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Quem Quer Namorar Com o Agricultor?

Vi recentemente um programa na SIC que se chama “Quem Quer Namorar Com o Agricultor?“. É um exemplo do género reality TV. O mesmo programa já deu noutros países (não faço ideia de quais, mas um deles é Espanha, tanto quanto sei). Chegou em Portugal no ano passado, acho, ou talvez no ano anterior, 2018.

O padrão do programa é muito parecido com vários outros programas tal como “The Bachelor” nos Estados Unidos. Confesso que nunca vi nenhum, mas ouvi falar deles. Há cinco agricultores portugueses que querem encontrar o amor. As idades deles são compreendidas entre 20 e 50 anos. Depois da apresentação destes cavalheiros, encontramos as senhoras que também desejam um marido. No programa de estreia, estes dois grupos encontram-se um ao outro. Os agricultores conhecem as mulheres e as mulheres tentam deslumbrar os agricultores por serem bem educadas, bonitas e trabalhadoras.

Depois, cada agricultor escolhe cinco mulheres para acompanhá-lo num encontro romântico na sua terra. Para mim, acho que pode haver momentos cómicos quando as raparigas da cidade têm que encarar o dia-a-dia do campo: a lama, os animais a necessidade de acordar com as galinhaa. Mas vamos ver, até agora só vi um episódio.

Pretendo escrever mais dois textos sobre o mesmo assunto porque fiquei viciado!

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O Impaciente Inglês – Opinião

10714000_10152588508807701_3893736958200846262_o É difícil saber como descrever esta banda desenhada bilingue. Tem os ossos de uma história interessante, com elementos históricos e míticos, mas não sei porque o autor decidiu fazer do protagonista o “Super Pig”. É como se tivesse transplantado uma história do Bryan Talbot ou o Neil Gaiman para um livro do Garfield.

Mas apesar disto tudo, gostei do livro. É divertido, imprevisível, o enredo é bem diferente, complexo e não há nada de estereotipo.

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O Outro Lado De Z (Nuno Duarte)

notebook_image_1040017Hmmm, há muitas coisas para apreciar neste livro: a arte, as personagens, as asneiras… Mas no fundo, a história não faz sentido e deixou-me insatisfeito. Já li uma outra BD do mesmo autor e tive o mesmo problema: o gajo deve de ter mais trabalho em planear o enredo.

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Caderneta de Cromos

 

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Que desgraça. Tenho tão pouca vontade de ler os três livros portugueses que tenho em andamento que precisei de algo mais fácil e acabei por ler isto. Só li os capítulos sobre fenómenos internacionais porque queria ter algo fácil: Knight Rider, Lionel Ritchie, Mullets, V, Casettes… Coisas que velhos tal como eu lembram com ternura e vocês jovens, bebés sem cultura nenhuma nunca irão entender.

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V-V-V-V-Variações

Recentemente, vi um filme chamado “Variações”. Já sabia que este gajo foi uma figura muito importante na música portuguesa nos anos oitenta. Nuno Markl mencionou-o na rubrica “Caderneta de Cromos” e também aparece na série 1986. Logo depois, perguntei à minha esposa que me disse que era um dos cantores favoritos dela quando era nova. Alguns outros portugueses disseram a mesma coisa. Confesso que não compartilho o entusiasmo deles, mas isto não é surpreendente, porque não cresci num país onde a música dele fez parte do dia-a-dia, mas queria saber mais sobre este artista para compreender algo que marcou a minha esposa da mesma maneira que fui marcado pelo Morrissey ou pelo Lloyd Cole ou pelo Boy George.

O filme é espectacular: Sérgio Praia, o actor que o protagonizou é um actor excelente com uma voz bonita e uma presença forte que fez toda a diferença, porque claro este tipo de filme seria lixado se não tivesse um actor capaz de carregar o espírito do protagonista. Deixou-me com uma imagem dum homem complexo, corajoso e dotado que viveu uma vida cheia, apesar de morrer relativamente novo com quarenta anos: lutou numa guerra, viajou através do mundo, seguiu o seu sonho de ser músico, participou no nascimento do clube gay mais famoso do país, etc. Ouvi pessoas a comparar o Variações com David Bowie, e pergunto-me o que conseguia fazer se tivesse atingido a idade que o Bowie tinha quando morreu, ou se a carreira dele alcançasse o mesmo tempo da de Leonard Cohen ou Bob Dylan.

