Well, I’m not staying up till past midnight to fight this so I guess I’ll have to settle for second 😭

Well, I’m not staying up till past midnight to fight this so I guess I’ll have to settle for second 😭

I watched a YouTube video yesterday about the French language, which turns out to vê useful for Portuguese too. She was taking about the use of the phrase bien fait. It literally means “well done” but although it is sometimes used to mean that as part of a larger sentence, when it’s used in its own, it doesn’t carry the same significance as it would of an English person said “Well done”. In other words, if you see a French person makes a heroic effort, saves a kitten from drowning, say, getting soaked in the process, bien fait is not the phrase you need.
The reason is that they use it to mean “serves you right” or “you got what you deserved”, so our heroic kitten-rescuer in the previous paragraph would think you were mocking her or saying she deserved to suffer through dampness because of being so reckless as to try and save a kitten.
So this morning I was reading Winepunk (a sci-fi short story compilation based on an alternative history of the Monarquia do Norte in the early twentieth century) and I came across this passage

“Among them, the engineer sees scores of war-wounded, still in uniform. [Bem Feita] for signing up in the hope of an ephemeral moment of glory”
It’s pretty obvious from. The context that “bem feita” here means the same thing as bien fait: “It serves them right”. He thinks the war wounded deserved to be injured for signing up to the army in pursuit of glory.
Still battling on with Duolingo. The race to the top os pretty brutal though. I’ve been playing one-up with another learner for a few days but last night someone came out of nowhere notching up about a thousand pints in a day and going ahead of both of us by about 600. I’ve been trying to catch up all morning but I’ve got about 10 more exercises to go and my brain is broken.

Pensei em construir umas prateleiras para os vasos que temos cá na horta mas as lojas onde se vende madeira estão fechadas. Felizmente um javardo qualquer abandonou alguns móveis partidos, incluindo uma cama desfeita do lado de fora do clube de remar, ao pé da lixeira, portanto consegui roubar… Hum… Reciclar… algumas peças que achei que serviriam para o meu projecto.
Começámos por separar as lâminas. Alguém ajudou-me mas nem quer estar nas fotos… Depois, cortámos as pranchas em pedaços com uma serra e usámos pregos e parafusos para construir prateleiras à face de uma moldura.
Mas por que é que precisamos de colocar os vasos nas prateleiras? Boa pergunta!
É assim: no ano passado uma raposa escolheu a rede sobre o nosso canteiro de morangueiras como a cama preferida dela e cagou por todo o lado. NOJENTO!
Mas neste ano, já chega. Lamento que tens que dormir e deixar cocô noutro lugar, Senhor Raposo.

[Original blurb: Interestingly, the guy who corrected this made as many mistakes as I did. He changed “onde se vende madeira” to “onde se vendem madeira” which is bollocks and “Senhor Raposa” to “Senhora Raposa”, perhaps assuming that all foxes are female just because the word raposa is feminine. Weird. Well, confusing gender with sex is a peculiarly twenty-first century affliction, I suppose.]
OK, OK, apparently what I should have done was change Raposa to Raposo to specify that it was a male fox. Actually, I have no idea, but I was picturing…

And when a native Portuguese teacher looked at it she found I’d made more mistakes than the Brazilian guy had found so it’s not true that he made as many mistakes as I had. I apologise to him and to all Brazilians for this terrible slander.
It’s interesting though: the word for fox is “raposa”. If you look at the Wikipedia article it doesnt even mention there being a male form of the word, and usually if there are two forms the male form takes precedence but I guess that isn’t always true and there must be animals ending in A who have less-known male forms too.
*googles*
Águio seems to exist but Google asks “Será que quis dizer: Águias“
Girafo goes straight through to girafa but there are a few references to Girafo from other languages (afrikaans?) and a Brazilian twitter account of that name too.
Tartarugo goes straight through to tartaruga (and, by the way, spellcheck wants to correct it to tartaruga when I write it too.
Ugh… My head hurts. Its early and I haven’t had coffee and I can’t deal with this shit now.
I seem to be doing a lot of language work since quarantine started. I’ll let you decide whether that’s a sign of how productive you can be while staying the fuck at home provided you also log the fuck off twitter, or a sign that I’m one of those people who insists on having a routine but that routine turns into an obsession. I’m getting up between 6 and 7 most days and running through some exercises on Duolingo before starting work. I’ve decided to start learning Scots Gaelic now, just because I fancied something a bit different and I’m from there. I’ve also been doing French to try and revive my dormant vocabulary, and that’s going quite well. The nipper is joining in with that one. I’ve even reversed my usual policy by having a crack at the Portuguese module: it’s mostly stuff I already know, even at the highest levels, but of course it corrects me when I write things in a European way and makes me write them in a Bolsonaro-approved stylee, which is exactly why I’ve always avoided it, but I feel like I’m at the stage now where I know the difference and won’t get muddled as a result. Oh but the accent though, fam. Valha-me Deus! Studying three languages simultaneously isn’t as confusing as I expected it to be. I’m finding my brain cam compartmentalise them fairly well.
Anyway, I might have got a bit competitive about it… I’ve lost and regained first place in my league 4 times today!

