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Tão Frio, o Rio

I’ve written a couple of Portuguese texts recently about the experience of having the book “So Cold The River” my Michael Koryta read to me (in English, natch) by my daughter and then, later, watching the film. Here they are combined, and I’ll put footnotes at the bottom.

O Livro

So Cold The River

A minha filha estava a insistir* em me ler um livro com o qual está obcecada. Não me apetecia mas sempre me persuadiu. É bom. O autor escreve bem. Acho que não é um livro que escolheria, mas gosto do seu entusiasmo portanto não me importa!

Texto ditado pela minha filha

Hoje a minha filha leu-me uns capítulos do seu livro. É o melhor livro que já li. Há uma personagem que foi protagonizada (no filme) pelo Andrew J West**. O homem tirou a camisa e foi o melhor momento da minha vida.

O Filme

Lembram-se que já falei sobre a minha filha que é tão obcecada com o seu livro que insistiu em ler-me a história toda?

Boa. Depois de ter terminado, vimos o filme. Que desilusão! Toda a gente*** já sabe que um filme é sempre pior do que o livro mas neste caso… Eh pá… O realizador mudou a história, trocou as personagens por outras, rescreveu o diálogo numa maneira confusa, para que o argumento não fizesse sentido e cortou a tempestade que é o grande desenlace do enredo. Se não tivéssemos lido o livro não teríamos a mínima hipótese de entendermos o que tinhamos visto.

Sempre conseguimos recuperar do choque da experiência mas no futuro não vamos ver um filme pelo mesmo realizador!

*I feel like I should have just written “insistiu” here but I made a right dog’s breakfast of this sentence so I have gone with the form suggested by the two correctors instead of trying to have my own opinions!

**She only got interested in the book because she saw him in the trailer of the film. Luckily, seeing the film hasn’t put her off him.

***I wrote “todo o mundo” to encompass everyone in the world, but that’s a Brazilianism.

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Um Restaurante

Uma Mesa Portuguesa Com Certeza (em Londresa?)

Fomos a um restaurante ontem à noite para celebrar o aniversário da minha cunhada. Ela é enfermeira. Falámos das nossas vidas e vimos a minha filha a ficar bêbeda por provar vinho português. Quase todos nós comemos Bacalhau à Brás (ou seja “Braz”, segundo a ementa) mas a aniversariante e o seu namorado partilharam uma espetada madeirense (a minha mulher e as suas irmãs vieram de lá)

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O Professor Que Não Sabe Ensinar

Acabei de ler um artigo no site do SIC Notícias que conta a história dum professor chamado Francisco Aguilar. O senhor acha que está a ser “perseguido” e “eliminado socialmente” porque a faculdade de Direito abriu um processo disciplinar pelo facto de ele estar a ensinar várias coisas tais como “o feminismo é algo parecido com o nazismo”.

Pois, é possível que a notícia seja exagerada. Havia muitos exemplos de professores a serem perseguidos por terem questionado uma ortodoxia que surgiu há cinco minutos no campo dos estudos de género, ou qualquer pecadinho que põe os cabelos azuis dos estudantes em pé. Mas o que me espantou, neste caso é que este homem, em vez de se defender, pediu asilo a “vários países incluindo à Rússia”. Muito bem, meu rapazinho, vais ter mil vezes mais liberdade na Rússia do que em Portugal!

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Vhils

Vhils

Thanks to Patis12 for help with this one

Vhils é o nome artístico do Alexandre Manuel Dias Farto, que é um artista e grafiteiro. É principalmente conhecido pelas suas obras da arte pública que consistem em imagens esculpidas por explosivos que fazem pequenos buracos, deixando a tinta e os cartazes na superfície duma parede ou as costas dum edifício. A maioria das obras, espalhadas por todo o mundo, representam retratos, mas também tem criado uma guitarra portuguesa e várias frases e cenas. Já vi um cá em Londres nas traseiras de um parque. Achei-o impressionante, como a grande parte das suas composições.

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Sempre Mais Uma Vez

Text based on yesterday’s post about sempre before and after the verb

Estou sempre a tentar melhorar o meu domínio desta língua. Depois do meu texto de ontem, fui informado que tinha repetido um erro de há uns dias. O texto conta a história da minha filha, e como a ajudo sempre com o seu trabalho de casa. Ontem, ela sempre enviou o código que ela escreveu com a minha ajuda.

