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Imprensa Nacional Casa da Moeda*

Imprensa Nacional Casa da Moeda

Durante a nossa estadia em Coimbra, Deparámo-nos com** uma loja chamada Imprensa Nacional Casa da Moeda. Comprei um livro e falei com o empregado ao balcão. Era um dos melhores tipos de portugueses: os que não falam inglês com ingleses(1). Achei que a INCM era uma simples editora*** mas não é: foi formada por uma fusão da imprensa nacional (cuja função**** é imprimir documentos oficiais, formulários, leis e tal) e a casa da moeda, que cunha as moedas e as notas do estado. Também disse que a INCM se responsabiliza por preservar a língua portuguesa. A seleção de livros nas prateleiras era incrível, com títulos que desconhecia*****, e havia moedas comemorativas, com imagens da Ana Moura e do artista Vhils (Alexandre Farto) entre outros.

(1) estou a brincar: os portugueses que falam inglês são muito acolhedores e agradeço-lhes pelas suas reações simpáticas mas não deixa de ser uma chatice para nós que viajamos para lá praticar falar português. É por isso que dizia sempre que sou dinamarquês.

You can read more about a INCM here.

*I wrote this ages ago and made such a cock-up of it that I didn’t even spell the name right. The shame! The shame!

**I keep using this verb, deparar, wrong. I have a list now with all the things u get habitually wrong and this is on it!

***Adjective before noun is more emphatic.

****I used “cargo” for a duty or responsibility but that’s something a person has, not a company.

*****I like that there’s a whole verb that means “to not know about”

Posted in Portuguese

Quarentugas

Quarentugas
Quarentugas de André Oliveira e Pedro Carvalho

Acabo de ler o “Quarentugas” que é uma coleção de histórias aos quadradinhos* que tiveram a sua origem no Instagram durante os primeiros meses da pandemia e que conta histórias de indivíduos e famílias em pleno isolamento durante os dias mais negros do nosso passado recente. Apesar do estilo da banda desenhada ser simplíssimo, tive a impressão de os escritores gostarem de palavras mais elegantes porque o nível de vocabulário é ligeiramente mais elevado do que normal.

As histórias são divertidas, ainda que às vezes o humor seja cru, e as ilustrações são bem executadas. Gosto muito e lamento que não tenha ouvido falar da conta antes. Teria sido uma boa diversão durante o ano 2020.

* Using Histórias aos Quadradinhos and Bandas Desenhadas in the same text is a bit odd. You’d usually stick to one or t’other. In Brazil, a BD is often referred to as an HQ apparently (Lord knows why – those two letters sound pretty clunky in Portuguese), but there it stands for Histórias em Quadrinhos (note the shand of spelling from “quadradinhos” (PT) to “quadrinhos” (BR) as well as the pronoun shift…. Banda Desenhada is definitely the better expression so it’s probably safest to ignore the other completely rather than remember the variants.

As usual, thanks to Dani for correcting this text.

Posted in English

Linguistics

Hello! Well, I have been quiet for a few days after a long, long time of consistent language learning and consistent banging-on-about-it on here. We went to France and I had to squeeze my brain into French mode and its taken me a while to get back into the right frame of mind to get back to work on Portuguese. I’m actually still jointly reading the French translation of Six of Crows with my daughter so I’m going to be twin-track for a few weeks to come, but at least I’m starting the ball rolling again.

The Story of Human Language by John McWhorter

I’ve also just finished listening to this course about languistics, presented by John McWhorter who is an author and the host of the Lexicon Valley podcast as well as being an accomplished academic in his own right. He really brought the subject alive. I’ve been interested in the development of language for ages and enjoyed seeing how some of my pet theories, derived from learning Portuguese, French and Scots Gaelic, lined up with current ideas formed by people who actually know what they’re talking about. Portuguese is mentioned a few times, both in its relation to other romance languages and in its role as a source languages for creoles and pidgins in areas where Portugal’s empire spread its influence. Of course, knowing about linguistics doesn’t make you better at speaking another language but I feel like it adds an extra dimension to the experience and I’d definitely recommend it if it’s not something you’ve already tried. It’s on Audible’s free list, meaning if you’re a member you can just listen without spending precious, precious credits.

Posted in English, Portuguese

O Limerick

I enjoyed this as a challenge. And let me pass along the challenge to you, gentle reader: can you write a Limerick in Portuguese? Whack it in the comments and show me what you’ve got. All entrants win a free subscription to Luso Premium. That’s like ordinary Luso except you are allowed to read it out loud to yourself in a Michael Caine voice.

Um Limerick é um poema humorístico com 5 linhas. A primeira, a segunda e a quinta linhas rimam umas com as outras e a quarta rima com a terceira. Desafiei-me escrever um Limerick em português. Desculpem – acho que contem asneiras…

Havia um jovem do Porto
Cujo pénis era bastante torto
Mijou de maneira errada
Salpicou a tomada
Por isso o homem é morto*

*Apparently “é um homem morto” sounds more natural but I liked the rhythm better like this so I’ve left it.