Oh and I’ve been learning the ukulele too. Classic case. LOOK AT ME I’VE GOT A ROUTINE!!! I’ll be taking up knitting next.
Será que alguém no site se lembra “restaurantes”? Tenho saudades deles. Eram parecidos com a casa do meu avó, mas em vez de uma velha há uma equipa de pessoas vestidas de branco que cozinham os pratos e trazem-nos* para a mesa. Não se lembram? Bem, perguntam a alguém mais crescido.
Ontem, vi um vídeo antigo, gravado antes da quarentena, em que um “chefe de cozinha” (acho que este senhor era um género de super-herói ou padre) fez um Bacalhau à Brás. Infelizmente, como estava doente de um delírio, em vez de batatas, andava a usar outros ingredientes como abóbora, cenoura branca e carne de macaco.
*=interesting switch from imperfect to present here. “They WERE like my granny’s house but instead of an old lady there IS a team… that COOKS the dishes and BRINGS them” feels a bit wrong but the person who corrected this on italki was sure it was right.

Carlos Paião foi um cantor e compositor português. Apesar de ser licenciado em medicina, Carlos Paião foi um cantor e compositor português. Apesar de ser licenciado em medicina, virou para música e teve grande êxito com esta nova carreira. Em 1981, venceu o RTP Festival de Canção com “Playback” que acabou por terminar em décimo-oitavo lugar no Festival Eurovision da Canção*. A sua composição mais conhecida é “Pó de Arroz” mas também escreveu músicas para Herman José (“A Canção do Beijinho“**) e Amália Rodrigues (“O Senhor Extra-Terrestre”) entre outros.
Faleceu em 1988 num acidente de trânsito quando dirigia para um concerto, mas as Faleceu em 1988 num acidente de trânsito quando dirigia para um concerto, mas as circunstâncias do seu morte foram polémicas porque não era claro quem deveria ser responsabilizado. Continuo a ser um artista influente após a sua morte.
*=A propósito, 1981 foi o último ano em que o Reino Unido ganhou o prémio (Bucks Fizz: “Faça a Tua Escolha”), se não conta 1997, ano em que o concurso foi ganhado por Katrina & the Waves (com “Amor, Acende Uma Luz”), uma banda que vem dum sitio que não pertence ao Império Britânico desde 1776
**=That’s what Rita Marrafa de Carvalho is singing in this clip.

