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Isto é um lembrete da altura em que a frase “não há razões para estarmos* alarmados**” foi usada nos dias ainda mais escuros do que os actuais, e quando os Estados Unidos tinham um presidente melhor. Estou mesmo maravilhado com os escritores e jornalistas que trabalharam juntos durante a Segunda Guerra Mundial para manterem o povo motivado, apesar de que alguns exemplos já parecem doutro planeta. Claro que isso é propaganda e hoje em dia parece-nos algo sinistro mas… Ora, nos anos quarenta*** foi muito importante que todos trabalhassem juntos.

 

*=I originally wrote “estar” which is what Público uses in its news report but Sophia assures me Público slipped up and it should be infinitivo pessoal.

**=Se não ouviu dizer disso, a frase “no need for alarm” refere-se a esta historia nos jornais http://www.dn.pt/mundo/interior/londresatentados-trump-critica-reacao-de-presidente-da-camara-de-londres-8534412.html

***=Actually should just be a 40 but I like writing out the words, if ony because it helps me to rememberhow to spell them!

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Este livro é um de apenas 5 nas nossas estantes impreso do século XIX. É a primeira edição de “Trilby” de George Du Maurier, que era muito popular depois da publicação em 1894. Hoje em dia a sua influência vive só no nome dum chapéu, e por causa do vilão Svengali, o arquétipo dum manipulador sinistro e carismático. Desfrutei da história de artistas ingleses a viverem no estilo boémio em Paris muito mais do que pensava. A protagonista, a Trilby O’Ferrall é a minha nova paixão literária

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May I Be Of Assistance? 

I’ve always thought of the verb Assistir as a straightforward false friend, meaning, as it does, to attend or spectate at an event, and has nothing to do with helping or supporting any way. But today I was reading the book “Trilby” by George Du Maurier, written at the back end of the nineteenth century and I came across this sentence

And, indeed, here was this immense audience, made up of the most cynically critical people in the world, and the most anti-German, assisting with rapt ears and streaming eyes at the imagined spectacle of a simple German damsel, a Mädchen, a Fräulein, just “verlobte”—a future Hausfrau—sitting under a walnut-tree in some suburban garden

That really sounds like a very Portuguese use of the word “assist”. So I looked in my trusty Chambers and it turns out that assist had, in Shakespeare’s day, much the same meaning as its cognate does in Portuguese. What’s more, when I checked the priberam online dictionary I found that Assistir has several senses, including the British one. They give as it’s synonyms Ajudar, Socorrer and Cooperar.

So what we have is a word with two distinct meanings, in the process of diverging, where one sense is dominant in English and the other in Portuguese, but while the lesser sense is still used in Portuguese, the lesser sense in English has all but faded away to nothing.

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A Vida Nos Livros

“A Vida No Livros” de José Jorge Letria – Tradução

Nem dez vidas me bastaram, eu sei

Ten lifetimes wouldn’t be enough, I know

para ler os livros que fui arrecadando

to read the books I’ve been collecting

e que me desafiam para que

and that challenge me because

me perca neles como um peregrino

I lose myself in them, like a pilgrim

nas rotas de um mitigado desespero.

on the trails of a muted despair

Sou eu que pertenço aos livros

It’s me that belongs to the books

e não o contrario, já o disse tantas vezes

and not the other way around, I’ve said it many times

pois o que eles vão entesourando

because the treasure they are hiding

é a pequenez do tempo que me resta

is the shortness of the time that remains to me

para os ler e neles me encontrar.

to read them and find myself in them

Os livros falam de vidas e de guerras

The books speak of lives and wars

e eu só falo do que os livros contam,

and I only talk about what the books tell me

esquecido que ando do que vivi

oblivious that I’m wandering from what I lived

e bem podia e devia contar-vos.

and can and should tell you

São os livros que me acenam

It’s the books that move me

apontando-me para os mostradores

pointing me to the faces

dos seus relógios imóveis e opacos,

of their motionless, opaque clocks

assim como quem diz: por mais que vivas,

as if they were saying: no matter how you live,

por mais que faças, tu partirás

no matter what you do, you will depart

e nós, bem ou mal, havemos de ficar,

and we, good or bad, have to stay

porque não nos cansámos de viver

because we never got tired of living

a ficção de que são feitas estas vidas.

the fiction from which these lives are made

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Booktube Roundup

I have a few portuguese youtube channels about books that I watch on a more-or-less regular basis these days: AOutraMafalda, CreepySantos, TiagosWorld, CatInTheNet and the newest, BooksAndBeers. As I mentioned before, listening to videos and podcasts about a subject you’re interested in is usually more engaging than listening to boring aural comprehension exercises or news programmes or whatever, and I often hear about interesting-sounding books, which is a bonus.

