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Loucura

My wife is binge-watching different versions of this fado classic. I’ve heard quite a lot before, but this guy is really smashing it. Easily the best I’ve heard

I’ll translate it for anyone who happens across this and doesnt understand the lyrics. Fado is the national music of Portugal, obvs, so I won’t translate that most of the time, but it also means “fate” or “destiny” and it sometimes makes sense to translate it that way.

Madness
I’m from fado! I know it!
I live in a sung poem of a destiny that I made.
I can’t set express myself by talking,
But I set my soul singing, and souls know how to hear me.
Cry, cry, poets of my country,
Stems from the same root, of the life that united us.
And if you weren’t at my side then there would be no fado,
Nor fado singers like me.
This voice, so sorrowful, is because of you,
Poets of my life.
It’s madness! I hear, but blessed be this madness, to sing and to suffer
Cry, cry, poets of my country,
Stems from the same root, of the life that united us.
And if you weren’t at my side then there would be no fado,
Nor fado singers like me.

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Variações

Watching a biopic of the “Portuguese Bowie” António Variações, and it’s definitely one of the best portuguese films I’ve seen. Decent acting, actually making me feel like I understand why people like his music; I must confess I find him a bit difficult, but I didn’t grow up with him. I’ll write a proper review when I finish it, likely sometime tomorrow since I need to get to bed.

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Rapaz’s Delight

Listening to an episode of Cromos M80 the other day I heard about “Os Lusitansos” by Luís Filipe Barros. It’s a history of Portugal in the form of a rap, with the beat basically pinched from the Sugar Hill Gang. It’s er… Well, it’s something from the 80s, simultaneously the best and worst decade in history.

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Lizard, Lizard, Lizard

youre-a-lizard-harry-36247804One of the exercises in “A Actualidade em Português” is about superstitions and there are five that are similar to “knock on wood” or similar – phrases for warding off the effects of bad luck. By far the coolest is “Lagarto, Lagarto, Lagarto” (Lizard, Lizard, Lizard). I have no idea why that means what it means. Ciberdúvidas isn’t much help and neither is Andreia Vale’s “Puxar a Brasa à Nossa Sardinha”. Even m’wife didn’t know, only guessed that maybe it was because witches use lizards in their spells.

Anyway, while I was researching it, I came across this freaky advert for an art show which uses an old song from the 70s by Banda do Casaco called “A Ladainhas Das Comadres” which includes the phrase. Confusingly the first line is in latin (the portuguese equivalent would be “Afasta-te, Satanás” or “Vai para trás, Satanás”)

Vade retro Satanás [get thee behind me Satan – Latin]

T’arrenego Belzebu [I abjure you, Beelzebub]

A Jesus Cruzes Canhoto [To Jesus, crosses left-handed]

Lagarto, Lagarto, Lagarto! [Lizard, Lizard, Lizard!]

That “Crosses left-handed” is a similar phrase used to ward off evil, sometimes extended to “Cruzes, canhoto! Longe vá o agouro!”

Similar phrases include

  • Isola
  • Diabo seja cego, surdo e mudo
  • Vira para lá essa boca
  • Salvo seja

 

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Cultura

Written Topic for CAPLE level [dramatic music] C1!

A cultura é uma rede de factores partilhados por uma comunidade de pessoas. Costumamos pensar de culturas nacionais, mas é igualmente correcto falar de culturas mais específicas tal como cultura de adolescentes, de um grupo étnico, ou aderentes de um desporto, por exemplo. Os valores, as histórias e o calão dão a todas estas comunidades as suas próprias culturas, e cada pessoa pode ter muitas culturas sobrepostas por causa de serem membros de muitos grupos.

Mais do que nunca, estamos em contacto com pessoas de outras culturas, na média tradicional (em filmes e séries, por exemplo) ou através das redes sociais. Cada vez mais, as pessoas podem explorar as culturas de outras (quer estrangeiro quer não), ouvir outras perspectivas e aprender mais sobre pessoas que, antigamente, olhávamos sem compreensão se os olhássemos de todo.

