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A União Ibérica

Durante um turno no hospital onde trabalha, a minha mulher foi chamada por uma enfermeira.

-Falas espanhol, não falas? Perguntou ela
-Hum, sim, mais ou menos, respondeu a Catarina
-Ótimo. Está aqui um espanhol. Fala com ele.
Ela aproximou-se dele e cumprimentou-o com… Sei lá, “Buenos Dias” ou uma abominação linguística qualquer.
-Sou português, respondeu o homem.

Passaram algum tempo a falar-se na sua língua nativa.

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Onde – José Luís Peixoto

Onde de José Luís Peixoto

Segundo a sinopse na contracapa, este livro é “difícil de resumir”. Pois, e para um estrangeiro, é difícil de entender! Não tenho a mínima familiaridade com Abrantes, Constância e Sardoal, as três vilas perto de Lisboa sobre as quais José Luís Peixoto escreveu estes textos. Cada um trata de um sítio (um jardim, um outeiro, uma biblioteca, seja o que for) nessa região do país, mas o tema é mais ambicioso do que um simples guia turística. Ao invés disso, o autor tenta abranger temas mais universais. Acho que a experiência de ler o livro teria sido mais enriquecedora se eu tivesse mais conhecimento dos sítios onde os textos têm as suas raízes, mas mesmo sem saber nada, curti dos textos como poesia.

You can find the locations listed in Onde by José Luís Peixoto by rummaging around on Google Maps (this link just shows the three villages, not the sixty odd specific locations discussed on the book)

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Cabelo cor-de-rosa

Troll

A minha filha foi ao cabeleireiro no fim de semana passado* para pintar o cabelo de cor-de-rosa. Não é uma cor muito forte. Não parece a pantera cor-de-rosa. Nada disso. Fica-lhe bem. Quando eu era jovem, as escolas não permitiam cabelo pintado de cores fora do normal (e não só para nós rapazes!) mas hoje em dia é mais aceitável e, para mim, isso não tem nada de mal.

*I hadn’t really noticed but it’s obvious when you think about it but the gender can work two ways with the weekend. Semana is femimine, but fim is masculine and so is the whole phrase “fim de semana”.

So It can be “o fim dA semana passadA” (the end of last week) or “o fim dE semana passadO” (last weekend)

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Imprensa Nacional Casa da Moeda*

Imprensa Nacional Casa da Moeda

Durante a nossa estadia em Coimbra, Deparámo-nos com** uma loja chamada Imprensa Nacional Casa da Moeda. Comprei um livro e falei com o empregado ao balcão. Era um dos melhores tipos de portugueses: os que não falam inglês com ingleses(1). Achei que a INCM era uma simples editora*** mas não é: foi formada por uma fusão da imprensa nacional (cuja função**** é imprimir documentos oficiais, formulários, leis e tal) e a casa da moeda, que cunha as moedas e as notas do estado. Também disse que a INCM se responsabiliza por preservar a língua portuguesa. A seleção de livros nas prateleiras era incrível, com títulos que desconhecia*****, e havia moedas comemorativas, com imagens da Ana Moura e do artista Vhils (Alexandre Farto) entre outros.

(1) estou a brincar: os portugueses que falam inglês são muito acolhedores e agradeço-lhes pelas suas reações simpáticas mas não deixa de ser uma chatice para nós que viajamos para lá praticar falar português. É por isso que dizia sempre que sou dinamarquês.

You can read more about a INCM here.

*I wrote this ages ago and made such a cock-up of it that I didn’t even spell the name right. The shame! The shame!

**I keep using this verb, deparar, wrong. I have a list now with all the things u get habitually wrong and this is on it!

***Adjective before noun is more emphatic.

****I used “cargo” for a duty or responsibility but that’s something a person has, not a company.

*****I like that there’s a whole verb that means “to not know about”

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O Limerick

I enjoyed this as a challenge. And let me pass along the challenge to you, gentle reader: can you write a Limerick in Portuguese? Whack it in the comments and show me what you’ve got. All entrants win a free subscription to Luso Premium. That’s like ordinary Luso except you are allowed to read it out loud to yourself in a Michael Caine voice.

