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No Autocarro

Estou a caminho do concerto da Mariza no Centro Barbican. Ainda há bilhetes disponíveis, o que me surpreende. Pensei em convidar a minha filha que prolongou a sua estadia connosco durante mais 3 dias, mas ela prefere ficar em casa com a nossa televisão e umz pizza grande. Não me admira. Já fomos assistir a um concerto dela há uns anos. Houve três convidados no palco naquele espectáculo, incluindo Carlos do Carmo. Leva 4 paga 1.

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Por Isso <-> Tudo

Por Isso Tudo = Consequentemente

Luís Vaz de Camões legou ao povo português uns poemas entre os mais belos na sua língua, incluindo Os Lusíadas, a epopeia dos descobrimentos portugueses. Por isso tudo, é considerado o maior poeta de sempre.

Por tudo isso = Por todas estas razões, por tudo o que acabamos de dizer

Luís Vaz de Camões nasceu há cinco séculos e viveu num mundo sem técnicas modernas de registo. Viajou entre pelo menos cinco países, lutando em batalhas marítimas, sendo vítima de naufrágio, e durante grande parte da sua vida, não teve nem fama, nem lucros dignos. Por tudo isso, não temos toda a certeza sobre os detalhes e as datas da sua história.

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Uma Aula Prática

A minha filha veio visitar-nos* durante esta semana, e a lâmpada no quarto dela fundiu-se**. Felizmente uma das funções do pai é ensinar a próxima geração fazer estas coisas. Ela não tinha aprendido anteriormente. As lâmpadas de LED duram muito tempo portanto a necessidade não surgiu enquanto ela vivia cá no apartamento mas graças a deus ela já sabe e não deoenderá nmelde um homem qualquer.

Eu, hoje de manhã

*A correction out paid go the word “connosco” in my original sentence “…está a ficar connosco” which isn’t a very idiomatic way of speaking, so this footnote is orphaned now, but for what it’s worth, I got a red wiggle under it because it turns out connosco is another of those words that is spelled differently in Brazil than in Portugal despite the AO. Connosco/Conosco. The options Chrome gives me on this laptop are “Português (Brasil)” and “Português” so I assumed the second one was PT-PT but not so. Gutted!

**not “partiu” as I wrote originally. That’s more of a physical shattering rather than just the it ceasing to work.

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Aportuguesamento

Deparei com esta palavra na página do Priberam, onde se pergunta “Qual é o aportuguesamento de hobby: hóbi ou hobi?” Se quiseres saber, a resposta certa é “hóbi” mas não faço a mínima ideia porque é que um “o” na penúltima sílaba de uma palavra que termina com i precisa de um acento. Hum… Oh! Agora que penso nisso, faz sentido, não é? Acha que o “i” é uma letra que rouba a ênfase…? Palavras que terminam com i são raras mas existem, principalmente nas conjugações de verbos. ‘tá bem, esquece lá.

Enfim, esta discussão de hobbies e hóbis não me interessa porque prefiro dizer “passatempo” para que toda a gente saiba que não estou a enfiar palavras inglesas na conversa, mas adoro a palavra “aportuguesamento”. Espero que o aportuguesamento de tudo continue em frente e abale este mundo completamente.

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Mamar – Just Killed a Man?

Weirdly, as if to reinforce my point, I tried to tell the AI generator to make a picture of people fleeing in terror from a giant breastfeeding woman but it kept insisting breastfeeding was “NSFW”. Le sigh. This is the best I can do!

Deparei-me com este artigo há alguns dias e fiquei novamente incrédulo com a falta de bom senso das pessoas deste mundo. Suponho que não é assim tão estranho que haja pessoas que fiquem chocadas por ver um bebé a sugar a comida natural que deus/evolução forneceu às mães para alimentar as suas crianças. Vivemos no fim de uma época religiosa e os rastros da moralidade do passado misturam-se com a cultura nova de sexualidade aberta mas distorcida por pornografia. Estas duas tendências criam um ambiente pruriente e confuso. Devemos desculpar quem fica abalado por ver um seio a fazer o que faz se não está acostumado a ver, desde que saibam que o problema é seu e não é culpa da mãe.

Mas ainda assim, independente das desculpas, quem chamaria a uma mãe “descarada”? E que burrice é que leva um transeunte a oferecer a opinião de que merece uma porrada do seu marido?

Há quem deva ficar em casa se não sabem conter as suas opiniões burros.

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Herança de Sangue – Penina Baltrusch

Conheci esta autora no FLILP há três meses. Achei-a muito simpática e é evidente que a sua obra tem muitas fãs no seu próprio país (aqui está uma brasileira a falar sobre o mesmo livro, por exemplo).

O romance é um thriller, que se passa em Inglaterra, e conta a história de uma funcionária de um call centre inglês chamada Ella, que descobre que foi adotada e que é a herdeira de um milionário. Em breve, apaixona-se por um rico e os dois casam-se, mas nem tudo é como parece. Em breve, a sua amiga está morta, ela mesma quase morre num acidente de trânsito e durante a sua lua de mel, ela cai montanha abaixo. Então é evidente que há alguém que quer se livrar da nossa heroína. Mas quem?

A escritora escreve bem: o diálogo parece-me natural e a ação não pára*. Infelizmente, achei o enredo um pouco rebuscado. Os planos do antagonista não têm pés nem cabeça, e há vários outros aspectos pouco credíveis. Basicamente, a experiência de ler este livro não é nada má, mas deixou-me insatisfeito. Talvez um conhecedor deste género, que esteja mais acustomado à suspensão de descrença possa gostar mais.

*Strictly speaking should be “para” following the Acordo Ortográfico but it’s the least popular change in the AO for obvious reasons, and even people who usually take care to follow the new rules tend to rebel on this one. I feel like I’ve written about this before but I can’t find it now, so here’s a Ciberdúvidas article for anyone who isn’t familiar.

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A Feel For It

I don’t really know what the rule is here, so was expecting at least one to be knocked back but got them all right first time. I suppose it’s one of those things where reading books just makes it “feel right” in a particular order.