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25 de Novembro

O dia 25 de Abril de 1974 é bem conhecido como o dia em que a ditadura Salazarista foi derrubada mas hoje é o aniversário dum outro dia 25, nomeadamente, o dia 25 de Novembro de 1975. Nesse dia, um movimento de forças armadas pôs fim ao Processo Revolucionário Em Curso, que parecia estar em rumo a uma ditadura de outra cor.

Crise de 25 de Novembro de 1975

Quanto mais leio sobre a década de setenta, mais admiro como Portugal saiu daquela época de transtorno e com uma democracia estável apesar de os extremistas de ambas as alas políticas querem controlar o país.

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Alcina Lameiras

Tarot

Alcina Lameiras era uma personalidade televisiva durante os anos noventa. Há poucas informações sobre a carreira dela na Internet e ainda menos vídeos mas tanto quanto eu consegui constatar, ela… Dava notícias sobre o futuro através de… um telefonema…? O único vídeo que encontrei foi um anúncio promovendo uma linha telefónica que “funciona todos os dias a qualquer hora”. Não tenho certeza mas não acho que ela fosse uma apresentadora com o seu próprio programa mas apesar disso, a gente do Twitter lembra-se dela e uma pesquisa dá luz a posts de Guilherme Duarte e entrevistas com Fernando Alvim nos quais ela é mencionada. Como perguntou o Senhor Duarte, “O que é feito dela?”

Na mesma altura, cá na Inglaterra, havia um crescimento de tais charlatães devido ao decreto lei de 1993 que pôs fim à antiga tradição de queimar os bruxos. Tínhamos a nossa Mystic Meg mas acho que Alcina é lembrada com mais afeto.

Dani, who kindly marked this, tells me there’s was another tarot reader at the same time called Maya who was a bit more showy. Alcina was less self-aggrandizing so people look back on her as more genuine… insofar (and this is me editorialising now) as someone whose job is saying nonsense can ever be regarded as genuine.

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Bird, Baby, Bird, Pisco Inferno

Lembras-te do pisco-de-peito-ruivo?
Depois de eu ter escrito o texto de ontem, o pássaro ficou ainda mais valente. Esvoaçou do topo da janela até ao candeeiro e daí de volta à cortina e pela janela fora. Que lata!

Robin
I mean, how heavy must he be to tip the lampshade like that?

Após algum tempo, levantei os olhos do portátil e lá estava o pássaro na estante a espreitar os livros. Até me engasguei. Bati as palmas para afastar o meu novo “inamigo”. Mas pelo menos somos ambos fãs de leitura. Talvez tivesse sido um bibliotecário numa vida passada. Há quem não acredite na reencarnação mas não negue à partida uma ciência que não conhece*.

* This is a reference to a TV psychic from the 90s called Alcina Lameiras. I’ll probably do a text about it in a day or two.

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Pisco-De-Peito-Ruivo

Pisc-de-peito-ruivo (Robin)
O Pisco

Thanks for the corrections, Dani Morgenstern and Teafvigoli

Vivemos num apartamento no segundo andar e temos um alimentador de pássaros suspenso acima de uma janela.

Nos anos passados tivemos poucos visitantes. As vezes, um chapim-real faria um pausa no alimentador par comer umas sementes mas mais nada. Num certo ano um pombo lançou uma campanha de comer a ração toda ainda que fosse grande que fazia o alimentador balançar de uma maneira perturbadora, as suas tentativas foram muito divertido. Mas uma esmagadora maioria* de meses passaram sem atividade de lado de fora da janela. Os bolos de gordura permeneceram imbicados. Imbicados? É uma palavra? Pois, agora é.

De qualquer maneira, este ano, um pisco-de-peito-ruivo (também conhecido como pintarroxo, papo-ruivo ou papo-roxo) descobriu o alimentador. À manhã, das 8 para meio-dia mais ou menos, este passarinho aproxima-se à janela, pousa no alimentador, come alguma coisa, e descola na direção da janela. Bate no vidro com as asas e pernas e depois mergulha abaixo, desaparece durante uns minutos.

No início, achámos que o homenzinho queria entrar no apartamento. Mas após algum tempo começamos a perceber que o modo de bater na janela não era assim. Estava a ver o seu próprio reflexão e a interagir com o “outro” pisco, quer a tentar roubar-lhe as sementes, quer a atacar, não sei, mas os piscos são altemente territoriais.

