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Corrected Texts

Written work
Typewriter by Florian Klauer (*)

My big push towards C1 mastery is going pretty well. I’ve finished two small books, half way through a bigger one, and I’ve been writing one full text and a few tweets each day, as well as doing an exercise from the textbook. In the spirit of I’m-doing-my-homework-online-and-you-can’t-stop-me-mwahahaha, here’s a catch-up on the texts I’ve done for far with marking notes.

Props due to all the teachers in r/writestreakpt for the help.

Rivalidades entre Adolescentes:
Uma amiga da minha esposa escreveu no Facebook que a filha dela já passou as férias todas na cama depois de ter caído enquanto fez "crowdsurfing" num festival.
Entretanto, uma colega dela, do mesmo ano, depois de fazer os exames acabou de ganhar uma competição de ténis.
Pois bem, uma competição entre escolas?
Não. O US Open

Sem erros, apparently 🙂

Sadly I didn’t do so well with the rest

O Que Gosto de Assistir em Português:
Hum, se não me engano, a palavra "assistir" tem um significado ligeiramente diferente em Brasil. Em Portugal, é mais usado no contexto de salas de concertos, estádios de futebol e lugares assim mas os brasileiros dizem "assistir à* televisão" Ora bem, adoro assistir concertos musicais. Infelizmente há poucos hoje em dia, mas temos bilhetes para um espectáculo da Dulce Pontes em Novembro aqui em Londres. Oxalá não haja** mais um aumento na taxa de casos neste filho-de-pandemia durante o resto do ano porque eu estaria de coração partido se perdesse esta oportunidade!

*I forgot televisão was feminine

** I used the subjunctive future here: “God willing, there won’t be a rise…” but the correct tense was subjuntcive present.

Perder Peso, Acrescentar Palavras Novas
Há algum tempo, mudei a língua padrão do meu telemóvel para português porque queria me acostumar à língua num contexto quotidiano. Ao fazer isto, forcei-me a pensar em Português. Recentemente, comecei uma dieta porque a minha barriguinha está cada dia mais um barrigão. Abri o aplicativo Samsung Health e vi que todos os alimentos listados estavam escritos em português. Isso não me surpreendeu de todo mas o que me admira mais era isso: embora achasse que já sabia os nomes de quase todos os alimentos, porque fazem parte do vocabulário básico de qualquer curso da língua, havia muitas coisas na minha "ementa pessoal" que eu desconhecia: damascos, broto de feijão*, molho de soja e passas**, por exemplo. Então, pergunto-me: será que as listas de vocabulário são limitados ou sou eu que sou "queque" e não como alimentos normais.

*=Broto de feijao turns out not to be a thing in Portugal and this probably shows up a weakness of this sort of online learning: some of the options are brazilian. I wrote another text about it later which you can find with a few scrolls down there 👇

**=Originally “uvas passas” which I’ve seen, but I think “passas” is the more natural way of saying “raisins”

This next one is a response to a brazilian guy who thought portuguese people were being snobbish about grammar

Gramática Transatlântica
Como falante de inglês, acho que os portugueses têm mais conhecimento da gramática brasileira do que têm brasileiros da gramática europeia por causa da tua indústria televisiva, ser maior e mais poderosa do que a de Portugal. Mas concordo que ouvi alguns portugueses nas redes sociais a desprezar o seu modo de falar. Faz-me lembrar do relacionamento entre o meu país (Reino Unido) e um país qualquer no lado oposto do Oceano Atlântico. Não é preciso mencionar o seu nome mas os habitantes falam a "nossa" língua e lançam mais filmes e mais séries e têm mais artistas musicais do que nós e impõem os nossos valores, ritmos de falar e ortografia a nós. Portanto o nosso único mecanismo de defesa é rirmos da sua ortografia, sotaque, tendência de votar em presidentes cor de laranja etcetera para mantermos o nosso respeito próprio. Então, concordo contigo até certo ponto. Claro que todos nós temos uma obrigação de ter respeito pelos outros, mas países pequenos olham para os seus primos no novo mundo com uma mistura de inveja e admiração e às vezes fazemos piadas por causa disto. "LOL, eles escrevem Colour sem u" dizemos nós, e "Por que raios é que não usam um agudo quando escrevem Pára" dizem os portugueses. É natural, desde que não se torne malicioso.

