Mais um livro difícil. O meu pobre cérebro! Mas gostei muito deste livro apesar do esforço. Conta a história de dois japoneses, um oleiro e um artesão que faz leques. São vizinhos e tornam-se inimigos por causa duma previsão. Há elementos mágicos no enredo: fantasmas, ilusões, adivinhação. A cena mais impressionante (para mim) desenrola-se no fundo dum poço, onde um dos protagonistas passa uma semana acompanhado por uma fera desconhecida.
Enfim, adorei mas acho que preciso de alguma coisa mais fácil depois disto!
Comprei este livro numa livraria online, e confesso que, se tivesse visto a arte antes de comprá-lo, nunca teria agarrado. É difícil entender o fluxo da história por causa da baixa qualidade dos desenhos. Felizmente, a história em si não é assim tão má. Lembrou-me do “The Stand” (um livro de terror escrito por Stephen King) até certo ponto, embora as personagens sejam mais parecidas com os protagonistas do “Badlands”. Um casal jovem está em fuga porque o homem cometeu um crime, e a polícia judiciária está à procura dele. Por isso, escondeu-se, com o bebé deles numa casa na terra do pai. Todos crê que esta casa é amaldiçoada. Muitas pessoas foram assassinadas lá, e os rumores dizem que a casa enlouquece qualquer pessoa que lá more. É isso mesmo que acontece, mas não me admirou: o namorado da mulher é um facínora. Chegou à casa com pouca comida mas com uísque suficiente, uma espingarda e cinco milhares de t-shirts (estou a exagerar mas não tanto assim…) com os logótipos de várias bandas fixes dos anos noventa. Portanto, quando o homem se enlouquece, ameaça a namorada e começa a atirar nos polícias não é nada surpreendente, nem chocante tal como a transformação do pai no “the Shining”.
Este livro é o terceiro que já li do mesmo autor. É muito engraçado. Consiste em artigos escritos para um jornal brasileiro, Folha de São Paulo. O autor brinca com diversos assuntos desde futebol até à linguagem. É tudo muito divertido e inteligente, como sempre.
Apparently there’s a specific word for the smell of stinky feet in Portuguese: Chulé.
Ricardo Araújo Pereira mentions it in “Estar Vivo Aleija” and wonders how “línguas bárbaras” like English manage without it in sentences like “Após a meia-maratona, os meus pés cheiravam a chulé”. We’d have to say “(they) smell of smelly feet” which would be tautologous.
If never come across the word before. As an example of an untranslatable word it’s not as impressive as “Saudade” but it’s much more fun.
Fui com a família ao Teatro Ambassador há 3 dias para assistir a uma peça nunlm teatro novo na sua noite de estreia. A peça é baseada num livro publicado nos anos oitenta chamado “O Diário Secredo de Adrian Mole Aos 13 Anos e 3/4”. Quando foi editado, eu tinha 13 anos, e Adrian, se fosse uma pessoa verdadeira, teria um ou dois anos a mais do que eu.
Adoro o livro, e li-o à minha filha já que ela tem mais ou menos a mesma idade. Gostámos do espectáculo. É um musical, portanto o enredo (que se passa em 1981) mudou ligeiramente para caber no formato do teatro musical, mas não é assim tão diferente do original. As canções e a actuação foram fantásticos. O palco foi decorado com autocolantes brinquedos e cartazes de 1981, ainda que o calão se tenha afastado da linguagem da época. Estas são coisas que um velhote, tal como eu, perceberia mas para os outros (incluindo as famílias dos jovens do elenco que faziam parte da plateia) não importa muito, e toda a gente gostou e bateu palmas numa ovação em pé no final.
Esta banda desenhada conta a história de três adolescentes italianos: dois rapazes e uma rapariga. Tem um bom aspecto: a arte é bonita, mas infelizmente as personagens são desenhadas numa maneira inconsistente, portanto às vezes é difícil distinguir as pessoas. E é isso mesmo que é o maior problema do livro: a história não compriu a promessa feita pelas imagens. É belo, mas a história nem me agarrou assim tanto. É confuso e, não havia uma narrativa interessante. As personagens também, para mim, são aborrecidas. Enfim, soltei um grande “meh”.
Este livro infantil é encantador. É um conto antigo: um menino e uma menina encontram-se. A menina é um peixe. Fica preocupada porque receia que o rapaz a vá fritar. Tipicamente, a rapariga torna-se humana mas nesta história não…
O Mosteiro da Batalha é um dos grandes monumentos de Portugal e é considerado parte do património mundial pela UNESCO. O nome do mosteiro não é propriamente “Mosteiro da Batalha” mas, sim “O Mosteiro da Santa Maria da Vitória”, mas fica na vila de Batalha (Portugal, assim como Inglaterra, tem uma vila chamada Batalha/Battle para comemorar a batalha mais significativa na sua história). No caso de Portugal, a batalha é a Batalha de Aljubarrota em 1385. Dom João I, Mestre de Avis, vencedor da batalha mandou construir o mosteiro para agradecer à virgem Maria pela sua ajuda.
