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Filatelia

O meu pai era um filatelista, ou seja um colecionador de selos. Também colecionava outras coisas como moedas e baralhos de cartas, mas a sua primeira obsessão era os selos. Eu também fui mordido pelo bicho de filatelia quando era novo mas acabei por desistir.

A coleção do meu pai é grande mas bastante desorganizada. Ou melhor, partes da coleção entraram em caos. Existem álbuns bem arrumados, mas também deixou uma caixa de selos soltos, incluindo selos da época Victoriana e de todas as monarcas seguintes. Agora que estamos a esvaziar a casa, estamos a planear vender a coleção. Há uma feira de selos em Preston em Fevereiro, onde estará um homem que o meu pai conhecia. Entretanto, estou aqui a agrupar os selos para facilitar a estimativa* do valor. Já levo 3 noites mas a tarefa ainda não está terminada.

*I almost wrote “estimação” which wouldn’t be 100% wrong but since it’s mainly used in the phrase “animal de estimação” it obviously has a slightly different feel in Portuguese than our “estimation”.

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A Livraria Latina

Fiquei triste quando soube que encerrou definitivamente a livraria Latina, uma das livrarias mais bonitas que já visitei. É a loja onde comprei um novo exemplar do “As Minhas Aventuras Na República Portuguesa”, tendo perdido o meu no avião, a caminho de Portugal. Não é tão famosa como a Lello mas isso é uma vantagem como toda a gente na fila de espera já sabe*!

Livraria Latina (Credits here)

*it’s so, so painful not to use a plural ending when they are clearly a lot of people.

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Uma Opinião Que Não É Uma Opinião

Costumo de escrever opiniões nos livros portugueses que leio. Ouvi este Audiolivro enquanto embrulhava as prendas de natal sob influência do Baileys, portanto a minha memória está embaciada e a minha opinião não é confiável… Peço desculpa. Talvez no próximo Dezembro eu volte a ouvir, sem álcool. Os contos individuais são disponíveis na loja Kobo mas provavelmente não te apetece lê-lo em Janeiro!

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Sal – João Andrade e Luís Buchinho

Sal - João Andrade e Luís Buchinho

Esta banda desenhada conta a história de uma rapariga madeirense, de uma família em crise, que foi levada para uma casa de acolhimento. Os quadrinhos são bem desenhados. É super fácil entender quem está a falar e o que é que está a acontecer. Em sumo, a execução da história é bem realizada. Quanto à história, tenho algumas dúvidas sobre como funciona o sistema de apoio de crianças. Tendo trabalhado neste ambiente no passado, parece-me pouco provável que um trabalhador de proteção de crianças tenha o direito de simplesmente encostar o carro na rua de um menino e dizer “entra no carro” como acontece neste livro. Ainda por cima, o comportamento dos empregados na casa de acolhimento é pouco profissional… Eu sei que cada país tem as suas normas mas… Uau, fiquei surpreendido com as palavras que usaram, e a falta de respeito para a privacidade das crianças. Não é abuso, nada disso, mas também não é muito simpático. Mas talvez este especto faça parte da história. Infelizmente não sei como os autores vão desenvolver este fio da história porque este livro é apenas o volume 1 de uma série, o que não é evidente pela capa, mas ainda assim, é, mesmo. Então, vai haver mais no futuro, mas esta parte tem uma conclusão satisfatória da primeira fase da nova vida dela, portanto não me deixou frustrado por não completar a história.

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A Passagem do Ano

Feliz ano novo, queridos leitores, professores e estudantes da língua de Camões!

O blogue de ontem foi um pouco deprimente. Destaquei os piores aspectos do ano passado. Mas o novo ano traz novas oportunidades. Vou começar a escrever blogues novamente (já escrevi cinco que estão na fila!) e a estudar. Isto acontecerá devagar. Ainda tenho muito que fazer para organizar as coisas dos meus pais, mas quero estabelecer uns objectivos gerais em vez de resoluções para 2025.

Se fosse uma outra pessoa, adoraria encontrar uma noite de “open mic” num clube de comédia em Lisboa e fazer 5 minutos de anedotas em português. Que desafio incrível, né? O planeamento seria intenso. Mas nem pensar, não tenho a auto confiança para fazer isso, nem sequer em inglês!

Por ser mais realista, tenho três objectivos linguísticos para 2025:

  1. Conquistar o DUPLE: estou confiante que receberei uma nota boa mas se não… Maio!
  2. Usar o DUPLE: quando tiver um diploma universitário, farei um curso universitário numa disciplina relevante, mas sobre um assunto fora da minha zona de conforto: ou seja, adquirirei uma nova competência profissional em vez de simplesmente escrever coisas que já sei no meu idioma segundo. Já marquei a página da Universidade Aberta. Segundo o calendário letivo, a época de inscrições é em breve!
  3. Falar mais: em geral, falar falo, mas para dar mais estrutura a este objectivo, vou gravar…. Digamos 6 mas espero que haja mais… Seis vídeos mais considerados sobre diversos tópicos. Já faço vídeos que ninguém vê, de vez em quando, sobre leitura, mas penso em planear e gravar vídeos que ninguém verá, sobre jardinagem, treinos, tecnologia… Hum… Maquilhagem? Como se enriquecer comprando e vendendo criptomoedas…. Há tantas opções! Os vídeos têm de durar mais de 15 minutos e abordar tópicos pormenorizados: por exemplo, sobre jardinagem, não vou descrever detalhadamente a minha horta urbana e o que que lá planto, mas sim como dividir ruibarbo. Isto vai incentivar-me a aprender novas palavras e até podem ser úteis (porque tanto quanto sei, não existe vídeos em Português sobre como dividir esta planta.

Mas chega de planos. Espero que estejam felizes, cheios de energia e prontos para fazer 2025 o melhor ano de sempre!