Posted in Portuguese

A Quinta Essência

Um podcast que fazia parte dos recursos audio-visuais do meu curso é chamado “Quinta Essência” e, por sorte, encontrei a mesma expressão num livro. Fiz uma mini-pesquisa e constatei que Quinta Essência tem a mesma raiz como a nossa “quintessence”. A língua portuguesa tem a sua “quintessência” mas a origem da “quint-” é mais óbvio a um falador duma língua como português que ainda é muito parecida com o latim. Nós, por outro lado quase nunca falamos da “fifth essence” e nunca pensamos (ou pelo menos eu pessoalmente nunca penso) na origem da palavra.

principal skinner ponders the romance languages
English Speakers contemplating this post
Posted in Portuguese

Leiria Update

Já falei há algum tempo sobre a lenda urbana da não existência de Leiria, a região fictícia que, se fosse um território verídico, ficaria na baía entre Coimbra e Santarem. Mais recentemente, deparei-me com a página turística “Visite Leiria” que adotou o meme de forma jocosa, dizendo “Leiria Não Existe Sem Ti”, o que acho uma resposta muito criativa à sua crise existencial!

O mesmo site também tem um resumo da história do meme desde a sua origem no Reddit até ao lançamento da canção Leiria Não Existe da Inês Apenas. Se quiseres saber mais sobre como evoluiu o hashtag, recomendo que passes algum tempo nesta página.

Posted in English, Portuguese

Capitão Fausto – Na-Na-Nada

Welcome back to the Capitão Fausto Fan Blog! It’s still Friday night as I write this, and the translation I did for yesterday’s blog was so short I thought I’d try another

PortuguêsInglês
Quando aqui chegou
Foi porque ainda não estava
Nada se apagou enquanto eu protestava
E às tantas sossegou
Explicaram que afinal não era nada
When she* got here
It was because she wasn’t here yet
Nothing stopped while I was protesting
And at last it calmed down
They explained that in the end it was nothing
Andar em contramão
Calçar a botifarra
Quero ouvir calão e o som de uma guitarra
Se dás, eu também dou
Se gritas muito, eu dou-te uma dentada
Going against the flow
Putting on my clumpy boots
I want to hear slang and the sound of a guitar
If you give I’ll give too
If you scream, I’ll bite you
Cheguei a casa e sossegou
Explicaram que afinal não era na-na-na-na nada
Na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
I got home and chilled out
They explained that in the end it was no-no-no-no-nothing, no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
Quem me der a mão é porque quer que eu nunca caia
Pode ser que queira vir comigo até à praia
Ou pode ser que não, de qualquer forma vai ter de entender
Que ainda há muita coisa pra aprender
Algumas delas servirão
Mas outras nunca vão servir pra na-na-na-na nada
Whoever gives me their hand, its because they don’t want me to ever fall
Maybe they want to come to the beach with me
Or maybe not. Somehow she’ll have to understand
That there’s still a lot to learn
Some of them will be OK
But others are good for nothing
Na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
Na-na-na-na nada, na-na-na-na-na-na
No-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing
No-no-no-no-nothing no-no-no-no-nothing

*Honestly, it’s anybody’s guess what pronouns to use in most of this song. Who or what is he on about? Are those imperfect verbs in the first or third person? Can we even get an adjective with an ending that tells us what gender we’re dealing with? Throw me a frickin’ bone here!

OK, I think I’m sick of them again now,

Posted in English, Portuguese

Capitão Fausto – Santa Ana

Well, I can’t see my new pro-Fausto stance lasting long because, as I said yesterday, their studio output is quite bland and overproduced, but while I am in the zone, let’s try a translation. This is Santa Ana from their first album, Gazela, and one of the songs they played as the finale for the show.