Here’s the transcript I’ve been trying to make of this imperialist propaganda video. I only managed the first 6 minutes. I might come back to it after the exam but I think the benefits I’m getting are pretty small for the time spent (about 3 hours and counting!) It’s interesting how I can pretty much understand the gist of the video but when it comes down to actually separating out the words, in their proper forms, the detail isn’t as simple to disentangle. Corrections from Sophia (thanks!) in italics
[00:00] Naqueles terrenos vastos e escaldados, que se estendiam entre o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, junto daquela praia do Restelo, donde largaram o século XV de Vasco da Gama, durante mais dum ano, milhares de operários, de técnicos e artistas portugueses, demolindo o feio para construir o belo, rasando o inútil para pôr em seu lugar uma verdadeira cinza de Portugal no passado e no presente. Ergueram um traje amorosamente esse prodigioso momento das nossas virtudes e do nosso préstimo foi a exposição do mundo português. A maravilhosa exposição foi inaugurada a 23 de Junho de 1940 pelo português mais digno de tal actoSenhor General Carmona, presidente da república portuguesa. E a seu lado estava o homem que a tornou possível; verdadeiro arquitecto de Portugal de hoje, novo e eterno, Salazar, e o ministro das obras públicas, engenheiro Duarte Pachecoa quem coube a honra a verificar. Assistindo o título de comissario geral Doutor Augusto de Castro, pelo engenheiro Sá e Melo e pelo arquitecto Cottinelli Telmo. Os antigos terrenos transformaram-se na soberba praça de império, com a sua fonte luminosa e os seus jardins. De todos os lados* se erguiam pavilhões de risco sobre e digno de uma originalidade e um gosto incontestável. Os olhos deslumbravam-se com as perspectivas imprevistas, com a pureza das linhas, com o equilíbrio deslumbre. Ao cinema português, cumpria pular no tempo e no espaço magnifica fixando-a num filme que servisse para matar as saudades dos que a viram e para a mostrar aos que não puderam vê-la. Foi o que o cinema procurou fazer, lamentando não dispor mais amplos recursos que permitissem traduzir fielmente a par das formas a cor, a alegria e a imponência da exposição de Belém.
[03:20] Todas as inúmeras obras da arte que impunham não eram unicamente feitas de matéria. Também eram feitas do espírito e tinham a alma, a própria história de Portugal. E essa história, a mais velha de todas foi novamente contada ao povo por meia de alegorias e de findo os mais grandiosos era sem dúvida o momento ao Infante Dom Henrique autêntico padrão erguido ao génio da raça. Nós demos ao mundo novos mundos. [corte?] Lembrava aos visitantes uma das legendas da pavilhão de honra. E o interior do pavilhão em redor de um átrio decorado com as bandeiras de todos os municípios portugueses, continha uma sala de recepção ornada de tapeçarias de alto preço, uma sala de honra onde se evocavam as mulheres celebres da tradição portuguesa desde a padeira de Aljubarrota a oração mariana, um teatro de concepção moderníssima
[04:20] Ao lado do pavilhão de honra e fazendo corpo com ele para melhor honrar e destacar a capital do império erguia a sua alta torre o pavilhão de Lisboa. Um dos seus mais velhos aspectos exteriores é o pátio em que um baixa-relevo estilizava a arquitectura em presépio da cidade rainha do ocidente. O átrio do pavilhão de Lisboa foi consagrado a São Vicente, patrono da capital em cujas armas figuram os dois corvos heráldicos do santo.
[05:00] Ali estava a grade que durante quatro séculos serviu de porta a umas das capelas da Sé. Um cofre guardava o Foral de Lisboa purgado em 1179 por Dom Afonso Henriques. Dois trípticos evocavam o cerco e a tomada de Lisboa aos moiros** e o pintor, exemplo dos antigos, emprestou às figuras as feições de alguns distintos Olisiponenses***. A evolução do aspecto da cidade podia seguir-se através de gravuras paneis de azulejo e de modelos reduzidos, cheios de verdade.
*=I originally heard this as “no topo dos gelados” and couldn’t for the life of me, un-hear it afterwards
**=alternative spelling of “mouros”
***=seems to be a fancy-pants way of saying “lisboeta”
A Torre de Belém faz parte do património do país e do mundo. A construção foi desenhada por Francisco de Arruda que foi mandado pelo rei Dom Manuel I e. Portanto, o seu estilo (em comum com o de muitos outros edifícios na região) é conhecido como o estilo Manuelino, que é uma síntese da arquitectura gótica que estava na moda naquela época, e um estilo mais antigo e mais ibérico. A função da torre era defensiva. No princípio, estava rodeada por água e cheia de armas e canhões capazes de lançar fogo através do rio e de dominar a zona inteira. Substituiu o antigo não que tinha sido ancorado lá perto da praia.
Ao longo dos anos, a torre deixou de cumprir a sua função defensiva e torna-se num edifício de muitos propósitos: num farol, num registo aduaneiro, e até numa prisão. A pouco e pouco, também, foi devolvida para a praia: ou seja, a praia cresceu para atingir o nível do pé da torre e hoje em dia, visitantes de todos os países do mundo podem visitar sem necessitarem de nenhum barco.