
Este livro juvenil é muito engraçado mas tem a sua própria escuridão. O Caracol do título vive no “País do Dente-de-Leão” (o nome dado ao prado dele). Num dia, perguntou-se: por que é que os caracóis são tão lentos? No processo de descoberta, adquiriu um nome (“Rebelde”) mas constatou algo mais preocupante: existiam seres humanos na área que pretendiam devastar o prado todo para construirem uma nova estrada. Portanto, o caracol herói avisou os outros bichos do prado. Depois, guiou a tribo de caracóis até a um novo País do Dente-de-Leão. No caminho para lá, os moluscos sofreram grandes transtornos, perigos e sofrimentos.
O enredo fez-me lembrar do Watership Down de Richard Adams, que também conta uma história de animais à procura dum novo lar por causa duma ameaça humana. Também superam dificuldades com ajuda dum pássaro (os coelhos do Watership Down têm ajuda duma gaivota, os caracóis de um mocho).
É muito divertido mas não esconde os factos da vida dos olhos do leitor!


Um casal jovem está em fuga porque o homem cometeu um crime, e a polícia judiciária está à procura dele. Por isso, escondeu-se, com o bebé deles numa casa na terra do pai. Todos crê que esta casa é amaldiçoada. Muitas pessoas foram assassinadas lá, e os rumores dizem que a casa enlouquece qualquer pessoa que lá more. É isso mesmo que acontece, mas não me admirou: o namorado da mulher é um facínora. Chegou à casa com pouca comida mas com uísque suficiente, uma espingarda e cinco milhares de t-shirts (estou a exagerar mas não tanto assim…) com os logótipos de várias bandas fixes dos anos noventa. Portanto, quando o homem se enlouquece, ameaça a namorada e começa a atirar nos polícias não é nada surpreendente, nem chocante tal como a transformação do pai no “the Shining”.
Achei este livro muito desafiante, por causa da quantidade de palavras desconhecidas, mas isso não me importa porque, por acaso, gosto dum desafio!