Um Limerick é um poema humorístico com 5 linhas. A primeira, a segunda e a quinta linhas rimam umas com as outras e a quarta rima com a terceira. Desafiei-me escrever um Limerick em português. Desculpem – acho que contem asneiras…

Havia um jovem do Porto
Cujo pénis era bastante torto
Mijou de maneira errada
Salpicou a tomada
Por isso o homem é morto*

*Apparently “é um homem morto” sounds more natural but I liked the rhythm better like this so I’ve left it.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Epílogo

Acordámos às três e meia da manhã. A minha filha estava de trombas mas isso não é assim tão surpreendente tendo em conta o pouco que dormimos*. Partimos para o aeroporto. O voo correu bem, sem problemas e chegámos em casa às onze. Fico tão contente por ela ter curtido tanto as férias, mas estamos ainda mais felizes por estar na nossa casinha.

*i originally wrote that she hadn’t had much sleep but “ter pouco sono” but sono means sleepiness as well as actual sleep, so usually means “to not be very sleepy”, and the way I had expressed it didn’t really work.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa – Parte 8

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Passámos o dia a fazer compras: um presente para a melhor amiga da minha filha, um para a minha esposa, vários livros, uma pulseira, um casaco. Visitámos a livraria Lello (pela terceira vez!) mas não faço ideia porquê. Imagino sempre que desta vez vou ser a única pessoa na loja, com tempo para perscrutar as prateleiras em silêncio mas… Nem por isso. Sinto-me como um prisioneiro de guerra. A macaquinha falou sem filtros sobre os “influenciadorzinhos” à nossa volta. Não ficámos muito tempo. Jantámos cedo e estamos prestes a dormir dado que temos o nosso voo bem cedo. amanhã.

Lello: Expectation vs Reality
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 7

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Saímos do hotel e fizemos a viagem até ao Porto. No comboio havia um homem desagradável que se recusou a usar máscara. Tinha uma consigo que o pica exige sempre o seu uso, mas enquanto não havia pica na carruagem, não usava. Uma senhora repreendeu-o é os dois gritaram um com o outro até o homem ficar envergonhado e capitular.

Fizemos umas compras mas já não tínhamos energia e a minha filha estava cansada depois de toda esta semana. Rompeu em lágrimas no restaurante. Tive de arrastá-la para o hotel e preparar-lhe um banho. Já está mais calma.

Ah! Quase me esqueci da mais importante: encontrei mais um exemplar do livro que perdi no avião! Woo-hoo!

Finally! The old cover was better but I’ll take it!
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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 6

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Não dormimos bem. Acordámos às 5. A minha filha leu os últimos capítulos do seu livro enquanto eu cumpri o meu dever como consultor de bases de dados. Ao fim da tarde, fomos até ao centro da cidade onde comemos uns bolos e eu provei a minha primeira caipirinha, o que me encheu com uma luz brilhante e aquecedora que fez tudo parecer mais acolhedor. Visitámos o museu da ciência no topo da colina. Muito cansaço mas valeu mesmo a pena. Depois, passámos uma hora a ouvir fado num café com mais bebidas. Gostei mais do que o espetáculo da segunda-feira porque foi menos formal e quase todas as pessoas nas mesas eram Conimbricenses (confesso que não lhes perguntei mas não tinham ar de turistas) Jantei no Jardim da Manga. Comi chanfana (mais uma novidade) e a macaquinha experimentou uma alheira com batatas fritas, arroz e um inseto. Não recomendo. Mas curti a chanfana.

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As Minhas Aventuras na República Portuguesa Parte 5

As Minhas Aventuras na República Portuguesa

Acordei cedo e estive uma hora e meia no* portátil antes do pequeno-almoço. Depois de muitas reuniões online, subimos a colina até à universidade. A adolescente recusou-se subir as escadas da torre. Ficou em terra firme** com o seu livro enquanto eu ascendi ao céu. Uau, que escada estreita! Ainda bem que não sou claustrofóbico.

Descemos devagarinho até a um nível menos elevado onde jantámos cedo numa pastelaria. Ela comprou um presente para a sua amiga. Chegámos ao hotel às sete e meia e estamos a ler antes de nos deitarmos.

*I used “ao” but an hour at the laptop doesn’t sound as smooth in Portuguese as an hour on it. “Ao computador” pm the other hand, is completely fine!

**terra firme actually exists in Portuguese so it doesn’t make sense to use the Latin terra firma as we do sometimes in English.