Da mesma maneira como ela está sempre a melhorar a sua competência no campo da informática, eu quero tornar-me sempre mais fluente. Infelizmente, não tive muito tempo livre nos últimos dias mas sempre li as páginas recomendadas e acho que já entendo mais ou menos como errei.

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Fartugal

I got so carried away the other day that I published a blog post with this title and no content at all. I’m a five-year-old at heart. By the time I’d finished reading the article I had planned to base it on, though, I’d changed my mind, because, despite being written in Portuguese, it doesn’t actually have much information about Portuguese culture. In fact, as you’ll see, I learned more about French than I did about Portuguese. I considered changing the title to “Peido and Peidjudice” or “Peidomaníaco”, “Peidogeddon” or “It’s Peidback Time” or something, but I just decided to stick with this title in the end so as not to disappoint anyone who saw the first post and had been holding their breath in expectation of the second.

Governor William J Le Petomane (left) and friends

Li um artigo no jornal Público sobre a História Cultural da Flatulência. O escritor não deu exemplos da flatulência na vida cultural portuguesa. Não faço ideia porquê. Os portugueses não se peidam? De qualquer maneira, o que mais me surpreendeu foi uma referência ao nome de uma personagem no filme do Mel Brooks, Blazing Saddles. O seu nome é Governor William J Le Petomane. O Le Pétomane original era um artista, antes da guerra, cujo nome significa “Peidomaníaco” por razões que são provavelmente óbvias. Apesar de ter visto o filme vezes sem conta, eu nem sequer sabia o significado do seu apelido.

Joseph Pujol, aka Le Pétomane
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Joaquim de Almeida

Joaquim de Almeida no Festival Internacional do Filme de Amor em Mons (Bélgica) 2011.
Joaquim de Almeida no Festival Internacional do Filme de Amor em Mons (Bélgica) 2011 (pic. Ricardo Silva)

Here’s another biographical post with footnotes about the interesting corrections. Thanks to redditor MisterMister1964 for the help with this one.

Joaquim de Almeida é um dos atores portugueses mais conhecidos fora do seu país. Nasceu em Lisboa em 1957. Depois de uma juventude perturbada mudou de país para Áustria em 1974. Por lá, encontrou a sua futura* esposa, Andrea Nemetz, que, na altura, era secretária do embaixador do Zaire.

A Andrea recebeu uma bolsa para estudar nos EUA e o casal foi para lá em 1976 (tornar-se-iam cidadãos daquele país depois de algum tempo). No ano seguinte, Joaquim foi aceite num prestigiado instituto de artes dramáticas. Desde o início da década de 1980, tem protagonizado vários papéis em Hollywood. Sendo escrito por americanos, estes papéis foram principalmente os de narcotraficantes colombianos e criminosos mexicanos, mas é um ator internacional que atuou em filmes de diversos países e diversas línguas, incluindo vários no seu país natal**, como Capitães de Abril e Os Imortais.

*=I wrote “futuro” here. Thinking in an anglophone way, “future wife” seemed like a concept, maybe deserving a hyphen, like ex-wife, indicating a future/past state of affairs and it didn’t really occur to me that future was an adjective modifying “wife” and therefore needed to agree.

**=I wrote “nativo”. I’m sure I made a similar mistake a few days ago – I really need to start learning from my mistakes instead of repeating them. Nativo does exist in phrases like “língua nativa” but in this case, it’s natal. The country of one’s birth vs native language.

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Uma Noite Desperdiçada

Pensei em escrever algo sobre as notícias dos EUA mas não me apetece ser muito sério hoje.

As donas de casa saíram ontem à noite para assistir a um concerto dos Warpaint. Fiquei em casa. Acho que devia ter aproveitado o tempo para fazer coisas de homem solteiro tal como fumar charutos e ver o Fight Club mas falta-me a testosterona* portanto fiz yoga e comi tofu e verduras fritas enquanto lia um livro.

*me finding out that “testosterone” is a feminine word in portuguese

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Herman José

Here’s another of my biographical texts. This one or about Herman José who I mentioned a few weeks ago. Thanks very much to redditors Patis12 (who corrected my careless errors) and Danimorgenstern (who added polish with some good C1/C2 level tips). There are some notas de rodapé (footnotes) at the bottom about the ones that I found the most interesting.

