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What Kind of Futlery Is This?

Today’s text in the Writestreak subreddit is a masochistic attempt to translate a single sentence from Judith Butler, who is extremely influential these days despite – or rather because of – the convoluted, opaque style in which she buries her ideas. The sentence (which I’ve screenshotted below) won an award for bad writing, so I’m going to suggest the correctors just not bother trying to correct my translation and turn it into good Portuguese. Nobody should do any work in the dead time between Christmas and New Year. I’m just doing this for a laugh, really.

A passagem desde uma conta estruturalista no qual o capital é compreendido a estruturar as relações sociais em modos relativamente homólogos para um uma vista de hegemonia na qual as relações de poder estão sujeitas à repetição, convergência, e rearticulação trouxe a questão de temporalidade dentro do pensamento sobre estrutura e marcou a mudança desde um tipo de teoria Althusseriano que toma totalidades estruturais como objetos teóricos até a um no qual as perspectivas sobre a possibilidade contingente de estrutura inauguram uma concepção renovada de hegemonia como estreitamente ligada com is sítios contingentes e estratégias da rearticulação de poder.

Genderbollocks source

UPDATE 1: there is a copy of the book available on Bertrand so some poor sod actually had to produce a rendition of this sentence for real.

UPDATE 2: the ever-helpful Dani Morgenstern decided to correct it anyway, despite my saying it wasn’t worth the effort. Here’s what she suggested:

A passagem de uma conta estruturalista no qual o capital é compreendido a estruturar as relações sociais em modos relativamente homólogos para um uma vista de hegemonia na qual as relações de poder estão sujeitas à repetição, convergência e rearticulação trouxe a questão da temporalidade para o pensamento sobre estrutura e marcou a mudança desde um tipo de teoria Althusseriano que toma totalidades estruturais como objetos teóricos até a um no qual as perspectivas sobre a possibilidade contingente de estrutura inauguram uma concepção renovada de hegemonia como estreitamente ligada com is sítios contingentes e estratégias da rearticulação de poder.

Well, that’s not so bad. I only added three additional mistakes to this train-wreck.

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Grammar Police

I spotted this on twitter and was pleased to find that I understood what he was annoyed about

The headline writer has got in a mix-up between two tenses. He could have gone with the imperative “habituemo-nos” (let’s get used to wearing masks) or made a pronoun sandwich with the future tense “habituar-nos-emos” (we will get used to wearing masks) but he’s instead tried to put the pronoun in the end of the future tense and people are riled up.

Regular readers and grammar nerds might remember the terms for these positions. When the pronoun goes on the end of the verb it’s caller “ênclise” and when it goes in the middle, its called “mesóclise”. The missing third term is próclise, where the pronoun goes before the noun. The rules are set out here if you want some good, solid grammar broccoli for the day.

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Christmas in Lazytown

My epic quest for advanced certification rumbles on, with over. A hundred days behind me, doing daily exercises, writing texts and tweeting. I’ve given myself a break on the reading aspect of this over the difficult few days between Christmas And New Year though because it’s a weird period and I feel like I need a rest and some nonsense so between now and New Year I’ll allow myself some indulgent English language reading.

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Some Corrected Texts

A few recent texts with corrections below each. These are mostly pretty short since I didn’t want to give the correctors too much work over Christmas

Perder Um Streak.

A minha filha perdeu o seu Streak no Duolingo. Está a aprender francês. Usou o app todos os dias* durante 426 dias, mas esqueceu-se ontem. Eh pá.. Dói-me o coração….

*dammit, another one where I keep mistranslating. For “every day”, I keep writing “cada dia” (each day) when I should write “todos os dias” (all the days)

Feliz Natal.

Votos de um bom Natal** para todos. Espero que o Pai Natal traga tudo que vocês desejam.

**the capital letter is important.

Catolicismo.

Hoje de manhã, abri o Twitter, aquele sítio de opiniões equilibradas e cuidadosamente consideradas e deparei-me num tweet antigo. Uma mulher afirmava “não te podes considerar português não sendo católico”

O tweet é isca, claro, mas fez-me pensar um pouco sobre religião e identidade. O catolicismo constitui uma grande parte da cultura e da história do país (a isca é isca precisamente porque contém um grão de verdade) mas qualquer definição da nacionalidade que não inclua Viriato (de um lado da cronologia) nem Saramago (do outro) é evidentemente limitada de mais.

There was a little discussion in reddit about the influence of Catholicism on Portuguese culture, and how even those who consider themselves anti-catholics are to some extent influenced by it, which is all true, no doubt, but I think the original tweet I’m referring to isn’t saying that: I think she’s specifically trying to assert that any protestants or Muslims or Jews or atheists resident in the country will always be outsiders. In short, I think she was being a bit of an arsehole. To what extent that was pure trollage, or to what extent her tradwife persona is real, I don’t know, but taken on its face, it just seemed obnoxious.