(mas eu não sei qual é a origem da sua reclamação - isto não é uma defesa de qualquer comportamento mal educado)

Only boring mistakes here, from lack of attention.

Um Ingrediente de Culinária Chinesa
Mencionei "broto de feijão" num outro texto mas ao que parece foi um erro - ou pelo menos um brasileirismo*. Não consegui encontrar uma melhor tradução portanto irei descrevê-los na esperança de alguém entender o que estou a dizer! (imagem aqui)
Para fazer estas... coisas, precisamos de germinar os feijões para que a raiz e umas folhas emerjam da semente. Este processo leva uns cinco dias, mais ou menos mas vale mesmo a pena porque dá numa comida gostosa e saudável.
Colocar os grãos de feijão num frasco. Tapar o frasco com tecido (há quem use um pedaço de tule mas prefiro um saco de vegetais reutilizável com malha fina) segurado com um fio ou um elástico de borracha. Deixa entrar uns copos de água da torneira e depois inverter o frasco até a maioria da água se afastar.
Repete este procedimento de enchimento e esvaziamento 3 vezes por dia. Em breve, as cascas dos grãos partem-se e as raízes aparecem. Crescem dia após dia até o frasco estar cheio de rebentos**.
Usam-se com arroz ou com massa chinesa ("noodles") e vegetais tal como cenouras, couve chinesa e cebolinhas, salteados num "wok" (um frigideira com fundo redondo) com um molho picante tal como o molho agridoce***.

*=Brazilian words

**=Beansprouts. This is what I should have said instead of “broto de feijão” in the text about food logging ☝️

***=Sweet and sour

O Meu Tweet
Escrevi um tweet hoje. Fiz alguns erros? É uma paródia dum fado bem conhecido. Escrevi depois de resumir* o meu almoço (estou a tentar perder peso)
Oiça lá ó senhor abacate
Vai responder-me** mas com franqueza
Por que raios é que tens tantas calorias
És um fruto pá, deixa de me engordar.

*=The person who marked it changed this to “acabar”, but I’m trying to say I had been logging my food, writing up the ingredients so I can work out how fat I am going to get.

**=This line got changed to “Responde-me com franqueza” in the correction, but it’s based on a song called Oiça lá ó Senhor Vinho so I’m keeping as it is.

Vacinem-se!
O meu irmão conhece um jovem por volta de 30 anos (no meu mundo isso é jovem!) que recusou ser vacinado porque blablabla, vocês sabem as justificações de sempre. Já adivinhaste o final desta história trágica? Claro. Está numa cama no hospital. Não sei se este gajo é uma negacionista. Talvez tenha o medo de agulhas, sei lá, mas por qualquer razão, a sua vida está em perigo porque não chegou a engolir o sapo da vacina.
Vacinem-se!

Not much to say about this one.

A Filosofia
A minha filha está a estudar a filosofia. Começou por ler um livro chamado Sophie's World (O Mundo de Sopfia). Ela faz os seus julgamentos sobre cada filósofo baseados quase exclusivamente na suas opiniões de mulheres. Isto não é um exemplo de jovens serem "woke" mas sim uma regra geral: se alguém mora todos os dias numa cidade ou numa povoação onde 50 por cento dos habitantes são do sexo feminino mas não é capaz de entender que estas pessoas são seres humanos, diferentes dos homens*, sim, mas com capacidade igual de pensar... Raios, até estás filósofo pá?

*=Different from, not different to. Rare exmple where I shoud have used the expected preposition instead of overthinking it.

Dia de Reflexão
Hoje é dia de reflexão em Portugal. Tanto quanto entendo, isso significa que é um dia sem campanha, sem publicidades durante o qual os eleitores podem pensar nos factos antes de votar...? É isso? Ouvi falar deste tipo de pausa antes de eleições noutros países (Austrália?) mas não sabia que existia em Portugal também. É uma boa ideia. Precisamos de um dia desses. Não me quero meter na política de outros países mas acho que os Estados Unidos também precisam de alguns dias de reflexão antes das suas eleições. 365 devem ser suficientes*.