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Amor de Perdição

Really reading a lot of graphic novels and comics at the moment. I tried to listen to the audio of this a while ago but it’s much easier in this format! Thanks to Dani for the corrections.

Amor de Perdição

Decidi ler um clássico da literatura portuguesa, nomeadamente o Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco, porque sou um intelectual, mas escolhi a versão banda desenhada porque ser intelectual é difícil. A história é uma tragédia de amor, parecida com o Romeu e Julieta. Dois jovens, membros de famílias rivais, apaixonam-se. O homem tem sangue quente – é igualmente raivoso e orgulhoso e mete-se em apuros a cada cinco minutos. Até mata um empregado do pai da rapariga, o que complica tudo ainda mais. Não quero dar spoilers mas não há um final feliz o desenlace é igual ao da peça de Shakespeare, mais ou menos. A banda desenhada conta a mesma história de um modo mais acessível e a arte é bastante boa.

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Rugas – Paco Roca

Rugas de Paco Roca
Rugas

Li mais uma banda desenhada logo depois d’O Segredo de Coimbra. Rugas foi escrito em espanhol, se não me engano, mas já vi vários leitores portugueses a ler e a curtir a versão traduzida. A história tem muito em comum com o enredo do filme “Voando Sobre Um Ninho de Cucos*” mas é mais pacata. O protagonista é um banqueiro reformado que chega a um lar de** idosos. Receia a possibilidade de ficar perdido por causa da sua doença mental. Um outro internado, (que corresponde ao papel desempenhado por Jack Nicholson no filme) tenta ajudar os menos sortudos a manter a sua independência, mas ao mesmo tempo não hesita em tirar partido da sua inocência. É uma personagem interessante: caótico mas com coração de ouro. Os quadrinhos são bem desenhados e a história bem contada. Li com muito prazer.

*One Flew Over the Cuckoo’s Nest has a Brazilian and a Portuguese translation. In Brazil it’s “Um Estranho No Ninho”

**A home of old people, not a home for old people!

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O Último Ano em Luanda – Tiago Rebelo

Today’s review is about a historical novel called O Último Ano em Luanda (the Last Year in Luanda). I’ll link to the papery book here but as I say in the review, I used the audiobook and I was really impressed by the narrator’s clear, uncomplicated reading voice so I’d defintely recommend it for a confident, intermediate level learner.

Thanks to Dani for the corrections

O Último Ano em Luanda
O Último Ano em Luanda

O Último Ano em Luanda é um romance de Tiago Rebelo que eu “li” com os ouvidos. O enredo tem lugar durante os últimos anos do império português – antes e depois da Revolução dos Cravos. Os protagonistas mudam-se para Angola apesar do movimento de libertação estar a ganhar força. O marido é um piloto que ganha dinheiro a fazer contrabando, mas a situação militar, o caos do retorno dos portugueses e os laços dele com os rebeldes levam a família até à beira do desastre. O livro tem a atmosfera dos filmes clássicos americanos sobre a guerra do Vietname. O suor, o terror, a falta de lei e ordem. Todos se combinam numa história incrível, e a narradora lê numa voz nítida, o que ajuda muito!

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O Segredo De Coimbra

First of a series of reviews of books I’ve read recently. Thanks to Dani for the corrections.

O Segredo De Coimbra
O Segredo De Coimbra

Esta banda desenhada serve principalmente como veículo duma exposição dos vários tesouros científicos armazenados na universidade: aparelhos experimentais fabricados durante a infância do nosso conhecimento do mundo físico. Um pesquisador  obcecado com espelhos e a “anamorfose” agenda uma reunião com um professor do Gabinete de Física. Os dois falam-se e o historiador conta a história de um príncipe, preso numa ilha. O príncipe está a ser enganado pelo seu conselheiro, que usa as mesmas ilusões óticas usadas nos aparelhos científicos que aparecem nos quadrinhos. Acima de tudo, é óbvio que o autor do livro estava fascinado pelo espírito de inquérito daquela época.

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🇫🇷Other Places

Well, I’m back on blighty, as you’ll know if you’ve been following my series of updates from Coimbra and Porto. We’re off to France in a week or so for a proper holiday, so now I’ve got a week to brush up on the language they speak there which is called… What? “Frenge”, I think. Something like that. I used to be pretty good at it but obviously the language-learning part of my brain only has so much room and a lot of it has been filled up with Portuguese so it’s pretty hard to make myself understood these days.

Like Portugal, France has a lot of wildfires in summer and there are some near(ish) to where we’re staying, so we’ll just have to hope the place will still be standing when we get there.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Epílogo

Acordámos às três e meia da manhã. A minha filha estava de trombas mas isso não é assim tão surpreendente tendo em conta o pouco que dormimos*. Partimos para o aeroporto. O voo correu bem, sem problemas e chegámos em casa às onze. Fico tão contente por ela ter curtido tanto as férias, mas estamos ainda mais felizes por estar na nossa casinha.

*i originally wrote that she hadn’t had much sleep but “ter pouco sono” but sono means sleepiness as well as actual sleep, so usually means “to not be very sleepy”, and the way I had expressed it didn’t really work.