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Serial Non-Finisher

Mais uma vez, participei numa maratona. A Maratona de Edimburgo, que decorreu ontem, é igual à de Lisboa relativamente ao terreno: a maioria do percurso fica à beira-mar. Os escoceses são um povo acolhedor e permaneceram na rua a apoiar os corredores ao longo do caminho, até ao fim, enquanto o tempo mudou de sol para vento para chova para granizo e de volta ao sol.

O meu objectivo nesta corrida não passou do mais básico: correr 42,2 quilómetros sem caminhar. Mas não consegui. Ainda por cima, o meu desempenho foi ainda pior do que em Lisboa. A minha reserva de energia ficou esgotada aos 20k da meta. Que frustração. Mas foi culpa minha: não me preparei o suficiente antes da prova. Também comecei demasiado rapidamente por pura alegria de estar a correr num belo dia em Edimburgo com milhares de pessoas a aplaudir, e uma canção motivadora a tocar nos meus auscultadores. É essencial, numa corrida deste tamanho, manter uma reserva de força. Se a primeira metade for rapidíssima, podes apostar que a segunda será uma desgraça. No fim, caminhei 7 milhas e acabei por chegar 6 horas e um minuto após o arranque.

Estou desiludido comigo mesmo por ser incapaz de cumprir o meu objectivo mas estou cada vez mais determinado em me esforçar cada vez mais.

No autocarro de volta para Edimburgo uma velha mulher (de… Sei lá.. 60 ou 65 anos?) felicitou-me e disse que ela também correu numa maratona recentemente – a Maratona de Londres em Abril, mas estava ferida e atingiu o seu “pior desempenho de sempre”: 5 horas, uma hora menos do que o meu tempo. Ah pois, está bem, sua gabarola de merda.

Ah ah, estou a brincar, ela fez um grande esforço e não desistiu, face às dores nas pernas. Vou seguir o seu exemplo.

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Just a data nerd

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