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Uma Tarde No Hospital

Ontem de tarde tivemos um grande choque que felizmente não durou muito tempo. A minha filha anda com gripe desde quarta-feira. Hoje na hora do almoço, começou a sentir uma grande dor de barriga e o corpo abanou violentamente. Coloquei a mão na testa dela e foi claro que tinha uma temperatura elevada. Telefonei ao médico e marcámos um compromisso para uma hora depois. O médico pareceu preocupado. Avaliou a sua saúde – temperatura, dores, pulso – e anunciou “é provável que esta moça tenha apendicite. Deve ir para hospital sem adiar!” Fomos para casa para buscar a mãe e também vários pertences necessários (telemóvel, carregador de telemóvel, auscultadores para telemóvel… E talvez uma escova de dentes também) e fomos embora para o “A&E” (o departamento de urgências do hospital). Lá fizeram mais testes. A essa altura, a Olivia tinha vomitado e depois melhorou muito. O médico de urgência disse que ela não tem apendicite e que pode voltar para casa. Todos nós ficamos muito aliviado. Passámos 2 horas a ser aborrecidos até a morte* mas o resultado foi óptimo. Não havia necessidade para cirurgia e a nossa linda macaquinha é perfeitamente saudável (apesar da gripe mas que importa o gripe?)

*=Literally “Bored to death” but it’s not a Portuguese expression. You can say “morto de fome” or “morto de medo” so maybe “morto de aborrecimento” would fit, suggests Heron (a Brazilian). But beware the literal translation.

Thanks Heron & Larissa for help with corrections

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1986

I keep seeing Nuno Markl post stills from his new show “1986 A Serie” which looks like a slice of eighties nortalgia set against a backdrop of politics from the day. I hope it’s good and that I am sharp enough to actually understand what’s going on!

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Fizeram Alguns Erros

Well, I said the other day I was going to do more grammar exercises and that’s just what I’ve been doing. I’m well into “Gramática Aplicada” and I have found two mistakes in an exercise on subjunctive verbs.

As you can see, I’ve use Infitivo Pessoal in both the first and second sentences. The answers given both use P de C though. It seems to be an error. Both would be right if you chucked a “que” into the original sentences. Worse, the second one is in third person plural instead of second person singular. I checked with two actual Portuguese people to confirm I was right before dashing to social media to brag shamelessly though.

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IGLC

I’m doing the Instagram Language Challenge (#IGLC) in Augsut.  Monday is video day so here’s a video I made, describing a book I bought.

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Três Livros

I’m still writing a lot of Portuguese on Instagram. Here’s one of the larger posts, which I have copied onto iTalki for corrections

Hum, estou numa reunião de nerds aqui em Londres e parece que, sem tentar, adquiri três livros impressos por editoras** independentes. “The White Road” foi fornecido gratuitamente na mala de boas vindas quando chegámos*** mas li a capa e não acho que terá nada para elogiar. “The Royal Sorceress” tem um enredo interessante mas os comentários e classificações no Goodreads não superam 3 estrelas. Mas “Europe in Winter*” deve ser melhor. Já conheço o autor (apenas através das redes sociais) e creio que escreve bem. O género**** dele é ficção científica que se passa na Europa dum futuro-próximo, depois do desmoronamento da União Europeia e da maioria dos seus países. Desde a publicação temos visto o referendo aqui no Reino Unido, vários partidos de extrema-direita ganharam votos altíssimos nos próprios países e o ressurgimento da Rússia novamente beligerante. Por isso, o livro pode ser um pouco presciente. Hum… Pensamentos sérios. Há algo mais feliz? O autor assinou a capa também. Woo-hoo!

notebook_image_823791*=It’s actually called “Europe in Autumn”. I think I must have been thinking of “The World in Winter” by John Christopher, which is a really nice piece of old-school speculative fiction.