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Instagram Language Challenge #IGLC

70272748_552544275556410_6700414021527998700_nTaking a break from the lizards today to compile Instagram posts I made as part of Lindsay Does Languages‘ Instagram Language Challenge in October, which I did to stretch myself. I tried to use some basic scientific vocabulary and write some more complicated sentences. It was quite good fun thinking of new stuff to write about, and I ended up doing refraction, buddhism, make-up and dinosaurs as well as some totally made-up bollocks that I just wrote for a laugh. Some have been corrected, others not. It’s a bit tough for people doing the corrections, I think. When I talk about how, before the horse was invented, all the idiomatic expressions involving horses had originally referred to dolphins, guinea pigs and other animals, I think serious-minded teachers must wonder whether I’m joking or just severely misunderstanding the meanings of the words and phrases I’m using.

I’ve also added all the new vocbulary into a Memrise deck so I won’t forget it all immediately

Day 1: Red

Day 2: Blue (The well it mentions, by the way, was repened after its refurbishment by John Bercow. Now if only I knew how to say OORRRRDDAAAAHHH in portuguese)

Bonus Blue

Day 3: Yellow

Day 4: Green

Day 5: Orange

Day 6: Purple

Day 7: Pink

Day 8: Gold

Day 9: Silver

Day 10: Bronze

Day 11: Black

Day 12: White

Day 13: Brown

Day 14: Grey

Day 15: Cat

Bonus Cat

Day 16: Dog

Day 17: Fish

Day 18: Rabbit

Day 19: Cow

Day 20: Horse

Day 21: Sheep

Day 22: Pig

Day 23 + 24: Snake/Mouse Crossover edition!

Day 25: Monkey

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O tema do dia 25 do #IGLC é #monkey / #macaco Vimos este livro na montra da livraria @alligatorsmouth . Acho que é baseado na história do macaco de pedra (também conhecida como "Peregrinação para o Oeste"). É uma lenda chinesa que gerou muitas adaptações. Quando estávamos na escola primária, eu e os meus amigos ficámos obcecados com a série japonesa lançada nos anos setenta. No primeiro episódio, o macaco (protagonizado por Masaaki Sakai) fez uma aposta com o Buda. O Macaco gabou de ser o melhor saltador no mundo mas Buda apostou que, se se sentasse na mão do Buda não conseguiria escapar do mão num único salto. Claro, o macaco pensou que isso seria uma obra fácil, portanto subiu até ao mão, e deu o salto mais alto de sempre. Voou até ao fim do universo, onde se deparou com cinco grande pilares. O macaco escreveu o seu nome lá, num pilar, pois queria vangloriar-se, e depois saltou de volta para o lugar onde deixou o Buda. O Buda ergeu a mão e mostrou o macaco os seus dedos. O nome do macaco era escrito lá, no dedo médio. Quando li esta história, fiquei interessado porque não sabia nada sobre o budismo, mas quando vi a série, gostei ainda mais porque, na série, depois de escrever o nome, o macaco fez xixi ao pé do pilar – ou seja, ao pé do indicador do Buda. Que fixe. Ao mesmo tempo, havia uma outra série chamado "The Water Margin" mas nunca ficou tão famoso quando o Macaco.

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Day 26: Elephant

Day 27: Lion

Bonus Lion

Day 28: Bird

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Lagartos Voadores

Second lizard-related post in a row. It’s a new theme…
Vislumbrei esta montra em Londres no passado sábado. Não parece, realmente, uma ave mas é uma forma bem conhecido: representa um fóssil dum dinossauro chamado arqueopterix (se não me engano, Arqueopterix é o nome do papagaio de estimação de Astérix o Galo, não é?). Arqueopterix era um dinossauro pequeno com penas em vez de escamas. É provável que voasse, ou seja esvoaçasse, de árvore para árvore. Apesar deste fóssil ter sido descoberto em 1861, não costumávamos pensar nos dinossauros e nas aves como primos até recentemente. O filme (e livro, não se esqueça!) “Jurassic Park” popularizou a teoria. Hoje em dia, os cientistas já averiguaram que até o poderoso Tiranossauro tinha penas. Imagine! Que segredo constrangedor: o rei dos lagartos armou-se em ferocidade mas todos os seus amigos, o brontossauro, o tricerátopo e o anquilossauro tomaram-no, e riram-se. “Olha” diz o estegossauro (os estegossauros eram brutos, realmente, pá) “Aqui vem uma galinha”. Pobre Tiranossauro

