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Comentários Sobre Um Filme: Passport to Pimlico

passport-to-pimlico-149-001-stanley-holloway-on-tube-00m-fgqO meu filme favorito é um filme a preto e branco do Estúdio Ealing que se chama “Passport to Pimlico”.
Os eventos do filme acontecem em Pimlico, um bairro de Londres nos anos imediatamente a seguir da Segunda Guerra Mundial. Na abertura, uma velha bomba, enterrada debaixo duma igreja explode e nas ruínas, encontra-se uma caixa com papeis antigas que diziam que Pimlico foi dada* ao duque de Borgonha na idade média. Borgonha ainda não existe, mas os papeis diziam que viva neste pequena área de Londres.
No início, esta informação parece uma piada, mas passado pouco tempo, toda a gente de Pimlico decidiu que eram cidadãos de Borgonha. Não têm de obedecer as leis do Reino Unido, não têm de pagar impostos, e podem vender e comprar à vontade. Em breve, a situação cresce até ao ponto em que o governo construí uma parede em redor do bairro e não deixa ninguém entrar nem sair. Ninguém pode obter comida e os moradores pensam que estão vencidos mas um rapaz fora do muro lança um bombom** por cima do muro para dentro de Borgonha. Os adultos fazem o mesmo. Batatas, frutas, pão, latas, todos voam para dentro e (como se diz “spoiler alert***”?) a Borgonha permanece viva.
É muito engraçado. Também, gosto muito de ver o espírito da cidade a acordar depois de tanta destruição, tanto dificuldade.

*=I think this is right. Some of the corrections seem to be assuming that the box was given to the Duke of Burgundy, but no, Pimlico – or at least that part of it – was.

**=It was a sweet or a lollipop or something, IIRC, and not – as one of the corrections seemed to assume – a balloon.

***=”Alerta spoiler”

 

Thanks as ever to the iTalkians who helped me with corrections: Sophia, João and Lorena.

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As Cartas

Letters are right at the end of the textbook I’m using but they come up in some of the mock exams I’ve looked at so I thought I’d better get familiar with them

1 – Formal

Londres 20 de Maio de 2016

João Imaginário
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa
Portugal

Excelentíssimo Senhor
Desculpa de não ter escrito mais cedo. Tive dores nos dedos por causa de tocar demasiado o violão e por isso não pude usar o teclado.
Fiquei espantado e encantado ao receber a sua oferta de tornar-me Professor de Português. Depois de muita consideração, acho que devo recusá-la neste momento porque preciso de mais pratica. Pode ser no próximo ano?

Obrigado outra vez
Os melhores cumprimentos
18ck

2 – Informal

Londres 20 de Maio de 2016

Caro Jose

Obrigado pelo livro que enviou-me para o meu aniversário. Não tenho lido livros de China Mievile, mas gosto muito de ficção científica e ouvi que é um escritor interessante. Estou contente por saber que a sua equipa ganhou o tri campeonato, seja lá o que isso for.

Um abraço
18ck

So it looks like Caro is the rule for starting letters in informal situations and Excelentíssimo (or “Exmo”) for formal. I have also seen “Prezado” (“esteemed”) but I believe that’s more of a Brazilian thing.

The sender’s address only seems to be the town and date in the format shown. Recipient addresses have the format:n5anuxqrjqjijncdkitgf03dee2

[Recipient Name]
[Housename] (optional)                
[Streetname] [Streetnumber] 
[Locality]
[7 digits] [TOWN]        
[PORTUGAL] (if posting internationally)

Endings seem to be “os melhores cumprimentos”, “Atentamente”, or further down the scale of formality, “um abraço” (seems to be common between men) or something with beijo or beijinho.

Formal letters also seem to use v/ for Vosso and n/ for Nosso. I haven’t seen these anywhere except on the formal letter sample in Lathrop and Dias, which is sort of weird.

 

 

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As Redes Sociais (Tradução)

As redes sociais fazem as pessoas que estão distantes parecerem perto e aqueles que estão perto parecerem longe.

