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O Amor Infinito Que Te Tenho

O Amor Infinito QUe te Tenho e outras histórias de Paulo Monteiro

I read this banda desenhada back in 2018 but I found it heavy going at the time and I decided to go back to it. At the time, what I said was

Hum… O livro tem 60 páginas e contém 10 contos. Obviamente, estamos na presença dum autor que usa um estilo bem lacónico. As histórias são esquisitas, escuras, perturbantes – mais parecidas com os contos de Franz Kafka do que uma BD tradicional. Na verdade, apenas dois contos têm a marca duma BD: balões de texto. Os outros são, antes, pequenos trechos de ficção, alguns pouco maiores do que um tweet, ilustrados com desenhos escuros ou arrepiantes. Fico contente por ter lido mas não tenho a certeza se apreciei. Vou colocá-lo numa prateleira longe da minha cama para não ter pesadelos.

But here’s what I came up with in 2023, with more fluency of reading (not having to hit the dictionary every 30 seconds)

Ah ah, a opinião do eu de há 5 anos não está assim tão longe da verdade, apesar do seu fraco domínio do idioma, mas aquele rapaz com 48 anos não tinha noção da paixão que fundamenta a maior parte do livro. No primeiro conto, o narrador tem um amor escondido. Está esboçado na forma dum monstro ou um demónio que brama fora do apartamento da amada. Noutros, encontramos outras formas de amor: amor de filhos pelos seus pais, netos pelos avós, e de uma barata gigante pelo dono da casa onde vive. Coisas quotidianas, estás a ver? Cada história tem o seu próprio estilo artístico, mas há uma sensação arrepiante que se difunde pelo livro todo. Trata-se de um amor assombrado por uma angústia existencial.

Once again I’m indebted to Cristina of “Say it in Portuguese” for correcting the errors in the original draft.

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José Malhoa

Fazendo os exercícios lacunares no livro “Qual É a Dúvida”, deparei com uma palavra desconhecida que me atrapalhou. O objetivo desta questão especifica era decidir se o substantivo precisa, ou não, de um artigo indefinido (um, uma):

“Tenho ______ Malhoa e…. (blábláblá)”

Acabei por deixar vazio o espaço porque achava que “Malhoa” era uma doença qualquer. Confundi-o com maleita, apesar da letra maiúscula. Mas a resposta certa é “um” porque Malhoa era um artista, portanto “um Malhoa” é um quadro pintado por aquele artista. Igualmente em inglês, os ricos dizem “I have a Picasso on my yacht” ou não sei o que é, não sou Jeff Bezos, mas o importante é que “🇬🇧 a Picasso” e “🇵🇹 um Malhoa” têm a mesma forma portanto não é nada difícil!

Mas quem é este gajo, Malhoa?

Segundo a Wikipedia, o artista nasceu em 1855 e começou a sua formação com 12 anos. Fez parte de uma tertúlia de artistas portugueses chamada “O Grupo do Leão”. Apesar de ser pioneiro do movimento naturalista, a sua obra era reconhecida como sendo muito parecida com a corrente artística impressionista que estava muito a moda naquela altura.

Faleceu em 1933 e foi sepultado no Cemitério dos Prazeres. Existe um museu dedicado à sua memória.

Once again I’m indebted to Cristina of “Say it in Portuguese” for correcting the errors in the original draft

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Enquanto Salazar Dormia…

I’m off reddit these days so I’ve gone feral and all my book reviews for the time being are going to be accompanied by the #uncorrectedportugueseklaxon This one is “Enquanto Salazar Dormia” by Domingos Amaral

Este livro é muito interessante. Já sabia, antes de ler, que Lisboa era um covil de espiões mas quanto mais o enredo desenrolou, mais achava que precisava de mais informações, portanto ouvi um outro audiolivro (em inglês) sobre esta época. Com este como pano de fundo, esta história tornou-se mais viva, com tantas referências à história verdadeira da segunda guerra mundial.

Há imensas cenas de sexo rebuscadas, e cada vez que uma mulher entra no âmbito da história, o narrador avalia o tamanho e a aparência dos seios dela o que se tornou irritante depois de algum tempo, mas apesar disso a história é divertida.

Vacilei entre 3 e quatro estrelas mas acabei por dar 3 porque o desenlace roubou tanta emoção dum filme alheio (o Casablanca, que também aparece na capa) e achei este truque um pouco preguiçoso.

Thanks to Cristina for the corrections

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Letter

DAPLE Exercise to write a letter applying to be part of a competition thing that sounds basically like the Duke of Edinburgh’s Award, offering “experiences” to suitable applicants.

Exmo Senhor

Venho por este meio candidatar-me no concurso que a sua empresa está a promover nas redes sociais. Acho a ideia incrível e fico muito entusiasmado com a oportunidade.