PortuguêsInglês
Está a chover dentro da sala de estar
A casa ardeu; ninguém parou de dançar
It’s raining in the living room
The house caught fire. Nobody stopped dancing
Ela diz que devo aprender
As noites simples e o que é ficar
Ela é linda e o seu parecer
Faz-me sentir que é tempo de mudar
She says I should learn
The ordinary nights are what it is to stay
She’s lovely and her appearance
Makes me think it’s time to change
Está a chover dentro da sala de estar
A casa ardeu; ninguém parou de dançar
It’s raining in the living room
The house caught fire. Nobody stopped dancing
Ela diz que eu devo aprender
As noites simples e o que é ficar
Ela é linda mas não quer ver
Que qualquer dia já cá não vou estar
She says I should learn
The ordinary nights are what it is to stay
She’s lovely but I don’t want to see
That someday I won’t be here

Is that all? 8 lines? I don’t feel like I’ve had much of a workout. That’s a long instrumental break they did at the end there. OK, well, I like the lyrics anyway, even if they are a bit terse, sometimes it’s best to keep it tight and not waffle on for 4 verses. I hope you enjoyed it.

Posted in Portuguese

Capitão Fausto

Capitão Fausto, Dingwalls, Camden

Acabo de assistir ao concerto dos Capitão Fausto. As minhas expectativas foram extremamente baixas. Subterrâneas, pá. Ouvi os discos deles e achei o seu som fraco. Mas afinal as expectativas baixas foram facilmente ultrapassadas. E fiquei feliz que fui ver o concerto. E como não? Aqui temos uma das bandas mais conhecidas em Portugal a tocar no Dingwalls, em Camden, numa sala de espectáculos muito pequena e íntima. Quem recusaria uma oportunidade assim?

Tocaram os meus favoritos, mas soaram mil vezes melhor do que as versões dos álbuns. A sua presença no palco, o seu empenho, chamou-me a atenção e tornaram as canções mais animadores. O público curtiu tudo e até os ingleses que viram com as suas namoradas portuguesas e não entenderam nada tiveram uma noite divertida, acho eu.

Estou entusiasmada para ouvir o álbum “Gazela” novamente para ver se soar melhor agora que vi a banda ao vivo.

Estou a escrever no comboio com duas cervejas na barriga. Espero que a minha gramática não seja ainda pior do que normal!

Posted in English, Portuguese

Revision

Since the final exam of the literature module starts in an hour and a quarter, I might have left the revision a bit late. In truth, I haven’t even finished the third book. It took me ages to get into it although now I have, I am flying along but I haven’t reached the end. Oh well, never mind, I can finish it in my own good time

Conceitos

Intermedialidade

A intermedialidade é a possibilidade de descobrirmos interações entre discursos em mediáticos autónomos: livros, filmes, bandas desenhadas podem dialogar entre eles.

-> e intertextualidade é um sub-genero disto.

Transnarratividade

A transnarratividade é a disseminação da narratividade em práticas para além das narrativas formalmente constituídas como tais.

Transmedialidade

A transmedialidade trata-se de uma passagem de uma narrative de uma forma para outra. Por exemplo, uma adaptação de um livro no cinema.

Figuração

Processo de construir uma “figura” ou seja um “ser de papel” (Barthes, citado por Carlos Reis) o que não se restringe a uma aceção personalista ‘ veja por exemplo a Casa do Ramalhete d’Os Maias ou a Manderley no Rebecca. “Os Cinco Mil” é um exemplo disto

Liberalismo e romantismo – interlogados

Oitecentista

Extradiegetica « o narador

Intradiegetica – contado por uma personagem

Metadiegética – dito por uma pessoa em curso de uma narrativa contado por uma personagem!

Viagens na Minha Terra

1846 – entre 1789 e 1848! (uau! a serio?)

Joaninha – Ultrapassa o arquétipo da “Mulher Anjo” ou mulher siflide – “a menina dos rouxinois

Carlos – herói liberal de sangue quente, dividida entre a Georgiana e a Joaninha. “Rousseauniano” . Acaba gordo e um deputado.

