Bolas! Logo depois de publicar o texto sobre o carrinho, percebi que tinha perdido a oportunidade de usar uma das minhas novas palavras: furgão. A palavra encontra-se no capítulo dezoito d’O Que Dizer Das Flores. Uma personagem, Sr Bilros, perdeu a antena do furgão, portanto tem de cantarolar o único trecho que sabe de cor duma opera de Verdi. Então, um furgão é uma espécie de rádio? Não, é um carro de transporte de encomendas e bagagens. O carrinho de golfe estava carregado de garrafas e latas de bebidas alcoólicas para refrescar os concorrentes do torneio de golfe, portanto havia a oportunidade de falar de um acidente de furgão mas deixei-a escorregar por entre os meus dedos.
Category: Portuguese
Um Acidente Rodoviário
É a notícia que um pai receia ouvir: a sua filha perdeu controlo do seu automóvel e foi para a valeta com velocidade máxima. Felizmente, a minha filha, que nem sequer teve uma única aula de condução, estava ao volante dum carrinho de golfe, portanto ela e o seu namorado sobreviveram. Que alívio!

Almocei com os dois antes de eles regressarem para a Escócia. Hoje é o dia do pai, e fiquei muito contente por ver que ela está tão contente e tão relaxada na sua nova vida de escritora.
Bogeyman

Deparei-me com a palavra “bicho-papão” e não me lembrei de a ter visto antes mas nem só vi mas até inclui a palavra num blogue. Ofereci-a como tradução de Bogeyman. Um bicho-papão é uma criatura mitológica usada para assustar as crianças para as impedir de se portam mal.
It Came From the Internet
A Internet oferece-nos tantas coisas bizarras. Encontrei esta imagem durante uma pesquisa. Porquê? Não consigo explicar, mas fez-me soltar uma gargalhada. Sei lá, tenho um sentido de humor esquisito.

Por falar na Internet, hoje um brasileiro zangou-se comigo porque um cidadão de r/portuguese perguntou “O que significa «caralho»? Podes usá-la numa frase?” Vendo que o gajo não estava a perguntar a sério eu sugeri “Portugal, Caralho!!!” e expliquei que isso significa “Portugal é bastante bom”. O brasileiro respondeu que eu tinha atrapalhado o progresso de alguém. Eh pá…
Aselha

Deparei-me com mais uma palavra desconhecida no livro que terminei há uns dias: aselha. Como nome, uma aselha é uma pequena asa, mas este significado não faz sentido neste contexto. Está usada aqui como adjectivo e quer dizer “sem jeito” ou “sem habilidade”.
Uma Aventura nas Férias da Páscoa
Estou cada vez mais impressionado com esta série de livrinhos. Uma Aventura nas Férias de Páscoa conta a história dos nossos heróis a resgatar a Custódia de Belém, que foi roubada durante um nevão que aconteceu, inesperadamente, perto da Páscoa.
As autoras têm um feitio didático, portanto usam o romance para educar os leitores sobre as histórias da Custódia de Belém e o seu criador, os moinhos de maré no concelho de Seixal (na margem sul do rio Tejo) e não sei mais o quê.
Logo que terminei, abri a página do Kobo para comprar Uma Aventura na Ilha de Madeira.
Ando a Viver a Minha Melhor Vida Portuguesa Apesar de Ser Estrangeiro Numa Terra Estranha
Fui à Igreja de São Paulo (também conhecido por “a Igreja dos Atores“) para assistir a um concerto organizado pela Anglo-Portuguese Society.

O concerto faz parte das celebrações do Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas e segundo a publicidade, o título foi “Camões’ Poetry: A Harmony of Traditional Portuguese Language and Music” mas quando começaram a primeira canção, fiquei com uma pulga atrás da orelha. “Já conheço esta música, certo?”
E sim, foi a canção dos irmãos Sobral que ganhou a Eurovisão há 5 ou 6 anos. Na verdade houve apenas um poema do poeta zarolho. Também cantaram três fados, várias canções tradicionais e um quarteto de canções de Zeca Afonso (por causa do aniversário da Revolução, claro!)