Antes de mais, tenho 22 anos*. Trabalho no setor de saúde, tendo terminado a minha licenciatura no ano passado. Sou solteiro, não tenho pessoas a cargo e por isso posso fazer uma pausa na minha carreira sem qualquer transtorno.

Tenho competências no campo de agricultura por causa na minha licenciatura em desenvolvimento de recursos naturais e também compete-nos no campo da saúde, adquiridos durante os últimos dois anos de trabalho.

Parece-me que eu seria o candidato perfeito para as experiências de apoio humanitária e de resolução de problemas. Contudo, sendo aventureiro, também gostaria de desfrutar as outras aventuras. Acabo de me sentar em basa a aprender. Estou cheio de vontade de enfrentar novos desafios. Quero explorar os meus limites. Mas igualmente quero utilizar as minhas competências para desvende os problemas.

Este concurso é perfeito. Não há dúvida nenhuma de que a minha participação será um grande sucesso. Espero que o senhor concorde.

Agradecendo antecipadamente a sua atenção.

*I’m writing from the perspective of past me, because 53 year old me is definitely not up for this!

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Written Work

DAPLE Exam question about technology and work. I can’t even remember how it’s phrased but it obviously set me off on a rant!

Quanto mais velho estou, mais conservador me torno* nesta questão de trabalho e da organização de sociedade. Porque, como a questão diz estamos todos a manter o nosso leque de competências de que precisamos num mercado laboral que está a mudar constantemente. Mas as competências de que precisamos tornam-se cada vez menos úteis. Isto foi ilustrado de forma nítida há uns dias aqui em Londres quando o bilionário americano Elon Musk afirmou que a inteligência artificial acabaria com o trabalho de qualquer forma.

Se fosse otimista veria esta notícia como o pináculo da nossa históriab finalmente a raça humana tem licença oara ficar em casa a ver séries da Netflix escritas e realizadas por IA, com um elenco virtual enquanto um robot nos traz comida feito à mão** (ainda que fosse uma mão de aço!). Podemos viver. O assim-chamado “UBI” (rendimento básico universal), pago pelos impostos sobre*** os lucros das o presas cujos empregados são cem por cento robots.

Mas será que este comunismo o do IA é uma ilusão?

Sendo realista, nada do género aconteceria: os donos dos grandes empresas já nos mostraram que não lhes apetece partilhar os seus lucros. Os ricos irão a enriquecer enquanto a maior parte da popa ao, por mais competências que tenham, perderão o sentido de ser humanos porque o seu papel**** na sociedade não passará de um mero consumidor de produtos.

Acho que precisamos de problemas para resolver e por isso precisamos de trabalho. Espero que o futuro deja mais humano, com Robots a fazer as obras perigosas e as tarefas chatas, e que deixem a criatividade nas mãos de nós, pobres seres humanos que nos somos.

*I like this. I tried to say something like it but sort of made a bollocks of it and this version is much nicer.

**Comida feito à mão for homemade food doesn’t work, it should be comida caseira but I was só hypnotised by the idea that the hand in question was steel that I went for it anyway. This is what happens if you go for the interesting text rather than the boring but accurate text.

***For some reason I find it really surprising that it’s “impostos sobre” and not “impostos em”

****I wrote cargo, but although both words can mean “role”, it’s papel of you’re talking about a role I’m society, and cargo for a role in an organisation.

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Apresentação

This is an outline I did for the self introductory piece of the speaking bit at the end of the exam. It’s actually a bit long and even if I had a memory I still wouldn’t want to learn it by rote because it’d sound robotic, but I’ve recorded it to listen over and over again and I’m going to try and at least get an outline of it in my head and try and hit all the points in the right order.

The last line sounds a bit up itself doesn’t it? I want to have something concrete to say to round it off because I tend just to collapse atbthe end and say something lame like “é isso”. I might tweak it though.

O meu nome é Colin. Tenho 54 anos. Sou escocês por nascimento mas quase sempre morei em Inglaterra. Estou casado com uma madeirense e temos uma filha com dezoito anos que está a estudar programação de videojogos numa faculdade na Escócia. Sou consultor de informática. Gosto de correr. Não sou muito desportivo mas cheguei a uma idade na qual fiquei com uma escolha: ou correria para perder peso ou correria riscos de infarto e outros problemas de saúde. A corrida é um desporto solitário e não sou fã de desportos da equipa, portanto a seleção da atividade era fácil. Adoro correr logo de madrugada quando há pouca gente no parque, apenas veados, coelhos, pássaros e outros homens gordinhos de meia idade. Consigo pensar, ouvir um audiolivro, e ver o sol nas copas das árvores. Treino forte e feio para aumentar o meu desempenho, mas é difícil porque como bolos a mais. Pretendo participar na Meia Maratona dos Descobrimentos em Lisboa daqui a duas semanas. Uma vez, consegui esta distância em duas horas mas agora tenho mais dez anos e mais dez quilos e duvido que seja capaz de atingir o mesmo ritmo de corrida.