**=I wrote “imprimadores” which is definitely wrong. There is a word “impressora” for printer but of course, even in english, we don’t call a company that produces books a “printer”, we say “publisher” and that tranlates as “editora”

***=All my corrections dropped the acute accent,but I think that’s a Brazil/Portugal thing and it’s OK.

****=Corrections all changed the acute to a circumflex, but I think that’s another Brazilian thing.


Thanks to Danilo, Larissa and Thaís for the corrections

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Tradução

notebook_image_823103I recently tried to translate the first paragraph of “The Porcupine” by Julian Barnes” into Portugese. It was a real struggle because of the high literary style. Anyway, the result was quite interesting because it shows that there’s more to transation than just constructing grammatically correct versions of each sentence in turn. The corrections I got back were all right, in the sense that they were free of errors, but the result was stilted and not really reflective of the original. For reference, Larissa wrote her own translation, in Brazilian Portuguese, to show how a real native speaker would express it.

So here’s the fixed  version of the original

O velhote estava de pé tão perto da janela do sexto andar como permitiu o soldado. Lá fora, a cidade estava estranhamente escura; cá dentro, o poder fraco do candeeiro de secretária deslizou ligeiramente da orla metal dos seus óculos. Era menos elegante do que tinha suposto o militar: o terno dele estava amassado por baixo e o resto dos seus cabelos loiros surgiam de forma duns penachos*. Mas a sua postura mostrou confiança e mesmo havia uma certa pugnacidade na maneira em que o seu pé foi colocado na linha pintada. Com cabeça inclinada, o homem ouviu enquanto a manifestação das mulheres serpenteou pelo centro estreito da capital que tinha liderado durante tanto tempo. Sorriu para si mesmo.

And here’s Larissa’s

O velho permaneceu o mais próximo da janela do sexto andar quanto lhe permitiria o soldado. Lá fora, a cidade estava anormalmente escura; dentro, a luz de baixa voltagem da luminária de mesa refletia fracamente nos aros metálicos de seus pesados óculos. Ele era menos elegante do que esperava o militar: o terno estava amarrotado nas costas e o que ainda restava do seu cabelo cor de areia movia-se em tufos. Apesar disso, sua postura era confiante; havia até mesmo certa agressividade no modo que seu pé esquerdo permanecia firmemente plantado na linha pintada. Com a cabeça ligeiramente inclinada o velho ouviu o protesto das mulheres que seguia pelo apertado centro da capital que ele havia comandado por tanto tempo. Ele sorriu para si mesmo.

And finally, here’s a line-by-line comparison of the two with Larissa’s in red and mine in blue. I’ve italicised the words that I think (I might be wrong) are not generally used in European Portuguese “por padrão”, but the rest should be basically just a more natural, fluid way of describing the scene in the novel.

O velho** permaneceu o mais próximo da janela do sexto andar quanto lhe permitiria o soldado.

O velhote estava de pé tão perto da janela do sexto andar como permitiu o soldado.

Lá fora, a cidade estava anormalmente escura; dentro, a luz de baixa voltagem da luminária de mesa refletia fracamente nos aros metálicos de seus pesados óculos.

Lá fora, a cidade estava estranhamente escura; cá dentro, o poder fraco do candeeiro de secretária deslizou ligeiramente da orla metal dos seus óculos.

Ele era menos elegante do que esperava o militar: o terno estava amarrotado nas costas e o que ainda restava do seu cabelo cor de areia movia-se em tufos.

Era menos elegante do que tinha suposto o militar: o terno dele estava amassado por baixo e o resto dos seus cabelos loiros surgiam de forma duns penachos.

Apesar disso, sua postura era confiante; havia até mesmo certa agressividade no modo que seu pé esquerdo permanecia firmemente plantado na linha pintada.

Mas a sua postura mostrou confiança e mesmo havia uma certa pugnacidade na maneira em que o seu pé foi colocado na linha pintada.

