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Groselhas E Grossura

Groselhas

Estou metido num grande enrascanço. Pois, admito que estou a exagerar, mas “enrascanço” é uma palavra nova que quero usar.

O meu problema é que tenho tantas groselhas mas tão poucas receitas. Groselhas sabem bem como doce, espalhadas numa fatia de pão, ou em pastéis, ou cozidas com açúcar e misturadas com natas. Infelizmente, tenho muita vontade de perder peso e não preciso de comer montes de sobremesas deliciosas.

Passei uma hora a colher bagas para encher uma caixa. Foi uma hora pacata. Estava embrenhado no meu audiolivro, e deixei cair as chatices do dia (telefonemas, tarefas domésticas, duas granadas descobertas perto da casa da minha mãe e blábláblá). É uma atividade terapêutica. Palmilhei o solo com cautela para não pisar os morangos ao pé dos arbustos. Também há umas couves acabadas de brotar que não queria esmagar.

A seguir à jardinagem, também preparei o jantar, com favas da minha horta e bifes de frango (comprados… Não me dá com galinhas!) e comemos juntos na sofá. A minha esposa fez o turno de noite ontem e merece um bom descanso e por isso, fiz as tarefas todas.

Vou recolher as* restantes nos próximos dias, mas depois… Bolo de groselha? Eh pá… É gostoso mas sinto a minha cintura a expandir só por ter visto as fotos no site….

*I feel like a footballer unjustly given a yellow card because the opposing player took a dive. “Restante”, as a noun, is masculine so it never crossed my mind to use anything but “os”, but…. in this context, it’s acting as an adjective; it’s not “the remains” but “the remaining blackcurrants”, so it’s feminine because groselhas are feminine. Sometimes it seems like whoever invented this language was deliberately trying to make it hard for us, eh?

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O Que Dizer Das Flores

O que dizer das flores

Este livro tem uma capa bonita mas não julgamos um livro pela capa. Felizmente a história também vale mesmo a pena.

Não é uma história com um único protagonista. Há várias personagens que têm as suas próprias vidas e os seus próprios segredos, mas acho que o enredo centra-se* no pai da Catalina, cuja fuga da cadeia suscita a questão de se é** culpado ou inocente.

Mas o maior segredo de todos é este: de vez em quando, a narração passa para a primeira pessoa mas os protagonistas não interagem com quem está a falar, fazendo-nos*** perguntar, quem está a narrar isto tudo? O mistério desvenda-se ao longo do tempo, caso não tenhamos já adivinhado.

Lê-se bem, e até me fez rir. A minha única queixa é que queria ter lido o primeiro livro da série. Ouvi dizer que não era necessário lê-los em sequência mas há muitas referências aos acontecimentos do Onde Cantam os Grilos e acho que perdi algo por não conhecer as personagens antes de ler este segundo volume.

*gira à volta (revolves around) would have worked too, and is quite common, but some pedantic types might object to it being a tautology.

**Writing a stern note to myself because I wrote “for” here, instead of é. The “se” and the whole way it is joined onto the rest of the sentence seems to be setting it up for a subjunctive (future or maybe imperfect), which is what I thought, but I was wrong, because it isn’t setting up a hypothetical situation. If it was like “se for culpado, irá para a cadeia”, it would be subjunctive, but not here. Super-tricky, that one, at least for my way of thinking…

***I think strictly speaking there should be an extra “nos” here – Making us ask ourselves – but it sounds clunky and sometimes it’s better to be ungrammatical and soung good than be super’accurate and sound like a dork.

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Bater umas Chapas 📷

Encontrei mais uma expressão idiomática desconhecida. Adivinhei o significado pelo contexto: tirar umas fotografias. O livro é “A Noite” de José Saramago que conta a história dos jornalistas na sede de um jornal durante a noite na qual o Movimento das Forças Armadas executaram o seu golpe do estado em 1974, e o Baltasar é um fotógrafo.

Mas acho que esta é uma expressão que não vou sacar durante o exame C2 porque é antiga, mas acima de tudo porque há uma outra expressão que é muito parecida mas cujo significado pode provocar uns risinhos se fizer um errozinho…

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Português em Foco

Another mildly annoying example of terrible design here – the PeF online course doesn’t allow enough space in the box to fill in all the missing words. Buuuu

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Great Czechspectations

Estamos a ver o primeiro jogo da seleção portuguesa no Campeonato Europeu de Futebol, contra a República Checa. A República Checa já marcou dois golos mas felizmente um foi na sua própria baliza, portanto os portugueses estão à frente…

Oh! E já ganharam.

A minha mãe diz que, em Portugal, se a equipa vencer, os adeptos percorreram a cidade de carro a buzinar repetidamente. Infelizmente, não tenho um carro, mas vou dar um passeio de bicicleta a tocar a campainha para celebrar esta vitória.

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Furgão

Bolas! Logo depois de publicar o texto sobre o carrinho, percebi que tinha perdido a oportunidade de usar uma das minhas novas palavras: furgão. A palavra encontra-se no capítulo dezoito d’O Que Dizer Das Flores. Uma personagem, Sr Bilros, perdeu a antena do furgão, portanto tem de cantarolar o único trecho que sabe de cor duma opera de Verdi. Então, um furgão é uma espécie de rádio? Não, é um carro de transporte de encomendas e bagagens. O carrinho de golfe estava carregado de garrafas e latas de bebidas alcoólicas para refrescar os concorrentes do torneio de golfe, portanto havia a oportunidade de falar de um acidente de furgão mas deixei-a escorregar por entre os meus dedos.

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Um Acidente Rodoviário

É a notícia que um pai receia ouvir: a sua filha perdeu controlo do seu automóvel e foi para a valeta com velocidade máxima. Felizmente, a minha filha, que nem sequer teve uma única aula de condução, estava ao volante dum carrinho de golfe, portanto ela e o seu namorado sobreviveram. Que alívio!

Almocei com os dois antes de eles regressarem para a Escócia. Hoje é o dia do pai, e fiquei muito contente por ver que ela está tão contente e tão relaxada na sua nova vida de escritora.