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Winepunk

Acabo de ler um livro chamado Winepunk. Trata-se de uma compilação de contos de ficção cientifica baseados numa história alternativa de portugal. Nesta realidade imaginativa, a monarquia do norte (um movimento verídico que teve o seu inicio em 1919, depois da implantação da República Portuguesa) sobreviveu durante anos, ao contrario da monarquia histórica que foi esmagada dentro de umas semanas.

O título “Winepunk” tem origem na frase “Steampunk”, um género inglês de ficção cientifica com raízes no mundo da revolução industrial com máquinas alimentadas por carvão e vapor. Os autores brincam com várias espécies de geringonças tal como plantas vivas, robôs cuja* fonte de poder é plasma de uva e animais de estimação com ligações psíquicas aos seus donos. Não é cem por cento coerente porque cada autor tem a sua própria imaginação e o seu próprio estilo e às vezes, estes não têm semelhança o suficiente para concretizar um mundo literário no qual o leitor pode acreditar. Mas há contos divertidos. Acima de tudo, amei a contribuição do José Barreiros. Os dois do Rhys Hughes** também têm muito jeito. mas exemplificam bem a minha queixa com o projecto em si: os contos nem sequer mencionaram a monarquia de todo!

*Rookie mistake here. “Cuja” because it agrees with “fonte” not “robôs”

**Rhys Hughes é um escritor galês que mora em Lisboa. Ama portugal e já escreveu dois livros em português: “A História Universal de Infâmia” e “A Sereia de Curitiba”. Não tenho a certeza mas, pelo que sei, escreveu-os em português, e nem usou tradutor. Uma vez que tenho tentado escrever um conto em português, vejo este escritor como um herói e quero ser igual a ele.

Thanks to Natalia for the correction. There is some good stuff in english about this compliation on the Portuguese Sci-Fi Portal here and here, and you can see a decent review by a much better portuguese reviewer on youtube… um… I don’t think I’ll link directly but if you search for “aoutramafalda winepunk” or “books beers baby quarantena winepunk” you’ll find what you’re looking for.

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Friends With Bem Feitas

I watched a YouTube video yesterday about the French language, which turns out to vê useful for Portuguese too. She was taking about the use of the phrase bien fait. It literally means “well done” but although it is sometimes used to mean that as part of a larger sentence, when it’s used in its own, it doesn’t carry the same significance as it would of an English person said “Well done”. In other words, if you see a French person makes a heroic effort, saves a kitten from drowning, say, getting soaked in the process, bien fait is not the phrase you need.

The reason is that they use it to mean “serves you right” or “you got what you deserved”, so our heroic kitten-rescuer in the previous paragraph would think you were mocking her or saying she deserved to suffer through dampness because of being so reckless as to try and save a kitten.

So this morning I was reading Winepunk (a sci-fi short story compilation based on an alternative history of the Monarquia do Norte in the early twentieth century) and I came across this passage

“Among them, the engineer sees scores of war-wounded, still in uniform. [Bem Feita] for signing up in the hope of an ephemeral moment of glory”

It’s pretty obvious from. The context that “bem feita” here means the same thing as bien fait: “It serves them right”. He thinks the war wounded deserved to be injured for signing up to the army in pursuit of glory.