*= I really didn’t expect this to be plural. It’s a period of time. But in portuguese, its plural because multiple days.

Mundos Imaginários
Se eu vivesse num universo fictício, preferia que fosse o mundo literário de Blandings. Sim, eu sei, a maioria de pessoas querem viver num futuro com robôs, novos tipos de medicina, naves e o iPhone LXXXV (que seria uma grande desilusão por ser igual ao LXXXIV) mas cá para mim estas maravilhas "desbotam"* quando leio um livro de PG Wodehouse. Os enredos dele desenrolam-se num mundo onde não há violência, nem traição, nem adultério, nem depressão. Enfim, não há dificuldades graves nenhumas; os heróis concretizam sempre os seus objectivos pelos seus esforce e um monte de sorte mas os antagonistas, apesar de estarem vencidos, não sofrem destinos assim tão penosos. O milionário preconceituoso** não consegue casar com a protagonista feminina mas encontra uma mulher mais apropriada, capaz de tratar dos maus hábitos dele e que compartilha o seu amor de golfe. Cada fio da história acaba por ficar atado, toda a gente fica feliz e tudo vai pelo melhor, no melhor dos mundos possíveis. É isso o meu paraíso.

*=I was aiming for something like “they pale in comparison”. This isn’t a portuguese expression but the corrector liked it and said it worked

**=preconceituoso not preconceito

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BRK – Filipe Pina e Filipe Andrade

BRK
BRK… SMH

Por que raios comprei este livro? Já sabia antes de comprar o primeiro tomo (lançado em 2007) que aina não existe a segunda parte, portanto eu provavelmente nunca saberia como se desenrola a história, mas ouvi falar do livro numa lista do “Top 15” de BD* portuguesas (https://vinheta2020.blogspot.com/2020/10/top-15-as-melhores-bds-portuguesas-de.html?m=1) o BRK vinha em segundo lugar, antes das aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy e depois d’A Balada para Sophie. Então, vale a pena? Não vale. Os desenhos têm graça mas não são consistentes**. A história não faz sentido. Há buracos no enredo do tamanho do Poço Iniciático. Precisa de mais esforço para concretizar a história como deve ser e depois, desenhar o resto da saga!

* Acronyms don’t get pluralised. One BD, Two BD

** This correction surprised me, I suppose because i think of two things being consistent together as a single system, if you see what i mean, so I didn’t see the adjective as needing to be pluralised. Anglophone thinking.

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Sísifo – Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni

Sísifo – Ensaios obre A Repetição em Sessenta Saltos By Gregório Duvivier and Vinicius Calderoni

#BRAZILIANPORTUGUESEKLAXON

Oi galera, estou escrevendo um comentário sobre um livro brasileiro embora eu aprenda português europeu. Blz!

Eu já conheci a obra de um dos autores, Gregório Duvivier por causa de uma conversa pública com Ricardo Araújo Pereira e ouvi falar dos seus programas televisivos. A cara é legal!

Neste livrinho, os dois rescrevem o mito de Sísifo, mesclado com outros fios culturais: Hamlet, a crise ambiental, memes, o teatro do absurdo. Nas palavras do Duvivier “‘A história se repete’ dizia Marx, ‘a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa’. Acrescentamos ‘a terceira vez como um gif'”. Para mim, esta explicação vale o preço do livro em si. Fez-me rir “kkk” disse eu. uh-oh, vem aí o cancelamento. “kkkkkk”, acrescentei, porque três cás* só não dá para ganhar amigos no mundo anglófono.

Apparently in Brazil K is written “cá”, not “capa” which makes sense because cácácá sounds like laughter whereas capacapacapa just sounds like a bunch of rooks fighting over a bag of chips.