Herman José é um comediante, ator e apresentador alemão*. A sua nacionalidade é relativamente complicada: nasceu em Portugal e mora lá mas adquiriu cidadania alemã por ter um pai alemão e renunciou à nacionalidade da sua terra-mãe** aos 17 anos de idade para evitar a obrigatoriedade de cumprir o serviço militar que existia na altura.

Quanto à sua carreira, eh pá***, vou resumir porque a sua página de Wikipedia é imensa!

Desde jovem, Herman mostrou grande interesse na música e na atuação. Estreou-se no teatro logo depois da Revolução dos Cravos em 1974, e durante as décadas de 1970 e 1980 trabalhou como ator e cantor em paralelo, sendo um candidato no Festival RTP da Canção em 1983 e a estrela do seu próprio programa, “Hermanias” no ano seguinte. Ao mesmo tempo, estabeleceu uma presença no mundo radiofónico.

Durante os anos noventa, a sua fama cresceu ainda mais. Apresentou (entre vários programas) um talk-show no qual entrevistou vários convidados nacionais e internacionais. Em 1998, formou a sua própria empresa, a produtora HZP (Herman Zap Produções)

No início do século XXI, mudou de canal para o SIC, onde apresentou um novo Talk-show, Herman SIC, entrevistando celebridades e apresentando**** ao mundo a cantora Mariza. Também fez parte dos programas “Masterplan – o Grande Mestre” e “Hora H”.

Em Dezembro de 2003, depois de ter sido defensor do Carlos Cruz, um ator que foi detido na sequência do chamado “Processo Casa Pia”, o próprio Herman foi constituído arguido no âmbito do mesmo processo porque uma rapariga alegou de ter sido abusada por ele num carro nas traseiras do seu restaurante de Alcântara. A acusação foi retirada quando foi provado que o ator estava no Brasil na data do alegado crime.

Desde 2010, Herman está de volta à RTP. Apresentou mais um talk show, e fez parte de vários programas tal como “Há tarde”, “Nelo e Idália” e “Cá Por Casa” (que soa como um programa do isolamento social mas não é: estreou em 2016).

Herman José imita Ana Gomes

* In the original I wrote “uma comediante […] alemã” which was a double error, using feminine endings in two words, although in my defence, these things these can be confusing when dealing with a character comedian…

** I keep writing “Terra de mãe” for some reason. What I mean is something like “terra-mãe” (mother country) but “terra natal”, the country of his birth, was suggested too. Probably more accurate but I decided to leave it as it was to reinforce the phrase I keep getting wrong.

The only acceptable meaning of epá
Epá

*** I wrote “epá” and the actual suggested change was “é pá” so I did a bit of digging because I have seen a few different spellings but not that one. I’ve seen it written epá (and also opá) but that’s not just slang, as I thought, but actually incorrect. This article in Ciberdúvidas gives the correct spellings as “eh pá” and “ó pá”, and lists out a few alternatives. Priberam also lists “eh pá” as a valid expression. As for “é pá”, I can find it here in the Dicionário Informal but the meaning isn’t quite what I was looking for. If I’m understanding the difference, “é pá” is like “yeah, dude” and “eh pá” is more like “woah, dude”. I was aiming for more of a “woah, dude” so I have corrected myself but not quite in the suggested way.

**** I wrote “introduzindo” here, thinking of it was meaning “introducing” just as we would use that word in English but it’s a good example of a false friend. If you read the definitions of introduzir on Priberam, its meanings all relate to inserting something or letting it enter a space, or one of a few other things that are really close to the English meaning but not quite the same, and none of them fits into a phrase like “I met Jeff at the party and introduced him to Wendy”.

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Ser Pai

Extremely rare blog selfie. She’s a bit bigger than this now…

A minha filha está doente mais uma vez. Desta vez tem dores de barriga e… Outras coisas. Quer estar comigo enquanto faz o seu trabalho de casa (desde que possa escolher a música). Logo que termina, ela quer passar ainda mais tempo comigo a ler ou a ver filmes. Até certo ponto, isto torna tudo mais difícil porque tenho de trabalhar também, mas adoro passar tempo com ela (tem quase 17 anos – quanto tempo resta antes do seu percurso universitário começar?) portanto, faço um esforço para mudar o meu dia-a-dia para sincronizar com os planos dela!