Frei Dinis – Inflexível, consciente do seu grande pecadp

A terra como figura

“Fashionável”

Trio em Lá Menor

Os Memoráveis

“De todos os testemunhos, sem dúvida o mais emotivo aquele que é dado pela viúva de Charlie 8 “o rapaz dos tanques e dos chaimites”, aquele que pôs o relógio da história a andar, mas que o regime maltratou, negando-lhe uma pensão que não negou aos torcionários da pide.” here

Aaaaand thatºs all i had time for really…

Posted in English, Portuguese

This Made Me Giggle

I love a dad joke and this is a good example of the genre. It’s a good example of how prepositions in Portuguese are often different from what we’d expect on English. Where we would say “You can count on me” as a way of saying I’ll always be there when you need me, in Portuguese you say “Podes contar comigo” (You can count with me”. So…

Posted in Portuguese

Parabéns, António José Seguro

Existem poucas coisas mais satisfatórias do que a cara desiludida de um populista que acabou de perceber que o populismo não é assim tão popular.

Não sei nada sobre o novo presidente mas espero que tenha muito sucesso em lidar com os problemas que vai ter de encarar no palco mundial e no seu próprio país. .

Posted in Portuguese

Revision

I have an exam on Tuesday for the culture section of my course so by way of revision I am just going to throw into this post a super-concentrated summary of the units we’ve studied, trying to get them all to fresh in my head. I’m planning to read the actual letters of Mariana Alcoforado and listen to some podcast episodes about Dom João II too. Especially the latter because I think he’s the one that there is more to say about than the others, and I have an OK sense of him as a historical figure but maybe less so as a cultural figure

Pedro e Inês

Facts / Dates

1320 – Nascimento de D Pedro I (Pai D Afonso IV)

1336 – Casamento com Dona Constança Manuel

1347 – Nascimento de Beatriz de Portugal, Condessa de Alburquerque, a primeira filha de Pedro e Inês

1349 – Morte da Constança

1355 – Assassinato da Inês

1357 – Ascensão ao Trono

1360 – Anúncio póstumo do casamento de Pedro e Inês antes da morte dela, construção dos dois túmulos no Mosteiro de Alcobaça, legendados “Até Ao Fim do Mundo”.

Bibliography

Garcia de Resende (1470-1536) – Trovas à Morte de Inês de Castro O primeiro texto que menciona a lenda (tirando um poema apócrifo atribuído ao infante Dom Pedro), contado pelo ponto de vista de Inés na hora do seu assassinato. É uma vítima inocente.

Fernão Lopes (1418-1459) – Crónica de Don Pedro I , depois incluído como intertextualidade no poema “Crónica” de João Miguel Fernando Jorge (1943-Hoje)

Teresinha de Jesus Baldez e Silva – A Tragédia de Inês de Castro: Uma leitura semiótica de ‘Teorema’ de Herberto Helder. – Afirma que Pèro Coelho participa numa ritual mística, simultaneamente desmistificando e resmistificando a lenda realista.

Ruy Belo (1933-1978) A Margem de Alegria – Segundo João Miguel Bray Gomes Silva, a obra representa Inês como eterno feminino.

Ana Cristina Correia Gil – A Identidade Nacional Na Literatura Portuguesa – afirma que a literatura inesiana, a partir do século XVI, faz parte no grupo de símbolos (com as ilhas afortunadas, quinto império entre outros) que facilitou a construção de uma identidade nacional

Sirlene Cristófano – O Paradoxo Da Ficção Histórica Do Povo Lusitano – Demonstra os contrastes entre a mitologia alucinante de Helder e o romance mais realista de João Aguiar, Inês de Portugal, no qual ela é uma pessoa verdadeira, histórica.

Roberto Nunes Bittencourt – Mitos, Traumas e Utopias – mostra como, em diversas obras literárias, determinadas figuras históricas assumem roupagens diferentes num processo de definição da identidade nacional.

Legado Cultural

Camões dá projeção universal ao mito delineado por Mota e Resende com os seus Lusíadas.

S XVIII e XIX – Beleza, Morte como símbolo de sofrimento eterno.  Sousa Viterbo, em A Fonte dos Amores diz que a história é “o episódio mais sentido da paixão humana”. Ao longo das décadas o romantismo realce a tragédoa do amor impossível da “bela do colo de garça”, vítima da política mas nos finais do século a ênfase passou para Pedro como protagonista, porque a personagem de Inês é tão limitada, até 1968 quando Fernando Luso Soares escreveu “A Outra Morte de Inês” no qual a princesa é visto como exemplar da liberdade pessoal.