Abri a janela e o comportamento da pisca mudou. Deixou de voar pelo espaço onde havia a janela. Em vez disso, pousa no beiral da janela para espreitar os livros e os móveis e a tralha dos humanos. Uma vez, ficou de pé num regador dentro da janela. Após um minuto, com a sua curiosidade satisfeita, virou-se e voou pela janela fora. É muito fofinho. Espero que isto continue, pelo menos durante algum tempo.

*=this phrase doesn’t really make sense here. It means “the overwhelming majority (of months)”. I just wanted to cram that esmagadora maioria in there somewhere.

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Tense, Nervous Headache

Examples of high-octane verb usage based on a C1 exercise that I really screwed up.

Se ela não chegar, depois telefono-lhe.

Lamento que o seu filho não tenha ido à escola a horas na semana passada.

Não acho que a minha filha queira ir à escola hoje.

Caso ela venha tarde, a mãe dela preocupa-se.

Se ela vier tarde, a mãe dela preocupar-se-ás.

Quando for para a universidade ela terá passado os exames escolares todos.

Oxalá ele veja o filme francês que o professor deu como tpc mas acho que não está nada interessado.

Vou perguntar-lhe como se diz “LOL” em português

Se dissesses aos jovens de hoje que vivias num caixote sem água nem comida em* criança eles nunca acreditariam.

Se me disseres que estás a pensar em estudar apicultura, é garantido que faço um trocadilho qualquer sobre “exames de enxames”.

Há quem traga uma bandeira do UE para o concerto..

Ainda não sei se eles touxeram a amiga da filha com eles.

Apesar de ele já ter feito muitos pudins o de ontem não foi um êxito.

Será melhor se vocês beberem um copo de vinho e se esquecerem de tudo.

Diga eu ou que disser**, não me desatem deste mastro.

Ainda que ela ouça mal, está sempre ao pé de mim de cada vez que abro um saco de ração***.

Lamentamos que o senhor não tivesse pedido ajuda quando a cobra entrou no quarto.

Não repitas o que o pai disse na sala de aula.

Falas tão baixo. Podes repetir?

Ainda não faço ideia de quando ela parte para Edimburgo.

A picture that has nothing to do with Portuguese verb conjugations.
Tense nervous headache? Try conjugatin

*=em, not como. In child, not as a child.

**=I managed to get this doubly-wrong. I wrote “diga ou que eu dizer”

***=I wrote “lata de ração” but ração is dried food. Tinned cat/dog food is “comida de gato/cão”

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Portugueses Na Grande Guerra

Portugueses Na Grande Guerra de Carlos Baptista Mendes

Um dos meus projectos de estimação é tentar aprender mais sobre a história de Portugal. Deparei com este livro durante uma visita à uma livraria online e fiquei interessado porque confesso que raramente ouço falar do facto de que Portugal fez parte do conflito que devastou a Europa durante 4 anos mas fez, mesmo, e não só na Europa mas também em África onde os portugueses lutaram contra as alemães no sudoeste do país na fronteira de Angola e Namíbia por exemplo.

Portugueses Na Grande Guerra (The Portuguese in the Great by Carlos Baptista Mendes)

Quase achei que estava a ler uma sequela ao Auto À República porque os eventos neste livro decorreram logo depois do nascimento da República e tiveram raízes na mesma conferência em Berlim que deu à luz a grande época do colonialismo, a partilha de África que alimentou as rivalidades entre os impérios europeus. Felizmente, neste conflito, os nossos países lutaram lado a lado. “Com os Bretões marchar, marchar!”*

Os contos de heroísmo são narrados na forma duma série de bandas desenhadas e são histórias verídicas, claro. O livro tem prefácio do General Loureiro dos Santos cuja carreira abrangeu vários papéis importantes nas forças armada e no governo do país.

*This is a sort of joke based on the national anthem. I’ll be doing a post about that fairly soon.

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Um Auto À República

Opinião d'”Um Auto À República” de Cidália Fernandes

Este livrinho é um texto dramático – um guião duma peça de teatro que podia ser apresentado numa escola enquanto parte de… Suponho… um programa educativo sobre a cidadania e o crescimento da democracia em Portugal.