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Dialogue Coach

Spotting interesting ways of describing dialogue instead of just He said, She asked, He replied. These are from Vaticanum by Jose Rodrigues Dos Santos. I’ve just pulled the interesting lines out at random from an extended conversation about corruption in the vatican bank, in no particular order – in other words, they’re not supposed to form a coherent conversation on their own, so don’t even try.

250x“Mas isso não tem pés nem cabeça” explodiu a auditora

“Nunca poderemos ter a certeza” sublinhou

“Como”, admirou-se

“É essa o problema”, reconheceu ela

“Isso já eu sei” devolveu Tomás

“Como queira” retorquiu

“Ah bom”, aprovou o historiador

“Isso é uma chico-espertice indigna de gente séria e de uma instituição de bem” protestou

Tomas empertigou-se: “Como se explica que nada tenha mudado desde os tempos desse bandidolas do Marcinkus?” quis ele saber

“Que ladrão” exclamou ela, escandalizada.

“Isso não é resposta” contestou

“Não foi isso que eu disse”, precisou o português

“Irónico, não é”, observou

By the way, José Rodrigues Dos Santos is sometimes compared to Dan Brown, which is a terrible slur on the poor man, but I think the point of similarity is probably in the way he describes dialogue. Although he doesn’t go as far as “The famous man looked at the red cup”*, in his efforts to avoid pronouns, he seems to describe people in some slightly clunky ways. The dialogue will be peppered with “said the chief of COSEA” or “said the auditor” or “said the french woman” – and those are all referring to the same person and all in the same conversation between two people!

*=yes, I know DB never wrote this, Stewart Lee just made it up, but I wouldn’t put it past him.

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Cultura

Written Topic for CAPLE level [dramatic music] C1!

A cultura é uma rede de factores partilhados por uma comunidade de pessoas. Costumamos pensar de culturas nacionais, mas é igualmente correcto falar de culturas mais específicas tal como cultura de adolescentes, de um grupo étnico, ou aderentes de um desporto, por exemplo. Os valores, as histórias e o calão dão a todas estas comunidades as suas próprias culturas, e cada pessoa pode ter muitas culturas sobrepostas por causa de serem membros de muitos grupos.

Mais do que nunca, estamos em contacto com pessoas de outras culturas, na média tradicional (em filmes e séries, por exemplo) ou através das redes sociais. Cada vez mais, as pessoas podem explorar as culturas de outras (quer estrangeiro quer não), ouvir outras perspectivas e aprender mais sobre pessoas que, antigamente, olhávamos sem compreensão se os olhássemos de todo.

Ainda por cima, estamos na época de turismo, portanto temos oportunidades de conhecer outros países e as suas culturas pessoalmente, e isto leva-nos à importância da compreensão de outras culturas, sobretudo quando trata-se de intercâmbio com pessoas de outras países e grupos étnicos. Não quero dizer que temos que entender tudo sobre outras culturas mas é preciso lembrar que a nossa perspectiva não é a única e temos que ouvir o que os outros dizem. Ou seja, temos que manter os nossos olhos e ouvidos abertos e evitar cairmos na armadilha de sermos arrogantes.

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Dinossauro Excelentíssimo – José Cardoso Pires

250x

Esta edição deste livro é incrível. Tem capa dura, páginas de papel suave e muitas ilustrações bem coloridas. Dinossauro Excelentíssimo foi publicado em 1971, logo antes da revolução. A protagonista, o imperador é “astuto, diabo e ladrão” e claro que trata da ditadura portuguesa e da vida de Salazar (que tinha falecido no ano passado) mas naquela altura da vida da ditadura, a editora conseguiu publicar sem interferência.

O que mais gostei foram as últimas páginas em que o reino tem “duas caras”, o país verdadeiro onde o povo vive e trabalha e um mais limitado que consiste num presidente, a sua estátua, e a sua vaidade.

*Spoiler* Ao que parece, a morte não pode levar a história ao fim, e enfim o autor mesmo intervém.