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Chamem O FBI do Coração

Cuca Roseta is coming to play in London soon. It really has been an excellent year for portuguese entertainment here. I’m sure there are a lot of fair-sized towns in Portugal that haven’t had as much choice of big name acts visiting them as we have. Anyway, I’d never heard of her, as far as I remember, but I looked her up and found one of the craziest song titles ever: Call the FBI of the Heart. It’s mid but I thought I’d try and translate it. It didn’t make me like it any more, I’m afraid.

PortuguêsInglês
Tirem-me às palavras o sentido
Se é p’ra ser sonante ao ouvido
Do que é certo ou do que tem mais valor

Tenso assalto aos meus neurónios
De uma espécie rara de demónios
E que ninguém saiba que se chama amor
Take the meaning of my words
If it sounds better to your ear
Of what is right or has more value

Tense assault on my braincells
by a rare kind of demon
And that no-one knows it’s called love
Tirem-me as palavras à cigana
Que de faca e de mão na trama
Saem da boca sem lhe dar a permissão

Eu bem que me tento comedir
Penso em trocá-las ao sair
Mas sou sempre ultrapassada p’la emoção
Take my words from the gypsy
Who, with knife and a hand in the plot
come out of her permission

I’m trying to contain myself
I’m thinking of swapping them on the way out
But I’m always overtaken by emotion
Chamem o FBI do coração
Façam sindicato da paixão
Tragam-mе as algemas para a boca
Estou a ficar louca
Levem-mе para a prisão da Cuca
Call the FBI of the heart
Make a love syndicate
Bring me handcuffs for my mouth
I’m going crazy
Take me to Cuca-prison.
Tirem-me as palavras que desato
Quando chegas perto e eu relato
Digo tudo o que não queria dizer

Venho a mastiga-los pela boca
De uma outra eu que é meia louca
Que faz sempre o que eu não queria fazer
Take my words that I untie
When you get close and I report
I say everything I didn’t want to say

I come to chew them in the mouth
Of another me who’s half crazy
Who always does what I didn’t want to do
Ao meu lado
Dorme a tristeza
Gota a gota dessa vil certeza
De não te poder tirar do coração
At my side
Sadness is sleeping
Drop by drop of this criminal certainty
of not being able to take it from my heart
Chamem o FBI do coração
Façam sindicato da paixão
Tragam-me as algemas para a boca
Estou a ficar louca
Levem-me para a prisão da Cuca
Chamem o FBI
Chamem o FBI
Chamem o FBI
Do coração
Call the FBI of the heart
Make a love syndicate
Take these handcuffs off my mouth
I’m going crazy
Take me to Cuca-prison.
Call the FBI
Call the FBI
Call the FBI
of the heart
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Let’s Learn About False Friends with Newscasters

Lembras-te deste vídeo?

Ainda não entendo tudo, mas a minha informadora explicou-me algumas coisas: o jornalista diz “é muito complicado” e a senhora sugere-lhe que deixe o microfone e a ajude. Não entendi o “complicado” porque a palavra parecia-me tão deslocada. Achava que devia ser algo parecido com “conflagrado” e daí a minha confusão.

E porque é que o senhor diz “complicado”? Complicado, segundo o Priberam, tem o mesmo significado como o seu cognato inglês “complicated”. Consigo sugerir montes de adjetivos mais apropriados para descrever um incêndio: trágico, horrível… mas complicado? Há poucas coisas menos complicadas do que um incêndio: é um fogo. Arde. Queima tudo no seu caminho. É simples.

Antes de mais, o jornalista é parvo e mostra uma falta de sensibilidade neste vídeo, portanto não quero sugerir que falemos assim às vítimas de desastres. Mas ainda assim, é óbvio que “complicado” tem uma sombra de negatividade além da ideia de ter muitos fatores em jogo. Não é um falso amigo, mas acho que devemos usar a palavra com cuidado.

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Zé do Telhado

Este texto é batota porque a pergunta (do Português em Foco) diz que tenho de escrever sobre uma personagem literária mas escolhi uma pessoa verdadeira. Contudo, tenho uma desculpa. O protagonista desta história também estrelou em várias obras literárias, cinematográficas e dramáticas.

José Teixeira da Silva nasceu em 1818 e trabalhou como destomateficador* de animais na herdade do seu tio. Na sua adolescência, juntou-se ao exército, nos Lanceiros da Rainha (Maria II, caso tenhas interesse em saber qual a rainha!) mas após uma derrota, refugiou-se na Espanha.