Um auto à República

Mas há uma peça dentro da peça. Ou seja as personagens são alunos e a sua professora pede-lhes apresentar uma peça de teatro. Então, eles assumem papéis de pessoas históricas tal como o Rei D. Carlos e o poeta Guerra Junqueiro, e representam a história daquela época, explicando o Mapa Cor-De-Rosa, o ultimato da Grã-Bretanha, e a perda de confiança no papel da monarquia.

O livro foi escrito há 12 anos. O que mais me chamou a atenção foi o seu modo como fala de África. Não só os protagonistas da peça-dentro-da-peça mas até os alunos e a sua professora (que vivia no tempo presente) falam do território disputado como se pertencesse ou a Portugal ou à Grã Bretanha e ninguém perguntou “Hum…e os africanos?”. Não há dúvida que nós ingleses sofremos da mesma cegueira de vez em quando… Acho que hoje em dia um professor de qualquer destes países seria mais cauteloso e lembraria que há mais de um lado – e até mais de dois – em cada história!

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A Metrópole Feérica

Opinião sobre um livro de José Carlos Fernandes e Luís Henriques

Quanto mais livros de José Carlos Fernandes leio, mais gosto do seu modo de criar mundos surrealistas. Nesta banda desenhada, introduzem-se seis cidades imaginárias, cada uma com a sua própria história. Embora seja BD, não é um exemplo típico do género. Os desenhos são arrepiantes e escuros, e existem poucos balões de diálogo, so de narração. É quase uma colecção de contos absurdos, cada um ilustrado com um estilo adequado ao seu assunto.

Para mim, o capítulo mais bem sucedido é o último que reconta a história da torre de babel. Adoro ficção que usa, como base, temas religiosos e este, como o Caim de José Saramago e o último capítulo do Bichos de Miquel Torga é um exemplo excelente, cheio de humor contundente.

A Metrópole Feérica de José Carlos Fernandes
A Metrópole Feérica
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Anatomy of a Dad Joke

My plot to demoralise the Portuguese Republic by inflicting terrible puns on its citizens until they are unable to function continues apace. Here’s one I did yesterday – with a translation and explanation below.

Fui expulso da Sociedade Geográfica por ter insistido que o Terramoto de 1755 foi causado por moluscos marinhos. A partir daí, os sócios recusaram de falar comigo.
Foi um ostrasismo.

So the translation is:

I was expelled from the Geographical Society for insisting that the great earthquake of 1755 was caused by marine molluscs. From then on, the other members refused to speak to me. 
It was an ostracism

It’s probably obvious *where* the pun is. Ostracism is the word that sticks out as unusual. So why is it meant to be funny? Ostracismo is supposed to be spelled with a C, not an S, as I’ve written it. Ostra means oyster and Sismo is another word for earthquake. So… Ostra Sismo.

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Fazer’s On Stun

Another C1 Exercise: uses of Fazer with a preposition

Não te faças de sonso. Diz-me! Passaste ou não passaste? (Fazer-se de = to our on an act – so this first sentence is like “don’t act all coy”)

Não estudei e isso fez com que chumbasse no exame. (fazer com que = to have a consequence. Note the use of the subjunctive after it)

Os meus pais queriam ir de férias durante o período letivo, por isso mandaram um email que a fazer de conta que eu estava doente (fazer de conta = to pretend)

Eu também, fiz por aprender mas não consegui reter nada do assunto. (fazer por = to make an effort)

Precisas de trabalhar e fazer pela vida (Fazer pela vida = to make a living)

Tens febre. Queres uma tigela de canja? O que é que posso fazer por ti? (this Fazer por isn’t really a comound verb. He’s just offering to do something for the person)

Farei um grande esforço para ajudar* o meu vizinho que quer pintar o quarto da filha mas não consegue mover os móveis. (Also not a comound verb. He’s just making an effort to help. This sentence and the one above are good examples of the subtle differences between por and para, I think. You’d translate both as “for” in English but in this case, the person is making an effort in order to help, so you use para, whereas in the previous paragraph you’re doing something as a result of their need, so it’s por)

Quando era sócio do clube de drama, fiz de príncipe da Dinamarca numa peça chamada… Hum… Hamster ou algo do género. (Fazer de = to act like, to represent)

Fiz o relatório da câmara municipal (This fazer de isn’t a compound verb – I just made the report about the local government)

Este texto faz parte da minha aprendizagem de português. (Fazer parte de =to be a part of something)

I feel you, Scotty (image: Swear Trek)