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Adrian Mole

Fui com a família ao Teatro Ambassador há 3 dias para assistir a uma peça nunlm teatro novo na sua noite de estreia. A peça é baseada num livro publicado nos anos oitenta chamado “O Diário Secredo de Adrian Mole Aos 13 Anos e 3/4”. Quando foi editado, eu tinha 13 anos, e Adrian, se fosse uma pessoa verdadeira, teria um ou dois anos a mais do que eu.

Adoro o livro, e li-o à minha filha já que ela tem mais ou menos a mesma idade. Gostámos do espectáculo. É um musical, portanto o enredo (que se passa em 1981) mudou ligeiramente para caber no formato do teatro musical, mas não é assim tão diferente do original. As canções e a actuação foram fantásticos. O palco foi decorado com autocolantes brinquedos e cartazes de 1981, ainda que o calão se tenha afastado da linguagem da época. Estas são coisas que um velhote, tal como eu, perceberia mas para os outros (incluindo as famílias dos jovens do elenco que faziam parte da plateia) não importa muito, e toda a gente gostou e bateu palmas numa ovação em pé no final.

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Cinco Mil Quilómetros por Segundo

Esta banda desenhada conta a história de três adolescentes italianos: dois rapazes e uma rapariga. Tem um bom aspecto: a arte é bonita, mas infelizmente as personagens são desenhadas numa maneira inconsistente, portanto às vezes é difícil distinguir as pessoas. E é isso mesmo que é o maior problema do livro: a história não compriu a promessa feita pelas imagens. É belo, mas a história nem me agarrou assim tanto. É confuso e, não havia uma narrativa interessante. As personagens também, para mim, são aborrecidas. Enfim, soltei um grande “meh”.

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O Mosteiro da Batalha.

O Mosteiro da Batalha é um dos grandes monumentos de Portugal e é considerado parte do património mundial pela UNESCO. O nome do mosteiro não é propriamente “Mosteiro da Batalha” mas, sim “O Mosteiro da Santa Maria da Vitória”, mas fica na vila de Batalha (Portugal, assim como Inglaterra, tem uma vila chamada Batalha/Battle para comemorar a batalha mais significativa na sua história). No caso de Portugal, a batalha é a Batalha de Aljubarrota em 1385. Dom João I, Mestre de Avis, vencedor da batalha mandou construir o mosteiro para agradecer à virgem Maria pela sua ajuda.

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O Padrão dos Descobrimentos

298px-Monumento_a_los_Descubrimientos,_Lisboa,_Portugal,_2012-05-12,_DD_19O Padrão dos Descobrimentos foi construído pelo arquitecto Cottinelli Telmo antes da exposição do Mundo Português. Porém, apesar de ser construído naquela altura, o padrão que nós turistas fotografamos à beira do Tejo não tem 79 anos, porque o padrão que fez parte da Exposição foi efémero e foi desmontado após do festival.

Em 1960, o padrão foi reconstruído no sítio actual para comemorar quinhentos anos desde a morte do Infante Dom Henrique, o navegador mais importante na história do país, e o impulsionador dos descobrimentos. A partir daí, tornou-se num dos monumentos mais famosos do país.

O monumento tem a forma de uma caravela (um tipo de navio) com exploradores e navegadores nas laterais, de pé ao lado do Infante. Tem 56 metros de altura, 20m de largura e 46m de comprimento.

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Maria E Salazar – Opinião

“Maria e Salazar” de Robin Walter, é uma banda desenhada. Trata-se de uma biografia duma portuguesa, mas também conta a história duma época na história de Portugal.

