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Formação Obrigatória

O meu novo cliente (uma câmara municipal) insiste que faça algumas formações sobre a sua política relativamente ao racismo, os incêndios, saúde e segurança e vários outros tópicos. Estou chateado porque não trabalho na sede deles. Não há o mínimo risco dum problema de segurança lá, muito menos dum incêndio. Que burrocracia do caraças .

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6 Anos Atrás

O Google enviou-me um lembrete de que, há 6 anos, estávamos no Porto, onde fomos para ver um concerto dos Deolinda. Naquela altura a cantora, Ana Bacalhau, estava grávida e acho que o concerto foi o último antes da banda se dissolver*.

* If a band breaks up, dissolver seems to be the word you use. I went for separar.

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O Enigma da Atlântida

O Enigma da Atlântida by Edward P Jacobs

A corrected review of O Enigma da Atlântida by Edgar P Jacobs with corrections by Talures, who kindly rewrote a whole sentence because it was so convoluted. I write like I talk sometimes and that’s not a good thing.

Geralmente, gosto de bandas desenhadas, mas achei este livro aborrecido. Já falei da história há uns dias. Gostei da ideia dos Açores serem os últimos vestígios da Atlântida, mas perdi a curiosidade muito depressa e tive de fazer um esforço para continuar a leitura. O cenário não faz o mínimo sentido: nem a história nem a sobrevivência durante séculos da cidade numa caverna sob o oceano, apesar da população disparar armas nessa caverna, de 5 em 5 minutos, provocando explosões e desabamentos. Não me agarrou tanto quanto uma BD do Tintim.

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A Rainha Das Karens

Corrected text about a visit to the theatre. I’d be a terrible critic because I always want to joke about the bad aspects of the thing I’m describing because it’s funnier than earnestly gushing about how good it was. So yeah, I know I say “she’s just a Karen”, and although that’s true in a sense, there’s more to it than that of course. It’s really, really good. I was properly transfixed.

Phaedra

A minha mulher fez anos ontem. Fomos assistir a uma peça de teatro em Londres. O título é “Phaedra” (Fedra) e é baseada numa peça de Eurípides. Fala duma mulher (uma princesa na peça original e uma ministra na versão moderna) que se apaixona pelo filho dum ex-amante e acaba por causar a morte do filho e depois suicida-se. O escritor introduziu um elemento de colonialismo: a mulher é branca, rica e betinha, enquanto a vítima é um refugiado marroquino. Isto faz o enredo mais aceitável a um público moderno: o motivo deixa de ser o ciúme e a luxúria e torna a ser privilégio social e “branquice*”. No fim de contas, ela não passa de ser uma Karen.

O elenco fez milagres. Apesar do tema trágico, houve também muito riso e a peça no seu conjunto foi hipnotizante. Os atores passavam da farsa à tragédia facilmente e mudavam idiomas como se nada fosse**. A maior parte do diálogo, nos últimos vinte minutos, fez-se numa mistura de francês e árabe com poucas frases inglesas, mas os atores conseguiram lidar com a transição entre línguas sem qualquer problema. Havia legendas projetadas abaixo do*** palco para quem conseguisse ler, que infelizmente não me incluiu… Consegui seguir o desfecho, mais ou menos, mas depois a minha esposa e a minha filha tiveram de me explicar alguns pormenores!

*”whiteness” exists in portuguese but it’s a new word coined to keep up with the racial discourse seeping out of America, not really used in common parlance. I’m using it with my tongue in my cheek too.

**I wrote “como se fosse nada” but it was changed to this – interesting one!

***I put “ao pé do palco” but of course that means “near the stage” not literally “at the foot of the stage”

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O Homem Com O Queixo Gigante

Como já disse há uns dias, Quentin Tarantino não é a praia (nem a bebida quente) de toda a gente. Deixem-me fornecer um exemplo.

Havia um rapaz na minha escola chamado Krishnun Guru-Murthy que era (e, tanto quanto sei, ainda é) um ano mais novo do que eu. Quando acabou a escola, foi contratado como apresentador televisivo. Leu as notícias e, mais tarde, entrevistou políticos e outras pessoas no centro das atenções. Em 2012, falou com o realizador sobre o seu então novo filme “Django Libertado*” no programa “Channel 4 News” e durante a conversa, fez uma pergunta sobre a violência nos filmes. Tarantino barafustou contra a linha de questões. O enorme queixo dele estremeceu de raiva. “Não quero falar disso. Este é um anúncio publicitário ao meu filme, não se engane”.

O apresentador continuou mas tornou-se muito óbvio que o realizador não estava acostumado ao estilo agressivo dos entrevistadores ingleses. Assumem uma postura adversária em vez de lamber o cu dos famosos. “Estou a encerrar o seu cu”** bradou (Hum, para ser sincero, esta frase não se traduz bem) “Não sou o seu escravo”. Que burrice.

Seriously, look at the size of that thing.

*According to Wikipedia this is the name on Portugal and its Django Livre in Brazil, but I’m told its more common to just use the original, English name.

**Obviously “I’m shutting your ass down” isn’t really a portuguese expression.

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Era Uma Vez Em Hollywood

Vi este filme de Quentin Tarantino hoje à tarde enquanto a aplicação que estava a utilizar no meu trabalho pulverizava os arquivos e borrifava-os dentro da base de dados.

Tarantino não é a praia de toda a gente* mas o filme é muito bom. É simultaneamente uma homenagem de Era Dourada** de Hollywood e um reconto ficcionalizado dos eventos de Agosto 1969, quando a “família” de Charles Manson assassinou Sharom Tate e alguns amigos dela.

Look, look, another blog post

* You don’t say “he’s not everyone’s cup of tea” (chave a de chá) you say “he’s not everyone’s beach” (praia)

** It’s era dourada for a golden age, but Idade do Ferro for the iron age. Yes, the capitalization matters.

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Let’s Speak Atlantian

Peçonhenta

There are a couple of interesting bits in this little “quadrinho” from the graphic novel I’m currently ploughing through. Both the speakers are members of lost races. The chap who looks like a monk is actually a villain and some sort of Prince in the lost continent of Atlantis, while the fella who looks like some sort of inca is a member of some sort of barbarian tribe on the border of Atlantis, but still under the ocean.

Monk-looking guy: Let’s go. Let’s walk on, but woe betide you if you betray is.

Inca-looking dude: Our tongue isn’t poisonous, big chief.

“Aí de você” is obviously some sort of set expression. The main place I can find it is in the gospel of Matthew chapter 11, verse 21, where it’s used in place of the English “woe to you” (that’s a pretty universal translation in the ESV, KJV and NIV). I’ve translated it as “Woe betide you” which is even more archaic but I had a primary school teacher called Mrs Watson who used to say “woe betide you if…” (insert misdemeanor here).

And given the general missionary/indian vibe of the costumes (even though that’s not who they are meant to be) I thought “Língua Peçonhenta” would be something stereotypical like “forked tongue” and I wasn’t far off, but it’s “poisonous tongue”. I would have expected “língua venenosa”, since that’s the usual adjective you’d expect. Good word though!

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Capas

Sendo um leitor ávido*, subscrevo a vários canais que pertencem às editoras portuguesas nas redes sociais. Há editoras que fazem capas incríveis. Adoro as capas da Tinta de China e da Relógio d’Água. Mas além dessas, vejo muitas capas de livros ingleses que têm melhor aspeto na versão traduzida.

*My only mistake in this was leaving out an adjective, and, it sounds “um pouco coxa” – literally “a bit lame” – without one.