Posted in Portuguese

Uma Revista

Durante a minha estadia no Porto, fui assistir a uma “revista” no Teatro Sá de Bandeira. Foi a um espectáculo longe fora da minha experiência, consistiu numa série de canções, juntadas por uma peça de teatro. Os protagonistas chegaram um a um: os músicos logo no início, depois o José Raposo, depois a Vera Mónica e finalmente a Sara Barradas (que estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé*!).

O enredo da peça deixou os dois actores mais velhos falarem com a Sara sobre as suas viagens pelo mundo, e então, cantaram músicas de vários países. Havia canções em espanhol, francês, italiano e até uma dos The Beatles**. Os actores mudaram de roupas muitas vezes, ou pelo menos colocaram um chapéu ou qualquer outro acessório entre as canções. Também havia alguns “sketches”, tal como “A História da Minha Ida à Guerra de 1908″de Raul Solnado. Isto e duas canções (duas!) foram as únicas coisas que já conhecia.

A maioria da audiência era sénior mas havia algumas pessoas mais jovens e crianças, e acho que foi um evento adequado a toda a família. Enfim, gostei muito da experiência.

* = isn’t that lovely? I’d never noticed how the articles and prepositions work together until Sofia corrected my grammar. “Estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé”. She was pregnant and “almost ready to give her baby to the light”

** = On the other hand, “os The Beatles” os not so pretty.

Posted in Portuguese

Marialva

Acabo de ver uma apresentação dum novo livro escrito por uma autora portuguesa, chamado “A Inglesa e o Marialva”. É baseado em factos verídicos, sobre uma inglesa que chegou em Portugal nos anos sessenta. Tem um bom aspecto.

Alguém fez uma pergunta que muitos devem ter-se se perguntado: o que é que é um “marialva”. Foi explicado que esta palavra tem dois significados: pode ser um bom cavaleiro ou um homem que se traja como o Marques de Marialva, e tem o comportamento daquele fidalgo; forte, bem vestido, tipo Dom João. Mais recentemente, o nome tornou-se mais negativo, portanto muitas vezes significa um bêbado, ou um homem que corre atrás de mulheres.

https://www.instagram.com/p/BvAGG_HAYFf/?utm_source=ig_share_sheet&igshid=19jshjfc41kl2

Posted in Portuguese

Chama os Bombeiros… Não, espera… Os canalizadores.

Estou na biblioteca perto da sede do meu cliente. Tivemos que sair do prédio porque tocou o alarme de incêndio. Mas depois de sairmos, ouvi que não foi por causa dum incêndio mas sim um problema com a canalização do prédio. Um cano rebentou e água nojenta derramou pelo tecto dos dois primeiros andares. É frustrante porque não tenho o meu portátil e portanto não consigo fazer nada. Mas não faz mal, pelo menos há uma biblioteca onde posso ler e escrever.

Posted in Portuguese

A Horta no Inverno

IMG_20190210_174856_289Não há muitas coisas para fazer nesta estação do ano. Há algumas flores a crescer perto da casinha; jacintos, narcisos e tulipas. Os primeiros botões estão a aparecer nos ramos das groselheiras e o ruibarbo está a acordar-se.  Mas já comecei a preparar. Espalhei composto no solo, amarrei as amoreiras (grande frase, esta. Soa bonita!) e cortei os ramos duma árvore que lançava uma sombra através do lote e reciclei-os para fazer um canteiro elevado para os morangos.

Posted in Portuguese

Agora e Na Hora da Nossa Morte – Susana Moreira Marques

 

17236168

Diz-se que não se pode avaliar um livro pela capa, mas confesso que comprei este livro por esse motivo só. Os livros da editora Tinta da China são sempre bonitos. Este tem capa mole cor de lavanda com cantos arredondados. O assunto é igualmente bonito, apesar de ser menos alegre. O assunto é a morte. A escritora viajou com profissionais da saúde e de cuidados paliativos para visitar pessoas com pouco tempo de vida e familiares dos recém-falecidos, numa paisagem fora das grandes cidades, onde parece que um modo de vida está a morrer também. Ali, ela ouviu as histórias das pessoas, e escreveu os pensamentos delas sobre a morte, a vida e o que é importante no fim de contas.

Posted in Portuguese

Setúbal

Fui ontem para a residência do embaixador português em Inglaterra, para ouvir um discurso sobre o Festival de música de Setúbal. O director contou a história da origem do festival, o motivo pelo qual foi estabelecido, e descreveu os efeitos benéficos para a cidade. Foi muito um discurso interessante. As escolas participam no festival, o que traz oportunidades para estudantes de música, ainda que alguns tenham deficiências físicas ou mentais. As comunidades imigrantes também fazem parte do projecto, e isso aumentou o seu sentimento de pertencimento. Trouxe benefícios nas áreas de economia, de infraestrutura e de saúde e bem estar.

