Posted in Portuguese

O Vírus de Schrodinger

Practice text, with corrections from teafvigoli (thank you!). I’ve added some notes at the bottom.

Há uns dias, eu e a minha esposa ficámos com sintomas dum resfriado: narizes constipados, espirros, tosses , cansaço. Não nos preocupamos assim tanto porque havia muito pólen e muito calor e achávamos que era algum tipo de febre de feno, combinado com falta de sono.

Mas a minha esposa recebeu uma notificação do NHS (sistema de saúde nacional inglês) que disse que ela tinha entrado em contacto com alguém com o covid 19 4 dias antes. Pediu um teste PCR. Dois dias depois, sabemos com certeza que ela estava com o vírus. A família inteira está vacinada (embora a filha ainda tenha um dose só) portanto o nosso risco é muito reduzido mas ainda assim, levamos a doença a sério.

Eu pensei, ah, se assim é, os meus sintomas* devem ser por causa do mesmo vírus. Pedimos mais dois testes (um para mim e um para a macaquinha), fizemo-los**, mas os resultados voltaram negativos.
Para mim, isso não bate certo. Se eu não tivesse o vírus, a única explicação seria que eu apanhei um resfriado no mesmo dia que ela apanhou o covid e nós dois viviamos juntos no mesmo apartamento sem transferir os nossos vírus*** um ao outro, nem à nossa filha. Parece-me mais provável que tenha estragado o teste de qualquer maneira. Mas não tenho certeza.

Em ambos os casos, preciso de ficar em casa mas acho que preciso de agir como se tivesse o vírus porque é mais seguro assim.

* Sintoma (symptom) is one of those nouns ending in -a that come from Greek and take masculine pronouns.

** Fazer testes, not just for school tests but even when when it’s a test kit like this – you do it, you don’t use it.

*** vírus has no plural. Not viruses, not viri.

A useful idiomatic phrase here is “mais vale prevenir que remediar” (prevention is worth more than cure) as I was reminded in the comments!

Posted in Portuguese

A Vacina

Annotated text about getting vaccinated with some notes at the bottom. Thanks ThisCatIsConfused for the corrections

Eu e a minha esposa estamos na fila fora do centro de lazer*. Estamos à espera da segunda dose da vacina contra covid 19. Ficamos muito contente por finalmente estarmos** protegidos do vírus que causou tanto transtorno durante o último ano e meio. Há quem tem*** dúvidas, ou até desconfia das**** vacinas por causa de falta de entendimento da ciência e isso é compreensível mas errado!
Claro está que esta situação apanhou os nossos governos mal preparados. Ninguém no oeste previu esta doença embora muitos cientistas tivessem avisado que uma pandemia é sempre um risco neste mundo de trânsito aéreo e fronteiras abertas.

Ainda que tenhamos falhado completamente neste primeiro teste, ao menos os cientistas reagiram sem hesitação e os serviços de saúde, com ajuda dum exército de voluntários***** conseguiram aceitar o desafio de lidar com os problemas logísticos causados pela necessidade de colocar duas dozes da vacina em cada braço esquerdo em cada país!

*=the correction changes this to Centro de Saúde, which makes sense, but it actually was a leisure centre! Weird but true!

**=I wrote sermos because we’re permanently (?) protected. Bad Call!

***=”há quem” is one of those phrases that I always want to pluralise. “There are those who have doubts” sounds like it refers to many people but in Portuguese it’s “há quem tem dúvidas” as if it was just one person or if that mass of people were acting as a unit.

****=my natural inclination was to write this as “desconfiar a vacina” (distrust the vaccine) or maybe “desconfiar na vacina” (lack trust IN the vaccine) but the correct way is “desconfiar da vacina” (distrust OF the vaccine) which ties back to previous remarks bout differences between PT and EN uses of prepositions…

*****=I did wonder if “An army of volunteers” would be an expression in Portuguese, but the corrector seemed to know what I was talking about so that’s OK. It’s intuitive enough, I guess.