Posted in Portuguese

Pardington

pardingtonUma das notícias mais interessantes nas últimas semanas é sobre a descoberta de vários estragos numa trilha no norte de Portugal, perto de Barroso, que foram feitos pelas patas de um urso pardo*. O percurso do animal foi detectado em Espanha, uns dias antes, portanto as autoridades ambientais ficaram à espera de sinais da sua viagem para sul.

O urso pardo é o urso mais comum do mundo, sendo encontrado em diversas países de Europa, mas o último exemplar português foi abatido em 1843 pelo povo do Gerês. Mas agora está de volta… ou seja, um deles está de volta.

*=Brown bear. In other news, I am suing Eric Carle for deceiving me with his book “Urso Castanho, Urso Castanho, O que é que tu vês?”


Thanks to Sophia for helping with the corrections

Posted in Portuguese

Só Um Minuto

notebook_image_997296Existe um programa de rádio, cá em Inglaterra, chamado “Só Um Minuto”, que consiste num jogo com quatro jogadores. O objectivo do jogo é simplesmente isto: falar sobre uma tema durante um minuto, sem hesitação, sem desvio, e sem repetição.

Ou seja, se uma jogador repetir uma palavra (com excepção de palavras pequenas tais como “e”, “para” ou “uma” – e o título do tema é permitido também) um outro jogador pode interromper o outro e assim ganha um ponto e continua o discurso. Se desviar do assunto, também perde a iniciativa a um outro jogador e finalmente, se hesitar (uma pausa notável entre duas palavras ou um “hum…”). No final* do minuto, quem estiver a falar ganha mais pontos e depois os três seguem para o próximo assunto.

Pode ser muito engraçado (depende dos concorrentes, claro!)

O meu único motivo para mencionar isto é que penso em tentar fazer um jogo a sós para praticar português falado, e tentar eliminar as pausas no meu diálogo! O que achas? Será um bom desafio?

Caso algum estudante de inglês tenha interesse neste programa, está aqui uma edição especial de televisão

*”No final do” or “ao fim dum”


Thanks to Sophia (again) and Israel. Good luck with all those people singing in you later this evening, Israel.

Posted in Portuguese

Brevíssima História de Portugal – A. H. de Oliveira Marques

Li este livro durante um projecto que estou a fazer sobre a história portuguesa. Lê-se muito bem, e traz pormenores suficientes para um iniciante, tal como eu, e vamos ser honestos: escrever a história dum país inteiro de modo interessante e informativo ao mesmo tempo não é nada fácil! Dá para entender os factos básicos, e colorir a imagem preta e branca que eu obtive do livro escolar que li recentemente.

Como já disse (ontem, na opinião de “É de Noite que Faço as Perguntas”) o projecto está a ajudar-me entender a cronologia do país. Ajudou-me arrumar os factos que já sabia num ordem, ou seja, atou-os num fio: as batalhas, os reis, o terremoto, os motivos pela revolução dos cravos. Compreendi melhor o enredo da banda desenhada sobre a primeira republica, e a placa que já vi no Porto em Março, que comemora a perseguição do MUD.

Claro, existem ainda muitas, mas mesmo muitas coisas que não sei mas acho que vou parar, ou pelo menos fazer uma pausa porque não estou pronto para mergulhar-me dentro dos pormenores do declínio do império, o desenvolvimento de socialismo ou o pequeno almoço preferido do Infante Dom Henrique. Se calhar, no ano seguinte…

Posted in Portuguese

É de Noite que Faço as Perguntas

12680196Quatro anos depois da primeira tentativa, li este livro pela segunda vez. Estou a fazer um projecto de aprender a história portuguesa, portanto, conheço os acontecimentos recontados e tudo fez muuuuuiiiito mais sentido! Antigamente, ficava confuso, mas agora, fico impressionado!
O livro foi publicado para comemorar o centenário da república. Os autores defendem as realizações da primeira experiência de democracia, por mais imperfeito que fosse, para apagar a mancha de analfabetismo e modernizar o país.
A historia é contada pela voz dum homem que vive durante o estado novo. Está a escrever uma carta ao seu filho, que descreve a sua vida como criança logo no inicio da primeira república portuguesa, nos anos antes e durante a grande guerra e, logo depois, anos turbulentos nos quais o poder mexeu-se de uma extremidade para a outra numa serie de golpes e revoluções e a sombra de autoritarismo aproximava-se a pouco e pouco.

Posted in Portuguese

Exercício PT-PT Nível C1

“Quando está longe do seu país, costuma sentir Nostalgia? De quê?”
_________

Quando estou longe do Reino Unido, e quando a estadia demora muito tempo, sinto saudades* (se é permitido para nós estrangeiros utilizarmos esta palavra a referirmo-nos a nós próprios!) do pão do meu país.

Ainda que a maior parte das nações do mundo tenham pães óptimos (Portugal, França, os Estados Unid… Hum… Ora bem, disse “a maior parte” e nem “todos”), sentimos uma conexão ao pão que comemos quando éramos novos. Dá conforto. É o sabor da nossa terra de mãe, o sabor do nosso lar.

