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Eating Cyclists – Finally An Answer to the Cost of Living Crisis?

Someone I follow in twitter showed a picture of his lunch which he described as “Bolos de bacalhau com uns ciclistas, molhinho verde e um outro ‘molhinho'”. Cod-cakes, with cyclists, green sauce and another ‘sauce’. The other sauce was wine, in case you’re wondering. What about the cyclists though? It looked like a plate of black-eyed beans to me – I couldn’t see any meat that looked like it has been carved off an oil-smeared leg, but my daughter is obsessed with cannibalism at the moment (that’s normal for a teenager, right?) so my interest was piqued.

Cyclist cannibal
I ate his lycra with some feijões fradinhos and a nice chianti

Further down the comments, he explains that he’s always referred to black-eyed beans as cyclists but wasn’t sure why. Cue another bout of research… Yeah I know, “Research” is one of those words that gets misused a lot on the Internet: it sounds like it involved a lot of hard work in a library but let’s be real: it just means the person did a bit of googling. “Do your own research” says some bro on twitter who’s just skimmed a medium article written by an seventeen year old who shared the exact same prejudices as him. OK, OK, I’m not writing a PhD thesis here, or trying to get a university professor sacked, and a Google search will do, so here are the fruits of my Extensive Academic Research.

The first link I found said something about how in the old days, there were always little bugs (“Bichos”) that used to turn up in bean salads and people would describe the bugs as cyclists (eh?) and after a while the name got transferred to the beans themselves.

This sounded like absolute bollocks to me so I carried on looking and came across this link on a blog called Rodas de Viriato, which seemed a lot more believable. First of all, the guy who wrote the tweet didn’t quite have it right: the name “ciclistas” seems to have originated not with black eyed beans (“Feijão Fradinho”) but with another kind of bean native to Alentejo which doesn’t even have an official name, but which has two different nicknames – “Feijão Ciclista” or “Feijão Boneco”. Its easy to see, if you look at the pictures on the site, why it might have got those names – the pattern on it looks like a cyclist seen face-on, or like a doll. I don’t have permission to use the images and they are watermarked so I won’t reproduce them but click through and see for yourself.

Sadly, the bean is pretty rare these days – it’s a “heritage” variety and apart from this blog there is almost no mention of it anywhere. If you search for “feijão boneco” Google shows you lots of beany babies – dolls stuffed with beans, not beans with doll patterns on them. And maybe that’s why the name has transferred to the more common black-eyed bean.

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Bourdain

I don’t watch telly much so I never find out about these things till a decade after they air but this is really good

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A Cheeky Nando’s

Ontem, tentei de almoçar numa restaurante de comida portuense mas descobri que tinha encerrado permanentemente. Fiquei desapontado. Uma boa amiga perguntou-me no Instagram se tenho ouvido falar dum restaurante que se chama Nandos onde se servem comidas tradicionais portuguesas. O texto que se segue foi a minha resposta. Fiz erros? (pois claro, sempre faço muitos!)

Sim, conheço. A empresa tem restaurantes por toda a parte. Mas não é muito tradicional. O dono é sul-africano e os empregados são raramente (quase jamais, na minha experiência) portugueses. Gosto muito mas não me dá a oportunidade de falar português, e não há muita variedade. Só vendem lá frango em várias formas com batatas fritas, piri-piri e quase nada mais. A principal contribuição dele à vida cultural do nosso país é que nos introduziu ao pastel de nata. Hoje em dia, muitos restaurantes copiam-no. O Nandos ficou muito popular entre os jovens porque a comida é boa e barata, e o ambiente parece um restaurante verdadeiro (ao contrário do KFC, por exemplo, onde se vende “fast food” (comida rápida???*)) A minha filha e as suas amigas adoram “a cheeky Nando’s” (“algo atrevido do Nandos”???) mas existem restaurantes mais pequenos em Londres onde os donos e os empregados são portugueses.

Teria sido mais educado simplesmente dizer “obrigado pela sugestão” mas aparentemente apanhei a oportunidade de escrever uma dissertação comprida sobre a história do Nandos no Reino Unido!

