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José Malhoa

Fazendo os exercícios lacunares no livro “Qual É a Dúvida”, deparei com uma palavra desconhecida que me atrapalhou. O objetivo desta questão especifica era decidir se o substantivo precisa, ou não, de um artigo indefinido (um, uma):

“Tenho ______ Malhoa e…. (blábláblá)”

Acabei por deixar vazio o espaço porque achava que “Malhoa” era uma doença qualquer. Confundi-o com maleita, apesar da letra maiúscula. Mas a resposta certa é “um” porque Malhoa era um artista, portanto “um Malhoa” é um quadro pintado por aquele artista. Igualmente em inglês, os ricos dizem “I have a Picasso on my yacht” ou não sei o que é, não sou Jeff Bezos, mas o importante é que “🇬🇧 a Picasso” e “🇵🇹 um Malhoa” têm a mesma forma portanto não é nada difícil!

Mas quem é este gajo, Malhoa?

Segundo a Wikipedia, o artista nasceu em 1855 e começou a sua formação com 12 anos. Fez parte de uma tertúlia de artistas portugueses chamada “O Grupo do Leão”. Apesar de ser pioneiro do movimento naturalista, a sua obra era reconhecida como sendo muito parecida com a corrente artística impressionista que estava muito a moda naquela altura.

Faleceu em 1933 e foi sepultado no Cemitério dos Prazeres. Existe um museu dedicado à sua memória.

Once again I’m indebted to Cristina of “Say it in Portuguese” for correcting the errors in the original draft

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Vida de Adulta

Vida de Adulta de Raquel Sem Interesse

Li o segundo livro desta autora há 4 meses e tal, e gostei. Este parece-me um livro mais fraco. Admito que não tenho a idade, nem sou do país nem do género, sobre qual ela está a escrever, portanto provavelmente não me devo queixar (!) mas o álbum consistem em BDs curtinhas mas não há nada novo: algumas não têm graça, são apenas “aconteceu isto”… E concordo: Acontece, sim. Há outros que não entendi. O que se passou? O que é esta coisinha no canto do desenho? Mas também há algumas que bateram certo.

Lembra-me a Sarah Anderson, mas também não gosto da Sarah Anderson. Ai, que desmancha-prazeres sou!

Thanks to Cristina from Say it in Portuguese for pointing out the erros I’d made when I posted this the first time

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Sermão de Santo António aos Peixes

Uma portuguesa que leu este livrinho na escola avisou-me para não ler, mas sou teimoso, e ainda bem porque gostei.
Já li muitos livros religiosos em Inglês durante a minha juventude desperdiçada, portanto o estilo não me assustou, ainda que seja ateu.

A história é uma alegoria que acrescenta pormenores à bem conhecida história de São António, que pregou aos peixes uma vez que os moradores da cidade taparam os ouvidos.

O sermão, que o autor coloca na boca do santo, foi muito relevante à situação social em vigor naquela altura e criticou o papel dos colonizadores e missionários no Brasil (contexto que teria perdido se a minha esposa não me tivesse explicado). Em resumo, gostei bastante mas fiquei contente por terminar depois de 60 páginas. Não preciso de mais!

(Thanks to Cristina for the amendments)

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Enquanto Salazar Dormia…

I’m off reddit these days so I’ve gone feral and all my book reviews for the time being are going to be accompanied by the #uncorrectedportugueseklaxon This one is “Enquanto Salazar Dormia” by Domingos Amaral

Este livro é muito interessante. Já sabia, antes de ler, que Lisboa era um covil de espiões mas quanto mais o enredo desenrolou, mais achava que precisava de mais informações, portanto ouvi um outro audiolivro (em inglês) sobre esta época. Com este como pano de fundo, esta história tornou-se mais viva, com tantas referências à história verdadeira da segunda guerra mundial.

Há imensas cenas de sexo rebuscadas, e cada vez que uma mulher entra no âmbito da história, o narrador avalia o tamanho e a aparência dos seios dela o que se tornou irritante depois de algum tempo, mas apesar disso a história é divertida.

