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A Carta

Londres 18 de Novembro de 2016

Donald Trump
Trump Tower
New Trumptown
United States of Trumpica

Excelentíssimo Senhor
Ora, ouvi nas notícias que o senhor será o próximo presidente dos Estados Unidos da America. Suponho que devo de lhe dar os parabéns, apesar de ter reservas fortes sobre a sua adequação para ser presidente ou até mesmo utilizar uma caneta. Infelizmente, esta folha não é suficientemente grande. Peço imensa desculpa.
Em vez de parabéns, deixe-me pedir-lhe que me dê um cargo no seu gabinete. Em contraste com o seu chefe de protecção do ambiente, eu entendo o aquecimento global. Em contraste com o seu secretário para a educação, tenho uma educação, e em contraste com o seu estratega, não sou um grande racista*.
Mas apesar destes impedimentos, acredito que seria um membro da sua equipa. Tenho sido eleito como deputado inglês tantas vezes como o Nigel Farage e isto facto deve de contar para qualquer coisa, não é?
Prometo que não sou um espião, mandado pela Rainha do Reino Unido para assassiná-lo e restabelecer os Estados Unidos como membro do Império Britânico porque a experiência com a democracia falhou. Quem? Eu? Não, não.

Espero receber a sua resposta rapidamente.
Os melhores trumprimentos
Colin

PS como pode ver, eu tenho todas as melhores palavras.

*=escrevi “gigante maligno racista” tradução de “huge evil racist” (racista=nome, gigante e maligno = adjectivos) mas infelizmente the need for Good Portuguese outweighed my love of Fine Phrases, and my marker didn’t like the double adjectives hovering around a noun that is – let’s face it – another adjective with ideas above its station.

160307-27-38-pm

 

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A Viagem Para O Faro

Uff… Only 6 days left till the exam and I am really not feeling confident at all. Since the last exam included a question about visiting Portugal I have been rehearsing stuff to say about that. I have already written about Lisbon (this year) and Porto (next year) so here’s one about going to the Algarve a few years back

Antes do nascimento da Olivia, a minha esposa Catarina e eu fomos de férias para o Algarve. Naquela altura, eu quase não falava português e por isso não falei muito com a excepção de “por favor”, “Obrigado”, “Quanto é” e frases curtas deste tipo, do guia turístico. Passámos a maioria da semana na praia, a apanhar banhos de sol, e a nadar no mar e por isso confesso que não experimentei muito a cultura portuguesa.
O voo de volta a Inglaterra foi assustador. Fiquei a ter mais medo de voar de ano para ano, e naquele voo, não consegui aguentar. Tinha dores de barriga, estava tonto… Em suma senti-me terrível. Quando chegámos estava feito ao bife. É por isso que passei tantos anos (quatorze ou quinze) sem voar!

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Key Learnings 7 – Ir We Go

Jottings from lessons the past couple of days

Talking about travel

Ir a vs Ir para: Apparently Ir a is for a quick journey like to the kitchen or to school and ir para is for a longer one such as going to Canada to avoid Trump or going on holiday. It cana also be used to indicate a direction of travel.The same rules apply to vir and voltar.

Similarly, the difference between Ir de avião and ir no avião is whether you have a definite plane in mind (“no avião”) or whether you are just talking about “Going by plane” (de avião)

This is all easy stuff I should have known ages ago. I have just been using both interchangeably up to now.

Useful expressions

de vez em quando = from time to time

mais do que seria esperar = more than could have been hoped

de ano para ano = from year to year

se sim = if so

estudos de mercado = market research

Subtle differences caused by prepositions

lembro-me de teres (infinitivo pessoal)

vs

lembro-me que tinhas (imperfeito do indicativo)

 

 

 

 

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Nunca Me Habituei às Terças-Feiras

Estou a viajar de comboio até ao escritório do meu cliente. A terça feira são sempre o pior dia da semana porque tenho que acordar às quatro horas para sair às cinco.

