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Apparently, That Was All Wrong

I wrote a post a couple of days ago, based around a joke. I was a bit surprised because the person who corrected my text said that I had made hardly any mistakes and that, contrary to what I thought, the joke worked well because “levar (…) ao jardim zoológico” and “levar (…) para o jardim zoológico” were interchangeable.

Well, that was all bollocks. The person in question was Brazilian and not very “picuinhas” at all. I had, of course, made plenty of errors, and the joke doesn’t work either. Sorry if any of you told it at a party and were met with blank stares. Taking a penguin to the zoo on a visit and taking it to be permanently housed at the zoo are too different in Portuguese for this misunderstanding to arise.

Um agente da PSP viu um homem num carro com 6 pinguins no banco de trás. Fez-lhe sinal para encostar o carro.

– Isto não pode ser, disse o polícia. O senhor tem de levar estes pinguins para o jardim zoológico.

O homem concordou e arrancou em direção ao zoológico.

No dia seguinte, o agente viu o mesmo homem a conduzir na Avenida Almirante Reis* com os mesmos pinguins. Mais uma vez, fez-lhe sinal para que estacionasse e aproximou-se do carro, parando várias vezes para evitar os ciclistas.

– Ó meu senhor, o que é que está a acontecer? Eu disse-lhe ontem que tinha de levar estas aves para o zoológico zoológico.

-Sim, disse o motorista. E curtiram muito. Hoje vamos para o cinema.

*this bit about the cyclists on the Avenida Almirante Reis is irrelevant and I only put not in to demonstrate my familiarity with urban planning controversies in Lisboa.

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O Jardim Zoológico

(This post is completely wrong – I’ve posted an update here and I suggest you ignore this and read that instead!)

Here’s a joke I translated and asked if it worked. The person who marked it said it was fine, but he also offered very few corrections so maybe he’s just an easy-going type who makes allowances. Anyway, the reason I thought it would flop was the difference between “levar ao jardim zoológico” (take them to visit) and “levar para o jardim zoológico” (take them for the long term) would make it hard for a misunderstanding like this to occur. But he seemed to like it so maybe its OK. Try telling it to a Portuguese person and see what their reaction is.

Um agente da PSP viu um homem num carro com 6 pinguins no banco de trás. Indicou-lhe para encostar o carro.

– Isso não dá, disse o polícia. O senhor deve levar estes pinguins para o jardim zoológico.

O homem concordou e arrancou em direção ao jardim.

No dia seguinte, o agente viu o mesmo homem a conduzir na Avenida Almirante Reis* com os mesmos pinguins. Indicou-lhe mais uma vez para se estacionar e aproximou-se ao carro, pausando de vez em quando para evitar as ciclistas.

– Ó meu senhor, o que é que está a acontecer? Eu disse-lhe ontem que devia levar estas aves para o zoológico zoológico.

-Sim, disse o motorista. E curtiram muito. Hoje vamos para o cinema.

*this bit about the cyclists on the Avenida Almirante Reis is irrelevant and I only put not in to demonstrate my familiarity with urban planning controversies in Lisboa.

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Onde – José Luís Peixoto

Onde de José Luís Peixoto

Segundo a sinopse na contracapa, este livro é “difícil de resumir”. Pois, e para um estrangeiro, é difícil de entender! Não tenho a mínima familiaridade com Abrantes, Constância e Sardoal, as três vilas perto de Lisboa sobre as quais José Luís Peixoto escreveu estes textos. Cada um trata de um sítio (um jardim, um outeiro, uma biblioteca, seja o que for) nessa região do país, mas o tema é mais ambicioso do que um simples guia turística. Ao invés disso, o autor tenta abranger temas mais universais. Acho que a experiência de ler o livro teria sido mais enriquecedora se eu tivesse mais conhecimento dos sítios onde os textos têm as suas raízes, mas mesmo sem saber nada, curti dos textos como poesia.