Vacilei entre 3 e quatro estrelas mas acabei por dar 3 porque o desenlace roubou tanta emoção dum filme alheio (o Casablanca, que também aparece na capa) e achei este truque um pouco preguiçoso.

Thanks to Cristina for the corrections

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Letter

DAPLE Exercise to write a letter applying to be part of a competition thing that sounds basically like the Duke of Edinburgh’s Award, offering “experiences” to suitable applicants.

Exmo Senhor

Venho por este meio candidatar-me no concurso que a sua empresa está a promover nas redes sociais. Acho a ideia incrível e fico muito entusiasmado com a oportunidade.

Antes de mais, tenho 22 anos*. Trabalho no setor de saúde, tendo terminado a minha licenciatura no ano passado. Sou solteiro, não tenho pessoas a cargo e por isso posso fazer uma pausa na minha carreira sem qualquer transtorno.

Tenho competências no campo de agricultura por causa na minha licenciatura em desenvolvimento de recursos naturais e também compete-nos no campo da saúde, adquiridos durante os últimos dois anos de trabalho.

Parece-me que eu seria o candidato perfeito para as experiências de apoio humanitária e de resolução de problemas. Contudo, sendo aventureiro, também gostaria de desfrutar as outras aventuras. Acabo de me sentar em basa a aprender. Estou cheio de vontade de enfrentar novos desafios. Quero explorar os meus limites. Mas igualmente quero utilizar as minhas competências para desvende os problemas.

Este concurso é perfeito. Não há dúvida nenhuma de que a minha participação será um grande sucesso. Espero que o senhor concorde.

Agradecendo antecipadamente a sua atenção.

*I’m writing from the perspective of past me, because 53 year old me is definitely not up for this!

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Written Work

DAPLE Exam question about technology and work. I can’t even remember how it’s phrased but it obviously set me off on a rant!

Quanto mais velho estou, mais conservador me torno* nesta questão de trabalho e da organização de sociedade. Porque, como a questão diz estamos todos a manter o nosso leque de competências de que precisamos num mercado laboral que está a mudar constantemente. Mas as competências de que precisamos tornam-se cada vez menos úteis. Isto foi ilustrado de forma nítida há uns dias aqui em Londres quando o bilionário americano Elon Musk afirmou que a inteligência artificial acabaria com o trabalho de qualquer forma.

Se fosse otimista veria esta notícia como o pináculo da nossa históriab finalmente a raça humana tem licença oara ficar em casa a ver séries da Netflix escritas e realizadas por IA, com um elenco virtual enquanto um robot nos traz comida feito à mão** (ainda que fosse uma mão de aço!). Podemos viver. O assim-chamado “UBI” (rendimento básico universal), pago pelos impostos sobre*** os lucros das o presas cujos empregados são cem por cento robots.

Mas será que este comunismo o do IA é uma ilusão?

Sendo realista, nada do género aconteceria: os donos dos grandes empresas já nos mostraram que não lhes apetece partilhar os seus lucros. Os ricos irão a enriquecer enquanto a maior parte da popa ao, por mais competências que tenham, perderão o sentido de ser humanos porque o seu papel**** na sociedade não passará de um mero consumidor de produtos.

Acho que precisamos de problemas para resolver e por isso precisamos de trabalho. Espero que o futuro deja mais humano, com Robots a fazer as obras perigosas e as tarefas chatas, e que deixem a criatividade nas mãos de nós, pobres seres humanos que nos somos.

*I like this. I tried to say something like it but sort of made a bollocks of it and this version is much nicer.

**Comida feito à mão for homemade food doesn’t work, it should be comida caseira but I was só hypnotised by the idea that the hand in question was steel that I went for it anyway. This is what happens if you go for the interesting text rather than the boring but accurate text.