*=No: just “fast food”

Here’s the original Insta Post about a Porto restaurant in Islington which prompted this discussion.

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Peixe Espada com Banana

19429178_164624824079357_1092156749684670464_nHoje de tarde, fiz um prato novo, usando uma receita que encontrei num site. A receita foi inspirada na gastronomia da ilha da Madeira. Vou rescrever a receita aqui com mudanças no tempo verbal, vocabulário e estrutura:

Colocar dois filetes de peixe espada num prato e salpicá-los com sumo de limão, um dente de alho picado, sal e pimento. Deixar os filetes tomarem gosto. Entretanto, partir um ovo e metê-lo numa tigela. Encher uma segunda tigela de farinha de trigo ou farinha de coco. Aquecer um pouco de azeite numa frigideira. Descascar as bananas e cortá-las em comprimento*.

Levar os filetes de peixe da marinada e colocá-los na farinha e depois passar pelo ovo. Imediatamente, colocá-los na frigideira. Fritar os peixes** rapidamente até que fiquem dourados. Deixá-los escorrer num guardanapo de papel absorvente. Repetir este processo com a banana.

Finalmente, colocar os filetes num prato de servir e por cima de cada um, dispor um pedaço de banana.

*= The recipe actually said “ao meio no sentido com comprimento” (“…in half, lengthways”) but native speakers dissed that so maybe it’s a regional thing…?

**=Plural, plural: Fry the fishes, not the fish!

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The Porto Reporto – Part 1

16463940_769003953276170_6681174413246726144_nCom rosto pálido e unhas roídas, desci do avião e dei o meu primeiro passo na terra de Portugal do Norte. Era o aniversário da minha esposa, e estávamos a fazer um fim de semana longo para celebrar. Tínhamos saído de casa às 5:00 da manhã e chegámos no Porto ao meio-dia. Após de recolher as nossas malas, fomos de táxi para o hotel. Meus deuses! Não fiquei nunca num hotel tão elegante! Cada detalhe era perfeito: os edredons estava fofos, os lençóis suaves, o café de boa qualidade e tudo limpo e a com um cheiro doce.
Almoçámos num restaurante perto do hotel. A comida estava deliciosa.

16229047_1909816642582100_135199317005697024_n1Então, a minha esposa e filha regressaram ao hotel para descansar e eu fiz uma peregrinação à Livraria Lello.
Essa loja é bonita, sem dúvida. tive que pagar para entrar, mas o preço do bilhete foi deduzido do preço das compras. O Porto tem livrarias em todo o lado. Os habitantes deve de ser muito bem educados, inteligentes e cultos.

 

16229298_1850207495202344_4844600746269736960_nÀ noite, fomos a um restaurante e comemos delicias locais: polvo grelhado (o polvo quase nunca é servido aqui em Inglaterra) e uma sobremesa que consistiu em queijo, nozes e chocolate com mel servido num prato de madeira. Sendo ingleses*, chegamos às 19:00 e o restaurante estava vazio. porque os portugueses jantam mais tarde do que nós. Quando saímos, todas as mesas estavam ocupadas.
Afinal, deitamo-nos muito cedo e dormimos até às nove da manhã.

 Day 2 – >

*=ora, dois ingleses e uma portuguesa que tem vivido aqui há muitos anos….

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Férias Dia 3: Lisboa Antiga 

Mais uma dia a começar atrasado. Decidimos tomar o pequeno-almoço no Mercado da Ribeira

Bebemos “smoothies” e cafés, e comemos vários tipos de bolos. Uma empregada que falou em Português comigo disse que às vezes, os clientes ingleses zangaram-se consigo porque ela não entendeu o que disseram. Infelizmente, isto é muito fácil acreditar.

Depois, andámos de metro até ao centro comercial e, para resumir uma longa história, passámos o dia inteiro a fazer actividades turísticas.

