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A Padeira de Aljubarrota

abc011A Padeira de Aljubarrota era uma portuguesa, chamada Brites de Almeida. Nasceu (de acordo com a lenda) no Algarve de meados do século XIV. Tinha seis dedos em cada mão. Quando tinha 35 anos, houve uma crise. Após da morte de Dom Fernando em 1383, a filha dele que estava mais próxima na linha de sucessão, estava casada com o Rei de Castela, grande rival da nação. Assim caiu a Dinastia Afonsina, e os castelhanos  fizeram planos para assumir o trono do reino.

Dois anos depois, perto da cidade de Aljubarrota aconteceu uma grande batalha entre os dois exércitos e os seus aliados – os ingleses valentes no lado dos português e franceses, italianos e outros malandros a lutar sob a bandeira castelhana. Apesar de não fazer parte do exército, Brites lutou em várias escaramuças nos arredores da batalha. Quando ela regressou a casa, com as mãos sujas de sangue espanhol, descobriu sete castelhanos a descansar às escondidas no seu forno. Aqueles homens ficaram assustados, claro porque sete soldados espanhóis não poderiam resistir a uma portuguesa cheia de raiva. Portanto, ela bateu-lhes com uma pá, fechou a porta do forno e assou-os juntamente com o pão.

Assim morreu a ambição do rei castelhano, e o reino de Portugal aguentou daí em diante.


Thanks to Sophia for the corrections

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Uma Carta Para a Câmara Municipal

Londres, 18 de Maio de 2019

Árvores

Excelentíssimo Senhor

Ouvi falar de um novo projecto de construção em frente do nosso prédio. Embora não tenha nada contra o projecto em si, existe um aspecto que não aceito: os planos incluem o abatimento de todas as árvores na zona da frente dos nossos apartamentos. Nós habitantes precisamos duma ligação à natureza. Sobretudo para as crianças que vivem cá no prédio, um lar sem árvores e sem pássaros não é saudável. Ninguém nos consultou, e isso não é razoável nem justo. Pedimos uma mudança dos planos para que as árvores possam ficar, ou pelo menos, se não for possível, um plano alternativo que tem como objectivo de substituir outras árvores na zona onde vivemos.

Fico à espera de uma resposta e se não a tiver dentro de uma semana tomarei outras medidas

Sem Outro Assunto,

Os melhores cumprimentos

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Pardington

pardingtonUma das notícias mais interessantes nas últimas semanas é sobre a descoberta de vários estragos numa trilha no norte de Portugal, perto de Barroso, que foram feitos pelas patas de um urso pardo*. O percurso do animal foi detectado em Espanha, uns dias antes, portanto as autoridades ambientais ficaram à espera de sinais da sua viagem para sul.

O urso pardo é o urso mais comum do mundo, sendo encontrado em diversas países de Europa, mas o último exemplar português foi abatido em 1843 pelo povo do Gerês. Mas agora está de volta… ou seja, um deles está de volta.

*=Brown bear. In other news, I am suing Eric Carle for deceiving me with his book “Urso Castanho, Urso Castanho, O que é que tu vês?”


Thanks to Sophia for helping with the corrections

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Só Um Minuto

notebook_image_997296Existe um programa de rádio, cá em Inglaterra, chamado “Só Um Minuto”, que consiste num jogo com quatro jogadores. O objectivo do jogo é simplesmente isto: falar sobre uma tema durante um minuto, sem hesitação, sem desvio, e sem repetição.

Ou seja, se uma jogador repetir uma palavra (com excepção de palavras pequenas tais como “e”, “para” ou “uma” – e o título do tema é permitido também) um outro jogador pode interromper o outro e assim ganha um ponto e continua o discurso. Se desviar do assunto, também perde a iniciativa a um outro jogador e finalmente, se hesitar (uma pausa notável entre duas palavras ou um “hum…”). No final* do minuto, quem estiver a falar ganha mais pontos e depois os três seguem para o próximo assunto.

Pode ser muito engraçado (depende dos concorrentes, claro!)

O meu único motivo para mencionar isto é que penso em tentar fazer um jogo a sós para praticar português falado, e tentar eliminar as pausas no meu diálogo! O que achas? Será um bom desafio?

Caso algum estudante de inglês tenha interesse neste programa, está aqui uma edição especial de televisão

*”No final do” or “ao fim dum”


Thanks to Sophia (again) and Israel. Good luck with all those people singing in you later this evening, Israel.

