I’ve just restarted Portuguese lessons after a long drought over the Christmas and New Year period. I kicked off with a nice easy session, with a teacher who does sessions where you watch, listen or read something together and she explains cultural references. This time I went for something super-lowbrow, namely a show called “Quem Quer Namorar Com o Agricultor?” (“Who wants to date the farmer?”). It’s a reality TV franchise that has been shown in quite a few countries and arrived in Portugl last year. You can guess the premise: 5 farmers of various ages go to a fancy house where they are introduced to about 20 broody ladies and they have to decide which to invite home to the farm where they will be filmed reacting with horror to various unfamiliar smells and getting theatrically stink-eyed by the farmer’s mother/sister/teenage daughter. Presumbly at the end there will be a marriage or two but I haven’t got there yet.
I don’t really have much time to watch TV, and I’ve never got into any reality TV apart from hate-watching a couple of series of The Apprentice, so it was sort of nice to have an excuse to watch something as unapologetically shit-headed as this. The languge level is pretty basic too, so it wsn’t hard to follow. I actually liked it and will definitely watch more but only when my wife isn’t there to take the piss out of me (which I will deserve of course because I mean really…)
My wife is binge-watching different versions of this fado classic. I’ve heard quite a lot before, but this guy is really smashing it. Easily the best I’ve heard
I’ll translate it for anyone who happens across this and doesnt understand the lyrics. Fado is the national music of Portugal, obvs, so I won’t translate that most of the time, but it also means “fate” or “destiny” and it sometimes makes sense to translate it that way.
Madness I’m from fado! I know it! I live in a sung poem of a destiny that I made. I can’t set express myself by talking, But I set my soul singing, and souls know how to hear me. Cry, cry, poets of my country, Stems from the same root, of the life that united us. And if you weren’t at my side then there would be no fado, Nor fado singers like me. This voice, so sorrowful, is because of you, Poets of my life. It’s madness! I hear, but blessed be this madness, to sing and to suffer Cry, cry, poets of my country, Stems from the same root, of the life that united us. And if you weren’t at my side then there would be no fado, Nor fado singers like me.
Watching a biopic of the “Portuguese Bowie” António Variações, and it’s definitely one of the best portuguese films I’ve seen. Decent acting, actually making me feel like I understand why people like his music; I must confess I find him a bit difficult, but I didn’t grow up with him. I’ll write a proper review when I finish it, likely sometime tomorrow since I need to get to bed.
Listening to an episode of Cromos M80 the other day I heard about “Os Lusitansos” by Luís Filipe Barros. It’s a history of Portugal in the form of a rap, with the beat basically pinched from the Sugar Hill Gang. It’s er… Well, it’s something from the 80s, simultaneously the best and worst decade in history.
One of the exercises in “A Actualidade em Português” is about superstitions and there are five that are similar to “knock on wood” or similar – phrases for warding off the effects of bad luck. By far the coolest is “Lagarto, Lagarto, Lagarto” (Lizard, Lizard, Lizard). I have no idea why that means what it means. Ciberdúvidas isn’t much help and neither is Andreia Vale’s “Puxar a Brasa à Nossa Sardinha”. Even m’wife didn’t know, only guessed that maybe it was because witches use lizards in their spells.
Anyway, while I was researching it, I came across this freaky advert for an art show which uses an old song from the 70s by Banda do Casaco called “A Ladainhas Das Comadres” which includes the phrase. Confusingly the first line is in latin (the portuguese equivalent would be “Afasta-te, Satanás” or “Vai para trás, Satanás”)
Vade retro Satanás [get thee behind me Satan – Latin]
T’arrenego Belzebu [I abjure you, Beelzebub]
A Jesus Cruzes Canhoto [To Jesus, crosses left-handed]
Written Topic for CAPLE level [dramatic music] C1!
A cultura é uma rede de factores partilhados por uma comunidade de pessoas. Costumamos pensar de culturas nacionais, mas é igualmente correcto falar de culturas mais específicas tal como cultura de adolescentes, de um grupo étnico, ou aderentes de um desporto, por exemplo. Os valores, as histórias e o calão dão a todas estas comunidades as suas próprias culturas, e cada pessoa pode ter muitas culturas sobrepostas por causa de serem membros de muitos grupos.
Mais do que nunca, estamos em contacto com pessoas de outras culturas, na média tradicional (em filmes e séries, por exemplo) ou através das redes sociais. Cada vez mais, as pessoas podem explorar as culturas de outras (quer estrangeiro quer não), ouvir outras perspectivas e aprender mais sobre pessoas que, antigamente, olhávamos sem compreensão se os olhássemos de todo.
Ainda por cima, estamos na época de turismo, portanto temos oportunidades de conhecer outros países e as suas culturas pessoalmente, e isto leva-nos à importância da compreensão de outras culturas, sobretudo quando trata-se de intercâmbio com pessoas de outras países e grupos étnicos. Não quero dizer que temos que entender tudo sobre outras culturas mas é preciso lembrar que a nossa perspectiva não é a única e temos que ouvir o que os outros dizem. Ou seja, temos que manter os nossos olhos e ouvidos abertos e evitar cairmos na armadilha de sermos arrogantes.
A Portuguese friend left a comment on one of my Instagram posts today where I was bragging about my skills in (a) pumpkin husbandry and (b) soup wrangling.
“Armado em carapau de corrida!”
Which is like um… Armoured in racing mackerel. Or something.