A estrutura do livro lembrou-me de um outro livro chamado “Maus” de Art Spiegelman, porque ambos são contados por um escritor que é um protagonista no livro. Fala com o narrador (o pai do Spiegelman e um empregado da família de Robin Walter) que descreve a sua experiência de vida numa ditadura. No caso de Maus, o pai de Spiegelman era um judeu que viveu na Alemanha nos anos 30. Por outro lado, fosse o que fosse, o Estado Novo nunca atingiu o nível de terror abrangido pelo nazismo, portanto, esta história é mais quotidiana. A Maria nao é uma refugiada, não era exilada ou presa. Saiu do país à procura duma vida melhor, que é um direito de todos nós seres humanos. Acabou por viver num “bidonville” (“bairro de lata”) em França. Muitos outros portugueses partilharam as suas próprias experiências: as saudades dos portugueses, fora do país por motivos económicos ou para afastar-se da guerra em África, e a dupla identidade dos filhos, que se sentem portuguses e franceses ao mesmo tempo.

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A Torre de Belém

1024px-Torre_de_belem_vista_do_tejoA Torre de Belém faz parte do património do país e do mundo. A construção foi desenhada por Francisco de Arruda que foi mandado pelo rei Dom Manuel I e. Portanto, o seu estilo (em comum com o de muitos outros edifícios na região) é conhecido como o estilo Manuelino, que é uma síntese da arquitectura gótica que estava na moda naquela época, e um estilo mais antigo e mais ibérico. A função da torre era defensiva. No princípio, estava rodeada por água e cheia de armas e canhões capazes de lançar fogo através do rio e de dominar a zona inteira. Substituiu o antigo não que tinha sido ancorado lá perto da praia.

Ao longo dos anos, a torre deixou de cumprir a sua função defensiva e torna-se num edifício de muitos propósitos: num farol, num registo aduaneiro, e até numa prisão. A pouco e pouco, também, foi devolvida para a praia: ou seja, a praia cresceu para atingir o nível do pé da torre e hoje em dia, visitantes de todos os países do mundo podem visitar sem necessitarem de nenhum barco.

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A Padeira de Aljubarrota

abc011A Padeira de Aljubarrota era uma portuguesa, chamada Brites de Almeida. Nasceu (de acordo com a lenda) no Algarve de meados do século XIV. Tinha seis dedos em cada mão. Quando tinha 35 anos, houve uma crise. Após da morte de Dom Fernando em 1383, a filha dele que estava mais próxima na linha de sucessão, estava casada com o Rei de Castela, grande rival da nação. Assim caiu a Dinastia Afonsina, e os castelhanos  fizeram planos para assumir o trono do reino.

Dois anos depois, perto da cidade de Aljubarrota aconteceu uma grande batalha entre os dois exércitos e os seus aliados – os ingleses valentes no lado dos português e franceses, italianos e outros malandros a lutar sob a bandeira castelhana. Apesar de não fazer parte do exército, Brites lutou em várias escaramuças nos arredores da batalha. Quando ela regressou a casa, com as mãos sujas de sangue espanhol, descobriu sete castelhanos a descansar às escondidas no seu forno. Aqueles homens ficaram assustados, claro porque sete soldados espanhóis não poderiam resistir a uma portuguesa cheia de raiva. Portanto, ela bateu-lhes com uma pá, fechou a porta do forno e assou-os juntamente com o pão.

Assim morreu a ambição do rei castelhano, e o reino de Portugal aguentou daí em diante.


Thanks to Sophia for the corrections

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Uma Carta Para a Câmara Municipal

Londres, 18 de Maio de 2019

Árvores

Excelentíssimo Senhor

Ouvi falar de um novo projecto de construção em frente do nosso prédio. Embora não tenha nada contra o projecto em si, existe um aspecto que não aceito: os planos incluem o abatimento de todas as árvores na zona da frente dos nossos apartamentos. Nós habitantes precisamos duma ligação à natureza. Sobretudo para as crianças que vivem cá no prédio, um lar sem árvores e sem pássaros não é saudável. Ninguém nos consultou, e isso não é razoável nem justo. Pedimos uma mudança dos planos para que as árvores possam ficar, ou pelo menos, se não for possível, um plano alternativo que tem como objectivo de substituir outras árvores na zona onde vivemos.

Fico à espera de uma resposta e se não a tiver dentro de uma semana tomarei outras medidas

Sem Outro Assunto,

Os melhores cumprimentos

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