Posted in English

Cash

Words and phrases related to money

Estar teso / Ficar liso = to be skint

Bagatela = a bargain

Puxar os cordões à bolsa = control spending [“pull the purse strings”]

Abrir os cordões à bolsa = foot the bill

Massa/nota/pastel/guito = money

Cheio de nota = loaded with cash

Pipa de massa = a moneybags

Caloteiro = deadbeat – someone who doesn’t pay what they owe

Ao preço de a chuva = very cheap [“at the price of rain”]

Custar os olhos na cara = cost an arm and a leg [“cost the eyes in your head”]

Levar fiado = buy on credit

 

 

 

Posted in Portuguese

O Retorno (Dulce Maria Cardoso)

12971382

Trata-se da história sobre os últimos dias da colónia portuguesa em Angola. Vemos a história pelos olhos dum adolescente. Logo no inicio da historia, a sua família está em casa em Angola, preparando para viajar a Portugal, mas há uma problema e o pai é detido pelas novas autoridades. O rapaz, a irmã e a mãe continuam a viagem para a nova vida na Europa.

Fiquei muito impressionado pelo segundo capítulo. É escrito como um discurso da directora dum hotel em que a família de retornados fica quando chega à “metrópole”. Não há nenhum parágrafo nenhuns, só um bloco de texto ininterrupto, que mostra como é que a directora fala com os hóspedes: rapidamente e sem escutar. Ela tem muito orgulho das cinco estrelas que tem o seu estabelecimento. Consola-os por método de descrever o azar das coitadas de famílias que também voltaram de África e se encontraram sem abrigo ou numa alojamento sujo ou dilapidado. Comparada com estas pessoas a família tem muita sorte! É um bom resumo para leitores tal como eu que tem pouco conhecimento sobre a situação dos retornados daquela época. Entrelaçado com a sua lista de desgraças, a directora explica as regras do hotel e repete as mais importantes muitas vezes. Através do discurso, revela-se que a directora é uma pessoa muito controladora. Pois claro, ela ajuda essa família e outras por disponibilizar o hotel, mas também não confia em todos os hospedes. O seu hotel não parece muito acolhedor, apesar das estrelas. O capítulo estabelece, brevemente e nitidamente, o contexto da história e o carácter da directora perfeitamente!

O resto da historia descreve a sua vida em Portugal, à espera do pai, com receio do pior, tentando estabelecer-se num país desconhecido, em que tudo está em fluxo e “os de cá!” têm preconceito contra “os de lá”. Às vezes, é tocante, às vezes engraçado. mas sobretudo, tive uma impressão muito forte do caos da época, pós-revolucionário, em que a república estava a tentar estabelecer uma nova ordem e simultaneamente a procurar abrigos para as ondas de retornados.

Thanks very much to Joyce for helping with the corrections. Joyce is Brazilian and I’m not 100% sure I correctly interpreted all the changes since some were typical grammatical differences (dropping definite articles before determinates, and not merging em and um to make num) and some spelling differences (which should be corrected by the AO but I am being difficult)

Posted in Portuguese

As férias

IMG_20180727_154112_196Estou no Algarve com a minha família. Estamos aqui desde a segunda feira e partimos hoje à noite. Durante esta semana tenho tido muitas oportunidades de falar com os habitantes e torna-se cada vez mais óbvio que a minha linguagem melhora ao longo do dia. A empregada do pequeno almoço há-de achar que sou um idiota porque sempre falei com ela antes de beber o primeiro café do dia e mal me lembro como dizer “bom dia”. Porém, à empregada de jantar, já estou tão fluente quanto um fadista porque passei o dia inteiro a falar com portugueses nas praias e lojas.

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #12

No capítulo final, Marco Neves dá alguns conselhos sobre como usar melhor a língua portuguesa. Como podem imaginar, este conselho não consiste numa lista de regras que todos nós devemos aprender. Pelo contrário, aconselha os seus leitores estar mais aberto à lingua: ler mais, ouvir melhor, falar com mais cuidado, pensar mais e atirar menos pedras (ou seja, não estar assim tão ávido de julgar os erros dos outros). Finalmente, diz-se que valha a pena aprender uma outra língua. Não há problema. Já comecei!

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #11

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

O décimo-primeiro capítulo (o penúltimo) trata do palavrão: o seu poder e o propósito do seu uso por pessoas em situações de stresse. Aprendi várias coisas novas tal como o facto que existem palavras que têm a mesma primeira sílaba duma palavrão e pode substituir-se num diálogo. Um exemplo é “caraças” para… Caralho??? Não tenho certeza. Já ouvi as duas e nunca percebi que uma era substituída pela outra.

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #10

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Este Capítulo brevíssimo faz um argumento mais específico do que os outros: a Internet não é assim tão mal e a sua influência não vai matar a língua portuguesa.