Comecei a aprender português a sério em 2016, mas já tinha feito algumas tentativas esporádicas anteriormente. Embora a minha esposa fale inglês fluentemente, a sua tia não falava e queria comunicar com ela.

Pedi dupla cidadania em 2019, mas havia um problema por causa da minha residência outrora nos Estados Unidos e o processo foi por água abaixo durante a época da pandemia. Fiz um segundo pedido mais recentemente e estou à espera da resposta. Não gosto de voar e por isso, fui a Portugal poucas vezes, mas visitei Lisboa, o Porto (3 vezes), Coimbra, o Algarve (2 vezes) e a Madeira que é, sem dúvida o meu lugar favorito, e não só porque a minha mulher vivia lá!

Sendo um pouco introvertido, falo pouco com outras pessoas mas gosto de ler, e isso, para mim, é o meu principal contacto com a língua portuguesa: leio muito. Há uma citação de Fernando Pessoa que diz “A minha pátria é a língua portuguesa”. Identifico-me com este sentimento, porque estou a pedir dupla cidadania mas acho que passo mais tempo a ler livros portugueses do que passei no país. É uma situação invulgar.

Às vezes, quando comecei, custava-me muito ler livros como “Bichos” de Miguel Torga (que tem muito vocabulário desconhecido que tem a ver com a vida bucólica), “A Costa dos Murmúrios” de Lídia Jorge (cujo estilo é um pouco denso) ou os livros do João Reis, que é um autor moderno e muito simpático (falamos no Instagram de vez em quando), mas achei o seu humor difícil de entender. Mas fui melhorando cada dia mais e, em 2023, é raro perder o fio à meada. Até me apetece voltar a ler alguns livros que li há anos e mal entendi. Leio qualquer espécie de livro: adoro os livros de Ricardo Araújo Pereira, de Miguel Esteves Cardoso, de João Tordo, e de Djaimilia Pereira de Almeida mas também leio não-ficção: uma Biografia do Marquês de Pombal, a Brevíssima História de Portugal e vários ensaios sobre a língua, a história e a cultura do país. Também li um livro sobre a corrida, escrito pela atleta portuguesa Jéssica Augusto.

Sou membro da Sociedade Anglo-Portuguesa, a qual tem os seus encontros lá no outro lado da rua. É um bom método para ficar a par de aspetos da cultura, mas convém lembrar que existem muitas maneiras de nos encontrarmos com a cultura portuguesa em Londres: concertos de Fado, restaurantes, exibições de arte, como a de Paula Rego que decorreu no Tate há um ano, e até existem comediantes portugueses que montam espetáculos em Londres, porque como há tugas suficientes aqui eles encontram público disposto a ouvir comédia na sua própria idioma. Fui ver o Manuel Cardoso ontem, por exemplo.

Em resumo, pretendo viver uma vida interna que é meio portuguesa, mesmo que não fale muito.

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Reciclagem

Environmental issues come up a lot on the produção e interação escrita section of the exam. This is about whether or not you separate your rubbish. Rewriting to make the corrections stick on my head.

Costumo contribuir para a recolha diferenciada de lixo. Comecei muito cedo, nos anos oitenta. Naquela altura não havia opções de diferenciar lixo doméstico mas eu era membro de um grupo chamado “Os Amigos da Terra” que mensalmente arranjava uma camioneta que seria estacionada no parque de estacionamento para que os moradores do bairro pudessem reciclar papel e garrafas.

Mais tarde, fiquei desiludido. Perdi a minha fé em Deus e no futuro, portanto deixei de fazer qualquer esforço para aumentar a sustentabilidade do nosso pequeno planeta. Mas ao longo dos anos o meu otimismo voltou. Quando a minha esposa deu à luz a nossa filha, este sentimento cresceu cada dia mais.

Por isso nos dias de hoje, presto muita atenção ao que deitamos fora: vidro, plástico, papel, baterias, metal* e mais. É tudo capaz de ser reutilizado ou reciclado. Para além disso, livros e roupas podem ser vendidos pelas** lojas de caridade; e borras de café, cascas de batatas folhas e saquinhos de chá tornam-se ração para a minha pilha de compostagem de estimação!. Mas fico convencido de que uma recolha diferenciada, ainda que seja necessária***, não é suficiente. Temos todos de prestar mais atenção ao que compramos e ao que desperdiçamos no nosso dia-a-dia. O nosso modo da vida é que tem de ser sustentável.

*Thanks to my terrible handwriting, the corrector read this as “metas”. I like the idea of having a special recycling facility for finish lines.