Comecei na livraria Bertrand. Enquanto que a Olivia e a Catarina a exploraram as farmácias, enchi a mochila  de livros portugueses de qualquer tipo: de banda desenhada, escolares , de culinária… Mas achei difícil de encontrar livros semelhantes de “a bicicleta que tinha bigodes”. Então perguntei à funcionária:

“Por favor… Estou a procurar livros para jovens adultos”

“Jovens adultos de qual idade?”

“err…. Quarenta e sete”

Infelizmente, chegou a minha esposa, ainda entusiasmada por falar português, e começou a falar com “a minha” empregada! Precisei de correr atrás dela.

“Há milhões de lisboetas”, disse eu, “vá procurar o seu!”

Depois, com  uma mochila mais pesada, fomos ao café A Brasileira para tirar uma fotografia com a estátua do Fernando Pessoa. Não comemos nada, porque não somos feitos de dinheiro.

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Como adivinhou que sou um Turista…?

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Andámos pelo elevador da Glória e experimentámos os pastéis e cervejas de vários cafés.

https://www.instagram.com/p/BMAF8NfF7rR/

O tempo mudou de nuvens ao sol, para voltar à chuva. Afinal, tínhamos experimentado tudo que a área turística pode oferecer. Por isso, começamos numa expedição pelo coração escuro de Lisboa, onde fica uma restaurante pequeno. A minha esposa (uma génia) sabia de um sítio desconhecido pelos turistas.

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A Olivia na praça. #lisboa #lisbon

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Andámos vinte minutos mas… Bolas! Estava fechado! Tentamos uma outro perto dali mas não havia espaços abertos. Finalmente, encontrámos um novo restaurante que se chama “Latitude 38

Foi ótimo. Cada prato foi perfeito. O dono era francês, e por isso a Olivia falou francês com ele, enquanto que a Catarina e eu falámos português. Afinal, voltámos para casa e todos escovamos os dentes, e eu dei beijinhos aos meus livros novos. Ah, são tão bonitos…

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Language Love and a Colourful Map

I was interested to see the reaction to “Don’t Blame Benny” a few days ago, both from the author of Loving Language, Richard Benton, and from the subject of the original post, Benny Lewis, via twitter. The debate of which it is a tiny part is still going on and I think it’s well worth a look if you are in the mood for a new perspective on languages. The latest post is here, but you can track back to earlier instalments.

I’m not planning to say anything more on the subject because I feel like I’ve had my say already. I find myself drawn to his core idea of learning languages spoken widely in your own community (see the second video on the about page for a good intro) despite already-expressed reservations about some of the specific arguments advanced in support of it.
udnwmumAnyway, in case you’re interested, here’s a map that did the rounds a year or two back of the languages most spoken in my home town of London, other than English of course. I live in LB Richmond where the second language is Polish. To be honest, I wouldn’t have guessed this as it’s so diverse around here that there isn’t one dominant group. Just thinking of children in my daughter’s class at primary school and their parents (maybe 40 kids in total over the years): Poland, Portugal, Brazil, Finland, Denmark, Sweden, America, Canada, Thailand, India, Pakistan, Jamaica, Iceland, um…. Oh Lordy, I’m sure I’m forgetting a few… she shared a class with three times as many children with Portuguese language ties as Polish, for what it’s worth.

There’s a breakdown of the numbers on randomlylondon, which I basically agree with: that it’s surprising to see Portuguese Spanish and French as dominant languages in some boroughs, and interesting that if Southwark were a bit bigger, it and Lambeth would look like a tiny map of the Iberian Peninsula. Portuguese around Streatham, Clapham, Vauxhall sounds about right though, so if you want to know where to get a decent cup of coffee or a custard tart, now you know.

What surprised me most is that Greenwich seems to be Little Kathmandu! If you’d asked me to guess I would have said that you’d need to move the entire population of Nepal to London to make an appreciable dent in the demographics, but… well, that’s what the numbers say, apparently. 26 million people live in Nepal, 50,000 in the UK and 19,000 in London. I should have been more surprised by the fact that Lithuania (population less than 3 million) seems to have so many of its citizens based out in the Essex fringes.