(This is old, old news, which I’ve had on my “stuff to write about” for over a year)
Lisboa permanece na lista de “18 melhores sítios para visitar em 2018” de CNN mas já não vi o anúncio de “cidade mais fixe” deste ano. Em 2014 e novamente em 2017, Lisboa ganhou essa honra. Havia 7 razões pela decisão:
- Os bares e restaurantes ficam abertos ainda mais tarde do que os de Madrid, e a vida nocturna é bastante gira
- Há tantos restaurantes e tascas onde se servem cozinhas interessantes*
- Há um grande sentido de ironia e melancolia. Citaram um dito de Fernando Pessoa “Tinha-me levantado cedo e tardava em preparar–me para existir”.
- Existem muitos sítios históricos tais como castelos, palácios e a Torre de Belém, mas além disso, também existem praias bonitas.
- Desde os pormenores dum rótulo duma garrafa de vinho até os edifícios mais altos, quase tudo em Lisboa mostra um estilo muito elegante.
- Há um património rico de arte, e museus em toda parte.
- Até as ruelas têm um ar fascinante. Dar um passeio através da cidade a ver as portas, as paredes e os azulejos é mesmo divertido
*=interesting cookings not interesting cooking

Hoje de manhã, quando acordei, havia algo estranho na cama (!) Senti umas picadas na pele da minha mão, como se houvesse umas agulhas nos lençóis, Não fazia ideia o que é que estava a causar este fenómeno. Tentei ignorá-lo mas cada vez que tocava nos lençóis, levava mais ferroadas nos dedos e depois nos braços e nas costas até já não puder ignorá-las. Levantei-me e fui em busca da pinça da minha mulher. Havia centenas de espinhos pequeninos em todo o lado, nos dedos, nos braços, nas palmas das mãos… Pareciam pêlos fininhos, picando a pele. Passei uns minutos com a pinça, a retirar espinho após espinho mas já agora, fico com algumas. Quando faço um punho com a mão esquerda, consigo sentir umas ferroadas, mesmo que não veja nada.


“O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” é um livro infantil, escrito por Jorge Amado, um brasileiro, com ilustrações de um outro brasileiro – Carybé. Conta uma “história dentro duma história”. A Manhã conta ao Tempo uma história sobre os dois animais para ganhar uma rosa azul e “fazer menos pesada a eternidade”. A história trata-se num parque onde um gato malhado aterroriza todos os animais com exceção duma andorinha. Apaixona-se por este pássaro mas é “o amor que não ousa miar o seu nome”, digamos assim, porque um gato não pode casar-se com uma andorinha, nem sequer num livro infantil. Os capítulos são estações do ano, com divagações do autor nos vazios entre capítulos.
Ora bem, para os fãs dos livros (e para racistas também, obviamente!) isto pode ser um problema. Leitores frequentemente se queixam que realizadores de filmes não usam fidelidade o suficiente quando adaptam livros para o cinema. Há excepções, claro: de vez em quando, um realizador escolhe um elenco muito diferente para sublinhar um aspecto do enredo (por exemplo, um Othello Branco numa cidade de mouros, ou um Hamlet feminino). Noutros casos, realizadores fazem filmes baseados em livros estrangeiros e adaptam-nos para usar actores da sua própria nacionalidade para evitar a necessidade de usar legendas. Nenhum destas situações descreve o situação com James Bond.