Columbano Bordalo Pinheiro pintou “Drama de Inês de Castro” por volta da viragem do século XX

Nuno Júdice escreveu um poem sobre a vida de Dom Pedro após a execução da sua amante: “Pedro Lembrando Inês”

“Teorema” de Herberto Helder trata-se de um monólogo de um dos assassínios da Inês, Pêro Coelho, cujo coração acaba comido por “Pedro o Cruel”, com um pano de fundo de objetos e acontecimentos anacrônicos.

A lenda fica na consciência pública, como série no RTP em 2001, uma peça musical e vários podcasts, livros e documentários.

A Padeira de Aljubarrota

Facts / Dates

1385 – Batalha de Aljubarrota

Brites de Almeida

Bibliography

A lenda cresceu na tradição de “literatura de Cordel”, da qual o maior exemplo é “Auto Novo e Curioso da Padeira de Aljubarrota”. O retrato da forneira não é muito patriótica. Era nativa do Faro, e ao longo do enredo ela mata montes de pessoas além dos espanhóis, incluindo um homem que quer se casar com ela.

Virgínia de Castro e Almeida – História da Grande Batalha de Aljubarrota: Versão nacionalista do mito, na qual ela fala como o El-Rei Dom João I e defende o país em si (ao contrário à sua própria casa, por exemplo)

Legado Cultural

Cristina Pimenta em “A Padeira de ALjubarrota: Entre Ontem e Hoje alista os seguintes fases

  • Restauração (1640) A evocação da padeira em contextos religiosos e historiográficos deu legitimidade à nova dinastia de Avis.
  • Século XVIII Em tempos de calma, a história foi tratado mais levemente e foram acrescentados mais pormenores à lenda (foi durante este século que foi escrito o antes mencionado “Auto Novo…”).
  • Século XIX Numa era de romantismo e liberalismo a história foi apropriado como símbolo da regeneração nacional após a derrota do Miguelismo*** Também surge como personagem no livro “A Abóbada” de Alexandre Herculano or causa do seu valor simbólico.
  • Século XX Como é óbvio, uma figura tão trabalhadora, valente e simples representa um oportunidade ao Estado Novo que colocou a padeira em selos dedicados á independência da república. Também apareceram versões Salazaristas da lenda, editado pelo Secretariado da Propaganda Nacional. Além dos já existente virtudes, o regime acrescentaram moralidade e defesa da pátria.

As Cartas Portuguesas

Facts / Dates

Soror Mariana Alcoforado para Noël Bouton de Chamilly, um soldado francês que lutava na guerra de restauração (1640-1668)

O convento era em Beja

Lançadas em 1669 na França

A posição “Marianista” (ou seja, a opinião que as cartas são genuínas) é comum mas desde os anos trinta do século XX existem criticas que negam a veracidade delas e esta tese tornou-se maioritária.

Bibliography

“Cartas de Amor de uma Freira Portuguesa” Mariana Alfoforado

“Três Variações para Cravo e Mariana” Nuno Júdice (em “A Árvore das Milagres”) Consiste em 3 contos:

  • “Cartas Francesas do Senhor de Chamilly a Mariana” (uma série de letras daquele cavalheiro para a freira, nas quais a paixão dos originais e reencenada. Mariana é um sujeito lírico e o autor sublinha o teatral e sugere que a paixão é uma fora de escrita)
  • “A Confissão de Chamilly (Um dialogo entre Chamilly e “o confessor”. Após algum tempo, entram Mariana e Dona Brites que se juntam à conversa. O autor desmonta e analisa a figura da freira e faz a pergunta da mediação literária e quem está a falar no livro que é atribuído á Mariana)
  • “Diário de um Amor” (Um monólogo de um narrador que encontra o livro durante um crise na sua vida pessoal. Neste último conto, a freira é deslocada para um cenário moderno. Vemo-la como uma mulher que escreve para não ser apagada da história)

