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A Cheeky Nando’s

Ontem, tentei de almoçar numa restaurante de comida portuense mas descobri que tinha encerrado permanentemente. Fiquei desapontado. Uma boa amiga perguntou-me no Instagram se tenho ouvido falar dum restaurante que se chama Nandos onde se servem comidas tradicionais portuguesas. O texto que se segue foi a minha resposta. Fiz erros? (pois claro, sempre faço muitos!)

Sim, conheço. A empresa tem restaurantes por toda a parte. Mas não é muito tradicional. O dono é sul-africano e os empregados são raramente (quase jamais, na minha experiência) portugueses. Gosto muito mas não me dá a oportunidade de falar português, e não há muita variedade. Só vendem lá frango em várias formas com batatas fritas, piri-piri e quase nada mais. A principal contribuição dele à vida cultural do nosso país é que nos introduziu ao pastel de nata. Hoje em dia, muitos restaurantes copiam-no. O Nandos ficou muito popular entre os jovens porque a comida é boa e barata, e o ambiente parece um restaurante verdadeiro (ao contrário do KFC, por exemplo, onde se vende “fast food” (comida rápida???*)) A minha filha e as suas amigas adoram “a cheeky Nando’s” (“algo atrevido do Nandos”???) mas existem restaurantes mais pequenos em Londres onde os donos e os empregados são portugueses.

Teria sido mais educado simplesmente dizer “obrigado pela sugestão” mas aparentemente apanhei a oportunidade de escrever uma dissertação comprida sobre a história do Nandos no Reino Unido!

*=No: just “fast food”

Here’s the original Insta Post about a Porto restaurant in Islington which prompted this discussion.

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O Pátio Das…

notebook_image_814938Pretendia escrever um comentário sobre o filme “O Pátio das Cantigas” mas depois de escrever “O Pátio das”, a programa de texto preditivo sugeriu aleatoriamente “Cuecas”* e pensei “hum… Porque não? Em vez de escrever um comentário verdadeiro, posso escrever um comentário sobre um filme imaginário”

“O Pátio Das Cuecas” é um filme a preto e branco, realizado por Francisco Roupainterior, em 1942. O guião trata de uma praça lisboeta onde os habitantes metem as suas cuecas para secar no estendal. Enquanto que estendem a roupa, dançam ao fado, posto por um homem com um altifalante na varanda. Há um italiano que prefere ouvir a opera e que crê que os portugueses são bárbaros por causa do seu gosto musical.

Uma piada que se repete às vezes durante o filme é que as pessoas levantam umas cuecas e perguntam ao lojista “Ó Evaristo, tens cá disto?”. O lojista zanga-se e atira-lhes alguma coisa. Não sei porquê. Talvez tenha ficado chateado por causa da implicância por não ter cuecas.

 

*=This is true, I’m afraid. Predictive text knows me all too well.

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A Mudança de Emprego

O projecto no qual trabalhei durante catorze ou quinze meses já acabou. O cliente ficou feliz com o resultado e eu, afinal, terei a oportunidade de ficar na cama a ler o dia inteiro durante esta semana antes do início do próximo projecto, com mais um cliente que tem sede em Inglaterra no norte (porque é que volto continuamente a trabalhar tão longe de casa? )
Mas não consigo passar a semana inteira a dormir porque tenho que estudar também. Alguém que candidata-se para este emprego deve ter varias aptidões. Na entrevista, fizeram-me perguntas sobre a maioria mas esquecem-se de perguntar sobre um programa especifico da Microsoft que trata de bases de dados. Tive sorte porque confesso que não sei nada disso!. Então, tenho que adquirir esta aptidão rapidamente! Felizmente, existem muitos tutoriais na Internet e até aulas numa sala de aulas aqui em Londres em Julho.
Mas amanhã, não. Amanha, vou ficar em cama com um bom livro…

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Something For Nothing 

I took part in a free seminar today about learning from mistakes in language learning. I’m sorry to say, I wasn’t wildly impressed. It was given by a teacher who is also a member of the online polyglot scene; a great advocate for the joy of languages who has leveraged her videos and general social media charisma to build her brand and gain new customers at a higher premium. In short, someone I admire in many ways.

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I realise of course that a free seminar is bound to include some element of sales pitch but in this case it really swamped the actual educational content which was reduced to a five or ten minute slice between the intro and the epic build up of the self study course. I couldn’t help feeling I’d have been better off reading or writing something.

Ah well, I guess in future I’ll just treat these free things with a bit more skepticism…

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Peixe Espada com Banana

19429178_164624824079357_1092156749684670464_nHoje de tarde, fiz um prato novo, usando uma receita que encontrei num site. A receita foi inspirada na gastronomia da ilha da Madeira. Vou rescrever a receita aqui com mudanças no tempo verbal, vocabulário e estrutura:

Colocar dois filetes de peixe espada num prato e salpicá-los com sumo de limão, um dente de alho picado, sal e pimento. Deixar os filetes tomarem gosto. Entretanto, partir um ovo e metê-lo numa tigela. Encher uma segunda tigela de farinha de trigo ou farinha de coco. Aquecer um pouco de azeite numa frigideira. Descascar as bananas e cortá-las em comprimento*.

Levar os filetes de peixe da marinada e colocá-los na farinha e depois passar pelo ovo. Imediatamente, colocá-los na frigideira. Fritar os peixes** rapidamente até que fiquem dourados. Deixá-los escorrer num guardanapo de papel absorvente. Repetir este processo com a banana.

Finalmente, colocar os filetes num prato de servir e por cima de cada um, dispor um pedaço de banana.

*= The recipe actually said “ao meio no sentido com comprimento” (“…in half, lengthways”) but native speakers dissed that so maybe it’s a regional thing…?