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Fun and Games

My favourite Trivial Pursuit question at today’s family get together was when my brother asked me “What language is spoken by a Lusophone?” Hm, let me think about that one….

I hope yours was as good, that you had a happy Christmas, and that 2022 will be less of a pain in the bum than the last couple of years.

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Diário Dos Dias da Peste

Diário Dos Dias da Peste

Estou a ler um livro chamado “Diário dos Dias da Peste“. Trata-se duma antologia de coisas interessantes, insólitas ou fora do comum. José Pacheco Pereira é curador duma biblioteca de tais curiosidades e durante o auge da pandemia, partilhou alguns exemplos com os membros. Partilha agora os mesmos exemplos connosco. Têm pouco a ver com a pandemia. O livro não esclarece nada sobre os dias de hoje. Se houver iluminação que conseguimos retirar deste livro, é só a seguinte: é incrivel ver a evidência de tantas tendências espantosas pelas quais a humanidade passou ao longo dos anos, e podemos imaginar que isto também há-de passar: venha o que vier, não há nada assim tão mau. Um dia, a crise actual também irá encher uma gaveta no arquivo do senhor Pereira e  os nossos bisnetos vão ver boquiaberto e mal acreditarão.

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Gló-ó-ó-ó-ó-ó-ria Hosanna in Excelsis

Whoop! Cheguei ao meu centésimo texto no subreddit Writestreakpt sem falhar* um dia!

Glória, the first ever Portuguese series on Netflix
Glória

Terminei, dois ou três dias atrás, a série Glória, que é nada mais nada menos que a primeira série portuguesa na Netflix. É incrível. Não é perfeita (=não é o Breaking Bad) mas é uma série que vale mesmo a pena: bem escrita, com um elenco de bons atores, um realizador hábil e um enredo repleto de tensão.

A história decorre em Glória do Ribatejo, em 1968 em plena guerra fria. A CIA, em parceria com o governo da época, está a transmitir notícias, entretenimento e propaganda aos países comunistas, mas entretanto o PIDE e o KGB têm os seus próprios motivos para espiar nos membros da equipa. Ao mesmo tempo, claro está que a sociedade portuguesa tinha os seus próprios insatisfeitos naquela altura, principalmente os membros das forças armadas que, daí a 6 anos, (spoiler alert) derrubariam o Estado Novo.

Vemos, então, uma história centrada num lugar anormal, que não representa bem a sociedade dos anos sessenta, mas muitos fios importantes na situação política encontram-se aí representados no fundo da série.

É muito difícil para nós estudantes ouvir o diálogo e compreender tudo mas existem legendas em PT-PT que ajudam muito. No meu caso, depôs de rever o primeiro episódio (uma vez não foi suficiente para compreender quem era quem e quem torcia pelos comunistas e blablabla!), fiquei com entendimento o suficiente para entender o resto da série.

*=i keep using “pular” in situations like this. On Internet sites, “pular anúncio” means “skip advertisement” but it’s a Brasileirismo. Portuguese people don’t use Pular in that sense.

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A Casa No Bosque

A Casa No Bosque é parte* dum par de livros escrito por Susana Morais, dona do site “Portuguese Lab”. Este foi escrito para estudantes do nível B2 (intermédio) e o outro é mais básico, de nível A2. Ambos têm áudio e alguns exercícios para estimular a compreensão. É curto (o áudio é quase uma hora), portanto é um conto, não um romance.

A Casa No Bosque (B2)

Muitas histórias educativas acabam por ser aborrecidas, mas Susana Morais escreve muito bem e a história é engraçada. Contudo, confesso que não prestei atenção o suficiente aos nomes das personagens portanto perdi o fio da meada. Vou ouvir novamente e anotar a nome de cada pessoa à medida que é dita.**

*I tried to day it was “one of a pair” but that’s not a thing, apparently

**And I did and it made a lot more sense in the second pass when I understood why some of the other characters were there. It really is good. I definitely recommend it and the A2 equivalent. I mentioned them in a post a few days back.

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O Manifesto Sononista

Participei em mais uma aula de história ontem. Como sempre, os professores falaram dos eventos mais importantes da história de Portugal, como a reconquista da Península Ibérica por um exército sob a liderança de Karl Marx, a fundação do país por Dom Karl I, a vitória contra os espanhóis na batalha de Aljubarrota, durante a qual um jovem padeiro chamado Karl Marx matou sete castelhanos que se tinham escondido no seu forno, e a primeira viagem de circum-navegação do mundo por Karlão de Marxalhães.

De qualquer maneira, houve uma mulher que dormiu durante a aula inteira,desde o início ao final. Normalmente, os professores pedem aos alunos para silenciar os microfones mas esta senhora deixou o dela ligado. Portanto, de cada vez que ela roncou ou respirou profundamente, o Zoom, achando que ela disse alguma coisa, trocou a imagem do professor para a da senhora adormecida. Eu não conseguia parar de rir.