***For some reason I find it really surprising that it’s “impostos sobre” and not “impostos em”

****I wrote cargo, but although both words can mean “role”, it’s papel of you’re talking about a role I’m society, and cargo for a role in an organisation.

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Uns Vão Bem e Outros Mal – Fausto

Translation time! This song is fantastic and I love it. I first heard it as a small segment, used as the theme for a podcast called Assim se faz Portugal, hosted by Maria Rueff. the singer, Fausto Bordalo Dias, known simply as Fausto, is a well-regarded artist who has been making music for decades and is still going. He released his first album 5 years before the end of the dictatorship and soon after was drafted into the colonial war in Guinea, but he was a conscientious objector, and he went on to be active politically. And it really shows in this song, from a 1977 album called Madrugada dos Trapeiros (Dawn of the ragpickers).

The song is structured using the idea of a folk dance called a Roda or “Baile Mandado” (guided dance – you can see an example here, which gives you a better idea of what the song is building on), where everyone has their place and they’re being given instructions, but instead of dance steps, what’s happening is the usual round of the poor being oppressed because they are ruled by people from a different class who don’t share their values, but “o baile vai terminar” and I guess there’s a parallel between mandador (The person who calls the intructions at the dance) and the boss, going on in the first verse especially

PortugueseEnglish
Senhoras e meus senhores,
façam roda por favor
Senhoras e meus senhores,
façam roda por favor,
cada um com o seu par
Aqui não há desamores,
se é tudo trabalhador
o baile vai começar.
Senhoras e meus senhores,
batam certos os pézinhos,
como bate este tambor
Não queremos cá opressores,
se estivermos bem juntinhos,
vai-se embora o mandador
Vai-se embora o mandador
Ladies and gentlemen,
Form a circle please
Ladies and gentlemen,
Form a circle please
Each one with their partner
There are no heartbreaks here
If everything is working
The dance will begin
Ladies and gentlemen
Stamp your feet right
in time to this drum
We don’t want oppressors here
If we’re getting on well together
The boss can leave
The boss can leave
Faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão,
folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição,
que eu sou doutra condição
Do what you like
Do what you like
Do what you like
The dead leaf falls to the ground
The dead leaf falls to the ground
I don’t want what you want
I don’t want what you want
I don’t want what you want
Because I’m from a different class
Because I’m from a different class
De velhas casas vazias,
palácios abandonados,
os pobres fizeram lares
Mas agora todos os dias,
os polícias bem armados
desocupam os andares
Para que servem essas casas,
a não ser para o senhorio
viver da especulação
Quem governa faz tábua rasa,
mas lamenta com fastio
a crise da habitação
E assim se faz Portugal,
uns vão bem e outros mal
From old empty houses,
abandoned palaces
The poor make homes
But now every day
The well-armed police
Clear the floors
What are those houses good for
If not for the gentry
To live off speculation
Whoever governs makes a blank slate
But deeply regrets
the housing crisis
And thats how it goes in Portugal
Some do well and others badly
Faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão,
folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição,
que eu sou doutra condição
Do what you like
Do what you like
Do what you like
The dead leaf falls to the ground
The dead leaf falls to the ground
I don’t want what you want
I don’t want what you want
I don’t want what you want
Because I’m from a different class
Because I’m from a different class
Tanta gente sem trabalho,
não tem pão nem tem sardinha
e nem tem onde morar
Do frio faz agasalho,
que a gente está tão magrinha
da fome que anda a rapar
O governo dá solução,
manda os pobres emigrar,
e os emigrantes que regressaram
Mas com tanto desemprego,
os ricos podem voltar porque nunca trabalharam
E assim se faz Portugal,
uns vão bem e outros mal
So many people without work
They don’t have bread or sardines
And they don’t even have a place to live
They wrap up against the cold
Because people ate so thin
Raging with hunger
The government gives a solution
It tells the poor to emigrate
And the emigrantes that returned
But with so much unemployment
The rich can return because they never work
And thats how it goes in Portugal
Some do well and others badly
Faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão,
folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição,
que eu sou doutra condição
Do what you like
Do what you like
Do what you like
The dead leaf falls to the ground
The dead leaf falls to the ground
I don’t want what you want
I don’t want what you want
I don’t want what you want
Because I’m from a different class
Because I’m from a different class
E como pode outro alguém,
tendo interesses tão diferentes,
governar trabalhadores
Se aquele que vive bem,
vivendo dos seus serventes,
tem diferentes valores
Não nos venham com cantigas,
não cantamos para esquecer,
nós cantamos para lembrar
Que só muda esta vida,
quando tiver o poder
o que vive a trabalhar
Segura bem o teu par,
que o baile vai terminar
And how could anyone else,
having such different interests,
Govern the workers?
If that guy who lives well
Living off his servants
has different values
They don’t come to us with songs,
We don’t sing to forget
We sing to remember
That this life only changes
When power is held by
Those who live to work
Hold your partner tight
Because the dance is about to end
Faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres,
faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão,
folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição,
que eu sou doutra condição
Do what you like
Do what you like
Do what you like
The dead leaf falls to the ground
The dead leaf falls to the ground
I don’t want what you want
I don’t want what you want
I don’t want what you want
Because I’m from a different class
Because I’m from a different class
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Apresentação