Ainda por cima, estamos na época de turismo, portanto temos oportunidades de conhecer outros países e as suas culturas pessoalmente, e isto leva-nos à importância da compreensão de outras culturas, sobretudo quando trata-se de intercâmbio com pessoas de outras países e grupos étnicos. Não quero dizer que temos que entender tudo sobre outras culturas mas é preciso lembrar que a nossa perspectiva não é a única e temos que ouvir o que os outros dizem. Ou seja, temos que manter os nossos olhos e ouvidos abertos e evitar cairmos na armadilha de sermos arrogantes.

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Return of the Mackerel

A Portuguese friend left a comment on one of my Instagram posts today where I was bragging about my skills in (a) pumpkin husbandry and (b) soup wrangling.

“Armado em carapau de corrida!”

Which is like um… Armoured in racing mackerel. Or something.

This took a bit of deciphering but basically I think she thought I was showing off and pretending to be an expert. Fair enough. It seems to be a common expression but I’d never heard it before. There’s an explanation here.

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A Grande Exposição do Mundo Português (1940)

Here’s the transcript I’ve been trying to make of this imperialist propaganda video. I only managed the first 6 minutes. I might come back to it after the exam but I think the benefits I’m getting are pretty small for the time spent (about 3 hours and counting!) It’s interesting how I can pretty much understand the gist of the video but when it comes down to actually separating out the words, in their proper forms, the detail isn’t as simple to disentangle. Corrections from Sophia (thanks!) in italics


[00:00] Naqueles terrenos vastos e escaldados, que se estendiam entre o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, junto daquela praia do Restelo, donde largaram o século XV de Vasco da Gama, durante mais dum ano, milhares de operários, de técnicos e artistas portugueses, demolindo o feio para construir o belo, rasando o inútil para pôr em seu lugar uma verdadeira cinza de Portugal no passado e no presente. Ergueram um traje amorosamente esse prodigioso momento das nossas virtudes e do nosso préstimo foi a exposição do mundo português. A maravilhosa exposição foi inaugurada a 23 de Junho de 1940 pelo português mais digno de tal acto Senhor General Carmona, presidente da república portuguesa. E a seu lado estava o homem que a tornou possível; verdadeiro arquitecto de Portugal de hoje, novo e eterno, Salazar, e o ministro das obras públicas, engenheiro Duarte Pacheco a quem coube a honra a verificar. Assistindo o título de comissario geral Doutor Augusto de Castro, pelo engenheiro Sá e Melo e pelo arquitecto Cottinelli Telmo. Os antigos terrenos transformaram-se na soberba praça de império, com a sua fonte luminosa e os seus jardins. De todos os lados* se erguiam pavilhões de risco sobre e digno de uma originalidade e um gosto incontestável. Os olhos deslumbravam-se com as perspectivas imprevistas, com a pureza das linhas, com o equilíbrio deslumbre. Ao cinema português, cumpria pular no tempo e no espaço magnifica fixando-a num filme que servisse para matar as saudades dos que a viram e para a mostrar aos que não puderam vê-la. Foi o que o cinema procurou fazer, lamentando não dispor mais amplos recursos que permitissem traduzir fielmente a par das formas a cor, a alegria e a imponência da exposição de Belém.

[03:20] Todas as inúmeras obras da arte que impunham não eram unicamente feitas de matéria. Também eram feitas do espírito e tinham a alma, a própria história de Portugal. E essa história, a mais velha de todas foi novamente contada ao povo por meia de alegorias e de findo os mais grandiosos era sem dúvida o momento ao Infante Dom Henrique autêntico padrão erguido ao génio da raça. Nós demos ao mundo novos mundos. [corte?] Lembrava aos visitantes uma das legendas da pavilhão de honra. E o interior do pavilhão em redor de um átrio decorado com as bandeiras de todos os municípios portugueses, continha uma sala de recepção ornada de tapeçarias de alto preço, uma sala de honra onde se evocavam as mulheres celebres da tradição portuguesa desde a padeira de Aljubarrota a oração mariana, um teatro de concepção moderníssima