Ao regressar, meteu-se em outros movimentos contra o governo daquela época, e acabou por fazer parte da Revolução da Maria da Fonte em 1846, na qual foi um dos líderes, mais tarde ficando às ordens do general Sá da Bandeira. Foi condecorado, mas após isto tudo, foi expulso pelo partido por não pagar os impostos exigidos pela nova administração.

Foi nesta altura que o nosso herói assumiu o nome José do Telhado. Sob este pseudónimo, cometeu um grande número de assaltos durante um período de grande transtorno no país. Enfim, foi preso e desterrado para África onde se tornou negociante de borracha, cera e marfim.

Segundo a lenda, Zé do Telhado roubou dos ricos para dar aos pobres, como o nosso Robin Hood. A Wikipedia não dá exemplos deste comportamento, mas diz que os Angolanos o consideravam como um “bandido bom”.

* I just made this word up. He was working with animals and castrating them was one of his duties. I am paraphrasing Wikipedia and I don’t know many synonyms for “person who cuts the bullock’s bollocks off”, but tomates is a slang word for bollocks (fica a dica – careful when using it!) so I just decided to wing it!

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Mariza

(Edited this and the previous one. Lots of typos recently. Sorry. All this typing while walking and typing while on the bus is taking its toll, apparently. Thanks to Cristina for the corrections)

O concerto de ontem foi esmagador. Ela cantou muitas canções que adoro, como por exemplo “Gente da Minha Terra”, “Senhor Vinho” e “Estranha Forma de Vida”. Havia quase dois mil portugueses na sala mas eu sentei-me ao lado de dois brasileiros. Que azar! Aproveitei a oportunidade de lhes ensinar o básico da língua portuguesa.

Após a última música, ela voltou ao palco para cantar mais uma que não conheço, mas deve ser muito famosa. Porque toda a gente cantou em uníssono. Vou estudar as letras em breve.

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No Autocarro

Estou a caminho do concerto da Mariza no Centro Barbican. Ainda há bilhetes disponíveis, o que me surpreende. Pensei em convidar a minha filha que prolongou a sua estadia connosco durante mais 3 dias, mas ela prefere ficar em casa com a nossa televisão e umz pizza grande. Não me admira. Já fomos assistir a um concerto dela há uns anos. Houve três convidados no palco naquele espectáculo, incluindo Carlos do Carmo. Leva 4 paga 1.

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Por Isso <-> Tudo

Por Isso Tudo = Consequentemente

Luís Vaz de Camões legou ao povo português uns poemas entre os mais belos na sua língua, incluindo Os Lusíadas, a epopeia dos descobrimentos portugueses. Por isso tudo, é considerado o maior poeta de sempre.

Por tudo isso = Por todas estas razões, por tudo o que acabamos de dizer

Luís Vaz de Camões nasceu há cinco séculos e viveu num mundo sem técnicas modernas de registo. Viajou entre pelo menos cinco países, lutando em batalhas marítimas, sendo vítima de naufrágio, e durante grande parte da sua vida, não teve nem fama, nem lucros dignos. Por tudo isso, não temos toda a certeza sobre os detalhes e as datas da sua história.

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Uma Aula Prática

A minha filha veio visitar-nos* durante esta semana, e a lâmpada no quarto dela fundiu-se**. Felizmente uma das funções do pai é ensinar a próxima geração fazer estas coisas. Ela não tinha aprendido anteriormente. As lâmpadas de LED duram muito tempo portanto a necessidade não surgiu enquanto ela vivia cá no apartamento mas graças a deus ela já sabe e não deoenderá nmelde um homem qualquer.

Eu, hoje de manhã

*A correction out paid go the word “connosco” in my original sentence “…está a ficar connosco” which isn’t a very idiomatic way of speaking, so this footnote is orphaned now, but for what it’s worth, I got a red wiggle under it because it turns out connosco is another of those words that is spelled differently in Brazil than in Portugal despite the AO. Connosco/Conosco. The options Chrome gives me on this laptop are “Português (Brasil)” and “Português” so I assumed the second one was PT-PT but not so. Gutted!

**not “partiu” as I wrote originally. That’s more of a physical shattering rather than just the it ceasing to work.