Com a cabeça ligeiramente inclinada o velho ouviu o protesto das mulheres que seguia pelo apertado centro da capital que ele havia comandado por tanto tempo.

Com cabeça inclinada, o homem ouviu enquanto a manifestação das mulheres serpenteou pelo centro estreito da capital que tinha liderado durante tanto tempo.

Ele sorriu para si mesmo.

Sorriu para si mesmo.

 

*=Penachos might be OK for “tufts” but it seems a bit touch-and-go.

**=Velhote seems to be specific to Portugal. On the other hand, the Brazilian “O Velho” is slightly dismissive in Portugal. Alternative phrases are “pessoa de idade” or “idoso”

 


Thanks Sofia, Larissa, Andre, Vitor and Natan for help with the corrections

 

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Progress half way through the year

I’m getting quite a lot of study time in the bank but still find myself frustrated at the lack of progress. A lot of this is down to the fact that I have a pretty bad memory generally, but I definitely could be using the time better. I’m writing a lot and reading a lot but not putting myself through the hard stuff: learning vocabulary and challenging my grammar with written exercises. I need to do a lot more of both because my written texts are starting to sound like newspeak with the same basic words put together with “not” or “very” instead of using interesting synonyms. I’m still aiming for an exam at the end of the year but can’t decide whether it should be a better B2 or really stretch for the C1, which would need a hell of a lot more work in the next 4 months or so.

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O Tempo Na Minha Terra

Ora bem, a Grã Bretanha, a minha terra, o país do meu nascimento, vamos falar do teu clima. Porque tens tantas nuvens? Aqui estamos no final de Julho e mal tenho visto o sol durante o mês inteiro. Por quê? Os tomates na horta ficam verdes e as abóborinhas ainda estão pequeninas. Deixa o sol brilhar por favor!

 

And a useful phrase that was used in the iTalki corrections: “Podia ter sido pior” which seems to mean “It could have been worse”

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A Consertar O Barco

Hoje de manhã, devia de desfazer um barco para prepará-lo e transportá-lo para a regata deste fim de semana. Tive que retirar as armações porque se não o barco não encaixa no reboque.

 

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Infelizmente, um dos quatro parafusos ficou enferrujado e quando virei a chave hexágonal, o buraco aumentou, e para resumir uma longa história, não pude desapertá-lo. Dois engenheiros agradáveis apareceram e ofereceram ajuda durante uma hora (são anjos!). Utilizámos uma serra para fazer um novo buraco para uma chave de parafusos. Utilizámos uma lima para mudar a forma e assim conseguirmos desapertá-lo com alicates…. Mas para resumir mais uma história igualmente longa, não conseguimos. Afinal tivemos que usar um outro método para colocar o barco no reboque. Ah que pena!

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A Senhora do Tempo

Talvez já saiba que ontem foi anunciado o nome do décimo terceiro Doutor no série “Doctor Who”. Ou seja “da décima-terceira Doutora” porque o nome foi o duma actriz, a Jodie Whittaker.
Ela é uma actriz muito boa, que tem aparecido em Broadchurch com mais um Doutor outrora, o David Tennant.
Muitas pessoas ficaram desarrazoadamente* e surpreendentemente zangados por a decisão.

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Não sei porque. O doutor é um extraterrestre que tem trocado a sua forma 12 vezes até já. O seu inimigo, O Mestre, passou de homem para mulher. Por que não o Doutor também? Sem dúvida quando um personagem bem popular faz uma mudança, é difícil para os fãs. Eu ainda tenho saudades do Doutor dos anos setenta, o Tom Baker. Na minha imaginação, o Doutor usa um chapéu castanho e um cachecol comprido e colorido. Mas neste caso, o efeito está mais poderoso porque há elementos do sexismo misturado com a saudade. As redes sociais estão cheias de queixas.

* I’m told this word (which means “Unreasonably”) isn’t really used but I’m leavin’ it in anyway!