This is an outline I did for the self introductory piece of the speaking bit at the end of the exam. It’s actually a bit long and even if I had a memory I still wouldn’t want to learn it by rote because it’d sound robotic, but I’ve recorded it to listen over and over again and I’m going to try and at least get an outline of it in my head and try and hit all the points in the right order.

The last line sounds a bit up itself doesn’t it? I want to have something concrete to say to round it off because I tend just to collapse atbthe end and say something lame like “é isso”. I might tweak it though.

O meu nome é Colin. Tenho 54 anos. Sou escocês por nascimento mas quase sempre morei em Inglaterra. Estou casado com uma madeirense e temos uma filha com dezoito anos que está a estudar programação de videojogos numa faculdade na Escócia. Sou consultor de informática. Gosto de correr. Não sou muito desportivo mas cheguei a uma idade na qual fiquei com uma escolha: ou correria para perder peso ou correria riscos de infarto e outros problemas de saúde. A corrida é um desporto solitário e não sou fã de desportos da equipa, portanto a seleção da atividade era fácil. Adoro correr logo de madrugada quando há pouca gente no parque, apenas veados, coelhos, pássaros e outros homens gordinhos de meia idade. Consigo pensar, ouvir um audiolivro, e ver o sol nas copas das árvores. Treino forte e feio para aumentar o meu desempenho, mas é difícil porque como bolos a mais. Pretendo participar na Meia Maratona dos Descobrimentos em Lisboa daqui a duas semanas. Uma vez, consegui esta distância em duas horas mas agora tenho mais dez anos e mais dez quilos e duvido que seja capaz de atingir o mesmo ritmo de corrida.

Comecei a aprender português a sério em 2016, mas já tinha feito algumas tentativas esporádicas anteriormente. Embora a minha esposa fale inglês fluentemente, a sua tia não falava e queria comunicar com ela.

Pedi dupla cidadania em 2019, mas havia um problema por causa da minha residência outrora nos Estados Unidos e o processo foi por água abaixo durante a época da pandemia. Fiz um segundo pedido mais recentemente e estou à espera da resposta. Não gosto de voar e por isso, fui a Portugal poucas vezes, mas visitei Lisboa, o Porto (3 vezes), Coimbra, o Algarve (2 vezes) e a Madeira que é, sem dúvida o meu lugar favorito, e não só porque a minha mulher vivia lá!

Sendo um pouco introvertido, falo pouco com outras pessoas mas gosto de ler, e isso, para mim, é o meu principal contacto com a língua portuguesa: leio muito. Há uma citação de Fernando Pessoa que diz “A minha pátria é a língua portuguesa”. Identifico-me com este sentimento, porque estou a pedir dupla cidadania mas acho que passo mais tempo a ler livros portugueses do que passei no país. É uma situação invulgar.

