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Meia Boquice

#UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON I posted this on reddit a week or so back but somehow didn’t manage to send it to the right sub so it didn’t get corrected. So caveat emptor: it’s probably full of mistakes.

Segundo Frei António, no terceiro capítulo deste livro que estou a ler, um outro aspeto do caráter nacional é que “somos meia boca” ou seja que os portugueses se satisfazem com realizações médias. Não querem falhar mas também não se sentem sob pressão para exceder o normal.

Como exemplos, o autor oferece duas comidas: pão com chouriço, e ovos estrelados com batatas fritas, ambos exemplos de almoços que faltam ambição (Hum… OK…). Também escreve sobre a roupa: homens que usam chinelos fora de casa (“estamos e não estamos calcados”) e mulheres que andam sempre de avental (“passa(m) a ideia de estar(ão) a trabalhar, podendo não estar(em)”)

Mais descabido de tudo, o autor acha que os políticos portugueses querem “ficar no meio do muro, nem para um lado e nem para o outro” (dá como exemplos Adriano Moreira e Freitas do Amaral) Eh pá, em meados do último século, o país passou por décadas de ditadura quase fascista e logo depois parecia em perigo de se tornar ditadura comunista. Ainda nos dias de hoje há partidos da extrema-direita e a extrema-esquerda. Não é comigo, claro, mas tanto quanto sei existem montes de políticos com crenças fortes!

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Individualidade

Florbela Espanca

O sétimo capítulo do livro do Frei António aborda o conceito da individualidade. Mais uma vez, o autor fala desta palavra “manha”, mas de forma mais positiva do que a dos capítulos passados. Escreve sobre a habilidade dos portugueses para se desenrascarem de problemas. Como exemplos desta característica, sugere a poeta Florbela Espanca e, no campo da gastronomia, “comer na gaveta” e “o bolso do português” (ambos truques para esconder comida dos olhos dos outros para não partilhar o que é nosso).

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Brandura

Vamos continuar com esta leitura do “Ser Português”. O próximo capítulo aborda a brandura que, na opinião do autor é mais uma característica do povo português.

Mais uma vez, o autor apresenta exemplos; Dom João III, que foi demasiado brando para se opor à entrada da inquisição no país, e dos otomanos na Europa durante o seu reinado; Mário Soares, cuja popularidade se prendeu com este paradigma* nacional. Bastou-lhe ficar no centro, afastando-se igualmente das duas alas políticas e esse ar brando tornou possível a sua carreira apesar da falta de vontade reformista.

Também aponta a** sesta e a crença no destino como exemplares da brandura dos portugueses, o que faz todo o sentido. O carapau alimado também***. Sinceramente não entendo porque é que cada capítulo usa um prato para ilustrar um aspeto do caráter nacional. Talvez se entendesse, isto seria a chave que desvendaria tudo. Ou talvez não. E nós bretões: Qual será a comida que exemplifica a nossa alma coletiva? O Greg’s Sausage Roll, claro.

*One of those masculine ends-with-a words.

**Aponta doesn’t need a preposition. It means “point out” rather than “point”.

***I neglected to mention the other dish mentioned in the chapter: açorda. Well, it’s true, not much is milder than açorda, which is sometimes translated as bread soup, although it’s more like bread sauce. Is bread sauce even a thing in 2022? My mum still makes it at Christmas but I don’t recall seeing it anywhere else. It’s just mushed up bread with a bit of onion and a few herbs chucked in. Recipes here: açorda vs bread sauce.

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Sensibilidades

Segundo o Frei António, a sensibilidade portuguesa é leve e superficial. “Daí que não haja em Portugal verdadeiros santos e muito menos místicos”. São dados vários exemplos como Fernando Pessoa e Zé do Telhado. Mais uma vez sinto como se me estivesse a passar alguma coisa ao lado: consigo pensar em muitos adjetivos para descrever Fernando Pessoa mas “superficial” não estaria na lista. Também diz que a laranja e o figo são exemplos de alimentos que mostram esta qualidade. O futebol também. E a inveja. Parece um “mad lib” preenchido de palavras aleatórias.

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Desenrascar

So I decided to dig into this word, desenrascar, found in the book I’m reading. Desenrascar means untangle, and desenroscar is more like uncoil, whereas and you can get the meanings of rasca and rosca respectively from the verbs. Desenrascar also seems to mean to sort something out in general resolve a problem.

Trying to understand this, I came across a site in which someone said this was the best English explanation of “o nosso povo (…) ao mesmo tempo desenrascado e forreta”

I tend to steer clear of the portuguese kids, partly because they don’t sing in portuguese but mostly because Americans can sometimes be a bit cringe when they’re too attached to the old country. Witness how chicagoans die their river green for St Patrick’s day, for example.

But anyway, there you go. They are big on doing stuff for themselves and desenrascar seems to be a key word there.

Incidentally, the only other time I’ve seen that word Berbicacho is in the title of a Deolinda song, which I mentioned a couple of years ago in a post about Viriatus.

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Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses
Psicopatas Portugueses

Psicopatas Portugueses” é um livro de Joana Amaral Dias. Além de ser um livro e um audiolivro, o texto foi lançado como podcast e foi assim que o ouvi. A capa do livro tem uma foto dum rosto escondido por uma máscara de hóquei, tipo Jason Voorhees dos filmes “Sexta-feira 13” , mas não é um desses romances de terror que descrevem crimes de tal forma bizarros e ultrajantes que existe uma espécie de diversão perversa, entrelaçada com o choque de assassinatos tão assustadores. Em vez disso, trata-se de histórias de “crime verídico” mais quotidianas. Os contos abordam casos de pessoas que matam por causa de ciúmes incontroláveis, ou simplesmente por cobiça por dinheiro. Até há pessoas com doenças mentais (sem ser psicopatia) que matam elementos das suas próprias famílias de modo sórdida e nojenta. Acho que os fãs deste género podem gostar desta obra. Já eu, nem por isso. Achei-o ligeiramente deprimente e fiquei aliviado quando cheguei ao fim.

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Cats vs Dogs

Spotted on twitter and laughed my head off.

I think it’s Brazilian, by the way. Not that different though. I think in european portuguese they would have dropped the “eu” in the first cat dialogue and used cão in place of cachorro. Obviously the punctuation is all over the place but that’s memes for you!