Uma estudante nativa de Setúbal tocou violino, e depois havia uma recepção com petiscos e vinho.

Posted in Portuguese

Feminismo Negro em Portugal

Um gajo que sigo no Twitter mencionou uma historia do Jornal Público (“Feminismo negro em Portugal: falta contar-nos”) sobre o desenvolvimento de feminismo negro em Portugal. Como muitos países europeus, Portugal tem uma história de colonialismo e escravatura, e isso trouxe muitos novos habitantes que, mais tarde, tornaram-se cidadãos e o artigo descreve as mudanças da população e destaca o papel de mulheres negras.

A história começa no século XVI, muito antes da palavra “feminismo” ser usada, mas era possível encontrar negras a participar politicamente na sociedade portuguesa. No inicio do século XVIII foi apresentado por mulheres uma petição de reclamação contra as perseguições quotidianas da comunidade negra.

Mais tarde, no fim do século XIX, tendo a escravatura sido já abolida, vê-se uma nova oportunidade de participação. Claro que isso não continuou durante o novo estado, enquanto todas as forcas liberais foram subjugadas pelo governo Salazarista.

clipboard01

A mulher mais interessante do meu ponto de vista, foi a Virgínia Quaresma, que nasceu em 1882, e viveu uma vida cheia de acção politica até a sua morte com 90 anos. Ela foi uma das primeiras mulheres a licenciar no Curso Superior de Letras na Escola Normal de Lisboa. Tornou-se jornalista (a primeira no país) e redactora duma revista feminista. Foi um membro activo de várias ligas feministas, pacifistas e republicanas durante os anos antes da primeira guerra mundial, e viveu abertamente como lésbica apesar do clima moral daquela época. Foi seleccionada pelo serviço diplomático, e viajou para o Brasil muitas vezes com a namorada dela onde arranjou eventos culturais para cultivar ligações entre os dois países.


Quero agradecer Alisson pela ajuda.

By the way, can we talk about that outfit VQ is wearing? Dapper AF!

 

Posted in Portuguese

Lendo Livros Fora de Ordem

18619684No inicio do mês, li um livro que faz parte duma saga de 4 livros. Já li o primeiro em 2017 e apeteci-me em continuar a historia. É uma obra de ficção científica com elementos de espionagem e por isso é difícil seguir todos os pormenores das vidas de todas as personagens. Às vezes, o escritor menciona pessoas e acontecimentos que não me lembrava. “Pois”, pensei, “deve ser algo que me esqueci do primeiro livro ou talvez muito tempo tenha se passado neste mundo literário entre os dois primeiros livros”.

Ora bem, se calhar já adivinhaste a verdade: eu tinha saltado o segundo volume. Este livro nas minhas mãos era o terceiro! Quando cheguei naquela revelação, foi tarde demais para abandonar, portanto continuei. Felizmente, fez sentido (mais ou menos) apesar disso.
Lembrou-me dum outro erro. Fiz quase a mesma coisa com um outro livro de ficção cientifica. Naquela altura, foi um audiolivro do “The Time Traveller’s Wife”  [O Mulher do Viajante no Tempo]. Eu comecei na segunda metade do livro. Mais uma vez, não diminuiu muito o meu prazer, porque o enredo salta do passado ao futuro e de volta para o passado!

Ouvi falar dum livro chamado “The Unfortunates” [Os Desgraçados? Os Desafortunados?] de BS Johnson, que foi lançado em mil novecentos sessenta e nove e que se vendia numa encadernação* com vinte e sete capítulos deparadas lá dentro. O leitor podia ler vinte e cinco em qualquer ordem, desde que começasse no primeiro e terminasse no último. Hei de lê-lo em breve!

 

* = Or “pasta” (folder) – Pasta AZ and Pasta Arquivo are given as options. Ananda even linked to Portuguese Staples.  More detail on the italki question page.

Thanks to Luís, Alisson and Thamires for the help fixing the errors.

Posted in Portuguese

Tanta Gente Mariana – Maria Judite de Carvalho

6976800Este livro é uma coleção de contos. O primeiro tem um tipo de beleza melancólica que nunca chegou a ser deprimente apesar de tanta tragédia. Os outros também seguem o mesmo padrão; também cheio de tristeza mas mesmo assim, não tive vontade de parar de ler porque são tão bem escritos.

Posted in English

Para Com

I came across this weird compound preposition recently so had a dig around to find out what it’s all about. It seems to be something like “towards” or “in relation to”.

In the examples given here:

1. Ele foi muito mal-educado para comigo. He was very rude about me
2. Não tenho qualquer rancor para com ele. I don’t have any rancour towards him
3. Pode ser ser que eles o tenham sido para contigo, mas para mim sempre foram irrepreensíveis. They might have been [like that] towards you but to me they’ve always been irreproachable
4. Para com os seus pares, ele mostrou-se à altura. This seems to be incorrect as far as I can tell from reading the text.