Há uma missa solene amanhã (Domingo) também mas não irei porque não sou católica.
O Que Dizer Das Flores
Ando a ler 872 livros em simultâneo mas comecei ontem “O Que Dizer Das Flores” de Maria Isaac que tem uma capa bonita. Existe um vídeo no YouTube no qual a autora lê o seu primeiro capítulo. Confesso que não entendi tudo apesar de ouvir três vezes, mas não fiquei desencorajado. Li o capítulo com os meus olhos, segundo a vontade de Deus. Gostei imenso, e li-o mais uma vez, sublinhando as palavras desconhecidas e as palavras que conheço mas que não fazem parte do meu vocabulário falado.
Tenho muita vontade de ler este livro. Além de ser interessante (até agora!) é desafiante. Acho que me vai desafiar, mas não é tão difícil que me vá chatear a cabeça.
Eis um resumo do capítulo que usa o maior número possível de palavras que me chamaram a atenção.
O capítulo apresenta um padre chamado Elias Froes, que vive em Monte-o-Ver, um vilarejo pequeno e parado, povoado por “ilustres atrapalhadas” e enjeitados incluindo os membros do seu rebanho. Apesar de estarem ocupados com cochichos e pequenos dramas, mantém-se otimistas. Por exemplo, um tal cantoneiro tenta fazer o melhor com o que lhe sobra nesta esquina esquecida do país. Esmera-se no seu trabalho e acaricia as árvores. Como pano de fundo, a autora descreve uma paisagem montanhosa, com campos de arroz alagados e canaviais.
O padre, um homem bondoso, desloca-se para a igreja. Enquanto anda pelo caminho uma aura de pó embranquece a bainha da batina.
Cruza-se com uma criança empoleirada num murro. Debaixo da aba do seu chapéu de palha, cumprimenta-a como Catalina. Ela está resguardada pela folhagem do castanheiro e olha para o padre de soslaio. Tem o pato de estimação ao pé dela.
O padre pisa nos paralelos* da praça do município na hora de fechar**. Os lojistas saúdam-no enquanto rodam a sinalética nos vidros. Devolve-lhes os cumprimentos. A única exceção é o dono do Café Central, Jorge Mondego, um homem pouco simpático, nascido entre as barracas dos baldios longe do canavial, que levanta a mão num gesto ambíguo, ao qual o padre responde à cautela para não o incomodar.
Mas o padre tem um segredo. Irá morrer. Claro que todos nós esticamos o pernil no final de contas mas o padre tem os pés para a cova: leva no bolso um parecer médico que oficializa o destino.

*The word paralelepípedo means cuboid, like the shape of a brick, and an individual brick is called a paralelos, so this just means he’s set foot on the pavement which is made of these rectangular bricks.
**I originally put “hora de fechamento” and that seems fine in Brazil but not in Portugal.
“O Que Dizer Das Flores” is a standalone, but I’m told a earlier book, “Onde Cantam os Grilos” has some of the same characters, and so does a later work, Quantos Ventos na Terra, so if you are the sort of person who likes everything to be part of a trilogy, be aware that this is the middle book, and you don’t want to start here!
They Hunt By Night
Foram mencionados no meu livro o mocho e a coruja. Em inglês nós chamamos estas aves de rapina noturna owl e owl. Mas espera lá, existe mais uma palavra: bufo, que significa Owl.
Então são sinónimos? Nem por isso, mas a diferença não é assim tão claro. Uma coruja tem olhos pretos, um mocho, amarelos e um bufo, laranja.
Se quiser saber mais, aqui está uma página sobre as sete species nativas a Portugal.

Nicles

Palavra do dia: Nicles, que não parece uma palavra portuguesa, mas segundo o priberam significa zip, zero, zilch, nothing.