You can find the locations listed in Onde by José Luís Peixoto by rummaging around on Google Maps (this link just shows the three villages, not the sixty odd specific locations discussed on the book)

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Grammar Practice

Verb conjugations and prepositions from Português Outra Vez. The conjugations are easy enough, the prepositions, as usual, are confusing.

Não consigo tratar a Adelaide por “tu” (I can’t call Adelaide “tu”)

Os polícias caíram sobre os assaltantes que foram apanhadas em flagrante (The police fell upon the thieves, who were caught red handed)

A notícia correu em todos os jornais.(The news ran in all the papers)

As traseiras do prédio dão para o cemitério (The rear of the building faces the cemetery)

O Zé é tão parecido fisicamente com o pai. E em matéria de teimosia também sai ao pai. (José is so physically similar to his dad. And as for stubbornness too, he takes after his dad)

Costumo tratar com carinho as minhas empregadas, para que se sintam à vontade (i usually treat my employees with kindness so they feel at ease)

O estudante coreano saiu-se muito bem na prova oral de língua portuguesa (The Korean student did very well in the spoken Portuguese test)

Depois daquele escândalo, o político caiu em desgraça e foi esquecido por todos (After the scandal, the politician fell into disrepute and was forgotten by everyone)

Tento convencer-te mas vejo que não consigo levar-te a gostar de jazz. (I try to convince you but I see that I can’t make you like jazz)

Não resisti àqueles bombons de ginja: acabei com eles em dois tempos (I couldn’t resist those sour cherry sweets: I polished them off in two goes)

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Estes Dias – Bernardo Majer

Estes Dias de Bernardo Majer

Parece-me que não tenho paciência para livros portugueses nesta altura. Ando a ler BD. “Estes Dias” de Bernardo Majer é uma série de retratos de pessoas em transição sem enredos fortes. Em cada um, seguimos a vida do protagonista durante algum tempo e logo a história chega ao fim e começa a próxima. O “ritmo” do diálogo e a lentidão do enredo (na medida que existe) fizeram-me lembrar as BD do Jiro Taniguchi mas falta o foco (e a qualidade dos desenhos) de Taniguchi cujo génio fica nas delongas e no silêncio, que sublinham os pormenores da vida. Ah ah, porque é que estou a fazer esta comparação? Taniguchi é um gigante e quase ninguém chega aos calcanhares dele.  Mas ainda assim, este livro parece estar em busca daquel mesma atmosfera na introspeção das personagens, nas lacunas e nos momentos de reflexão na natureza à sua volta.

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A Rainha Está Morta*

Como já sabem, a nossa rainha faleceu ontem e, assim como a maioria de nós, estou triste e vou demorar um pouco para me acostumar ao “novo normal” porque a rainha era rainha desde antes do meu nascimento – e eu sou um velhote de merda.

She said I know you and you cannot sing

Mas não quero repetir coisas que estão espalhadas por todo o lado nas redes sociais. Há quem escute um álbum famoso dos The Smiths. Isso fez-me lembrar que, em 1986 (?) fui a um concerto dessa banda numa sala de concertos na minha terra. Abriram com “The Queen Is Dead” mas alguém atirou alguma coisa (um copo?) à cabeça de Morrissey (o cantor). Membros da organização levaram-no do palco. Os outros membros da banda saíram logo depois.

Muitas pessoas estavam a cantar “Hang the thrower” (“enforquem o lançador”)

Vinte minutos depois, quando a polícia tinha cercado o sítio, confirmou-se o fim do concerto.

Lembro-me de que o meu amigo estava triste naquele dia por causa da sua namorada ter deixado de ser a sua namorada. Tanto quanto eu sei, eu ainda eram um verdadeiro fã dos The Smiths que ainda não tinha tido uma namorada.

* Definite grey area in the ser/estar dilemma that plagues English learner. We’re usually told ser is for permanent, unchanging conditions and estar for a temporary state. And what could be more permanent than death? But no, it’s estar. Later on she “era rainha”. Why? Being dead is more permanent than being Queen. But it’s because being Queen is a definition of who she is. It’s a defining quality.