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Brevíssima História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques

Li este livro durante um projecto que estou a fazer sobre a história portuguesa. Lê-se muito bem, e traz pormenores suficientes para um iniciante, tal como eu, e vamos ser honestos: escrever a história dum país inteiro de modo interessante e informativo ao mesmo tempo não é nada fácil! Dá para entender os factos básicos, e colorir a imagem preta e branca que eu obtive do livro escolar que li recentemente.

Como já disse (ontem, na opinião de “É de Noite que Faço as Perguntas”) o projecto está a ajudar-me entender a cronologia do país. Ajudou-me arrumar os factos que já sabia num ordem, ou seja, atou-os num fio: as batalhas, os reis, o terremoto, os motivos pela revolução dos cravos. Compreendi melhor o enredo da banda desenhada sobre a primeira republica, e a placa que já vi no Porto em Março, que comemora a perseguição do MUD.

Claro, existem ainda muitas, mas mesmo muitas coisas que não sei mas acho que vou parar, ou pelo menos fazer uma pausa porque não estou pronto para mergulhar-me dentro dos pormenores do declínio do império, o desenvolvimento de socialismo ou o pequeno almoço preferido do Infante Dom Henrique. Se calhar, no ano seguinte…

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É de Noite que Faço as Perguntas

12680196Quatro anos depois da primeira tentativa, li este livro pela segunda vez. Estou a fazer um projecto de aprender a história portuguesa, portanto, conheço os acontecimentos recontados e tudo fez muuuuuiiiito mais sentido! Antigamente, ficava confuso, mas agora, fico impressionado!
O livro foi publicado para comemorar o centenário da república. Os autores defendem as realizações da primeira experiência de democracia, por mais imperfeito que fosse, para apagar a mancha de analfabetismo e modernizar o país.
A historia é contada pela voz dum homem que vive durante o estado novo. Está a escrever uma carta ao seu filho, que descreve a sua vida como criança logo no inicio da primeira república portuguesa, nos anos antes e durante a grande guerra e, logo depois, anos turbulentos nos quais o poder mexeu-se de uma extremidade para a outra numa serie de golpes e revoluções e a sombra de autoritarismo aproximava-se a pouco e pouco.

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That’s Sotaquey

Sample videos I’ve been looking at for my listening practice to get some accent and voice diversity into my earholes before the B2 exam

Algarve

Algarve (actually. I don’t think the narrator is from the Algarve, but he definitely falls under the heading of challenging listens)

Porto and the North

Açoreano (Micaelense)

Alentejo #1

Alentejo #2

Alentejo #3

Madeira

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Male And Female He Created Them

Portuguese words with very different meaning according to their gender

o rádio – a radio / a rádio – a radio station

o capital – capital, funds / a capital – the capital city

o caso – the case /  a casa – the house

o cargo – someone’s role or responsibility / a carga – cargo

o grama – gramme / a grama – creeping plants such as grass

o caixa – cash book / a caixa – box (caixa can also be a cashier, male or female)

o luto – grief / a luta – fight

o queixo – chin, jaw / a queixa – complaint

o polícia – police officer / a polícia – policy

o bolo – cake / a bola – ball

o carteiro – postman / a carteira – wallet

o cabeço – headland / a cabeça – head

o puto – a kid / a puta – a whore

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Exercício PT-PT Nível C1

“Quando está longe do seu país, costuma sentir Nostalgia? De quê?”
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Quando estou longe do Reino Unido, e quando a estadia demora muito tempo, sinto saudades* (se é permitido para nós estrangeiros utilizarmos esta palavra a referirmo-nos a nós próprios!) do pão do meu país.

Ainda que a maior parte das nações do mundo tenham pães óptimos (Portugal, França, os Estados Unid… Hum… Ora bem, disse “a maior parte” e nem “todos”), sentimos uma conexão ao pão que comemos quando éramos novos. Dá conforto. É o sabor da nossa terra de mãe, o sabor do nosso lar.

Um escritor inglês disse uma vez “É impossível não amar alguém que te faz uma torrada” e é mesmo verdade: pão e amor andam sempre de mãos dadas.

 

*=saudades & nostalgia aren’t really the same thing but I don’t think the question makes any sense unless you’re talking about homesickness rather than a longing for the past

 

Thanks to Jessica for finding my errors. Only one, apparently… 🙂