Isto quer dizer que as pessoas que vivem em Brasil, por exemplo, parecem perto porque é fácil falar com eles através do Skype ou Facebook ou mesmo iTalki! Mas os amigos ou membros da família sentados frente a frente são distraídos por os seus telemóveis e por isso não falam em nada.

smart-phones

 

Thanks to Rubens, Fábio and Rejane for help with the translation. The original quote is something I have heard from the mouth of Stephen Metcalf, although I don’t remember if he was quoting someone else at the time. It’s something like “Social networks make people who are far away seem close and those who are close seem far away”

The translation of “at all” turns out to be more complicated than I assumed because (duh!) you can’t just translate it literally

Estou a revisitar este “notebook”. Muito obrigado para isto resposta. Hm. Acho que o erro que faço é em tentar traduzir literalmente a frase inglês “at all”. Em inglês, se deseje aumentar um negativo, pode usar “at all”. Por exemplo “He didn’t say nothing at all” significa “disse absolutamente nada”. Talvez devo dizer “mesmo” em vez de “de tu/odo”. “Disse nada mesmo”, “não falam mesmo”. Hum… Faz sentido?

Or possibly “em nada” . Não falam em nada”. In English I would say “they don’t talk at all”

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Vêm Os Brasileiros

2a696675cb838a66889464a5cdef3e36[Warning – Uncorrected Text = Likely to be a total disaster]

Na semana passada, faço um exame modelo de Português Nível B1. Havia um exercício de gramática e… que horror!  Tive quinze por cento! Pedi a minha professora ajudá-me compreender as regras. Ela explicou que este modelo era um “CELPE-Bras” (Português de Brasil) e por isso muitas regras não aplicavam a Português de Portugal. Depois de fazer correcções, a minha nota nova foi… sessenta e cinco por cento! Isto não é tanto mal!

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Os Relógios

big-brother-is-watching-youBoa tarde e Força Benfica!*

O meu livro preferido é “1984” de George Orwell. A protagonista chama-se Winston Smith, e vive em Inglaterra no futuro. O livro foi escrito em mil novecentos e quarenta e oito. Naquele ano, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro parecia o futuro, apesar de que só tinha quinze anos! É uma “utopia negra” que trata a manipulação da história e do idioma para controlar os cidadãos. Nas páginas dele há muitas frases bem conhecidos por exemplo “Big Brother is Watching You” (“O filho mais velho esta a olhar-te”)
Mas por quê digo-lhe isto? Boa questão.
Hoje, quando estava a falar com a minha professora, ela lembrou-me que os Portugueses usam o relógio de vinte e quatro horas. Por outras palavras, se forem três da tarde, é comum dizer “as quinze”. Agora, em Inglês, isso seria muito estranho. Além disso, é tão estranho que o Orwell utilizou a estranheza como um bom efeito. O livro começa assim:

“It was a bright cold day in April and the clocks were striking thirteen” (quer isto dizer “Estava um dia claro e frio em Abril, e os relógios estavam a tocar as treze”)

Quando um leitor inglês lê isto, os seus pensamentos correm como seguinte:
– Estava um dia claro e frio… [Mm-hm, O clima… bom. É normal. Que mais?]
– em Abril… [a primavera. Que bom. E o que mais?]
– e os relógios estavam [o tempo. O que pode ser mais normal do que o tempo?]
– a tocar as treze [O QUÊ????? Não é possível! Só há doze números num relógio. O que se passou?]

Neste ponto, o leitor deve pegar numa chávena de chá para acalmar-se.
Mas acho que em Portugal, esta frase não parece nada estranha…?
Mais tarde, o leitor descobre que no futuro, muito terá mudado, e uma destas coisas será a medida do tempo.

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*=Para ser honesto, não me importa mas estou a tentar parecer como um português autêntico. Por outro lado, se fosse português estaria a ver o jogo, né? Hum.

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Uma Experiência Inglesa de Quase-Morte

Tento usar o vocabulário sobre o clima/tempo e também praticar expressões idiomáticas.