Recently, a couple of them have suggested a tag about endorsing Bandas Desenhadas (comics, graphic novels) and since I haven’t done much speaking lately I thought I’d join in. The result is below. It’s pretty horrible. I had a good feeling about it to start with and thought I’d be pretty fluent but in the end it’s about 50% composed of me going “ummmm… ahhhhh…..” and looking at the cieling. When I do speak, I use the wrong tense, the wrong verb, mismatched adjectives… ugh! It’s a right old mess. I’m going to do more of these though precisely because I am so shit at it.

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Amor De Livros

notebook_image_774967A minha filha tem estado num “reading slump” (ouvi adolescentes portugueses a usar esta frase inglesa – adivinho que não há equivalente em português…?) nos meses passados. Como muitas raparigas da sua idade, frequentemente escolhe o telemóvel com as redes sociais e vídeos em vez dum livro e, por isso, não tem lido muitos livros neste ano.
Contudo, recentemente, tudo isso mudou. Alguém disse-lhe que há de experimentar “A Court Of Thorns and Roses” de Sarah J Maas. Agora, ela está completamente viciada na série. Ontem, apenas 50 páginas não foram lidas* e eu disse-lhe “só termine este capítulo e então desligue o candeeiro”. Mas hoje, quando acordei-a, perguntei “quantas páginas faltam agora?” ela respondeu “hum… Pai, já acabou. Comecei o segundo livro.”
Ela permaneceu acordada até duas horas de manhã e até subiu um tamborete para atingir a sequela** (que era por cima dum estante alto porque ela soube que havia um “spoiler” na capa dela). Finalmente acordou a sua mãe para discutir o argumento e as personagens, e a mamã, muito cansada, disse-lhe para não fazer asneiras e voltar para cama imediatamente!
Fico contente de ver que ela voltou a ler mas espero que não perca o sono e não esteja cansada na escola por causa do seu novo entusiasmo!

 

*=I tried “deslidas” for “unread”. Computer said no.

**=Apparently this sentence is a bit of a mess but I don’t have a better one, so…Anyway, she climbed on a stool to reach the sequel

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A Célula Adormecida

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Comentário Sobre “A Doença, O Sofrimento e A Morte Entram Num Bar” de Ricardo Araújo Pereira

Escolhi este livro por causa do seu título que parece a primeira frase duma piada. O assunto tem a ver com como escrever textos humorísticos. O autor, tem uma teoria de que existem certos elementos – ou seja certas técnicas – comuns aos grandes escritores de cada época. Estes são os seguinte:

  • Opor uma coisa a uma outra para ver o contraste entre elas.
  • Imitar alguma coisa, como vemos no caso da sátira em que políticos são escarnecidos dia-a-dia na televisão.
  • Virar uma coisa de pernas para o ar (gosto muito desta frase!) para subverter as expectativas do leitor.
  • Aumentar uma coisa para ver quanto pesa, quanta graça, uma ideia pode suportar
  • Mudar uma coisa para outro sítio para surpreender o leitor com trocadilhos e jogos verbais.
  • Repetir uma coisa para fazer uma palavra quotidiana mais absurda por causa da repetição.

Daí a diante vou procurar estes elementos enquanto leio qualquer livro humoroso.

Finalmente, O Sr Pereira (que, convém assinalar, é um humorista português muito bem conhecido) dá as suas opiniões sobre do sentido de humor e o propósito do riso na vida dum ser humano. A sua conclusão é que uma gargalhada ajuda-nos a esquecer-nos do espectro da morte. Mas não podemos evitar a morte e por isso, afinal, o riso é inútil e o alivio não dura muito. “…talvez apenas durante o tempo que dura a gargalhada. Às vezes nem tanto.”