Na época de pandemia, todos nós levamos um dia de cada vez, mas há quem goste de fazer projectos para não ficar preso num ciclo interminável de domingos.
O abacate é o fruto do abacateiro como toda a gente sabe. É nativo da América do Sul, mas é possível (com atenção e sorte) cultivá-los até na Europa do Norte. Como a maioria dos frutos, tem uma semente lá dentro. A semente é um caroço quase esférico. Arranja 3 paus tal como os palitos para os dentes e enfia-os através da casca do caroço: imagina que o topo (a região ligeiramente pontiaguda) é o Polo Norte, coloca-os um pouco acima do “equador”, equidistante, um dos outros. Ou seja, furar Los Angeles, Tripoli e Xangai.
Mataste os cidadãos todos? Boa. Depois, enche um frasco (tal como um frasco de compota) com água, e mete os palitos por cima do aro da jarra para que o Polo Sul fique mergulhado (cuidado pinguins!) no oceano de… pois, estiquei demasiado esta metáfora, não é?
Mete o frasco num sítio soalheiro. Mudar a água do frasco de vez em quando para não haver mofo no caroço. Mantém o fundo molhado e o topo seco. Após duas ou três semanas, irás ver raízes no fundo do caroço e algum tempo depois irão aparecer as folhas. Logo que a planta atinja 15 centímetros, passa-a para um pote com composto. Deixa o lado superior da semente visível e forneça-a com muita água e sol.
Notes for an extended video book review and wiffling about the Marques de Pombal.
Hoje vou falar sobre este livro “A Vida e a Obra do Marquês de Pombal” de José Barata. É uma biografia fina e básica. Acho que o autor tentou fazer uma hista equilibrada. Não é um elogio do homem mas também não entrou a matar. Parece que quer ser justo mas não sou especialista e não sei se ou não sucedeu.
Fiquei com vontade de ler depois de ouvir e ler várias coisas sobre esta figura histórica durante o meu projecto de aprender história portuguesa.
Antes de ler, não sabia muito sobre o M de P. Já sabia que estabeleceu a cidade de Lisboa quando foi destruído pelo terramoto de 1755, que fez uma decreta contra escravidão que acabou finalmente com transportes de escravos para o Reino, e lançou algumas reformas na esfera de educação, e ouvi a minha esposa a dizer que era uma desgraçado maluco (ela disse “crazy bastard” porque esqueceu-se falar português) mas é isso mesmo. Do lado escuro do Marquês é que não sabia nada. Há uma teoria de história que diz que, quando um país precisa de fazer uma grande mudança, é necessário que haja um “homem forte” que pode forçar o país transformar-se. “homem forte” é a palavra eufemística para este tipo de pessoa quando apoiamos as polícias deles, mas a outra palavra é “ditador” e escolhemos a palavra que depende dos nossos preconceitos. Claro está que este homem era um ditador, quer apoie quer não, e claro está que fez erros, abusos do seu poder e provavelmente crimes. Não quero o julgar pelos valores de hoje em dia, confesso que gosto de alguns objectivos seus, mas lá está.
Tenho algumas dúvidas que ofereço com humildade porque este livro é mesmo básico e ainda por cima é possível que perdi alguns pormenores, mas cá para mim, havia algumas pontos puouco claros.
Por exemplo, vamos falar do execução, do modo mais sangrenta e injusto da família Távora, que era o pior acto na biografia. Antes de mais, não tinha certeza se ou não uns membros da família realmente tentaram assassinar o rei, ou se devemos acreditar que o Marques tentou incriminá-los para apagar os seus rivais
De qualquer maneira nunca pode ser justificado matar a família toda, mas vou pôr esta questão para o lado porque, a maior dúvida que tenho é o seguinte: quando vemos o balanço deste crime, quanto devemos culpar o M de P, e quanto culpa merece o próprio rei Dom José 1. Porque parece muito improvável que o rei perdoaria alguém que tentou matá-lo. Os reis de qualquer país costumam de lidar com assassinos com mãos de ferro e de forma geral, as opiniões dos outras não lhes importam muito. Quiçá o M de P não merece a culpa toda. Mas não tenho certeza. Ouvi que Dom José era indeciso e deixou o Marques controlar tudo. Quem sabe? Se calhar disse “alguém tentou matá-me hoje mas não quero fazer nada. Irei assistir esta caixa e ficar à espera de alguém inventar o Netflix. Seja à vontade fazer o que queiser ó Marques”. É possível mas não sei. Parece igualmente provável que o rei deixou o povo culpar o Marques para não ser enlameado pelo acto de vingança.
Tinha algumas dúvidas menores. É difícil imaginar quão bem as ordens de Reis e políticas transmitem-se aos funcionários que as executam e por isso o “grande homem” de história leva sempre mérito e censura que, as vezes não merecem. Mas… Ao final de contas, fiquei com a impressão que o M de P é um exemplo dum fenómeno bem conhecido aos leitores de história inglesa. Existe um livro chamado “1066 and All That” de W. C. Sellar and R. J. Yeatman, que é uma história humorística de Inglaterra. No percurso, diz-se várias vezes “He was a bad king but a good thing” ou seja “Era um mau rei e uma boa coisa”. Este livro deixou-me como mesmo sentimento para o M de P. Como homem, não era muito simpático, mas durante a sua carreira, aumentou a vida do país: abrandou a influência da Igreja sobre educação, desenhou uma nova cidade nas ruínas da velha, ajudou leva cabo à escravidão. Deixou um país melhor… A menos que o teu nome é Távora.
Mas sei menos que nada.
Cada história tem dois lados e por isso quero agradecer José Santos por ter me enviado este livro. Chegou anteontem. É um romance histórico, nem uma verdadeira história mas acho que é baseada em factos verídicas e por isso lê-lo-ei na próxima vez que me apetece aprender mais história portuguesa. Muito obrigado.
Quite interested to see this word “esquerdoide” or “esquerdoido” pop up a few times on Portuguese language twitter on both sides of the Atlantic. It seems to be the equivalent of the word “leftard” used by obnoxious maga types. It’s used in more-or-less the same way: identify some stupid thing said or done by one person or a small group of people on the other side. If it’s apocryphal or even if you just made it up, it doesn’t matter much. Then generalise that to characterise everyone in the other party as sharing the same opinion and being a bunch of leftards /esquerdoidos who aren’t smart like what we is. Sad.

The guy in the original tweet here is some Bolsonaro fartcatcher, so in American terms, this is like – I dunno – Stephen Miller, or Zac Goldsmith in the UK, mouthing off and one of their supporters jumping in and going “Yes, yes, they are all crazy aren’t they! Shit in my mouth please” or whatever people say when they wholeheartedly support the government in the face of all the evidence and are willing to let them get away with absolutely anything.
Side-note. “Coringa vírus” is presumably a reference to the movie Joker which is called Coringa in Brazil.