Às vezes, quando comecei, custava-me muito ler livros como “Bichos” de Miguel Torga (que tem muito vocabulário desconhecido que tem a ver com a vida bucólica), “A Costa dos Murmúrios” de Lídia Jorge (cujo estilo é um pouco denso) ou os livros do João Reis, que é um autor moderno e muito simpático (falamos no Instagram de vez em quando), mas achei o seu humor difícil de entender. Mas fui melhorando cada dia mais e, em 2023, é raro perder o fio à meada. Até me apetece voltar a ler alguns livros que li há anos e mal entendi. Leio qualquer espécie de livro: adoro os livros de Ricardo Araújo Pereira, de Miguel Esteves Cardoso, de João Tordo, e de Djaimilia Pereira de Almeida mas também leio não-ficção: uma Biografia do Marquês de Pombal, a Brevíssima História de Portugal e vários ensaios sobre a língua, a história e a cultura do país. Também li um livro sobre a corrida, escrito pela atleta portuguesa Jéssica Augusto.

Sou membro da Sociedade Anglo-Portuguesa, a qual tem os seus encontros lá no outro lado da rua. É um bom método para ficar a par de aspetos da cultura, mas convém lembrar que existem muitas maneiras de nos encontrarmos com a cultura portuguesa em Londres: concertos de Fado, restaurantes, exibições de arte, como a de Paula Rego que decorreu no Tate há um ano, e até existem comediantes portugueses que montam espetáculos em Londres, porque como há tugas suficientes aqui eles encontram público disposto a ouvir comédia na sua própria idioma. Fui ver o Manuel Cardoso ontem, por exemplo.

Em resumo, pretendo viver uma vida interna que é meio portuguesa, mesmo que não fale muito.

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Another Letter

Here’s another letter. This one is written in a slightly less formal, less stylised way than the last one, but still fairly formal. I’m rewriting it in order to pick up the corrections. I’ve written it as me from the future, which is why I claim to be retired, fully fluent, etc.

Exmo Senhor

O meu nome é Colin Lusk e sou inglês mas tenho dupla cidadania portuguesa como consequência do meu casamento com uma portuguesa.

Somos reformados mas estamos à procura de um novo projecto ao qual podemos dedicar uns dois ou três anos da nossa “terceira idade”. Portanto, ficámos muito entusiasmos com as notícias oriundas de Angola. Segundo um artigo publicado no jornal Público, foram descobertos, no Sul do país, restos de uma aldeia que é capaz de iluminar o nosso entendimento da vida dos seres humanos mais antigos que já conhecemos*. Fizemos uma pesquisa e descobrimos que o projecto precisa de voluntários e de estagiários para apoiar o trabalho dos arqueólogos e dos historiadores que estão a fazer a maior parte do trabalho lá no planície.

A minha mulher era enfermeira e conselheira** e eu era consultor de informática. Acho que temos competências que podem ser úteis no sítio para salvaguardar a saúde dos trabalhadores e para manter a infraestrutura informática.

Além das nossas competências, falamos várias línguas: francês espanhol, italiano e inglês. É claro que falamos português também. Ela é nativa e eu consegui o nível C1 com a classificação de “Muito Bom” em Novembro 2023 graças a uma professora ótima. Portanto acho que não haverá problemas com a nossa interação com os outros membros da equipa de trabalhadores.

Anexo os nossos currículos.

Sem outro assunto e agradecendo antecipadamente a sua atenção.

Colin Lusk

*I originally wrote “dos quais já sabemos”, thinking of them as subjects of an objective study that we would know facts about, but that seems not to be the right way to go!

**Not Aconselhadora. That word does exist but it’s not what you call a counsellor.

I can’t tell you how hard it was not to make a reference to how much I enjoyed bridge and the music of Crackdust.