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O Que Dizer Das Flores

O que dizer das flores

Este livro tem uma capa bonita mas não julgamos um livro pela capa. Felizmente a história também vale mesmo a pena.

Não é uma história com um único protagonista. Há várias personagens que têm as suas próprias vidas e os seus próprios segredos, mas acho que o enredo centra-se* no pai da Catalina, cuja fuga da cadeia suscita a questão de se é** culpado ou inocente.

Mas o maior segredo de todos é este: de vez em quando, a narração passa para a primeira pessoa mas os protagonistas não interagem com quem está a falar, fazendo-nos*** perguntar, quem está a narrar isto tudo? O mistério desvenda-se ao longo do tempo, caso não tenhamos já adivinhado.

Lê-se bem, e até me fez rir. A minha única queixa é que queria ter lido o primeiro livro da série. Ouvi dizer que não era necessário lê-los em sequência mas há muitas referências aos acontecimentos do Onde Cantam os Grilos e acho que perdi algo por não conhecer as personagens antes de ler este segundo volume.

*gira à volta (revolves around) would have worked too, and is quite common, but some pedantic types might object to it being a tautology.

**Writing a stern note to myself because I wrote “for” here, instead of é. The “se” and the whole way it is joined onto the rest of the sentence seems to be setting it up for a subjunctive (future or maybe imperfect), which is what I thought, but I was wrong, because it isn’t setting up a hypothetical situation. If it was like “se for culpado, irá para a cadeia”, it would be subjunctive, but not here. Super-tricky, that one, at least for my way of thinking…

***I think strictly speaking there should be an extra “nos” here – Making us ask ourselves – but it sounds clunky and sometimes it’s better to be ungrammatical and soung good than be super’accurate and sound like a dork.

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Bater umas Chapas 📷

Encontrei mais uma expressão idiomática desconhecida. Adivinhei o significado pelo contexto: tirar umas fotografias. O livro é “A Noite” de José Saramago que conta a história dos jornalistas na sede de um jornal durante a noite na qual o Movimento das Forças Armadas executaram o seu golpe do estado em 1974, e o Baltasar é um fotógrafo.

Mas acho que esta é uma expressão que não vou sacar durante o exame C2 porque é antiga, mas acima de tudo porque há uma outra expressão que é muito parecida mas cujo significado pode provocar uns risinhos se fizer um errozinho…

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Português em Foco

Another mildly annoying example of terrible design here – the PeF online course doesn’t allow enough space in the box to fill in all the missing words. Buuuu

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Great Czechspectations

Estamos a ver o primeiro jogo da seleção portuguesa no Campeonato Europeu de Futebol, contra a República Checa. A República Checa já marcou dois golos mas felizmente um foi na sua própria baliza, portanto os portugueses estão à frente…

Oh! E já ganharam.

A minha mãe diz que, em Portugal, se a equipa vencer, os adeptos percorreram a cidade de carro a buzinar repetidamente. Infelizmente, não tenho um carro, mas vou dar um passeio de bicicleta a tocar a campainha para celebrar esta vitória.

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Furgão

Bolas! Logo depois de publicar o texto sobre o carrinho, percebi que tinha perdido a oportunidade de usar uma das minhas novas palavras: furgão. A palavra encontra-se no capítulo dezoito d’O Que Dizer Das Flores. Uma personagem, Sr Bilros, perdeu a antena do furgão, portanto tem de cantarolar o único trecho que sabe de cor duma opera de Verdi. Então, um furgão é uma espécie de rádio? Não, é um carro de transporte de encomendas e bagagens. O carrinho de golfe estava carregado de garrafas e latas de bebidas alcoólicas para refrescar os concorrentes do torneio de golfe, portanto havia a oportunidade de falar de um acidente de furgão mas deixei-a escorregar por entre os meus dedos.

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Um Acidente Rodoviário

É a notícia que um pai receia ouvir: a sua filha perdeu controlo do seu automóvel e foi para a valeta com velocidade máxima. Felizmente, a minha filha, que nem sequer teve uma única aula de condução, estava ao volante dum carrinho de golfe, portanto ela e o seu namorado sobreviveram. Que alívio!

Almocei com os dois antes de eles regressarem para a Escócia. Hoje é o dia do pai, e fiquei muito contente por ver que ela está tão contente e tão relaxada na sua nova vida de escritora.

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Bogeyman

Raymond Briggs - Fungus the Bogeyman
Fungus O Bicho-papão.

Deparei-me com a palavra “bicho-papão” e não me lembrei de a ter visto antes mas nem só vi mas até inclui a palavra num blogue. Ofereci-a como tradução de Bogeyman. Um bicho-papão é uma criatura mitológica usada para assustar as crianças para as impedir de se portam mal.