Hoke, no comboio, há muitos outros desafortunados que arrastaram-se da cama para trabalhar numa horário horrível. Estou sentado ao lado de uma mulher. Acho que ela é advogada porque está a ler um relatório publicado pela Sociedade de Lei e a fazer notas.

notebook_image_746956No meu lado oposto há uma mesa com três homens sentados. Um deles tem óculos e um camisa roxa, o segundo tem barba e uma camisola roxa (será que hoje é o dia nacional de usar roxo? Não sei?) o terceiro homem parece um homem de negócios. Está a usar um fato cinzento mas sem gravata. Suponho que ele seja um rebelde. Está a ler um jornal.

Enquanto que estava a escrever o parágrafo passado, o comboio parou numa estação. Uma mulher entrou e sentou-se ao lado do homem de negócios sem gravata. Ela está a maquilhar-se.

O tapete e as cadeiras são azuis, e o tecto é cinzento com pequenas lâmpadas com aproximadamente um metro de intervalo.

This was written on a smartphone, which was a bit annoying and boosted the error rate up a bit. I had some great corrections from Sophia and Hermann though. 

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Onde Estamos Neste Livro?

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O Donald Trump anuncia a sua vitória na manha da terça-feira

Estou muito confuso. Perdi a conta de onde estamos no Livro de Apocalipse. Acho que entre a sexta e a sétima trombeta.

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve fortes vozes nos céus, que diziam:
O novo presidente
tornou-se nosso Senhor
e o homem cor-de-laranja reinará
para todo o sempre.

No próximo capítulo, a lua cairá do céu e os mares transbordarão, mas não faz mal, pelo menos não haverá uma presidente feminina.

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Review: Learn ANY Language by Janina Klimas

​Full disclosure:I got a free copy of this book in exchange for an honest review. This is that review. 

Guides to how to acquire languages seem to be quite in vogue at the moment, and I daresay if you’ve read one you’ll probably not want to spend time reading another. I must admit to only having filleted this one for tips rather than read it cover to cover. It’s short and dense with information so that wasn’t hard. Like most books of its type it starts by reassuring you that learning a language – while it takes time and effort – is not out of the reach of the average mortal; that nobody is “bad” at languages (although we all have days where we bloody well feel like it!) and that acquiring one doesn’t necessarily mean going back to reciting verb tables by rote. All standard stuff. 

So why pick it over – say – Benny Lewis’s book, or Gabriel Wyner’s or… (insert polyglot guru of choice)? I think a large part of your reason for choosing a text is likely to be governed by the personality of the writer and whether you feel like you can spend a few hours in their company. Some are blokish, some self-absorbed, some cerebral. This one seems to be very practical in its focus and aimed at conveying tips rather than bigging up the author. Obviously she tells her own story at the start (a vital part of the formula of a polyglot book: I’m an ordinary person like you) but I didn’t get the sense of this being a vanity project or anything – she just gets on with it. 

OK, so to come back to those practical examples I mentioned: there are a lot of pictures in the book showing lists and diagrams. This is really useful if you want to be able to bootstrap your way into a language without having to make it all up yourself or jumping in at the deep end with a language exchange on day 1. Many polyglot guides will be careful to avoid references to specific languages as a way of showing how universally-applicable the ideas are, but I think most newbies will appreciate something more concrete. This book has that in spades. I guess the only drawback is that the examples, of necessity, are of a specific language. If you happen to be studying one of the languages chosen (Korean, Spanish and French all feature heavily) that’ll be a blessing but I can imagine if not you might feel they weren’t speaking to you in quite the same way. At the end, there are tons of links and books mentioned but again only for specific languages. One of those languages is “Brazilian Portuguese”. Boo hiss. 

So, getting right down to it, this is a good, practical guide for the new learner, more user-friendly than most, not flashy, and maybe not as “windswept and interesting” as some of the more fashionable ones either but well worth a look if you just want to get started quickly and with as little fuss as possible. 

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A Luta Contra A Gordura

Tenho 47 (quarenta e sete) anos. Nesta idade é muito fácil engordar. Quando era jovem, não me importava com o que fazia. Ficava dentro da casa a ler livros e a comer qualquer coisa que me apetecesse. Também bebia de mais e fumava, mas não engordei porque não tinha carro, e então, quando ia às lojas, ao escritório, a qualquer lugar, sempre ia de bicicleta ou caminhava e nunca engordei, nunca tive problemas de saúde.