Um escritor inglês disse uma vez “É impossível não amar alguém que te faz uma torrada” e é mesmo verdade: pão e amor andam sempre de mãos dadas.

 

*=saudades & nostalgia aren’t really the same thing but I don’t think the question makes any sense unless you’re talking about homesickness rather than a longing for the past

 

Thanks to Jessica for finding my errors. Only one, apparently… 🙂

Posted in Portuguese

Exercício Português Europeu Nível B2

Explique o sentido de

Zona defensiva
A zona defensiva é a área dum campo desportivo onde fica o golo a baliza* (uma rede ou qualquer “alvo” do desporto específico). A equipa em cuja zona a bola se encontra tem de fazer operações ou estratégias defensivas. Por exemplo, em futebol, ao guarda-redes é permitido agarrar a bola com as mãos na sua própria zona defensiva.

Ficar esquecidas** no tempo
Esta frase explica-se bastante bem. Depois de muito tempo, uma coisa pode ficar esquecida. Talvez o seu dono tenha falecido, talvez alguém a tenha tenha-a perdido num lugar selvagem ermo, ao qual onde ninguém vai, e lá está, perdida, esquecida durante anos.

Pernoitar
Pernoitar significa “passar uma noite num outro sítio” tal como um hotel, ou a casa de um amigo

Implementação
Implementação é um nome relacionado com o verbo “implementar”. Implementar uma coisa significa “levar a coisa a cabo”. É usado principalmente em situações profissionais.

*=golo is what you score, not what you score it in

** why “-as” and not “-o”? You’ll need to ask whoever wrote the book…

Thanks to Fernanda for the help with these

Posted in Portuguese

Bananas Vermelhas

Como é que é, malta?
Sabiam que existem bananas? Sim? Boa. Mas sabiam que, ainda por cima, existem bananas vermelhas? OK, eu sei que muitos de vocês moram num país chamado “Brasil” e por isso talvez estejam fartos de ver bananas vermelhas nos supermercados, na mesinha do pequeno almoço e nos chapéus das vossas cantoras. Eu vivo na Europa e, ainda que me arme em orgulhoso por ser um homem de bom gosto e experiência vasta do nosso mundo por causa do meu conhecimento de bananas, até hoje, nunca encontrei uma vermelha.
Não são doces como a típica banana. Fritei-as e mergulhei os pedaços em molho picante.

Posted in Portuguese

A Mochila Mágica

Acabo de enfiar a mão dentro da minha mochila, e logo que os dedos tocaram o fundo, fui transportado para outro lugar e outro tempo, mais especificamente para o Algarve em Julho de 2018. Por quê? Ora bem, a resposta não tem nada a ver, sinceramente, com mágica. Senti pedrinhas de areia, e isso fez-me lembrar os dias de sol e diversão. Podia sacudir a mochila para tirar a areia mas não quero perder aqueles momentinhos agridoces que surgem de vez em quando.

Posted in Portuguese

Rosa, Minha Irmã Rosa(Alice Vieira) – Opinião

notebook_image_989044Já li dois livros da mesma autora e este terceiro também é muito divertido. A protagonista é uma menina que tem 9 anos. Mora com a família e tem uma nova irmã. Apesar do título, uma grande parte da história trata das suas duas avós (das quais apenas uma ainda está viva), e as vidas duras delas quando eram novas. Um homem que mora lá na rua ficou preso antes da revolução (o livro foi escrito em. 1980). A história da família espelha a história recente do país. E a bebé? A narradora não se dá com ela no início mas ao longo dos meses, ela aprende, pouco a pouco, aceitar e amar a sua irmã.
É um livro juvenil, claro, mas Alice Vieira escreve tão bem que um adulto pode gostar também.

Posted in Portuguese

Uma Revista

Durante a minha estadia no Porto, fui assistir a uma “revista” no Teatro Sá de Bandeira. Foi a um espectáculo longe fora da minha experiência, consistiu numa série de canções, juntadas por uma peça de teatro. Os protagonistas chegaram um a um: os músicos logo no início, depois o José Raposo, depois a Vera Mónica e finalmente a Sara Barradas (que estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé*!).

O enredo da peça deixou os dois actores mais velhos falarem com a Sara sobre as suas viagens pelo mundo, e então, cantaram músicas de vários países. Havia canções em espanhol, francês, italiano e até uma dos The Beatles**. Os actores mudaram de roupas muitas vezes, ou pelo menos colocaram um chapéu ou qualquer outro acessório entre as canções. Também havia alguns “sketches”, tal como “A História da Minha Ida à Guerra de 1908″de Raul Solnado. Isto e duas canções (duas!) foram as únicas coisas que já conhecia.

A maioria da audiência era sénior mas havia algumas pessoas mais jovens e crianças, e acho que foi um evento adequado a toda a família. Enfim, gostei muito da experiência.

* = isn’t that lovely? I’d never noticed how the articles and prepositions work together until Sofia corrected my grammar. “Estava grávida e quase a dar à luz a sua bebé”. She was pregnant and “almost ready to give her baby to the light”

** = On the other hand, “os The Beatles” os not so pretty.