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The Porto Reporto – Part 3

16230406_1065981440214853_7811550234357530624_nO domingo no Porto começou mais cedo do que o sábado. Acordámos às 8:00 e comemos o pequeno almoço no hotel. A Olivia e a Catarina visitaram a Livraria Lello e passámos a manhã a fazer compras turísticas. Também atravessemos o Rio Douro na Ponte Dom Luis I. A vista da Ponte era maravilhosa.

 

 

 

16464763_1937685976454696_2901759907533422592_n1Enfim, chegou o tempo para voltarmos ao aeroporto. O peso das nossas malas quase dobrou por causa dos livros (comprei doze e a Catarina mais dez) e outras lembranças das nossas férias. O taxista conduziu mal, mas não me importei. Costume da condução horrível dos taxistas portugueses. Tentei aproveitei a ultima oportunidade de falar português mas não consegui de pensar em muitos assuntos além do tempo e dos sinais. Esta situação mudou quando aproximamo-nos do aeroporto. Ora, o aeroporto do Porto tem o nome do ex-presidente Francisco Sá Carneiro. O Sr Carneiro morreu num acidente de avião em 1980. A serio, não é uma piada: o nome do aeroporto comemora um acidente de avião! Aqueles portuenses tem um sentido de humor muito esquisito!

16464017_1316807545071605_3484120059410907136_nExistem varias teorias sobre este acidente. Algumas pessoas crêem que o Sr Carneiro foi assassinado pelos americanos porque opôs-se à presença americana nas ilhas portuguesas. A minha esposa é uma delas. Outras pessoas afirmam que o verdadeiro assassino foi Mário Soares (o politico que morreu em Janeiro deste ano). O taxista subscreveu a este teoria.
Um debate acalorado começou. Não contribuí.
O Voo correu bem (mas estava assustado de qualquer maneira). Chegámos muito atrasados e apanhamos mais um táxi. Este taxista declarou o seu apoio ao Brexit e para o governo de Donald Trump
Mais um debate acalorado começou. Neste caso, contribuí muito mas infelizmente só em inglês.

 Epilogue

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The Porto Reporto – Part 2

16465651_1244432262310160_8144093076592263168_nO Segundo dia na cidade invicta começou tarde. Quando descemos as escadas, o pequeno almoço já tinha acabado mas uma camareira simpática trouxe-nos café e pasteis. Depois, a Catarina e a Olivia foram a uma loja de roupas e eu andei entre as varias livrarias a procurar livros interessantes e fáceis para ler. Por causa de estar sós, consegui praticar a minha “produção oral”. Fiz perguntas sobre os livros (um velho dono dum livraria de segunda mão zangou-se quando pedi-lhe falar mais devagar se faz favor… ups!), falei sobre as cores e tamanhos de calças de ganga no “C&A” (uma verdadeira surpresa: todas as lojas de C&A inglesas fecharam há anos!) e pedi direcções para o correio (enfim, o correio estava fechado mas havia uma máquina onde comprei um selo).

16464724_604731859711791_5670882046621253632_n1Passámos a tarde juntos a explorar a cidade. Almoçámos num mercado antigo, que tinha sido convertido num centro de artes. Experimentei uma francesinha (salsichas, carne de bife e fiambre dentro de qualquer tipo de massa, coberto de queijo e regado com molho picante….) e achei bom.

 

 

16465495_228477130947396_834039269713510400_nNaquela noite, fomos ao Coliseu do Porto para assistir um concerto dos Deolinda. A – DO – REEEEIIII!!!! A cantora, Ana Bacalhau é muito simpática, as suas contas foram engraçadas e claro a música foi perfeita. A minha esposa, que não os conhecia ficou um fã, e até a Olivia (que não ouve música além da banda sonora de “Hamilton” hoje em dia, e quase não fala português nenhuma) gostou muito do espectáculo.

 

16464379_1881905812033398_1041084090977091584_n

Após do concerto, estava a chover a cântaros. ficamos debaixo do abrigo do coliseu até a que chuva melhorou um pouco, então andamos até ao hotel, comemos sandes mistas e adormecemos.

Day 3 – >