[04:20] Ao lado do pavilhão de honra e fazendo corpo com ele para melhor honrar e destacar a capital do império erguia a sua alta torre o pavilhão de Lisboa. Um dos seus mais velhos aspectos exteriores é o pátio em que um baixa-relevo estilizava a arquitectura em presépio da cidade rainha do ocidente. O átrio do pavilhão de Lisboa foi consagrado a São Vicente, patrono da capital em cujas armas figuram os dois corvos heráldicos do santo.

[05:00] Ali estava a grade que durante quatro séculos serviu de porta a umas das capelas da Sé. Um cofre guardava o Foral de Lisboa purgado em 1179 por Dom Afonso Henriques. Dois trípticos evocavam o cerco e a tomada de Lisboa aos moiros** e o pintor, exemplo dos antigos, emprestou às figuras as feições de alguns distintos Olisiponenses***. A evolução do aspecto da cidade podia seguir-se através de gravuras paneis de azulejo e de modelos reduzidos, cheios de verdade.

*=I originally heard this as “no topo dos gelados” and couldn’t for the life of me, un-hear it afterwards

**=alternative spelling of “mouros”

***=seems to be a fancy-pants way of saying “lisboeta”

https://www.youtube.com/watch?v=2QdO6sXEoTI

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A Torre de Belém

1024px-Torre_de_belem_vista_do_tejoA Torre de Belém faz parte do património do país e do mundo. A construção foi desenhada por Francisco de Arruda que foi mandado pelo rei Dom Manuel I e. Portanto, o seu estilo (em comum com o de muitos outros edifícios na região) é conhecido como o estilo Manuelino, que é uma síntese da arquitectura gótica que estava na moda naquela época, e um estilo mais antigo e mais ibérico. A função da torre era defensiva. No princípio, estava rodeada por água e cheia de armas e canhões capazes de lançar fogo através do rio e de dominar a zona inteira. Substituiu o antigo não que tinha sido ancorado lá perto da praia.

Ao longo dos anos, a torre deixou de cumprir a sua função defensiva e torna-se num edifício de muitos propósitos: num farol, num registo aduaneiro, e até numa prisão. A pouco e pouco, também, foi devolvida para a praia: ou seja, a praia cresceu para atingir o nível do pé da torre e hoje em dia, visitantes de todos os países do mundo podem visitar sem necessitarem de nenhum barco.

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A Padeira de Aljubarrota

abc011A Padeira de Aljubarrota era uma portuguesa, chamada Brites de Almeida. Nasceu (de acordo com a lenda) no Algarve de meados do século XIV. Tinha seis dedos em cada mão. Quando tinha 35 anos, houve uma crise. Após da morte de Dom Fernando em 1383, a filha dele que estava mais próxima na linha de sucessão, estava casada com o Rei de Castela, grande rival da nação. Assim caiu a Dinastia Afonsina, e os castelhanos  fizeram planos para assumir o trono do reino.

Dois anos depois, perto da cidade de Aljubarrota aconteceu uma grande batalha entre os dois exércitos e os seus aliados – os ingleses valentes no lado dos português e franceses, italianos e outros malandros a lutar sob a bandeira castelhana. Apesar de não fazer parte do exército, Brites lutou em várias escaramuças nos arredores da batalha. Quando ela regressou a casa, com as mãos sujas de sangue espanhol, descobriu sete castelhanos a descansar às escondidas no seu forno. Aqueles homens ficaram assustados, claro porque sete soldados espanhóis não poderiam resistir a uma portuguesa cheia de raiva. Portanto, ela bateu-lhes com uma pá, fechou a porta do forno e assou-os juntamente com o pão.

Assim morreu a ambição do rei castelhano, e o reino de Portugal aguentou daí em diante.


Thanks to Sophia for the corrections