“Soror Mariana — Beja” de Sophia de Mello Breyner Anderson (em “O Nome das Coisas, 1977) Consiste em dois versos: “Cortaram os trigos. Agora / A minha solidão vê-se melhor”

“Soror Marianna, a freira portuguesa” Luciano Cordeiro 1888 Gerlamente visto com a última palavra no caso marianista

“Who was the Author of the “Lettres Portugaises”?” F.C.Green, 1926. Este artigo não Mariana do académico americano abalou a visão do mundo dos marianistas. Critica as conclusões do Cordeiro o que ele acha demasiado crédulo, e levantas questões á autoria das cartas, referindo a vários documentos contemporâneos. Na sua opinião foram originalmente escritas como uma obra de ficção por um escritor francês chamado Guilleraque.

Legado Cultural

As letras influenciaram a literatura francesa durante décadas e ainda hoje vemos aquele efeito nos filmes de Almodovar (espanhol) e os livros de Madeleine L’Engle (americana)

Uma opinião forte e EM LETRAS MAIUSCULAS faz parte do Manifesto Anti-Dantas de José de Almada Negreiros

Deram nome às Novas Cartas Portuguesas, uma obra feminista e um dos livros censurados pela ditadura de Salazar

À partir dos anos 70-80, surgiram estudos mais interessados no impacto das letras na cultura portuguesa, na identidade nacional e na percepção do feminino.

Adília Lopes escreveu dois livros de poesia baseada na história: O Marques de Chamilly (1987) e O Regresso de Chamilly (2000) Adorei este poema, que é um exemplo do tom irónico no qual a história está virado às avessas

The Portuguese Nun – Filme

Dom João II

Facts / Dates

Nasceu em 1455, filho de Dom Afonso V e Dona Isabel.

Participou na campanha em Africa do norte com 6 anos!

Política externa muito ativa em termos de dominar as rotas comerciais, consolidar o seu poder em Africa com ajuda da igreja. Muitos dos descobrimentos com qual associamos Portugal tiveram lugar no reinado de Dom João e foi ele que assinou ou tratado de Tordesilhas.

Em casa, também queria consolidar o seu poder e isto deu motivo de conflito com os nobres.

1495 – Morte (com 40 anos – uma vida breve mas cheia de história!)

Bibliography

Garcia de Resende – Crónica de El-Rei Dom João II (1545) – basicamente apaixonado pelo rei

Rui de Pina – Crónica de D. João II – Igualmente

João de Barros – “Décadas na Asia” (1552) e Damião de Góis – Crónica do Principe D. João, (1567) Estes dois criticaram Pina por omissões e tendam a apoiar os nobres, os Duques de Bragança e de Viseu

Manuela Mendonça – Dom João II (Biografia)

Mafalda Soares da Cunha – D. João II e a construção do Estado Moderno. Mitos e perspectivas historiográficas

No Século XIX, nasce a nossa imagem do rei: Rebelo da Silva e Pinheiro Chagas e Oliveira Martins elogiam o seu racionalismo e modernização do estado.

Alexandre Herculano “Opúsculos” Cartas 4 e 5 criticam Dom João por levar a cabo a destruição da liberdade pessoal e por pôr o país no caminho para absolutismo de decadência.

Oliveira Martins e outros historiadores do século XX veem o rei como capaz de modernizar o estado sem restringir a liberdade pessoal. O Estado Novo, surpreendentemente não valoriza o rei tanto quanto reis militantes como Dom Afonso Henriques.

Bebiano, Adriana (2002) A invenção da raiz. Representações da nação na ficção portuguesa e irlandesa contemporâneas em Ramalho

Legado Cultural

A divisa “Pola ley e pola grey” (“Pela lei e pelo grei” – grei quer dizer rebanho) – princípio de governo justo para o povo

O Mostrengo e Uma Asa do Grifo – Fernando Pessoa

Miguel Torga – O Príncipe Perfeito

O símbolo do pelicano eucarístico, embora seja principalmente um símbolo católico é muito associado com Dom João II. A Estátua na sua homenagem provavelmente base-se nesta imagem

Dezenas de livros.