É tão engraçado. Amei!

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Acho Que Posso Ajudar (David Machado)

notebook_image_903781Gostei imenso* deste livrinho que faz parte da coleção “DN Contos Digitais”. É o segundo conto da coleção que já li (o primeiro foi “A Terrível Criatura Sanguinária” de Nuno Markl). É um conto infantil e muito divertido. Contém todos os elementos que constituem uma boa história infantil: há monstros, há bruxas, há mágico que torna tudo possível dentro do mundo pequeno da história, e há um slogan repetitivo: “acho que posso ajudar” que se diz ao início de cada novo episódio no crescimento e espalhamento de caos delicioso! Afinal, o herói da história consegue restabelecer a ordem no mundo, que é uma parte essencial num bom conto infantil porque sem este ingrediente, os filhos nunca ficam calmos o suficiente para adormecer!

* É muito interessante que toda a gente brasileira trocou “imenso” para “imensamente” porque tenho certeza que os portugueses dizem “gosto imenso” mas concordo que, neste caso a versão brasileira faz mais sentido porque “imensamente” é um adverbio e “imenso” é um adjectivo.


Thanks very much to Caroline, Lio and Ney who all offered corrections on this one.