**=Plural, plural: Fry the fishes, not the fish!

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Ciúme – Translation

I’ve been trying to translate this new Ana Bacalhau song. It’s pretty difficult. I get the general gist: she’s describing her jealousy as a gift she gives. The actual language isnt easy though and I have probably made a load of mistakes.

Mais que uma rosa
More than a rose
Mais que um perfume
More than a scent
Dou-te uma cena de Ciúme
I give you a sense of jealousy
Faço prova aparatosa
I make a huge proof
Do meu amor por ti
Of my love for you
De peito* aberto
With an open heart
Cabeça ao lume
Head aflame
Mostro-te as minhas feridas de guerra
I show you my battle scars
Gentileza que o peito descerra
Kindness that my heart unlocks
Aceita o meu ciúme
Accept my jealousy
À vista de todos por cortesia
In the sight of everyone as a courtesy
Salta-me a tampa
My lid flies off
Vou ao teto
I’m going to the cieling
Como quem cede um afeto
Like someone who gives affection
Em plena luz do dia
In the plain light of day
Ciúme que não sai do peito
Jealousy that doesn’t leave the heart
É espinho que corta a direito
Is the thorn that cuts right through
E queima como sal
And burns like salt
A ferida onde fermenta todo o mal
The injury where the all the evil lies
Podes soltar aos quatro ventos
You can release the four winds
Podes não contar a ninguém
You can’t count on anyone
Mas toma conta dos meus tormentos
But take account of my torments
Como um presente de quem te quer bem
Like a present from a wellwisher
Guarda esta birra de menina
Keep this temper tantrum
Aceita a minha gentileza
Accept my kindness
Guarda com uma certeza
Keep it as a certainty
De haver quem te queira assim
That someone wants you like this 
E se eu às vezes abuso do meu
And if I sometimes abuse my own
É porque nunca acusas o toque
It’s because you never acknowledge the touch
Ciúme que não sai do peito
Jealousy that doesn’t leave my heart
É espinho que corta a direito
Is the thorn that cuts right through
E queima como sal
And burns like salt
A ferida onde fermenta todo o mal
The injury where the all the evil lies

 

*=Peito actually means “breast” but “heart” was the only way I could make it sound non-ridiculous in english.

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Os Vampiros

30301337Este livro é uma banda desenhada* que fala dum grupo de soldados no exército português, destacados numa missão no Senegal, numa manobra contra os rebeldes nos últimos meses da Guerra Colonial na Guiné. Enquanto que penetram** cada vez mais selva a dentro***, os seus medo e cansaço acrescentam, até atingirem um estado de paranóia. Existem vários episódios que proporcionam alívios cómicos, misturadas com horror. Por exemplo, um soldado raso**** se vangloria da sua grande sorte e imediatamente depois – ele pisa numa mina.
Quase nunca vemos o verdadeiro inimigo – os monstros, pálidos e magros, que se escondem na escuridão. Já têm matado os rebeldes. Enfim, a história é um pouco esquisita. Não segue o caminho dum argumento num livro de vampiros. O medo e as relações entre os soldados são os destaques da história.

*=Apparently this is only a Portuguese expression. In Brazil it’s “Estória em quadrinhos”. Cómico is also used in Portugal, but maybe banda desenhada is equivalent to “graphic novel”? At least, booktubers I watch use BD in preference to Cómico.

**=I used “aprofundam” but meaning “they go deeper [into the jungle]” but Mrs L says you can’t talk about depth in this way, only if you are actually literally plunging down into a pool or a hole or something. It can also be used for feelings getting deeper though.

***=Not “dentro da selva”. This is how you say “into the heart of the jungle”, as counter-intuitive as it seems!

****=I originally wrote “Privado” here. As I explained to a confused Brasileiro: “…a palavra “privado” foi uma tradução da palavra inglesa “private” que significa (no reino unido ou nos estados unidos) um soldado do primeiro… hm… não sei como dizer…. ao fundo da hierarquia? Faz sentido? Um soldado novo o que ainda não passou a sargento. Claro que não é a palavra certa em português mas existe um equivalente? Percebo que andas a estudar inglês também. Espero que o meu erro ajudaras-te aprender!” The Portuguese military hierarchy can be found here if you are interested.

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Adventures in Bilingual Instagramming

I’ve been trying to write most of my instagram posts in both english and portuguese recently. It’ a good way of getting some daily practice without feeling the need to write a whole mini-essay in iTalki. Here is a sampling of posts from our recent trip to the Hay on Wye literary festival for example. I usually prefix each section with the emoji flag of the UK and Portugal, which works well on the telemóvel but in a laptop browser it just shows as “GB” and “PT”

 

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Instagram

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Isto é um lembrete da altura em que a frase “não há razões para estarmos* alarmados**” foi usada nos dias ainda mais escuros do que os actuais, e quando os Estados Unidos tinham um presidente melhor. Estou mesmo maravilhado com os escritores e jornalistas que trabalharam juntos durante a Segunda Guerra Mundial para manterem o povo motivado, apesar de que alguns exemplos já parecem doutro planeta. Claro que isso é propaganda e hoje em dia parece-nos algo sinistro mas… Ora, nos anos quarenta*** foi muito importante que todos trabalhassem juntos.

 

*=I originally wrote “estar” which is what Público uses in its news report but Sophia assures me Público slipped up and it should be infinitivo pessoal.

**=Se não ouviu dizer disso, a frase “no need for alarm” refere-se a esta historia nos jornais http://www.dn.pt/mundo/interior/londresatentados-trump-critica-reacao-de-presidente-da-camara-de-londres-8534412.html

***=Actually should just be a 40 but I like writing out the words, if ony because it helps me to rememberhow to spell them!