Hoje em dia ainda não tenho carro, mas preciso de ter mais cuidado de estar saudável e manter a forma. Não fumo (ninguém fuma agora, claro!) e tento fazer exercício físico toados os dias (faço remo, corrida, halterofilismo) mas sou velho e com família, trabalho e uma língua para estudar. Há apenas 24 (vinte e quatro) horas por dia, pois é tão fácil de ficar preguiçoso, comer muito pão, beber um copo de vinho a mais e, dai a pouco, fico com a barriga a abaular sobre as calças.

Muito bom, acabo de fazer o trabalho de casa. Mereço um pastel de nata, não?

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Hallowe’en

Hallowe’en (ou simplesmente “Halloween”) é uma celebração feita em vários países, principalmente anglófonos, no dia 31, que tem origem nos dias antes da chegada do cristianismo na Europa. Acontece antes da festa ocidental cristã do Dia De Todos os Santos. O nome significa “o ia antes do Dia de Todos os Santos”). Acho que é designado “o Dia das Bruxas” em alguns países (incluindo Portugal).
Nos anos 70 e 80, quando eu era novo, o Hallowe’en consistia numa festa pequena com uma lanterna feita duma couve-nabo e um vela. As crianças jogavam com jogos tradicionais: por exemplo, um maçã suspensa no tecto, e o primeiro miúdo que conseguisse mordê-la ganhava. O que é que ele ganhava? Ganhava uma maçã, claro! Ah, era uma época mais simples. Mais secante mas mais simples. O Hallowe’en era um festival menor, cinco dias antes do dia de Guy Fawkes, onde celebramos a tortura, a guerra religiosa e a punição capital. Como disse: uma época mais simples.

Hoje em dia, a influencia da nossa colónia outrora através do Oceano Atlântico mudou o festival a ponto de não a reconhecer mais. Agora, as lanternas são feito de abóboras, e o “Trick or Treat” (“doçura ou travessura”) é uma grande parte do dia e os jovens, adolescentes até adultos fazem parte das festas de fantasia, vestidos como bruxas, fantasmas ou simplesmente personagens dos filmes, televisão ou cultura popular.

Confesso que tenho saudades do dia das bruxas simples da minha juventude mas sem dúvida a festa de hoje em dia é mais divertida, e se alguém não gostasse dela, ainda havia a festa da tortura, da guerra religiosa e da punição capital daqui a cinco dias.

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Férias Dia 2: Lisboa Não é a Cidade Perfeita

Acordamos muito tarde de manhã. Estávamos tão cansados. Fomos ao “LX Factory”  debaixo da Ponte 25 de Abril em busca do pequeno almoço. Encontramos um café bonito. Comemos várias pãozinhos e tentei lembrar-me de como pedir o café perfeito (assim: A-BAT-AN-A-DO)

Após de comer, saímos de eléctrico para Belém. Como chovia, trouxemos os chapéus-de-chuvas e casacos. Fizemos várias “selfies” e fotografias dos sítios antigos da história portuguesa: a torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos e sobretudo o interior do café dos Pastéis de Belém.
Oh.

Meus.

Deuses.

Não há nada como isto em todo o mundo.

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O desafio do dia era tentar falar português sem ser interrompido pela Senhora Lusk. Ela estava tão entusiasmada de estar no meio de outros lusófonos, que começou a falar a cada oportunidade. Estranhamente, acho que falei menos português no dia inteiro do que falo num dia normal em Londres, através do Hellotalk e do Skype!

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Então, andámos de  elétrico mais uma vez. Chegamos ao centro comercial. Subimos no Elevador de Santa Justa e passei umas horas a explorar as ruelas.

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Finalmente, voltamos para casa, deixamos cair as malas e saímos outra vez para jantar. A empregada era brasileira que foi difícil para mim. Não podia entender o que ela disse, porque estava a tapar os meus ouvidos para não ouvir o seu sotaque. Mas a comida estava saborosa de certeza.

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O jantar já terminou

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