Sísifo
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A Morte do Papa – Nuno Nepomuceno

A Morte do Papa (Nuno Nepomuceno)
A Morte do Papa

O dramaturgo russo Anton Chekov disse uma vez “Se no primeiro ato colocares uma pistola na parede, no seguinte ela deve ser disparada” , mas os escritores de thrillers portugueses modificaram este princípio: “Se no primeiro ato colocares uma pistola na parede” dizem eles, “no seguinte ela deve ser disparada contra o Papa”.

Ou talvez seja só impressão minha depois de ler este livro e o Vaticanum de José Rodrigues Dos Santos.

Disponibilidade: Bertrand / Kobo ebook / Kobo audiobook

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Um Escritor Islandês

Today’s text is about Halldór Laxness, who was discussed on the Backlisted podcast. I got two corrections and I’ve put some notes at the bottom, some of which have some pretty interesting nuances of the language in them.

Halldór Laxness, public domain image from Wikipedia
Halldór Laxness

A minha esposa uma vez leu um livro de Halldór Laxness, um escritor islandês. É quase desconhecido em Inglaterra mas ganhou o Prémio Nobel de Literatura há décadas.
Ora bem, estava eu* a escutar o meu Podcast que já mencionei num outro texto quando um dos apresentadores falou de uma visita que tinha realizado** à Islândia. Numa excursão*** , um guia turístico indicou uma casa e afirmou “Aquela é a casa do nosso vencedor do Prémio Nobel, Halldór Laxness. Será que há alguém que conheça esse nome?”
O apresentador respondeu “Conheço. Já li um livro dele”
“A sério?” admirou o guia. “O senhor é o primeiro turista que ouviu falar dele, muito menos que leu um livro dele!”
“Oh”, exclamou ele. “Fico com tão orgulhoso!”
“Não”, replicou a guia. “Eu é que fico orgulhoso”.

Gosto muito**** desta história porque mostra bem o orgulho que os leitores de qualquer país sentem pelos melhores autores nacionais. Portugal tem Saramago (mais um laureado!) , Pessoa e Camões, nós temos Shakespeare, Dickens e Pam Ayres*****, e os islandeses têm o seu próprio Laxness.

*I originally wrote “eu estava” but that comes across as too colloquial and reversing the order comes across as better. It’s hard to relate this to anything in English so it might just be one of those things you need to get used to.

**Realizar has a meaning that just about exists in English but isn’t really used very often: it’s to make something real. You’ll occasionally hear about someone “realising improvements in…” productivity of fitness or whatever it might be, but that’s unusual. We tend to use realise to mean something like “perceive” or “understand”, and I think the Portuguese meaning probably makes more sense.

***Originally “Enquanto lá estava” (while he was there a tour guide pointed…) but the corrector pointed out this comes across as a clash, because “enquanto lá estava” indicates an extended period of time but the pointing only happened once. I think you could get away with it in English so part of me feels this might be a tiny bit “picuinhas” but maybe it sounds worse to Portuguese ears so it’s probably worth avoiding this kind of construction.

**** I originally wrote “tanto” on place of muito, but “I like this story so much because…” doesn’t really fly I’m Portuguese. I should have known. Its a relatively modern way of speaking in English. I don’t think we’d have said that in the eighties, say, it seems like something that we’ve picked up from watching American TV more recently.

*****Writers of equal stature. I will die on this hill.

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Os Adolescentes

Today’s text is about teenagers and their sleep patterns. Dani Morgenstern helped me with the corrections and there are a few footnotes at the bottom.

Alguém me disse* que os adolescentes precisam de dormir até ao meio-dia porque os cérebros deles estão a desenvolver-se ou algo do género. Sou cético quanto a tais afirmações. Na minha opinião, todas as pessoas** são únicas e os seus hábitos e comportamentos surgem por motivos mais complexos. Por exemplo, quando era jovem, queria ficar acordado depois da hora da hora de dormir dos meus pais para estabelecer a minha própria independência, tipo vida noturna. E identifico algo de semelhante*** na minha filha que tem dezasseis anos. A tendência pode ser ainda mais forte hoje em dia porque temos de ficar em casa a maior parte do tempo, portanto ela tem menos liberdade. Ainda por cima, existem tantos aparelhos e dispositivos. Tenho toda a certeza de que se existissem o Netflix e as redes sociais quando eu era adolescente, eu nunca teria dormido antes das seis**** da manhã!