Isto parece um bocadinho surpreendente porque há tanto horror e tanto disparate nas redes sociais mas o autor traz provas bem pesquisadas para suportar a sua hypotese.

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #9

No nono capítulo, Março Neves vira a sua atenção aos “catastrofistas”, que acham que a língua está em decadência porque os adolescentes de hoje não falam assim tão bem como os melhores escritores do século XIX. Afirma que esta comparação não é justa. Faz-nos recear um perigo imaginário, mas a verdade é que o analfabetismo é muito menos comum hoje em dia do que antigamente. Toda a gente escreve e fala mais, embora nem sempre sigamos as regras.

Mais uma vez, não tenho conhecimento o suficiente com a línguagem do passado, ou com as ruelas de hoje em dia, que seria necessário para avaliar o seu ponto de vista, especificamente no caso de Portugal, mas também pode se aplicar a qualquer outro país e reconheço-o do meu próprio, e concordo com o argumento em geral. O pânico não chega.

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #8

O oitavo capítulo continua no tema de erros, mas passa de “erros falsos” para “erros verdadeiros”. O autor dá muitos exemplos de erros, gralhas e mal-entendidos, e sublinha algumas ambiguidades. Por exemplo, será que “a maioria das pessoas…” toma um verbo plural ou singular? O mesmo problema encontra-se em inglês também. Como sempre, há uma mensagem simples para o leitor: os erros alheios nas redes sociais não importam o suficiente para que se humilhe alguém publicamente. Seria melhor enviar uma mensagem privada ou até ficar calado.

No fim de contas, isso parece um conselho muito útil.

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) #7

O Capítulo sete trata de supostos erros gramaticais e daquelas pessoas chatas que acreditam que existem regras contra várias frases e palavras comuns e ficam inchadas com orgulho pelo seu conhecimento secreto.

Entre outros exemplos, há pessoas que acreditam que “obrigada” não existe, e que devemos dizer “desfazer a barba” em vez de “fazer a barba”.  Este tipo de pessoa existe na Inglaterra também e não há dúvida que em qualquer outro país há pessoas que chateiam toda a gente com as suas opiniões sem pés nem cabeça. Às vezes, uma editora dá-lhes oportunidade e publicam as suas obras para irritar ainda mais pessoas.

Entre outros exemplos, há pessoas que acreditam que “obrigada” não existe, e que devemos dizer “desfazer a barba” em vez de “fazer a barba”.  Este tipo de pessoa existe em Inglaterra também e não há dúvida que em qualquer outro país há pessoas que chateiam toda a gente com as suas opiniões sem pés nem cabeça. Às vezes, uma editora dá-lhes oportunidade publicaram-nas para irritar ainda mais pessoas.

É interessante ler um desabafo assim em português porque, geralmente, leio livros do mesmo género na minha própria língua com uma mistura de alegria e horror. Em inglês há sempre uma divisão entre os “prescriptivists” (pessoas que querem prescrever as regras e insistem que toda a gente deve segui-los até quando o resultado é feio ou absurdo), e os “descriptivists” (pessoas que preferem descrever a língua e acham que – por exemplo – Literalmente (“Literally”) agora significar “muito” ou ainda pior “figurativamente” porque há burros que o usam assim). Prefiro o conselho de A.P. Herbert que escrevi que novidades linguísticas devem ser apoiadas quando fazem a língua mais flexível e mais poderosa, mas temos de lutar contra neologismos que fazem tudo mais confuso. Noutras palavras: pessoas que abusam “literally” devem ser presos numa masmorra onde podem ser roídos pelos ratos.

Mas por outro lado, o A.P. Herbert odiou a nova (naquela época) palavra “televisão” e talvez estas batalhas não valha a pena de lutar…

Posted in Portuguese

Segredos da Língua Portuguesa (Marco Neves) Intervalo

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Entre os capítulos seis e sete, há um Intervalo em que o autor elogia um artigo na revista “New Yorker”, chamado “The Talking Cure“.

O argumento do artigo pode ser resumido num titulo dum secção do capitulo: “As Crianças Precisam de Palavras Como de Vitaminas” ou seja, tem um instinto para línguas faladas e precisam de adultos que querem falar com eles  para alimentar a sua fome de palavras porque a sua inteligência não se cresce senão num ambiente rico em palavras. Devem fazer parte numa conversa que faz sentido e em que os pais ouvem e responder as palavras de criança também, obviamente. Ou seja, se não participem em diálogos, e não ouvem historias, não podem absorver as regras, as palavras que precisam para ser adultos inteligentes, livres e com confiança!

Concordo cem por cento, e seguimos esta filosofia quando nasceu a nossa filha. Infelizmente, o que mais lamento é que demorei tanto para aprender português, a língua da minha mulher, e por isso não conseguimos fornece-la com um ambiente rico em duas línguas.