Quando levantei-me, estava com a pulga atrás de orelha. Alguma coisa estava errada mas não sabia o quê. Tudo parecia normal, mas… ainda sabia que era rés-vés Campo do Ourique*. Vesti-me com cuidado, olhando em volta de mim com olhos de lince. E também com orelhas de coelho. Como gostaria de ter asas dum pássaro. Voaria deste apartamento para morar numa árvore e ser feliz. notebook_image_686272
Onde estava? Ah, sim.
Finalmente, fui à sala de jantar e cozinhei ovos com cogumelos para o meu pequeno almoço Enquanto estou a cozinhar, a minha esposa apanhou-me com a boca na botija, a comer Nutella do frasco com uma colher grande. Tinha de pagar o pato. Enquanto comi, li o jornal “The Guardian”.
O boletim meteorológico disse “O sol vai brilhar todo o dia”.
“Que bom”. pensei, mas ainda tinha o sentimento de receio. Saí do apartamento, vestido em calções, um t-shirt, ténis e óculos de sol. Andei de bicicleta ao longo do rio até ao centro de Londres. O caminho é longo e o dia estava quente. O meu rosto ficou vermelho**. Quando cheguei, o céu tinha mudado. Estava acinzentado. De repente, o ar tornou-se frio e começou a chover. Que horror! Liguei à minha esposa. “Fofinha!”, eu disse, “estou com frio”.
Ela respondeu “Podes tirar o cavalinho da chuva”.
“Mas não há cavalinhos aqui. Andei de bicicleta!”
Por enquanto, chovia a cântaros.
“Vai chatear Camões!” gritou, desligando.

Entrei numa loja para comprar uma chapéu-de-chuva. Quando saí, a temperatura abaixou e estava a nevar. Lembrei-me da minha sensação péssima desta manhã. Tinha feito um erro terrível. Tinha acreditado num boletim meteorológico inglês e agora estava convencido que me aconteceria um morte de coisas horríveis. Foi um osso duro a roer. O granizo batia no meu corpo gelado e as minhas pernas azularam.
Liguei à minha esposa outra vez. “Vou bater as botas, fofinha”, disse eu. “Adeus… Ó… Não faz mal, o sol voltou a brilhar.”
Pus a guarda-chuva no lixo e voltei para casa. Quando estava a meio caminho de lá, começou a relampaguear e a trovejar.

*= This phrase isn’t quite right in this context

**=Originally “avermelhou”

Thanks to Sophia for her Portuguese corrections and Rubens and Belo for their Brazilian ones. Rubens also put me wise to verbs made from colours, of which there are three examples here – avermelhar (to turn red), acinzentar (to turn grey) and azular (to turn blue). They seem to be used more widely in Portuguese than their English language equivalents – redden, blacken, etc. For example, “It’s highlighted in yellow” is just “amarelou” (perfeito pretérito simples de “amarelar”)

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Dois Artigos

This iTaki notebook entry is pretty thin stuff as politics goes but it was a good way of challenging my vocabulary, so…

25abrilHoje, dois artigos no jornal “Publico” chamaram a minha atenção. Nos dois o objecto é Portugal e a sua lugar em Europa. O primeiro artigo se publicou ontem, no aniversario do “revolução dos cravos”. Este artigo diz que um quinto da população do Portugal têm saudade do “Estado Novo” (o governo de Salazar e, depois dele, Marcelo Caetano, que dominaram o pais entre 1933 e 1974). Surpreendi-me. Não entendo como tanta gente num pais como Portugal podem sentir simpatia por um governo que tinha muitas características do fascismo! O artigo sugere que uma razão importante atrás desta simpatia de autoritarismo está a crise económica. E esta conclusão parece razoável: Nos tempos difíceis, as vezes, algumas pessoas voltam-se aos partidos que oferecem respostas fáceis, mensagens claros e uma imagem de força. Felizmente, a maioria dos Portugueses não concordam. Eles orgulham-se do seu pais e da sua revolução.
Entretanto, um outro pais de Europa, nomeadamente Polónia, já há um governo da direita. O partido Lei e Justiça ganhou as eleições de 2015, prometendo as medidas fortes contra a imigração. Eles afirmam que os migrantes muçulmanos do meio-oriente ameaçam o seu modo de viver. (Como se diz em Português “Pffff!”?) De qualquer maneira, alguns dias atrás, um estudante Português do programa “Erasmus*” foi atacado por um homem. Este homem (um militar) chamou-lhe “lixo” e lhe puxou pelo cabelo e pela roupa. O motivo, segundo o artigo, foi racismo. Pode ser que o homem não gostou do seu sotaque, sua pele… não sei.
Este artigo é o mais popular no website de Publico hoje. É um lembrete a todos para que as nações da Europa rejeitaram o fascismo muitos anos atrás. Somos melhores, mais fortes, quando trabalhamos juntos, ajudando uns aos outros.