This took a bit of deciphering but basically I think she thought I was showing off and pretending to be an expert. Fair enough. It seems to be a common expression but I’d never heard it before. There’s an explanation here.
Here’s the transcript I’ve been trying to make of this imperialist propaganda video. I only managed the first 6 minutes. I might come back to it after the exam but I think the benefits I’m getting are pretty small for the time spent (about 3 hours and counting!) It’s interesting how I can pretty much understand the gist of the video but when it comes down to actually separating out the words, in their proper forms, the detail isn’t as simple to disentangle. Corrections from Sophia (thanks!) in italics
[00:00] Naqueles terrenos vastos e escaldados, que se estendiam entre o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, junto daquela praia do Restelo, donde largaram o século XV de Vasco da Gama, durante mais dum ano, milhares de operários, de técnicos e artistas portugueses, demolindo o feio para construir o belo, rasando o inútil para pôr em seu lugar uma verdadeira cinza de Portugal no passado e no presente. Ergueram um traje amorosamente esse prodigioso momento das nossas virtudes e do nosso préstimo foi a exposição do mundo português. A maravilhosa exposição foi inaugurada a 23 de Junho de 1940 pelo português mais digno de tal actoSenhor General Carmona, presidente da república portuguesa. E a seu lado estava o homem que a tornou possível; verdadeiro arquitecto de Portugal de hoje, novo e eterno, Salazar, e o ministro das obras públicas, engenheiro Duarte Pachecoa quem coube a honra a verificar. Assistindo o título de comissario geral Doutor Augusto de Castro, pelo engenheiro Sá e Melo e pelo arquitecto Cottinelli Telmo. Os antigos terrenos transformaram-se na soberba praça de império, com a sua fonte luminosa e os seus jardins. De todos os lados* se erguiam pavilhões de risco sobre e digno de uma originalidade e um gosto incontestável. Os olhos deslumbravam-se com as perspectivas imprevistas, com a pureza das linhas, com o equilíbrio deslumbre. Ao cinema português, cumpria pular no tempo e no espaço magnifica fixando-a num filme que servisse para matar as saudades dos que a viram e para a mostrar aos que não puderam vê-la. Foi o que o cinema procurou fazer, lamentando não dispor mais amplos recursos que permitissem traduzir fielmente a par das formas a cor, a alegria e a imponência da exposição de Belém.
[03:20] Todas as inúmeras obras da arte que impunham não eram unicamente feitas de matéria. Também eram feitas do espírito e tinham a alma, a própria história de Portugal. E essa história, a mais velha de todas foi novamente contada ao povo por meia de alegorias e de findo os mais grandiosos era sem dúvida o momento ao Infante Dom Henrique autêntico padrão erguido ao génio da raça. Nós demos ao mundo novos mundos. [corte?] Lembrava aos visitantes uma das legendas da pavilhão de honra. E o interior do pavilhão em redor de um átrio decorado com as bandeiras de todos os municípios portugueses, continha uma sala de recepção ornada de tapeçarias de alto preço, uma sala de honra onde se evocavam as mulheres celebres da tradição portuguesa desde a padeira de Aljubarrota a oração mariana, um teatro de concepção moderníssima
[04:20] Ao lado do pavilhão de honra e fazendo corpo com ele para melhor honrar e destacar a capital do império erguia a sua alta torre o pavilhão de Lisboa. Um dos seus mais velhos aspectos exteriores é o pátio em que um baixa-relevo estilizava a arquitectura em presépio da cidade rainha do ocidente. O átrio do pavilhão de Lisboa foi consagrado a São Vicente, patrono da capital em cujas armas figuram os dois corvos heráldicos do santo.
[05:00] Ali estava a grade que durante quatro séculos serviu de porta a umas das capelas da Sé. Um cofre guardava o Foral de Lisboa purgado em 1179 por Dom Afonso Henriques. Dois trípticos evocavam o cerco e a tomada de Lisboa aos moiros** e o pintor, exemplo dos antigos, emprestou às figuras as feições de alguns distintos Olisiponenses***. A evolução do aspecto da cidade podia seguir-se através de gravuras paneis de azulejo e de modelos reduzidos, cheios de verdade.
*=I originally heard this as “no topo dos gelados” and couldn’t for the life of me, un-hear it afterwards
**=alternative spelling of “mouros”
***=seems to be a fancy-pants way of saying “lisboeta”
A Torre de Belém faz parte do património do país e do mundo. A construção foi desenhada por Francisco de Arruda que foi mandado pelo rei Dom Manuel I e. Portanto, o seu estilo (em comum com o de muitos outros edifícios na região) é conhecido como o estilo Manuelino, que é uma síntese da arquitectura gótica que estava na moda naquela época, e um estilo mais antigo e mais ibérico. A função da torre era defensiva. No princípio, estava rodeada por água e cheia de armas e canhões capazes de lançar fogo através do rio e de dominar a zona inteira. Substituiu o antigo não que tinha sido ancorado lá perto da praia.
Ao longo dos anos, a torre deixou de cumprir a sua função defensiva e torna-se num edifício de muitos propósitos: num farol, num registo aduaneiro, e até numa prisão. A pouco e pouco, também, foi devolvida para a praia: ou seja, a praia cresceu para atingir o nível do pé da torre e hoje em dia, visitantes de todos os países do mundo podem visitar sem necessitarem de nenhum barco.