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Poetry

One of the things I’ve been doing in my non-portuguese life is trying to learn poems. I had some idea that it would be nice to have more poetry in amongst the clutter of my brain, and also good mental exercise now that I’m well into middle age and finding myself forgetting stuff all the time. In the last couple of weeks I have memorised two. I can now recite Weathers by Thomas Hardy or The Subaltern’s Love Song by John Betjeman by heart. I like the Betjeman best; the rhythm of it is amazing, and it really conveys the sense of being giddy and excited and in love.

Anyway, I was thinking of doing “Mar Português” by Fernando Pessoa next. It’s shorter but I’m expecting it to be harder in anotgher language. So I was really excited to see this video drop into my Youtube recommendations today. Mar Português is the fifth of the five poems she reads. I have been subscribed to the channel for a while but not really following it closely but I can see I am going to have to keep a closer eye on it from now on, because I like this a lot!

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A Língua Portuguesa – Fernando Pessoa

Thoughts on “A Língua Portuguesa”, writings by Fernando Pessoa edited by Luísa Medeiros (Bertrand / Amazon)

Fiquei interessado por ter encontrado este livro na livraria Foyles e tive muito curiosidade pelos pensamentos deste grande poeta (ou seja convocação de poetas) sobre o seu próprio idioma. E não fiquei desiludido. Se não me engano, o livro consiste em fragmentos que nunca fizeram parte de um livro coerente na mente do autor, mas um tema é evidente. Está claro que o seu modo de pensamento estava num universo diferente do que o meu. Antes de mais, escreveu na língua falada como forma mais natural da língua, enquanto a língua escrita era meramente cultural cujo propósito, quanto importante que seja, era servir “o fenómeno natural” de comunicação oral.

Daí fora, seguem-se vários discursos sobre a ortografia e a etimologia da língua. Pessoa valoriza a língua e compara-a com outras línguas europeias. Via a língua como algo vivo, portanto línguas artificiais tal como esperanto nunca poderão suplantar línguas que têm a sua base num povo. Além disso, e por igual raciocínio, mesmo que criticasse a ortografia portuguesa, rejeitou a reforma ortográfica de 1911 assim: “A ortografia é um fenómeno da cultura, e portanto um fenómeno espiritual. O Estado nada tem com o espírito. O Estado não tem direito a compelir-me, em matéria estranha ao Estado, a escrever numa ortografia que repugno, como não tem direito a impor-me uma religião que não aceito.” Isto é um sentimento que muitas pessoas de hoje partilham. Eu, como falador de uma outra língua de ortografia aleatória, simpatizo.

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Portrait of the Artist as a Young Homem

At work the other day, in an effort to make my tasks stand out better in the planning software, I decided to swap my default icon from the orange disc with LC on it to a picture. Usually I use a small picture of someone waving the Bandeira portuguesa* but I couldn’t find it so I opted for this instead.

Fernando Pessoa

So far, so whatever, but the next day when I was arriving at work, my email pinged and when I looked at the company email app, there was the six-year-old Fernando Pessoa looking at me, from the corner of the screen. As it turns out, the software is part of office suite and they’re all linked together, so the picture had become my official photograph on the intranet. I got rid of it later that day but a few people were curious as to what had happened.

I sort of miss it actually. It was the only black and white icon there which made it really easy to spot. One of those times when professionalism and efficiency are in opposition.

*I suppose I should really say “The Flag of the Portuguese Republic” since there are still monarchists who insist that the old royalist flag, a blue cross on a white background, is the real Portuguese flag.

Ouça 9. The Flag de HISTÓRIAS DE PORTUGAL de Saudade e Outras Coisas #np na #SoundCloud

Ouça 9. A Bandeira de HISTÓRIAS DE PORTUGAL de Saudade e Outras Coisas #np na #SoundCloud

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O Banqueiro Anarquista – Fernando Pessoa

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O Banqueiro Anarquista é um conto escrito pelo famoso poeta Fernando Pessoa. Faz parte duma coleção (também chamada “O Banqueiro Anarquista”) publicada pela* Relógio d’Água.

O conto trata-se da vida dum homem rico, burguês que afirma que, ao contrário do que a gente pode achar, é um anarquista, e não simplesmente um anarquista teórico, mas um anarquista a sério que aplica a teoria à sua própria vida. Aqueles gajos que atiram bombas são meros amadores comparados com o banqueiro. Sentado num restaurante, o banqueiro conta ao seu amigo como é que as reviravoltas do seu raciocínio o levaram ao seu actual modo de viver. É um bom exemplo de como uma pessoa se pode enganar, por sofisma e acaba por adoptar um modo de viver ao contrário às suas crenças mais fortes por um método aparentemente puro e rigoroso. É muito engraçado.

Acho que o livro se lê bastante bem. Como um novato da língua portuguesa, fiquei preocupado por começar um livro escrito por um dos gigantes de literatura portuguesa, mas há muitos palavras de política e economia que tornam tudo mais fácil porque são muito parecidas com os cognatos ingleses.

*=I would have gone for “pelo” because Relógio is masculine but it’s the name of a publisher (a editora) so it’s feminine.