Os Artigos
Crise leva um quinto dos portugueses a terem saudade dos tempos antes do 25 de Abril
Estudante português terá sido vítima de ataque racista na Polónia

*= Erasmus é um programa do UE para deixar as estudantes aprenderem nos outros países da união.

 

Thanks to Rubens for the corrections.

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O Sistema de Transporte Em Lisboa

Hoje li este artigo no website do jornal Portugues “Publico”
http://p3.publico.pt/actualidade/ambiente/20282/rede-de-metro-alargada-e-seis-mil-novas-bicicletas-nas-cidades

O artigo afirma que tanto Lisboa como Londres vão aumentar o seu sistema de transportes. Especificamente, o governo decidiu alargar as redes do Metropolitano e promover outras formas de transportes, incluindo veículos eléctricos e “car-sharing” (no que os trabalhadores que conduzem até ao local de trabalho dão uma boleia uns aos outros e por isso usam um carro em vez de três ou quatro) para melhorar o ar e reduzir níveis de dióxido de carbono e outros poluentes desagradáveis.
Além disso, a coisa que mais me interessa é onde o artigo menciona a intenção de melhorar as condições para o uso de bicicletas. Como muitas cidades no mundo desenvolvido, Lisboa reconhecer o problema de der demasiados automóveis nas ruas. Esta situação é prejudicial para o ambiente e para a saúde pública, e pode atrasar o crescimento da economia local por causa de impedir do movimento livre dos trabalhadores entre a sua casa e o seu emprego. 350px-Metro_Lisboa_with_suburban_railway_lines

Mas infelizmente, como
mostrado por a experiência em Londres, marcar um novo caminho de bicicleta com tinta azul não basta. Se a gente não nos sentimos seguros para dar uma passeio de bicicleta, não vamos usá-las. É importante fazer caminhos segregados, e considerar o desenho de todo o sistema de transportes na cidade, para criar um ambiente onde todos os utentes da estrada possam viajar em segurança.

Espero que estas medidas deem certo e melhorarem as condições nas cidades mais importantes de Portugal

Thanks Sophia, Rubens and Bruna for helping me with corrections when this appeared on iTalki.

 

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O Prefeito De Londres

No dia cinco de Maio, haverá uma eleição aqui em Londres, para escolher um prefeito novo. Os dois candidatos maiores chamam-se Zac Goldsmith e Sadiq Khan.
Sadiq Khan representa o Labour Party (o partido dos trabalhadores). Se estivesse perfeitamente cândido, não sei muito dele. Hoje o primeiro ministro acusou-o de ser associado ao daesh porque é muçulmano e tem o apoio dum pregador radical muçulmano, mas quando as alegações estavam a ser investigadas, pareciam vazias (obviamente!).
Entretanto, o seu rival, Zac Goldsmith é interessante. É riquíssimo, jovem e um bom falador. Tem um compromisso forte com o ambiente, que o faz estranho no seu partido, o Conservatives (o partido de centro-direita). Muitas pessoas admiram-no, mas nesta eleição, a sua campanha é horrível, divisionista e com um ar de racismo.
As principais questões da eleição são os preços dos imóveis (porque ninguém pode comprar uma casa a menos que tenha um trabalho muito bom) e a infraestrutura do transporte (para evitar engarrafamentos, mortes de ciclistas, e falta de tempo de trabalho).

 

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Uma Quinta Pequenininha Na Cidade – Parte 3

Hoje, voltei outra vez ao lote com a minha filha e a sua amiga. Trouxemos algumas ferramentas (tínhamos ido à loja sexta-feira para comprá-las). Conseguimos plantar as batatas, e fazer algumas outras obras. Enquanto elas puseram as batatas sob a terra, subi um escadote com uma serra e comecei a cortar os ramos das árvores ao lado do lote para deixar a luz chegar às folhas das plantas na terra.
Depois de três horas, bebemos um copo do sumo benemérito, evoltamos a casa.

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Além disso, passamos uma plante do ruibarbo para fora do solo para um balde, onde pode crescer sem problemas. Este é o balde preto na esquina do lote nesta fotografia.