Estou aqui na sala de estar, a pensar nisto enquanto a minha filha dorme.

* Alguém is attractive so the pronoun goes before the verb.

** i wrote “pessoas em geral” as a literal translation of “people in general” but that’s not very idiomatic.

*** algo de semelhante – it needs the de, you can’t just say “something similar”, it has to be “something of similar”

**** quick reminder that although I usually write all numbers out in full for practice – like the Dezasseis in this passage, the correct form is to write any number higher than 12 as a number, so if you’re doing anything where it matters, such as an exam, make sure you remember that.

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Os Vídeos Velhos

Today’s text is pretty short and maybe a tiny bit sentimental. Corrections by Dani Morgenstern. Thanks.

Ontem, vasculhei as* minhas pastas à procura de vídeos e fotografias duplicados. Encontrei montes deles, apaguei-os e acabei por libertar muito espaço no disco.

Mas durante o processo, deparei-me com muitos vídeos da minha filha. Esqueci-me de tantos momentos preciosos na vida dela, mas a câmara nunca se esquece.

*=Vasculhar is like “rummage” but unlike rummage it doesn’t need “in” after it as I originally wrote. I just rummaged my folders!

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A Pronúncia

Today’s written work is abiut the accent in the Azores. Thanks for the corrections teafvigoli

Ai, que obra desafiadora. Apesar de ter tentado muitas vezes, não é nada fácil entender o sotaque açoriano. Ouvi dizer que o sotaque madeirense é difícil também. A minha esposa sempre fica frustrada por causa dos funcionários do consulado que fingem não entender as suas palavras mas na minha orelha não é assim to diferente dos sotaques continentais.

Por outro lado este sotaque no vídeo é quase incompreensível. Sem as legendas eu não seria capaz de entender patavina. Mal acreditaria que seja sequer português. Soa francês.

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O Vírus de Schrodinger

Practice text, with corrections from teafvigoli (thank you!). I’ve added some notes at the bottom.

Há uns dias, eu e a minha esposa ficámos com sintomas dum resfriado: narizes constipados, espirros, tosses , cansaço. Não nos preocupamos assim tanto porque havia muito pólen e muito calor e achávamos que era algum tipo de febre de feno, combinado com falta de sono.

Mas a minha esposa recebeu uma notificação do NHS (sistema de saúde nacional inglês) que disse que ela tinha entrado em contacto com alguém com o covid 19 4 dias antes. Pediu um teste PCR. Dois dias depois, sabemos com certeza que ela estava com o vírus. A família inteira está vacinada (embora a filha ainda tenha um dose só) portanto o nosso risco é muito reduzido mas ainda assim, levamos a doença a sério.

Eu pensei, ah, se assim é, os meus sintomas* devem ser por causa do mesmo vírus. Pedimos mais dois testes (um para mim e um para a macaquinha), fizemo-los**, mas os resultados voltaram negativos.
Para mim, isso não bate certo. Se eu não tivesse o vírus, a única explicação seria que eu apanhei um resfriado no mesmo dia que ela apanhou o covid e nós dois viviamos juntos no mesmo apartamento sem transferir os nossos vírus*** um ao outro, nem à nossa filha. Parece-me mais provável que tenha estragado o teste de qualquer maneira. Mas não tenho certeza.

Em ambos os casos, preciso de ficar em casa mas acho que preciso de agir como se tivesse o vírus porque é mais seguro assim.

* Sintoma (symptom) is one of those nouns ending in -a that come from Greek and take masculine pronouns.

** Fazer testes, not just for school tests but even when when it’s a test kit like this – you do it, you don’t use it.

*** vírus has no plural. Not viruses, not viri.

A useful idiomatic phrase here is “mais vale prevenir que remediar” (prevention is worth more than cure) as I was reminded in the comments!