**I originally wrote this as ‘vendidos nas” but that seems to have conveyed idea that i was planning to sell them to the charity shop, which would be a bit rubbish!

***Bit risky having this adjective so far from the noun it’s modifying. I got the concordância wrong!

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Tourists

Rewriting a text with corrections from a Produção e Interação Escrita section of the exam. Just like yesterday I’ll probably drop some clangers in typing it but it should help understand the errors I made in the original timed run-through.

The theme was something like “A tourist is someone who buys a return ticket, a traveller is someone who buys a one way ticket – Discuss” but I’ve lost the paper now.

Existe um grão de verdade nesta situação. Pensamos em turistas como os que vão de férias. Compram bilhetes de ida e volt porque pretendem ficar no estrangeiro durante uma semana ou duas. Depois voltam ao seu dia-e-dia sem pensar mais exceto quando veem as “curtidas*” no seu Instagram ou qualquer outra rede que seja. Um viajante, por outro lado, viaja sem saber quando voltará a ver a sua casinha.

Mas na minha opinião está diabisao e demasiado simplificada. Turismo tem mais a ver com a pessoa que está a viajar e menos com o bilhete no seu telemóvel. Um turista quer que os lugares adaptam-se à sua conveniência. Não prestam até aço à cultura, a não ser que fique bem no pano de fundo das suas fotografias. Mas este jeito é comum nos turistas de ida sem volta.

As redes sociais fornecem milhares de imagens de “viajantes” a tirar selfies perto de uma catarata ou uma estátua qualquer. Mas o viajante é que é o foco destas imagens. Não respeitam os lugares onde aparecem.

Hoje em dia, geralmente chamamos está gente “influenciadores” mesmo a que a influência que tem no mundo é negativa! Atraem mais turistas aos sítios desconhecidos e é breve, ficam sibrelotados.

Elossivek viajar com os olhos e o coração abertos durante um fim-de’semana, e é possível viver como turista durante um ano (se for rico!)

Afinal, o que conta não é o bilhete mas sim o respeito.

Tourists are in black and white, travelers in colour.

* Should probably be “gostos” or “likes” because “curtidas” is Brazilian, but the Internet afflicts these things on us and if we have to put up with it from the yanks, the portuguese should share our pain.

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There Goes the Neighbourhood

Another corrected(ish) text from the DAPLE paper. It was about whether the planet would be better of without humans or whether humans were the saviours of earth.

Esta pergunta apresenta duas opções: ou o ser humano é o Salvador da Terra ou é uma praga, um vírus que adoentado este planeta bonito. Neste texto, quero afirmar que não somos nem salvadores nem destruidores.

A raça humana faz parte da vida do planeta. Somos mamíferos com cérebros bem desenvolvidos e polegares oponíveis. Inventámos sim, plásticos, mas também inventámos poesia. Aumentamos (e pelos vistos vamos aumentando) a concentração de óxido de carbono na atmosfera mas também aumentamos cada dia mais o número de músicas incríveis. Fazemos guerra mas também criamos curas para cancro, vacinas e novos métodos de salvar vidas, tanto as de animais quanto as dos nossos irmãos humanos.

E se, um dia, os macacos que usam roupas morreram todos, os outros animais continuaram vivos. Os linces ibéricos não, mas os ratos, os insetos e os pássaros. Novas formas de vida evoluirão ao longo dos séculos e, quem sabe, daqui a milhões de anos, uma delas pode inventar veículos que utilizam combustível feito dos nossos ossos assim como fizemos aos dinossauros.

Hm, i think I maybe my joke misfired at the end there. I was trying to say that, like the dinosaurs, our biomass would turn into fossil fuel and be used as fuel in cars used by some future form of life. But the corrector changed “feito” to “feitos” to agree with “veículos” so I guess she though the vehicles would be made of bones. Hm… This is one of the problems of jokes isn’t it. I often want to make little surreal asides that amuse me, but people often read it, don’t understand that I’m joking and think I’ve just had some terrible linguistic confusion. Maybe best avoided in an exam context.

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Tristão das Damas

Another text that hasn’t been proofread #UNCORRECTEDPORTUGUESEKLAXON

Tristão das Damas
Hello, ladies!

Este senhor, Tristão Vaz Teixeira, também conhecido por Tristão das Damas, aparece em pacotes de açúcar na Madeira. Ao ver o nome dele, assumi que haveria uma outra explicação pelo apelido. Por exemplo, uma dama é uma peça num jogo. “Talvez”, pensei, “os cabeços de amarração, que parecem estas peças, também sejam chamados por damas, e este homem era um capitão dum nave ” Mas enganei-me, ele era um poeta madeirense cortês, que fez vários motes a mulheres e por isso ficou conhecido por esse apelido. Contudo, o seu pai, Tristão Teixeira era navegador mesmo, portanto, eu não era assim tão longe da verdade!