In fact you’d be more likely to say “a rainha morreu” but this is a translation of the album so…

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Cabelo cor-de-rosa

Troll

A minha filha foi ao cabeleireiro no fim de semana passado* para pintar o cabelo de cor-de-rosa. Não é uma cor muito forte. Não parece a pantera cor-de-rosa. Nada disso. Fica-lhe bem. Quando eu era jovem, as escolas não permitiam cabelo pintado de cores fora do normal (e não só para nós rapazes!) mas hoje em dia é mais aceitável e, para mim, isso não tem nada de mal.

*I hadn’t really noticed but it’s obvious when you think about it but the gender can work two ways with the weekend. Semana is femimine, but fim is masculine and so is the whole phrase “fim de semana”.

So It can be “o fim dA semana passadA” (the end of last week) or “o fim dE semana passadO” (last weekend)

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End of an Era

It’s a sad day for Britain. I’m touched to see so many people on Portugal paying tribute to our late monarch.

Hoje é um dia muito triste cá no Reino Unido. Fico emocionado pela  comovente reação de tantos portugueses à morte da nossa rainha.

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Imprensa Nacional Casa da Moeda*

Imprensa Nacional Casa da Moeda

Durante a nossa estadia em Coimbra, Deparámo-nos com** uma loja chamada Imprensa Nacional Casa da Moeda. Comprei um livro e falei com o empregado ao balcão. Era um dos melhores tipos de portugueses: os que não falam inglês com ingleses(1). Achei que a INCM era uma simples editora*** mas não é: foi formada por uma fusão da imprensa nacional (cuja função**** é imprimir documentos oficiais, formulários, leis e tal) e a casa da moeda, que cunha as moedas e as notas do estado. Também disse que a INCM se responsabiliza por preservar a língua portuguesa. A seleção de livros nas prateleiras era incrível, com títulos que desconhecia*****, e havia moedas comemorativas, com imagens da Ana Moura e do artista Vhils (Alexandre Farto) entre outros.

(1) estou a brincar: os portugueses que falam inglês são muito acolhedores e agradeço-lhes pelas suas reações simpáticas mas não deixa de ser uma chatice para nós que viajamos para lá praticar falar português. É por isso que dizia sempre que sou dinamarquês.

You can read more about a INCM here.

*I wrote this ages ago and made such a cock-up of it that I didn’t even spell the name right. The shame! The shame!

**I keep using this verb, deparar, wrong. I have a list now with all the things u get habitually wrong and this is on it!

***Adjective before noun is more emphatic.

****I used “cargo” for a duty or responsibility but that’s something a person has, not a company.

*****I like that there’s a whole verb that means “to not know about”

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Quarentugas

Quarentugas
Quarentugas de André Oliveira e Pedro Carvalho

Acabo de ler o “Quarentugas” que é uma coleção de histórias aos quadradinhos* que tiveram a sua origem no Instagram durante os primeiros meses da pandemia e que conta histórias de indivíduos e famílias em pleno isolamento durante os dias mais negros do nosso passado recente. Apesar do estilo da banda desenhada ser simplíssimo, tive a impressão de os escritores gostarem de palavras mais elegantes porque o nível de vocabulário é ligeiramente mais elevado do que normal.

As histórias são divertidas, ainda que às vezes o humor seja cru, e as ilustrações são bem executadas. Gosto muito e lamento que não tenha ouvido falar da conta antes. Teria sido uma boa diversão durante o ano 2020.

* Using Histórias aos Quadradinhos and Bandas Desenhadas in the same text is a bit odd. You’d usually stick to one or t’other. In Brazil, a BD is often referred to as an HQ apparently (Lord knows why – those two letters sound pretty clunky in Portuguese), but there it stands for Histórias em Quadrinhos (note the shand of spelling from “quadradinhos” (PT) to “quadrinhos” (BR) as well as the pronoun shift…. Banda Desenhada is definitely the better expression so it’s probably safest to ignore the other completely rather than remember the variants.

As usual, thanks to Dani for correcting this text.